terça-feira, 29 de julho de 2014

I LOVE YOU

 

1M9tXCkzM0D27110HZ4HcfX2XYCp2aYuHRFBNHRU1YXZUuwdOM3U5Q==[1]

Eu penso em ti e fico feliz,

Por saber que temos afinidade,

Que estamos olhando os sonhos nossos com lealdade.

É importante que a gente se compreenda,

Sinta-se, se entenda,

Nos bons momentos de cada dia,

E ouvir o canto alegre a falar da magia:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

É maravilhoso saber que tenho você do meu lado,

É um sentimento simples e repleto de significado.

Estar apaixonada é querer estar sempre juntinho,

Partilhar a vida de mansinho,

E dizer com jeitinho:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

Somos o universo na poesia,
O céu e as estrelas no infinito,
O nosso amor é mais que bonito,
Nada se compara ou se explica,
O alfabeto não tem palavras na escrita
Para enfeitar no amor o nosso grito,
Nenhum segundo será pouco para dizer:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

És o meu sol eu a tua lua,
A vida traçada em beijos de carinho,
O respeito na palavra e pele nua,

Escrita em pergaminho...

Juntos no mesmo caminho,

Dizendo baixinho:

I love you...

I Love you...

I Love you...

Você, na mais exata medida, deu o toque de partida,

Alimentou minha paixão,

Fez renascer a esperança perdida no coração,

Você me conquistou rapidamente,

Plantou a sua semente que logo brotou em flor.

E em um desenho de rara magia,

Aos poucos você solidificou o nosso amor.

Você é como as estrelas no firmamento,

Presente o meu pensamento:

I love you...

I Love you...

I Love you...

É como se fosse um presente que a vida,

Gentilmente, deu-me alegria,

E posso afirmar com verdade

Que até mesmo na saudade,

Você enfeita a minha vida.

Você, razão do meu puro sorriso,

Faz-me perder o juízo nos momentos de amor.

Estarei sempre ao teu lado,

Com o coração apaixonado, seja lá onde for,

A cantar as palavras mágicas:

I love you...

I Love you...

I Love you...

A VIDA NÃO É UM TRIBUNAL

 

TNz9Y8sMke5e5hRufYG1rUktCcif4yiix9ENAKaJgUI3azLuWg9-rw==[1]

Há tanta gente que vive à procura do “sentido da vida” e nunca tem a exata resposta. Isso porque o sentido da vida constitui um questionamento filosófico acerca do propósito e significado da existência humana e do viver no mundo habitado por pessoas, todas diferentes umas das outras. E essa reflexão de hoje lembra a afirmação do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, em harmonia com a máxima do clássico indiano Bhagavad Gita (cap III, v.35), que diz assim:“Mais vale cumprir o próprio dharma, ainda que de forma imperfeita, do que cumprir de maneira perfeita o dever de outrem”.

Eu sei que muita gente se martiriza por aquilo que não alcança na vida. E, por esse caminho de suplício, acredita que o ‘sentido da vida’ reside em ter casa luxuosa, namorado, dinheiro no banco e no bolso, casa de praia, carros novos na garagem, iate, casa na praia, no campo, muitos amigos, participar de festas etc. Mas eu acredito que o segredo da felicidade não está nos bens materiais ou nas pessoas. Está na alma de cada um de nós, naquilo que somos. É no encontro consigo mesmo que se dá essa comunhão. Não pertencemos a ninguém e também não somos donos de ninguém. As pessoas se dão, se amam, se respeitam, fazem trocas. Por isso tudo não podemos agir como se a vida fosse um tribunal. O melhor que se faz é deixar de ser “juiz” de si e dos outros e passar a ouvir a voz do coração.

Também sinto que o importante, na vida, é ter consciência que não somos seres perfeitos. Se assim olhamos, então por que procurar e exigir a perfeição no outro quando não a temos dentro de nós? Cada pessoa deve viver com aquilo que carrega dentro de si, com autenticidade, firmeza, compromisso, lealdade. Não adiante viver na mentira, enganar, fingir que ama, sair pelo mundo a demolir sentimentos, pessoas, famílias.

Outro lado importante no ‘sentido da vida’ é a pessoa assumir os próprios sentimentos. Isso é ato de coragem, nunca de covardia. Nunca se deve dizer SIM para agradar alguém. O SIM, deve vir do coração, dos sentimentos que se tem, da convicção daquilo que se deseja. Cada pessoa deve lutar por seus sonhos, embora eles pareçam distantes. Diz o escritor Richard Bach que “longe é um lugar que não existe”. Com determinação e coragem a gente viaja o mundo. E encontra os sonhos mais longínquos.

Ainda, eu acredito que não se deve contar receios pessoais aos outros. Eles não estão dentro de nós, não conhecem nossa alma nem sempre nos guardam no coração com o carinho desejado.Logo sairão dizendo coisas não ditas, distorcendo as nossas emoções. E essas emoções são tão pessoais que somente a própria pessoa sabe o sentido e valor delas. Então é prudente confiar em critérios próprios.

Por tudo que aqui escrevo e ainda pelo que não digo, viver é uma experiência fantástica. Por isso não se deve permitir que alguém fira esse bem sagrado que é a nossa vida, o nosso coração, o nosso jeito de sentir o mundo e as pessoas. O mundo tem muitas coisas boas a oferecer para quem tem a ousadia de buscar e a sabedoria para ler aquilo que muitas vezes fica diante de nós apenas uma vez. Isso tudo conduz ao comportamento de agir sempre com verdade para ler a vida com os olhos do coração, um caminho, sem dúvida, chamado felicidade.

Quando falo dos “olhos do coração’, refiro-me ao Amor como base da vida. Pois eu sei que há pessoas que se anulam em nome de falsas verdades, falso amor, e acabam sozinhas, na escuridão. Há quem invista tudo nos outros e depois não tem uma mão para apertar, um corpo para abraçar, um coração a pulsar junto ao seu e um “Amor para chamar de meu”, como diz o Rei Roberto Carlos. E todas as pessoas precisam de carinho, afeto, diálogo, troca, cumplicidade, respeito, amizade.

Entendo que o primeiro ‘sentido da vida’ é senti-la, o segundo, vivê-la e o terceiro: conseguir realizar continuamente os dois. Esse é o caminho feliz! A vida guarda a sabedoria do equilíbrio que cada um deve ter diante do outro e da vida. Dizem ser a luta indispensável para realizar as metas da alma, ou seja, a felicidade não exige luta, requer amor e respeito a si. E essa felicidade é feita de pequenas pérolas que a pessoa cultiva a cada dia, a cada hora, a cada segundo, usando as armas que carrega no interior do coração. O ‘sentido da vida’ é como o desabrochar das flores em cada primavera.

 

DICAS DE GRAMÁTICA

MAL CHEIRO ou MAU-CHEIRO?

- Mal opõe-se a bem e mau a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

FAZEM CINCO ANOS ou FAZ CINCO ANOS?

- Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

HOUVERAM MUITOS ACIDENTES ou HOUVE MUITOS ACIDENTES?

- Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes./ Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

SENTIDO DA VIDA




O sentido da vida constitui um questionamento filosófico acerca do propósito e significado da existência humana e do viver no mundo habitado tantas pessoas, todas diferentes umas das outras. Eu sei que muita gente se martiriza por aquilo que não alcança na vida. Mas o segredo da felicidade não está nos bens materiais ou nas pessoas. Está na alma de cada um de nós, naquilo que somos. É no encontro consigo mesmo que se dá essa comunhão. Não pertencemos a ninguém e também não somos donos de ninguém. As pessoas se dão, se amam, se respeitam, fazem trocas. Por isso tudo não podemos agir como se a vida fosse um tribunal. O melhor que se faz é deixar de ser “juiz” de si e dos outros e passar a ouvir a voz do coração.
É fundamental ter consciência que não somos seres perfeitos. Então, por que procurar a perfeição nos outros? Importante é cada ser viver a pessoa que carrega dentro de si, com autenticidade, firmeza, compromisso, lealdade. Assumir os próprios sentimentos é ato de coragem, nunca de covardia. Nunca se deve dizer SIM para agradar alguém. O SIM, deve vir do coração, dos sentimentos que se tem, da convicção daquilo que se deseja. Não se deve contar receios pessoais aos outros. Eles não são você, não conhecem sua alma e nem sempre te guardam no coração deles. Confie em seus próprios critérios.
Sinto que o viver é uma experiência fantástica, por isso não se deve permitir que alguém fira esse bem sagrado que é a nossa vida, nosso coração, nosso jeito de sentir o mundo e as pessoas. O mundo tem muitas coisas boas a oferecer para quem tem a ousadia de buscar e a sabedoria para ler aquilo que muitas vezes fica diante de nós apenas uma vez. Por isso cada ser deve ser verdadeiro para ler a vida com os olhos do coração, pois esse é o caminho da felicidade.
Eu sei que o Amor é a base da vida. Também sei que há pessoas que se anulam em nome de um falso amor e acabam sozinhas. Há quem invista tudo nos outros e depois não tem uma mão para apertar, um corpo para abraçar, um coração a pulsar e a falar palavras de carinho, afeto, cumplicidade, amizade. Não tem uma mão para segurar e pensar consigo: eu tenho ao meu lado alguém que gosta verdadeiramente de mim. Esse tipo de gente vive para os outros, esquece-se que ninguém vai viver sua vida, caminhar, conversar, passear, dormir , acordar junto.
O amor verdadeiro nunca faz sofrer. Traz alegria, motivação e prazer, age sempre com o poder de harmonizar, compreender as relações humanas, nunca diminuir o outro ou apontar o dedo no nariz. A vida não deve punir e sim ensinar. Então é melhor escolher a comédia e largar o drama. Conhecer-se é fundamental, saber avaliar aquilo que lhe dá prazer é respeitar os próprios sentimentos. Nunca esconder-se para os outros e menos, ainda, para si. Por tudo isso eu acredito que a vida guarda a sabedoria do equilíbrio que cada um deve ter diante do outro e da vida. Dizem ser a luta indispensável para realizar as metas da alma, mas eu acredito que a felicidade não exige luta, requer amor e respeito a si. E essa felicidade é feita de pequenas pérolas que a pessoa cultiva a cada dia, a cada hora, a cada segundo, usando as armas que carrega no coração.




sexta-feira, 18 de julho de 2014

CORAÇÃO DA MATA






Como dizia o poeta,
Quem já passou pela vida e não viveu,
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Andei pelo mundo à procura de sonhos,
Grandes e pequenos em tamanhos,
Mas a todos eu buscava sem distinção,
Pelo ideal de vencê-los com determinação.
Quem nasce na beira de um rio,
No seio da floresta,
Sabe que por vezes há desvio,
Para uma distância incerta.
Muitos dias senti frio, temor e desconfiança,
Ao sair do mato e ver gente sem esperança,
A tropeçar no caminho, sem lutar pela vida,
Sempre esperando a mão da família querida.
Embora eu tenha um nome e por ele faça zelo,
Nunca dele lancei mão para obter algum selo,
Os ideais, os sonhos que buscava,
Somente minha força eu usava.
Em tudo coloquei meu preço,
Virei o mundo do avesso,
Com respeito e dignidade,
A ninguém fiz desfeita ou maldade,
O caminho foi o da lealdade.
Também nunca agi por oportunismo,
Esse mal  não carrego comigo.
A tudo que tinha valor,
Com o suor no rosto fui ao labor,
E enfrentei muitos dragões,
Na bocarra muitos grilhões,
Que teria para vencer,
Com coragem, audácia, atrevimento,
Sempre a olhar o amanhecer,
Sem nenhum constrangimento.
Eu fiz na vida um desafio,
De vencer a batalha medonha,
Ganhar minha liberdade risonha,
E, depois, voltar à beira do rio
Para dizer, com orgulho e satisfação,
Venci os desafios,
Trago a ti uma medalha na palma da mão.








































quinta-feira, 17 de julho de 2014

DECLARAÇÃO D’ALMA

  Abri minha alma,
Como se abrisse as portas
Da minha casa para ti.
Invadiste rapidamente a casa,
Pisando sobre as flores que plantei.
Andei e caminhei contigo,
Sempre no desejo incontido,

De realizar o sonho que sonhei. Mas os dias foram difíceis, Vi coisas indescritíveis. Então o que fiz eu?
Amei,
Sofri,
Gritei,
Me rasguei,
Me entreguei,
Me anulei,
Me decepcionei, Me perdi...

Me transformei em boneca de cetim,

Acomodada no canto assim, Amassada, Pisada, Mais uma vez enganada...
Valeu?!
Não sei...
Não tem outra vez!
Mas se não o fizesse,
Carregaria a sensação
De não ter dado outra oportunidade ao meu coração. Os sentimentos de hoje são sementes da vida,
Que se quedam abandonadas no tempo da cor envelhecida,
E não mais brotam, Fenecem levando a ferida, Que foi causada na minha vida.
















quarta-feira, 25 de junho de 2014

NOVA DANÇA

metamorfose2

Escrevo num grito de dor,
Com o coração partido, ferido, sangrado.
Escrevo versos soltos, frases d’alma traída,
Enganada por lâmina de aço em furor.


Escrevo para expulsar da memória a ingratidão,
Demolir o agito do coração.
Escrevo com o sangue quente, consciente,
O peito limpo, a alma rumo ao oriente.


Escrevo para afuguentar a tolice,
De acreditar em perdulário amor.
Escrevo tal guerreiro, pensador,
Ser idealista convicto de labor.

Escrevo porque o poema é enganador,
Esconde a voz, a alma, a mente.
Escrevo para florescer nova semente,
Em plantio desbravador.


Escrevo pelo viver sagrado,
De poeta versejador.
Escrevo pela fé e esperança,
No viver feliz em segurança.

Escrevo para um novo caminho,
Esquecer o engano daninho.
Escrevo pelo passo da dança,
Do sonho, da ponte ao novo ninho.


Escrevo para fazer o novo,
Esquecer a tempestade avassaladora.
Escrevo para um tempo vigoroso,
Pleno de amor viçoso.


Escrevo para dizer adeus,
Agora para o todo e sempre.
Escrevo de alma serena,
Raiz de vida e fonte suprema.

Escrevo para a despedida minha,
Dizer-te adeus sem medida.
Escrevo para falar da falsidade,
Do engano e da maldade.


Escrevo para dizer FIM,
Ao ser fingidor.
Escrevo a ti somente,
Num adeus sem o anjo Serafim.

domingo, 8 de junho de 2014

QUEM É FELIZ SOZINHO?



Pessoas, separadas, divorciadas, viúvas, idosas que vivem sozinhas aumenta a cada dia no mundo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem, no Brasil, 31 milhões de pessoas que moram sozinhas. Dessas, 40% têm mais de 60 anos. É um índice considerável que representa 28% da população do país. Então, é importante descobrir o lado bom dessa fase da vida, o lado de viver só. Isso não significa solidão, há pessoas cercadas por multidões que trazem a alma vazia. Então essa questão é muito pessoal, é o lado interior de cada ser humano.
Segundo estudos realizado pela clínica de Gerontologia, pela Universidade Aberta à Terceira Idade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UnATI/UERJ, cada vez mais as pessoas procuram manter sua identidade, independência e autonomia. Na idade de + de 50 os filhos já estão ficando independentes e muitos estão deixando o 'ninho' para alçarem seus próprios voos. As relações familiares sofrem fortes alterações e não causa surpresa se alguma estatística revelar que as pessoas com + de 50 preferem morar sozinhas a sofrer esmagamento de filhos.
As mulheres, segundo estudos, decidem viver sozinhas por sua própria escolha. Isso se deve ao fato de terem passado por casamentos difíceis. Após a separação ou viuvez quererem desfrutar de uma experiência que possa ser enriquecedora e ajudar no crescimento pessoal. Mas essa mulher necessita ter independência financeira, para não ser ‘alça’ para ninguém. Aí, então, ela colhe os frutos da experiência, da maturidade, sabedoria de viver. Encontrar um novo parceiro não é simples, pois essa mulher tornou-se sábia e não deseja ter alguém por simples companhia. Ela quer conviver com a lealdade, a sabedoria, despida de egoísmo. Ela quer viver o “nós” em plenitude.
O fato de a pessoa viver sozinha, no final da vida é fruto de uma decisão pessoal. Se a escolha foi essa, certamente esse ser irá crescer como pessoa, aprenderá a vencer medos e também a explorar as próprias capacidades. Quando a pessoa supera o desassossego inicial e o medo do desconhecido, a sensação de liberdade, confiança, é embriagadora e apaixonante. Faz aquilo que quer e vive os momentos que tem de um jeito particular. Mas quando a solidão acontece pela dificuldade de relacionamento que tem uma pessoa com outra, pela imposição e o egoísmo de filhos, ou pela mente poluída, traiçoeira e egoísta da pessoa, aí  se tem um ser infeliz. Nenhum dinheiro compra a felicidade e um amor. Também nenhum parente será capaz de ofertar essa presença doce de outro ser. Filhos são uma coisa e mulher e marido outra coisa.
Mas na verdade, as pessoas que passam pela experiência de viver sozinhas pensam muito antes de iniciar uma convivência e renunciar aos "doces frutos" da solidão. Elas se acostumaram a viver livres e, muitas vezes, não se sentem dispostas a tomar iniciativas que tirem essa ‘encantadora’ sensação de liberdade. Tornam-se individualistas, curtem a própria companhia, tudo que a liberdade do viver oferece, sem cobranças. Mas algum dia irão amargar essa escolha. O ser humano não nasceu para viver sozinho.
Segundo avaliações psicológicas, viver só pode ser uma experiência enriquecedora, positiva, porque ajuda a esclarecer a mente. Assim, quando ocorrem situações de estresse, no âmbito familiar ou de trabalho, ficar só, por um momento, ajuda a se distanciar do conflito e a encontrar uma melhor solução. É possível avaliar melhor os aspectos favoráveis e desfavoráveis de um assunto, sem que ninguém influencie na decisão. De outra parte, a pessoa viver sozinha, todos os dias da vida, tem um lado difícil, que necessita ser superado com coragem e realismo.
Dizem que viver sozinha permite à pessoa vencer o medo de se olhar por dentro.  Será isso verdadeiro? É nesses momentos que as pessoas percebem que a vida, assim, pode ser agradável, uma oportunidade de refletir, corrigir erros e definir metas. Quando isso acontece, as pessoas nunca sentem solidão, têm sempre a mente ocupada, não há conflitos, existe um espírito relaxado, confiante, confiável, que ama a vida e deseja vivê-la em plenitude. Parece, até, que a vida ganha outra dimensão: aquela da maturidade, da experiência, da liberdade. De outra parte, a vida solitária pode significar derrota, incapacidade de compartilhar a vida ao lado de alguém. Há pessoas tremendamente egoístas, buscam colocar nos outros os defeitos que são incapazes de desnudar diante do espelho. São gentes covardes, pobres de espírito e dignas de piedade. Apedrejam os outros quando as pedras deveriam vir em sua direção. Olham os defeitos alheios e esquecem-se dos seus. Os santos e anjos estão no Céu. Na terra há humanos com virtudes e defeitos.
Mas quando a escolha, a opção é consciente, a pessoa sozinha passa a ser 100% ela mesma. Quando duas pessoas vivem juntas, acabam entrando em simbiose, mesmo que essa não seja a vontade delas. Com isso, acabam renunciando as características da própria personalidade que produzem bem-estar, porque não podem compartilhá-las com o outro. Por outro lado, quando a pessoa vive só, a pessoa sente que controla a própria vida, dá curso a suas inquietações, tem mais tempo para si e para os outros. Então, a liberdade de ter + de 50 e ser economicamente independente, a vida oferece opções: seguir sozinho; encontrar novo par; ou escravizar-se para os filhos.
Muitas pessoas ficam atadas aos filhos e netos que lhes tiram dinheiro e liberdade, dando em troca visitas rápidas, para alguém que já ofereceu tanto. E, por vezes, esses filhos ainda dificultam que esse ser precioso --- o pai ou a mãe – encontre no afago de outra mão, o calor para animar a vida. Há filhos a beber os pais, gota a gota e, ao final, não irão visitá-lo nem no cemitério. Ficam gastando aquilo que os pais acumularam com sacrifício.
E, hoje, na era da internet, as relações virtuais ganharam espaço. As pessoas dialogam com as outras, de lugares distantes. Fazem amizades virtuais, com numerosos nomes. Mas, nem sempre ter uma imensa quantidade de amigos na rede significa se sentir acolhido, amado e amparado. As redes sociais não possuem ouvidos, não escutam as batidas de um coração que deseja falar dos projetos mais íntimos. A internet conforta o solitário apenas num primeiro momento, por sentir-se a pessoa integrada a um grupo. Fora dali a pessoa fica sozinha consigo mesma, sem ter com quem compartilhar os anseios e desejos. E compartilhar essas duas coisas somente num ouvido amado e querido.
DICAS DE GRAMÁTICA
ALUGAM-SE CASAS ou ALUGA-SE CASAS?
- Alugam-se casas. O verbo concorda, sempre, com o sujeito. Igualmente diz-se: Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados./Publicam-se livros.
COMPROU UM GRAMA DE OURO ou COMPROU UMA GRAMA DE OURO?
- Comprou um grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, a grama = capim etc.















sábado, 7 de junho de 2014

PELA LUZ DOS OLHOS MEUS




Escrever para esquecer, Escrever para não sofrer, Escrever para dizer: Tu, mais uma vez, deixas inquieta minh’alma. Tu que não sabes amar, se dar, se entregar, Tu não sabes acalentar um sentimento, Viver momentos, Pensar no que sou, No que fui, No que serei... Tu, ser sem sentimentos, Amarguras as almas, os corações. Tu não conheces a doação, Tu, habitas as traições, enganações, Pobre alma penada, acorrentada. Tu, um ser manobrado, entristecido, Um ser manipulado, engana a si e aos outros, Inquietas lares, famílias, mulheres, filhas. Tu, desamparo da vida, Fazes amargos os dias, Deixas a natureza fria, E atendes a ambição de quem não te cuida. Tu, vais viver os dias teus Perdido nos inquietantes sentimentos, Manobrado, manipulado, discriminado. Tu, continuas a trair, a demolir consciências, Mas nunca vais poder ser livre, feliz, Doce, terno, complacente. Porque tens a alma doente, presa aos materiais. Tu não sabes sentir primeiro, pensar depois,
Compreender primeiro, analisar depois,
Amar primeiro, dialogar depois.
Tu não sabes libertar primeiro, aprender depois,
Alimentar primeiro, ensinar depois.
Tu não sabes navegar, amar, compartilhar, És ser insensível, incompreensível. Tu, dono do mundo eu/eu! Um ser de tamanho grande e alma pequena, Que pena de ti... Morrerás na solidão, na usurpação, doente do coração. Tu viverás traído pelas desditas da vida, Não serás feliz quando fazes infeliz Quem te valoriza, te cuida. Tu não mereces a benção de Deus, Porque és engano, perdição, desilusão. Que a natureza se apiede de ti, Que possas comer do teu plantio, Até o final dos dias, E morrer numa noite fria, Sem a mão a dizer: ADEUS, amor meu. Tu, pela luz dos olhos meus, És um engasgo do vento, A tempestade demolidora, O vendaval das quietudes, Da Paz… Tu, somente tu, terás o martelo de Deus A bater nos dedos… um, dois três… Aí verás a dor da saudade a dizer: Foi um triste ADEUS.





















































terça-feira, 27 de maio de 2014

O MITO DA PALAVRA SAUDADE

 

 

       Outro dia um estudante indagou-me sobre a palavra saudade. E disse ele: - é verdade que essa palavra só existe em língua portuguesa, professora? Então, vamos explicá-la para que se tenha ideia como nasceu e qual sentido possui.

       A palavra saudade veio do latim solitas, solitatis, por meio das formas arcaicas soedade, soidade e suidade, sob a influência de saúde e saudar. Solitas, em latim, significa “solidão”, “desamparo”, “abandono”, “deixação”, do que resultam alguns dos significados que tem saudade: “desejo de um bem do qual se está privado”; “lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las”.

        Em 30 de janeiro celebra-se o "Dia da Saudade". Na gramática saudade é substantivo abstrato, tão abstrato que só existe na língua portuguesa. Os outros idiomas têm dificuldade em traduzi-la ou atribuir-lhe um significado preciso: Te extraño (castelhano), J'ai regret (francês) e Ich vermisse dish (alemão). No inglês têm-se várias tentativas: homesickness (equivalente a saudade de casa ou do país), longing e to miss (sentir falta de uma pessoa), e nostalgia (nostalgia do passado, da infância). Mas todas essas expressões estrangeiras não definem o sentimento luso-brasileiro de saudade. São apenas tentativas de determinar esse sentimento que sente os povos de cultura portuguesa. Assim, essa palavra saudade não é apenas um obstáculo ou uma incompatibilidade da linguagem, mas é principalmente uma característica cultural daqueles que falam a língua portuguesa.

       Agora, respondendo a indagação do estudante, ao que parece, essa forma saudade, com o mesmo significado, não é encontrada em outras línguas românicas. Quanto a ser exclusividade do português não se pode afirmar, pois outras línguas podem expressar a mesma ideia de “saudade”, embora com mais de uma palavra. É sabido que as línguas descrevem de forma diferente a realidade e os sentimentos, que também podem não ser os mesmos nos diversos povos. Cada povo vê os fenômenos do mundo da mesma forma que os outros, mas “interpreta” tudo isso de forma diferente, conforme as estruturas de sua cultura, ou seja, a concepção das coisas do mundo por um povo tem relação com a sua cultura e língua e é, de certa forma, refletida nesta, tanto no aspeto semântico quanto no gramatical.

          No que toca ao uso de saudade, essa palavra pode aparecer tanto no singular quanto no plural, conservando o mesmo sentido, o que ocorre também com parabém, pêsame, felicitação, felicidade e outras palavras, que pouco a pouco passaram a ser usadas no plural, muito embora o singular, com o mesmo sentido, também seja correto.   Essa palavra portuguesa "saudade" foi considerada o sétimo vocábulo estrangeiro mais difícil de traduzir, segundo uma votação realizada por mil linguistas, levada a cabo pela agência londrina de tradução e interpretação Today Translations.

        Por tudo que aqui se diz, o fato de uma língua não ter palavra que, por si mesma, possa traduzir-se por “saudade” não significa que o povo que a fala não conheça tal sentimento: tal conceito pode ser, nessa língua ou em outras, expresso por mais de uma palavra. Além disso, um povo pode conceber a ideia de “saudade” em combinação com outro(s) sentimento(s), do que resulta novo conceito, veiculado por uma ou mais palavras.

     Diz o professor Napoleão Mendes de Almeida no verbete “Saudade, saudades” de seu Dicionário de Questões Vernáculas: “a capacidade de receber impressões é uma só na humanidade; não existe rigidez filológica capaz de obumbrar o sentimento de uma nação. Cremos ser procedimento psicofilológico correto este de aceitar em outros idiomas, ainda que não se conheçam, a existência de equivalências a palavra e a expressões nossas; que orgulho é este de achar que outros povos não vivem?”

      Finaliza-se o artigo falando sobre esse caráter único da palavra saudade e da impossibilidade de a traduzir em qualquer outra língua. Para isso, transcreve-se, aqui, um excerto da obra “A Saudade Brasileira”, de Osvaldo Orico (1948), que diz assim: “Nenhuma palavra traduz satisfatoriamente o amálgama de sentimentos que é a saudade. Seria preciso nos outros países a elaboração de um conceito que também amalgamasse um mundo de sentimentos em apenas um termo”. Ficamos, pois, com a nossa “saudade”!

DICAS DE GRAMÁTICA

GRAFIA DAS HORAS
A grafia que deve ser adotada em jornais, sentenças, acórdãos, convites, convocações, cartazes e coisas do gênero é a seguinte:
- Hora redonda: às 8 horas; 10 horas ou 10h [abreviação sem ‘s’ e sem ponto].
- Hora quebrada: às 8h35min; 10h05min; 10h35 [sem dar espaço entre os elementos].
- A grafia por extenso – que é menos visual – se reserva para convites formais como o de um casamento: A cerimônia será realizada às dez horas do dia vinte e sete de maio.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

PALAVRA É PODER

 

“Faça-se a luz!” E com essas palavras Deus criou o universo. O poder, na gênese do mundo, vinha do verbo. Na Bíblia, e em volumes antigos de retórica, literatura e ciência, os nomes estão cobertos de autoridade. Nos tempos modernos, essa força e magia das palavras ganha nova coloração. Há muitos estudos sobre esse assunto e se sabe que as palavras podem ter um sentido positivo ou negativo. Também há palavras neutras.

Mas, afinal de contas, quem atribui o valor positivo ou negativo às palavras? Elas têm em si esse poder? Isoladamente, as palavras não têm conotação, elas adquirem sentido em seu contexto de uso, ancoradas nos repertórios linguísticos pessoais. Cada palavra representa coisas diferentes para pessoas diferentes. As imagens particulares de mundo dependem, por exemplo, da experiência pessoal, do contexto sociocultural ou da idade: para um ocidental e para um oriental a definição da palavra “amor” ou da palavra “família” pode alcançar significados diversos.

Há algumas correntes da linguística a afirmar que a mente humana só é capaz de conceber aquilo que consegue verbalizar. Ou seja, que a visão de cada um depende em grande parte de seu vocabulário. E talvez seja esse um dos “segredos” para compreender o poder mágico das palavras. Aumentando a lista de expressões, pensamentos e atitudes, o ser humano percebe que há outros caminhos e escolhas possíveis. Quantas coisas não dão certo porque as pessoas pensam nelas com medo? É certo que as palavras têm força, magia e poder. Quando se deseja muito alguma coisa a gente termina por consegui-la. Isso demonstra o poder, a magia e a força das palavras. É bom dizer: “eu consigo, eu quero, eu busco, eu encontro, eu posso”. A partir daí o mundo se torna, sempre, maravilhoso e a vida um encanto. As palavras atuam como um talismã.

A ciência já percebeu, há anos, que o enunciado de sentenças como essa, acima, pode ocasionar mudanças reais no comportamento humano. A formulação das frases tem um poder importante no modo como as pessoas agem. Pesquisas neurológicas mostram que, em certos estados de sugestão, o cérebro assimila palavras e frases como realidade, apontam alguns estudos. As provas são as expressões ditadas em sessões de hipnose e terapia ou as técnicas de mentalização aproveitadas pelos livros de desenvolvimento pessoal.

Enquanto terapeutas e cientistas procuram chegar a um consenso, os livros nas prateleiras dos “mais vendidos” pregam a possibilidade de se enxergar as situações por perspectivas opostas, para que as experiências também sejam ampliadas. E o primeiro passo é colocar isso em frases. “Não seria boa ideia começar a usar em seu proveito as duas palavras mais poderosas, ‘eu sou’? Que tal ‘eu sou a receptora de todas as coisas boas’, ’Eu sou feliz’?. Mais que unidades mágicas, as palavras são construtoras de realidades. E aí é só acreditar nesse poder. Afinal, há quem diga que “no princípio, era o verbo… e tudo foi feito por ele.”

Mas, afinal, o que são as palavras? Elas são tudo na vida. Sustentam os negócios no mundo. Nas trocas, nas vendas, no diálogo para dentro e para fora. São elas que garantem um lugar no mercado ou fora dele, quando equivocadas. As empresas sobre elas saltitam perigosamente, como em caminho de pedras, em meio a escuma dos inquietos meandros de uma economia. Palavras fazem toda a diferença na vida das pessoas. Toda gente é dirigida por palavras, sejam de pais, filhos, amigos ou inimigos. As palavras atingem a todos, indistintamente. Mesmo no silêncio elas inquietam. Sussurradas pela memória de uma experiência gratificante, são renovadoras. Gritadas pela consciência traída, são devastadoras.

Vêm-se, então, que as palavras têm demasiado poder, pois da mesma forma que dizem coisas, têm o poder de destruir um coração ou uma nação, elas atingem a todos,indistintamente, ricos e pobres, crentes e descrentes. Dessa forma, as palavras têm tanta força, tanto poder, que quando expressadas fazem efeito na vida, e essa influência poderá ser boa ou ruim, dependendo das ideias que transportam. Sempre foi assim, como diz a Bíblia (João,1:1),"No início era o verbo". E o verbo ainda hoje cria o universo humano indistintamente.

DICAS DE GRAMÁTICA

FUI EU QUE FIZ, FUI EU QUEM FEZ OU FUI EU QUEM FIZ?
- Quer saber mesmo? Pois todas estão corretas. Vejamos:
Fui eu que fiz - Justificativa - O verbo que tem como sujeito o pronome relativo que concorda em número e pessoa com o antecedente, a palavra que precede esse pronome. Exemplos: "Foi ele que te nomeou", "Sou eu que vou agora", "Fomos nós que escrevemos a carta" e "Serão os pais dele que receberão a herança".
Fui eu quem fez - Justificativa - Se o sujeito é o pronome relativo quem, o verbo, geralmente, permanece na terceira pessoa do singular. Exemplos: "Foi ele quem te nomeou", "Sou eu quem vai agora", "Fomos nós quem escreveu a carta" e "Serão os pais dele quem receberá a herança".
Fui eu quem fiz - Justificativa - Se o sujeito é o pronome relativo quem, o verbo pode ser influenciado pelo sujeito da oração anterior, com o qual acaba concordando. Exemplos: "Sou eu quem vou agora", "Fomos nós quem escrevemos a carta" e "Serão os pais dele quem receberão a herança".

quinta-feira, 17 de abril de 2014

A SIMBOLOGIA DA PÁSCOA

 

     Páscoa, do hebraico Pessach, significa passagem, através do grego Πάσχα, um evento religioso cristão. É considerada a maior e a mais importante festa do Cristianismo. Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo, depois da sua morte por crucificação, que teria ocorrido nesta época do ano em 30 ou 33 dC.  A Páscoa pode cair em uma data entre 22 de março e 25 de abril. O termo pode referir-se, também, ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses, desde o domingo de Páscoa até ao Pentecostes.
     Na língua portuguesa, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pesah. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua, os franceses de Pâques. Provavelmente em outras línguas não saiu do hebraico, assim, tem-se: latim Pascha, azerbaijano Pasxa, basco Pazko, catalão é Pasqua, crioulo haitiano Pak, dinamarquês Påske, Pasko em esperanto, galês Pasg, Pasen em holandês, indonésio Paskah, Páskar em islandês, Paskah em malaio, em norueguês påske, Pasti em romeno, Pasaka em suaíle, påsk em sueco e Paskalya em turco.
     Na Páscoa, é comum a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas; em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora que em outros, os ovos tenham sido substituídos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia e portanto, isto é uma alusão a antigos rituais pagãos. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação associados a deusa nórdica Gefjun.
     Os Símbolos da Páscoa são representações que fazem parte dos rituais da Semana Santa: círio pascal, coelho, trigo, uva, peixe, girassol, ramos de palmeira. Vejam-se o significado de cada um:
     O Círio Pascal  - É a vela que representa o Cristo Ressuscitado que deixou o túmulo, radioso e vitorioso. Na vela pascal, ficam gravadas as letras alfa e ômega, significando que Deus é princípio e fim. Os algarismos do ano também ficam gravados no Círio Pascal. Nas casas cristãs é comum o uso da vela no centro da mesa no almoço de Páscoa
     Os sinos - Cantam a alegria da Ressurreição expressa nos cânticos de Aleluia. Tocando, festivamente, anunciam novos tempos, alma nova para as pessoas.
     O coelho - Animal que se reproduz em grandes ninhadas, e por representar o nascimento, a vida, tornou-se símbolo da fertilidade. Está relacionado às festividades da Páscoa por representar a esperança de vida na Ressurreição de Jesus Cristo.
     O ovo - É o símbolo da vida que surge repentinamente, destruindo as paredes externas e irrompendo com vida. Simboliza a Ressurreição.
     Trigo e uva - Simbolizam o pão e o vinho da Santa Missa e, por seu grande significado com a Trindade Santa, traduzem, por excelência, o símbolo Pascal. Para a ornamentação da mesa de Páscoa, nada mais indicado que um centro feito com uvas e trigo, entre cestas de pães e jarras de vinho.
     O peixe - O peixe é um símbolo trazido dos apóstolos que eram pescadores. É um símbolo de vida, usado pelos primeiros cristãos, no acróstico IXTUS - peixe em grego.  As letras são as iniciais de "Iesus Xristos Theos Huios, Sopter", que significa "Jesus Cristo, Filho de Deus, o Salvador". Faz parte do ritual da Semana Santa comer peixe na Sexta Feira Santa, para lembrar o ritual dos 40 dias de jejum de carne, seguidos pelos cristãos durante a Quaresma.
     O girassol - O girassol tem um simbolismo especial, pois está sempre voltado para o Sol, astro-rei, assim como as almas das pessoas que devem estar viradas para o Divino – Sol, ou seja, Cristo Ressuscitado.
     Os ramos de palmeira - A Semana Santa começa com o Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, ocasião em que as pessoas cobriam a estrada com folhas de palmeira, para comemorar sua chegada. Hoje as folhas de palmeiras são usadas na decoração das Igrejas durante as comemorações da Semana Santa.
     A cor roxa - É símbolo da Páscoa. Existe uma flor de nome "Quaresmeira", que é conhecida como a flor que anuncia a Páscoa. Um dos motivos para receberem esse nome se deve a sua época de floração ser próxima ao período religioso denominado "Quaresma", que antecede à Páscoa. Outro motivo é a tonalidade de cor das flores ser muito próxima do roxo que representa a Páscoa.
     Então, a Páscoa não é simplesmente ovos e coelhos de chocolate, festa, presentes. É renascimento, renovação, festa da libertação. Época de repensar a vida e renová-la, de refletir sobre o menino que se tornou homem, morreu e ressuscitou, elevando-se ao céu, provando aos seres humanos que há uma força divina, maior, a reger a vida e os destino das pessoas. Que esta data renove em cada um a humildade e a sabedoria para irmanar-se ao outro, ainda mais nestes tempos adversos por que passa o Acre. Feliz  Páscoa!
    
DICAS DE GRAMÁTICA

ESTOU DE FÉRIAS ou ESTOU EM FÉRIAS, PROFESSORA?
- Estou em férias.  Isso por que a preposição deve ser utilizada para a indicação da circunstância de modo de ser ou estado. O substantivo férias, usado junto ao verbo estar, não indica o meio a ser utilizado, mas o estado em que se encontra a pessoa. Por isso o  adequado é dizer: “Estou em férias”.

terça-feira, 1 de abril de 2014

O SEGREDO DO TEMPO PARA AS PESSOAS

 

 

Pessoas divorciadas, separadas, viúvas, idosas que vivem sozinhas aumenta a cada dia no mundo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem, no Brasil, 31 milhões de pessoas que moram sozinhas. Dessas, 40% têm mais de 60 anos. É um índice considerável que representa 28% da população do país. Então, é importante descobrir o lado bom dessa fase da vida, o lado de viver só. Isso não significa solidão, há pessoas cercadas por multidões que trazem a alma vazia. Então essa questão é muito pessoal, é o lado interior de cada ser humano.

Segundo estudos realizado pela clínica de Gerontologia, pela Universidade Aberta à Terceira Idade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UnATI/UERJ, cada vez mais as pessoas procuram manter sua identidade, independência e autonomia. Na idade de + de 50 os filhos já estão ficando independentes e muitos estão deixando o 'ninho' para alçarem seus próprios voos. As relações familiares sofrem fortes alterações e não causa surpresa se alguma estatística revelar que as pessoas com + de 50 preferem morar sozinhas a sofrer esmagamento de filhos.

As mulheres, segundo estudos, decidem viver sozinhas por sua própria escolha. Isso se deve ao fato de terem passado por casamentos difíceis. Após a separação ou viuvez quererem desfrutar de uma experiência que possa ser enriquecedora e ajudar no crescimento pessoal. Mas essa mulher necessita ter independência financeira, para não ser ‘alça’ para ninguém. Aí, então, ela colhe os frutos da experiência, da maturidade, sabedoria de viver. Encontrar um novo parceiro não é simples, pois essa mulher tornou-se sábia e não deseja ter alguém por simples companhia.Ela quer conviver com a lealdade, a sabedoria, despida de egoísmo. Ela quer viver o “nós” em plenitude.

O fato de a pessoa viver sozinha, no final da vida é fruto de uma decisão pessoal. Se a escolha foi essa, certamente esse ser irá crescer como pessoa, aprenderá a vencer medos e também a explorar as próprias capacidades. Quando a pessoa supera o desassossego inicial e o medo do desconhecido, a sensação de liberdade, confiança, é embriagadora e apaixonante.Faz aquilo que quer e vive os momentos que tem de um jeito particular.

Mas na verdade, as pessoas que passam pela experiência de viver sozinhas pensam muito antes de iniciar uma convivência e renunciar aos "doces frutos" da solidão. Elas se acostumaram a viver livres e, muitas vezes, não se sentem dispostas a tomar iniciativas que tirem essa encantadora sensação de liberdade. Tornam-se individualistas, curtem a própria companhia, tudo que a liberdade do viver oferece, sem cobranças.

Segundo avaliações psicológicas, viver só é uma experiência enriquecedora, positiva, porque ajuda a esclarecer a mente. Assim, quando ocorrrem situações de estresse, no âmbito familiar ou de trabalho, ficar só, por um momento, ajuda a se distanciar do conflito e a encontrar uma melhor solução. É possível avaliar melhor os aspectos favoráveis e desfavoráveis de um assunto, sem que ninguém influencie na decisão.De outra parte, a pessoa viver sozinha, todos os dias da vida, tem um lado difícil, que necessita ser superado com coragem e realismo.

Viver sozinha permite à pessoa vencer o medo de se olhar por dentro. É nesses momentos que as pessoas percebem que a vida, assim, pode ser agradável, uma oportunidade de refletir, corrigir erros e definir metas. Quando isso acontece, as pessoas nunca sentem solidão, têm sempre a mente ocupada, não há conflitos, existe um espírito relaxado, confiante, confiável, que ama a vida e deseja vivê-la em plenitude. Parece, até, que a vida ganha outra dimensão: aquela da maturidade, da experiência, da liberdade.

A pessoa sozinha passa a ser 100% ela mesma. Quando duas pessoas vivem juntas, acabam entrando em simbiose, mesmo que essa não seja a vontade delas. Com isso, acabam renunciando as características da própria personalidade que produzem bem-estar, porque não podem compartilhá-las com o outro. Por outro lado, quando a pessoa vive só, a pessoa sente que controla a própria vida, dá curso a suas inquietações, tem mais tempo para si e para os outros. Então, a liberdade de ter + de 50 e ser economicamente independente, a vida oferece opções: seguir sozinho; encontrar novo par; ou escravizar-se para os filhos.

Muitas pessoas ficam atadas aos filhos e netos que lhes tiram dinheiro e liberdade, dando em troca visitas rápidas, para alguém que já ofereceu tanto. E, por vezes, esses filhos ainda dificultam que esse ser precioso --- o pai ou a mãe – encontre no afago de outra mão, o calor para animar a vida. Há filhos a beber os pais, gota a gota.

E, hoje, na era da internet, as relações virtuais ganharam espaço. As pessoas dialogam com as outras, de lugares distantes. Fazem amizades virtuais, com numerosos nomes. Mas, nem sempre ter uma imensa quantidade de amigos na rede significa se sentir acolhido, amado e amparado. As redes sociais não possuem ouvidos, não escutam as batidas de um coração que deseja falar dos projetos mais íntimos.A internet conforta o solitário apenas num primeiro momento, por sentir-se a pessoa integrada a um grupo. Fora dali a pessoa fica sozinha consigo mesma, sem ter com quem compartilhar os anseios e desejos. E compartilhar essas duas coisas somente num ouvido amado e querido.

DICAS DE GRAMÁTICA

ALUGAM-SE CASAS ou ALUGA-SE CASAS?

- Alugam-se casas. O verbo concorda, sempre, com o sujeito. Igualmente diz-se: Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados./Publicam-se livros.

COMPROU UM GRAMA DE OURO ou COMPROU UMA GRAMA DE OURO?

- Comprou um grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, a grama = capim etc.

quarta-feira, 26 de março de 2014

LARGO USO DA PALAVRA “COISA”

 

 

A Língua Portuguesa é um idioma bastante rico. Também os seus falantes possuem uma criatividade invejável. Assim, há palavras que são utilizadas para designar objetos, dar-lhes atributos, ações, circunstâncias. E uma dessas palavras é “COISA”. Segundo as gramáticas de Língua Portuguesa, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio, verbo. Segundo o Dicionário Aurélio: De coisa + -ar. Verbo transitivo direto. Bras. Pop.1.Refletir, matutar; imaginar. Verbo transitivo indireto. 2.Bras. Pop. Cuidar; preparar: F. está coisando do almoço. Verbo intransitivo. 3.Refletir, matutar.

No meio popular, esse verbo “coisar” substitui qualquer outro que não ocorre a quem fala. Logo, “coisa” tem mil e uma utilidades na nossa língua. Quando nos falta uma palavra, “coisa” entra para traduzir o pensamento do falante. De igual modo, nas regiões do Brasil, “coisa” ganha os usos mais diversos, a depender do gosto e dos costumes do lugar. Então, pode-se dizer que essa palavra “coisa” é uma espécie de muleta, que ampara o falante quando este não encontra a palavra exata para exprimir uma ideia. Assim, essa palavra “coisa” vai ganhando as cargas semânticas mais diversas e interessantes. Ela está presente no cotidiano de nossas vidas, na poesia, na música, na literatura.

Em Portugal, por exemplo, “coisar” equivale ao ato sexual, como traduz José Machado, em seu dicionário. No Brasil, em especial no Norte e Nordeste, “coisas” é sinônimo de órgão genital: "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" pode ser cigarro de maconha. Em Olinda, o bloco carnavalesco “Segura a Coisa” tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".

Na música popular brasileira muita gente boa lançou mão dessa palavra. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." Vinícius de Moraes diz: “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era a coisa mais linda do mundo. Depois, novamente Vinícius e Tom Jobim: “Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Jobim e Vinicius sabiam das coisas. Caetano Veloso também sabe, olhem como canta: “Alguma coisa acontece no meu coração". E, na música "Qualquer Coisa", ele diz: "Alguma coisa está fora da ordem."Também Jorge Aragão/Almir Guineto/Luis Carlos da Vila sabem usar a palavra: "Ô Coisinha tão bonitinha do pai...". Lembram?

E tem mais, “coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré: "Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar", e A Banda, de Chico Buarque: "Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor". Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro". Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração.

O nosso rei, Roberto Carlos, tem preocupação com a “coisa e canta: “Coisa bonita, coisa gostosa, quem foi que disse que tem que ser magra pra ser formosa? Coisa bonita, coisa gostosa, voce é linda, é do jeito que eu gosto, é maravilhosa”. Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade, afinal "são tantas Coisinhas miúdas". Gal Costa diz: "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe."

Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista.Oswald de Andrade escreveu a crônica "O Coisa", em 1943." A Coisa" é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu "A Força das Coisas". Michel Foucault escreveu a fantástica obra "As Palavras e as Coisas" , e por aí vai a “coisa”.

Percebe-se que a palavra “coisa” não tem sexo (gênero), pode ser masculina ou feminina. Coisa-ruim é o capeta, o câncer, a hanseníase, a roubalheira no Brasil. Coisa boa é o Brad Pitt, Richard Gere, Tom Cruise. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema!

Por essas e outras é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E tal coisa e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, cheio de” não-me-toques”. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá para coisa nenhuma. A coisa pública não funciona no Brasil. E a “coisa” não para por aí nem aqui. Tem essa “coisa” do mensalão e lá vem mais “coisa” em 2014. Melhor ir com Eduardo Campos e Marina Silva, ou a coisa vai ficar preta!

Mas, finalmente, para o pobre a coisa está sempre feia. Para os ricos as “coisas” são boas. Então, muita atenção, em ano de eleição vai ter muita “coisa” para enganar o eleitor. Vamos ficar de olho nessas “coisas”. Não vendam o voto por qualquer “coisa”, por o correto é dar valor às “coisas”.

DICAS DE GRAMÁTICA

ALUGA-SE ou ALUGAM-SE apartamentos?

O certo é “ALUGAM-SE apartamentos”.

A presença da partícula apassivadora “SE” faz a frase ser passiva, ou seja, o sujeito é quem sofre a ação do verbo(= apartamentos), e não quem pratica a ação de alugar. É o mesmo que eu dissesse que “apartamentos são alugados”.

terça-feira, 25 de março de 2014

A LEITURA NÃO É ATIVIDADE GRATUITA DE ADIVINHAÇÕES

 

 

 

A leitura constitui, antes de mais nada, uma forma de comunicação. É como diz Eveline Chameux (1975, p.23) "Lire cést tenir, dans une situation de communication differée, le rôle de recepteur". O ato de ler implica, sempre, a recolha de informação visual, porque a leitura não consiste numa atividade gratuita de adivinhações. Quando a informação visual é insuficiente, as previsões tornam-se aleatórias. É, assim, a leitura, tão importante na vida da humanidade, envolve atividades diversificadas, em razão da variação própria da natureza do processo comunicativo. Para além da leitura em voz alta e da releitura, poder-se-ão distinguir, com Éveline Charmeux, (1975, p.34) cinco situações de leitura:

Situações de informação - em que o leitor se interessa apenas pelo conteúdo da mensagem e não pela mensagem em si mesma (que frequentemente destrói). Trata-se de uma leitura rigorosa, objetiva e rápida. Como exemplo, aponta a leitura de jornais, de circulares e outras mensagens de ordem administrativa e profissional.

Situações de consulta - trata-se de encontrar uma informação entre um conjunto heterogêneo, por exemplo, num dicionário ou numa enciclopédia.

Situações de ação - onde a compreensão da mensagem se traduz em atos, como nas receitas de cozinha, livros de instruções, regras de jogos.

Situações de reflexão - a leitura de uma obra literária, filosófica ou científica é seguida ou prolongada pela reflexão sobre o assunto, personagens etc.

Situações de distração - quando se lê uma revista no consultório médico, por exemplo, ou quando a leitura constituí uma espécie de evasão.

A leitura constitui um processo adaptativo e flexível, variando com a espécie de texto e os objetivos do leitor , não cabendo, por isso, num único modelo teórico. Se não existe apenas um processo de leitura, também não pode existir apenas um modelo de leitura. Todavia, partimos do princípio de que existem invariantes comuns a todos os tipos de leitura e que valerá a pena procurar, nas investigações já realizadas neste domínio, contributos que permitam configurar um conceito atualizado de leitura.

Na escola, o ensino/aprendizagem da leitura, a despeito de posicionamentos metodológicos extremos, deveria ter em conta, por um lado, que o estudante tem necessidade de aprender a recolher e a utilizar a informação visual; por outro, que deve ser também estimulado a economizar essa informação, recorrendo à informação não visual, e melhorando, por essa via, a eficiência da leitura e aprendendo a olhar o mundo sob uma ótica otimista e progressista.

DICAS DE GRAMÁTICA

"AUTORRETRATO" E "PORTA-RETRATO": REGRAS DIFERENTES

Em tempos de reforma ortográfica, muita gente pensa que as alterações foram bem mais abrangentes do que realmente foram. Há quem não compreenda por que "autorretrato" passa a ser escrito com "rr" e "porta-retrato" continua com hífen.
Esse tipo de confusão se desfaz quando a pessoa olha o que deve ser olhado: o início da palavra. "Auto-" é um prefixo, "porta-" é uma forma do verbo "portar". Os prefixos terminados em vogal unem-se, agora sem hífen, aos termos iniciados por "r" mediante a duplicação dessa consoante.
A regra, porém, não se estende a substantivos compostos, que têm dois ou mais radicais. Assim, "porta-retrato" continua com hífen, como a maioria dos demais compostos iniciados por verbo ("porta-bandeira", "abre-alas", "lança-perfume", "arranca-rabo", "arrasta-pé" etc).

“VIDE” E “VEDE”

"Vide. Essa expressão é usada amiúde, como imperativo do verbo ver. Ex.: Vide rodapé; vide página 13 etc. Pergunto se o correto não seria ‘vede’ e em que hipótese devemos usar o ‘vide’ acertadamente."

Usa-se vide quando se quer remeter alguém a outro livro, capítulo, página, trecho. Abrevia-se v. ou V.  – inicial maiúscula quando no início da frase.

Vede é o imperativo do verbo ver, que se refere a "vós", pronome raramente usado no Brasil, motivo por que ganha preferência a forma latina "vide", que se traduz por veja ou até mesmo pelo infinitivo, por exemplo: ver  pág. 10. Ver referência no final do capítulo.

sábado, 15 de março de 2014

COMO É O AMOR DE AMAR…

 

 

amar de verdade

 

   É sentir, repentinamente, os lábios falarem do amor para si como uma necessidade.

   É os dois, ao olharem para o futuro, fitarem na mesma direção.

   É uma parte sua viver com a outra, e a outra com uma parte sua...

   É deixar brotar o sentimento como água pura e cristalina.

   É um realizar para o outro o mundo que sonha para si.

   É oferecer o manto do sorriso para aliviar alguma dor ou tristeza.

   É construir um castelo no céu com cimento de nuvens e tijolos de estrelas.

   E exultar-se de contentamento ao imaginar o ser amado na sua imaginação.

   É desejar ter nos ouvidos a sua voz como uma oração.

   É nunca desejar outro ser por o seu ser estar pleno de Amor.

   É jamais oscilar diante do pêndulo das dificuldades.

   É revestir-se de Amor, tanto no dar quanto no receber.

   É ser feliz fazendo o outro ser feliz.

   É nunca dizer Não quando pode dizer Sim.

   É sentir a presença na saudade da ausência.

   É completar-se no outro sem ser o outro.

   É debruçar-se sobre si e sentir a felicidade de viver a dois.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Alma gêmea de minh’alma

 

 

mapa-do-amor1

Alma gêmea de minh’alma...
energia que enche de esperança a minha vida....
Fonte onde posso alimentar a sede
dos sonhos, nostalgias e magias.
Eu estava a partir para outro espaço,
na busca de um eu para o meu caminho.
Mas, inesperadamente, chegaste devagarinho,
E encheste-me o coração outra vez.
Será agora para o SEMPRE?

Alma gêmea de minh’alma...
Se me queres tão intensamente, tece-me de felicidade,
abraça-me com sinceridade e diz-me a palavra mágica:

I love you!!!

I Love you...

I Love you...

Tantas e tantas vezes,

Assim a provar o mel que nasce da boca.

Alma gêmea de minh’alma,
Se eu te perder outra vez,
serei de ti a eterna saudade,
a lembrança que não se apaga jamais,

A dor mais doída,

A ferida que não cicatriza.

Alma gêmea de minh’alma,
Se um dia novamente me deixares,
entre as curvas dos caminhos,
haverás de mergulhar entre espinhos,

Porque as flores não mais verás.

Os teus olhos se fecharão na luz,

E eu permanecerei nos dias teus

Sendo a tua claridade no Céu.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O QUÊ É A VERDADE?

 

 

                                                            verdade3                                                                                                                                                                                                                

Nós educadores, professores, pesquisadores, lidamos, cotidianamente, com pessoas das mais diversas naturezas, crenças, sonhos, religiões, olhares sobre a vida. E o que a gente percebe, mesmo em família, é que cada ser humano possui seu mundo e nesse mundo estão as suas verdades. Por isso este texto de hoje, uma reflexão sobre os conceitos, as visões daquilo que se chama “VERDADE”.

Entende-se, à luz do humanismo, que a busca pela verdade passa necessariamente pelo combate contra o dogmatismo, a crença de que o mundo é tal como observado e percebido inicialmente, sem possibilidade de contestação. Essa atitude dogmática é conservadora, evita novidades e modificações, enraizando-se em crenças e opiniões, o que conduz, muitas vezes, ao fanatismo ou erro. Todavia, assim como o mundo muda, avança, também as pessoas, com seus saberes, crenças, opiniões, leituras da vida e do mundo. Esse mundo é um mundo povoado por pessoas, cada uma diferente da outra. Uma gosta do azul, como o Rei Roberto Carlos; outras não gostam do azul, preferem o branco, o vermelho etc. O fato, acredita-se, que assim como mudam os olhares sobre a vida, igualmente os seres humanos possuem valores e crenças sobre aquilo que tomam por “verdade”.

Se as pessoa tivessem pensamentos iguais, sentimentos iguais, olhares semelhantes sobre a vida e o modo de estar nela, o mundo viveria sem conflitos. Acontece, porém, que o ser humano carrega consigo um mundo que é unicamente seu. Logicamente nesse mundo particular os conceitos pessoais mudam. E essa mudança acontece pela própria natureza das pessoas que são diferentes umas das outras.

Pois bem, tomando por base a reflexão sobre aquilo que se chama “VERDADE”, busca-se, na Filosofia, orientações capazes de nortear ou aclarar essa percepção que cada ser possui sobre aquilo que se chama “Verdade”. Não é um texto científico, mas uma breve análise sobre temática tão fascinante e que, certamente, trará luz aos nossos próprios conceitos e convicções.

No correr de 25 séculos de conversação filosófica, o grande leitmotiv, o objeto das preocupações dos filósofos tem sido a "Verdade". E, por essa razão o tema da "Verdade" tem sido o cerne de muitas indagações, em todos os tempos, de tal modo que se poderia assentir, peremptoriamente, que a definição do que vem a ser a categoria “Verdade" é polissêmica e assume múltiplas funções semânticas, sintáticas e pragmáticas. Afinal, o que é a Verdade?

Platão inaugura seu pensamento sobre a verdade afirmando: “Verdadeiro é o discurso que diz as coisas como são; falso aquele que as diz como não são”. É a partir daí que começou a se formar a problemática em torno da verdade. Para alguns a verdade é objetiva; para outros é subjetiva. E que nem sempre o que é certo para uns é também certo para os outros. Isso é subjetividade. Na objetividade a verdade aparece igual para todos, ou seja, é absoluta o tempo e em todos os lugares. O que é verdade para uma pessoa é verdade para todos. Ex: Todos precisam de ar para respirar.

No dicionário Aurélio encontra-se a seguinte definição de verdade: “Conformidade com o real”. Talvez merecesse um comentário mais amplo, a afirmação acima de Platão, mas partindo do conceito dado pelo dicionário podem-se chegar as seguintes conclusões: Não existe uma verdade cujo sujeito possa ser o seu detentor; a Filosofia chegou a distinguir cinco conceitos fundamentais da verdade: a verdade como correspondência, como revelação, como conformidade a uma regra, como coerência e como utilidade.

A verdade como correspondência - É a verdade que garante a realidade, ou seja, o objeto falado é apresentado como ele é. Aristóteles diz que: “Negar aquilo que é, e afirmar aquilo que não é, é falso, enquanto afirmar o que é e negar o que não é, é verdade”. Essa definição de verdade é a mais antiga e divulgada.

A verdade como revelação - Trata-se de uma verdade que sob a luz empirista se revelou ao ser humano por meio das sensações, e sob a perspectiva metafísica ou teológica mostrou o verdadeiro por meio de um Ser supremo, Deus, que evidencia a essência das coisas.
A verdade como conformidade – É uma verdade que se adapta a uma regra ou um conceito. E esta noção de conformidade foi usada pela primeira vez por Platão: “... tudo o que me parece de acordo com este, considero verdadeiro,...” e retornando a história, Santo Agostinho afirma: “existe, sobre a nossa mente, uma lei que se chama verdade”. Em suma, a verdade, no sentido da conformidade, deve-se adequar a uma regra ou conceito. Acredita-se que os conceitos mudam de uma pessoa para outra, isso porque o modo de sentir, ler o mundo, os costumes, as práticas sociais, não estão no mesmo nível para todos os seres humanos.

A verdade como coerência - Essa ideia de coerência foi difundida pelo filósofo Bradley. Ele critica o mundo da experiência humana partindo da ideia de que “o princípio de que o que é contraditório, não pode ser real”, isso o fez aceitar que “a verdade é coerência perfeita”.

A verdade como utilidade – Formulada, primeiramente, por Nietzsche: “Verdadeiro não significa em geral senão o que é apto à conservação da humanidade. O que me deixa sem vida quando acredito nele não é a verdade para mim, é uma relação arbitrária e ilegítima do meu ser com as coisas externas”.

A preocupação que se tem é que a verdade, como utilidade, seja algo que faça bem a toda a humanidade. O que não é de práxis para a conservação do bem, pode-se dizer que é verdade?
Toda essa investigação sobre a verdade limita muito esse tema. A verdade possui inúmeros significados, dependendo da pessoa que a defina. Ela continuará sendo uma das questões mais abordadas nestes últimos tempos.

Descortina-se, então, que a ideia contemporânea de verdade foi construída ao longo de séculos, desde a antiguidade, misturando a concepção grega, latina e hebraica. Em grego, a verdade (aletheia) significa aquilo que não está oculto, o não escondido, manifestando-se aos olhos e ao espírito, tal como é, ficando evidente à razão. Em latim, a verdade (veritas) é aquilo que pode ser demonstrado com precisão, referindo-se ao rigor e a exatidão. Assim, a verdade depende da veracidade, da memória e dos detalhes. Em hebraico, a verdade (emunah) significa confiança, é a esperança de que aquilo que é será revelado, irá aparecer por intervenção divina. Em outras palavras, a verdade é convencionada pelo grupo que possui crenças em comum.

A união destes conceitos fez com que Tomás de Aquino terminasse definindo a verdade como expressão da realidade, a concepção em voga entre nós no senso comum até hoje. Mas o grande problema é que a verdade não possui um significado único, tampouco estático e definitivo, sendo influenciada por inúmeros fatores.

Destarte, a construção de um sistema filosófico configura uma verdade dogmática que se contrapõem a outras verdades dogmáticas. Neste sentido, em filosofia existem várias verdades, todas possíveis desde que exista a ausência de contradições, já que somente elementos que se anulam mutuamente poderiam invalidar a verdade.

Ao final da reflexão, indaga-se sobre o que libertará o ser humano dessa prisão do que seja a verdade? A resposta é mergulhar, profundamente, sobre aquilo que nos é apresentado. Fugir do senso comum e criar opiniões próprias. A verdade depende do modo como cada pessoa encara o mundo.

DICAS DE GRAMÁTICA

TEM ou TÊM ou TEEM?  VEM ou VÊM ou VEEM ou VÊEM?

- Se você costuma ter esse tipo de dúvida ou já perdeu seu tempo com esse problema, observe o esquema abaixo:

- Grupo do CRÊ-DÊ-LÊ-VÊ:
Os verbos CRER, DAR, LER e VER são os únicos que na 3ª pessoa do plural terminam em –EEM. Não esqueça que perderam o acento circunflexo, segundo o acordo ortográfico dos países de língua portuguesa:
Ele crê – eles creem;
Ele dê – eles deem (=presente do subjuntivo);
Ele lê – eles leem;
Ele vê – eles veem.
Essa regra também vale para os verbos derivados:
Ele relê – eles releem;
Ele prevê – eles preveem.

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.