segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Perfume de amor...

 

 

Que fique escrito...

 

ONDE ESTÁ O POETA?

 


Não busquem pelo poeta
Na estrofe ou na curva dos versos,
Eu não sou fantasma para viver em papeis dispersos,
E cobrir o rosto num véu celestial,
E depois me mostrar igualmente colegial.
Eu habito alguns poemas,
N’outros versejo na sombra das rimas,
Mas não vivo de quimeras,
Assim não tolero feras,
Que de mim digam esmeras.
Não me procure nas contravoltas dos poemas,
Eu estou nas metonímias e metáforas dos ecossistemas,
Ou nas figuras de linguagem,
Que tanto dizem, fazem e desfazem,
Tudo por meio da linguagem.
Não estou aqui nem ali,
Habito os ancestrais dos rios,
Das matas nos desafios,
Sem confessar a quem,
Onde vou encontrar alguém.
Eu viajo no ar da brisa,
Nos encantos da Monalisa,
Nas fábulas de La Fontaine,
Os pés na terra e o olhar online,
Embalada na ternura de Exupery Antoine.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

SÃO TUAS AS FLORES!

 

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Há horas em nossa vida que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Questionamos o porque de nossa existência, e nada parece fazer sentido... Concentramos nossa atenção no lado mais cruel da vida, aquele que é implacável e a todos afeta indistintamente: a perda de uma pessoa querida. É uma vida que termina e outras ficam.

Por isso eu penso que VIVER com fé é saber que cada dia é um recomeço... Meu Deus! É saber que temos asas invisíveis, para voar até às estrelas no Céu e, lá, lá longe, poder abraçar a pessoa querida pelo última vez, antes de ela adentrar na morada do Pai.

VIVER com fé é manter a mão estendida para dar e receber. VIVER também é perder... coisas, sonhos, pessoas queridas, sangue do nosso sangue.É sentir que a vida é fugaz... repentinamente acaba... uns vão e outros ficam... até quando?!

VIVER com fé é usar a força e a coragem que habitam dentro de nós, quando tudo parece tão difícil. Em nosso peito apenas a dor de um punhal que a cada "meus pêsames" assemelha-se a uma pedra a machucar, a rasgar o coração.

VIVER também é sentir a dor da morte... que deixa para trás tantas coisas, tanto de nós, tantas saudades... e desnuda a nossa infinita fragilidade.

Saudades eternas de ti, minha prima-irmã MARIA LESSA! Viver é também sentir, chorar, sofrer, recordar, orar… e hoje, neste dia de despedida de ti, aqui na terra, ergo às mãos aos Céus, numa prece, pra que Deus encha minha alma de coragem, força, fé…

Oração da Fé


Senhor Deus, criador do céu e da terra!
Poderoso é vosso nome, grande é vossa misericórdia!
Em nome do vosso filho, JESUS CRISTO,
recorro a vós neste momento, para pedir benções para minha vida.
Que a luz divina incida sobre mim.
Com a vossas mãos retirai todo o mal, todos os problemas e todos os perigos que estejam ao meu redor.
Que as forças negativas que me abatem e me entristecem se desfaçam ao sopro da vossa benção.
O vosso poder destrua todas as barreiras que impedem o meu progresso.
E do céu, vossas virtudes penetrem no meu ser dando paz, saúde e prosperidade.
Senhor abra os meus caminhos.
Que os meus passos sejam dirigidos por vós para que não tropece na caminhada da vida.
Meu viver, meu lar, meu trabalho, sejam por vós abençoados.
Entrego-me em vossas mãos poderosas, na certeza de que tudo vou alcançar.
Agradeço em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

SE… SE … SE …



Se um dia  encontrar alguém na vida, observe-o,
Se a pessoa disser que te ama, reflita,
Se jurar amor eterno, interrogue-o,
Se fizer juras e promessas, analise-as,
Se tiver filhos “independentes”, ponha-se em alerta,
Se falar que é livre, duvide,
Se disser que manda na vida, pondere,
Se afirmar que é íntegro, fotografe-o,
Se receber telefonemas de outras, desconfie,
Se levantar-se no meio da noite, tenha cuidado,
Se dormir com o tablete debaixo do travesseiro, faz jogo duplo,
Se afirmar que não tem ninguém, não acredite,
Se achar que ele não te merece, esqueça-o,
Se achar que foi infiel, rejeite-o,
Se achar que não esqueceu, delete da mente,
Se notar a fraqueza, fortaleça-se na coragem,
Se perceber que alguém faz manobra, use a espada,
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, recomece novamente,
Se estiver tudo certo, continue,
Se sentir saudades, mate-a,
Se perdeu um amor, não perca a si jamais,
Se encontrar outro amor,segure-o,
Se a pessoa é honesta, abrace-a,
Se sentir-se enamorada, agradeça a Deus.


















sábado, 4 de outubro de 2014

CORAÇÃO É TERRA QUE NINGUÉM VÊ


Gif de borboleta
Quis ser um dia jardineira
de um coração.
Sachei, mondei e nada colhi.
Nasceram espinhos
e neles me feri.
Quis ser um dia jardineira
de um coração.
Cavei, plantei,
Na terra ingrata
nada criei.
Quis ser uma dia jardineira
de um coração.
Ali fiz adubo, semeei,
Todos os dias reguei.
Mas a terra não sendo boa,
Foi tempo perdido à toa.
Quis ser um dia jardineira
de um coração.
Cuidei, zelei, acariciei,
Mas ele sendo ingrato,
Nunca deu valor a minha ação,
Sempre traiu meu coração.
Coração é terra que ninguém vê,
- diz o ditado popular.
Sei que tudo fiz para agradar,
Mas as pedras estavam no lar,
Duras, ferinas, pontiagudas,
Não me deixaram adentrar.
Na casa fui muitas vezes,
Com esperança, anos a fio,
Bati, bati, nem escutei assobio,
Casa vazia, porta fechada,
Era uma gente de cara amarrada...
Naquele espaço nada criei,
Sentia medo do assombroso rei,
Que nada tinha de coroa,
Não queria patroa,
Uma governanta ambicionava.
Quis ser um dia jardineira
de um coração.
Olhava tudo e refletia,
A verdade sempre reluzia,
Clara, cristalina como a luz do dia.
Quis ser um dia jardineira
de um coração.
Mas o ser me olhava de cima,
queria de mim uma sina,
De mulher escrava, submissa,
De promessa nunca omissa,
Mas pagadora de mimo e capricho,
De gente com cara de nicho.
























quarta-feira, 17 de setembro de 2014

CARTA AO IWA


Luisa descendo Campos Jordão água de coco
Rio Branco, 10 de setembro de 2014


Ilma. Sra.
Prof.ª Dr.ª Teresinka Pereira
MD. Presidente da IWA - Embaixadora at Large do Parlamento Mundial dos Estados para Segurança e Paz e Presidente de Honra da IWA


Os meus cordiais e respeitáveis cumprimentos a Vossa Excelência, extensivos a todos os imortais dessa honrosa instituição IWA, que ora me acolhem como membro perene dentre as personalidades de 137 países do globo. Sinto-me muito pequena para um mundo tão gigante e valioso pelos escritores e poetas que agrega essa prestigiosa instituição.
Recebo o diploma de membro perene, com honra e humildade. Eu, nascida no Igarapé Humaitá, Seringal São Luís, habitado por algumas tribos indígenas – situado às cabeceiras do Rio Muru, distante de Tarauacá oito dias de barco, em meio a Floresta Amazônica -- nunca sonhei chegar tão longe e alcançar tão alta honraria. Por mais distante que os sonhos me levassem, eles não foram ousados para me conduzir a Toledo, Ohio, USA, lugar onde os nobres confrades me acolhem como membro perene da International Writers end Artists Association – IWA, quando posso votar na escolha do Prêmio Nobel da Literatura e Prêmio Nobel da Paz. Meu Deus, quanta bênção na minha vida!
Eu agradeço pela distinção e apreço. E, nesta breve mensagem eu me curvo diante da nobreza desta gloriosa instituição. Eu, assim como muitos amazônidas, fui à luta, ‘caí no mundo’, como se diz popularmente. E foi nele que aprendi as lições mais sublimes, que redimem meus pecados e lavam a minh’alma feminina, forte e livre para ir adiante, sempre, promovendo a Língua Portuguesa, o Ensino Superior, a Graduação e a Pós-Graduação da Universidade Federal do Acre, a Cultura Amazônica, a Pesquisa Científica Brasileira, a Poesia e a Literatura de expressão Amazônica.
Por tudo que recebo eu digo à Embaixadora at Large do Parlamento Mundial dos Estados para Segurança e Paz e Presidente de Honra da IWA, a brasileira, Dra. Teresinka Pereira, que poderá apertar minha mão e sentir que carrego na alma, na vida, na profissão que exercito com amor e dignidade, a arte, a cultura, a vida e o humanismo, olhando-os como um legado precioso para aqueles que chegarão depois de nós.
E o melhor de tudo é que embora não estejamos diante do mesmo espelho, estamos nos olhando sempre pelos caminhos da literatura, da arte, da cultura, do cultivo ao idioma pátrio. É como diz Guimarães Rosas"o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando”. Afinam ou desafinam. E nós, ao que tudo indica, temos afinado a canção amazônica e porque não dizer brasileira?
É grande a honraria em ser confreira de Renã Leite Pontes (Brasil); do Príncipe Di Manzartille (Itália); Eduardo Galeano (Uruguai); Toni Morrison (Prêmio Nobel de Literatura – (USA); Ariano Suassuna (Brasil); Fernando Henrique Cardoso (Presidente do Brasil, 1994 - 2002); Leonardo Boff (Brasil); Prince Giuseppe Benvenuto 1o Agatino Raddino de Gevaudan de la Casa Real di Horistal y de las Valadas Occitanas (Itália), Marcel Marceau (France), Noam Chomsky (USA), Fernando Alegria (Chile), Carlos Drummond de Andrade (Brasil), Rigoberta Menchü (Peace Nobel Prize in 92, Guatemala) Ernesto Sábato (Argentina); Melina Merkuri (Grécia), Hedi Bouraoui (Tunísia), Príncipe Dom Duarte Nuno Joäo Pio de Orleans e Bragança (Portugal), Eugene Ionesco (Romania), Jorge Guillön and Francisco Garcia Pavön (Espanha), Juan Rulfo (México), Julio Cortäzar (Argentina), Fröddric Maire (França), dentre outros importantes escritores e acadêmicos, nos 137 países de espectro da associação.
Eu sou de estatura pequena para caminhar ao lado de tantas grandezas, mas honrarei esse diploma como o maior tesouro que a vida me presenteou na estação outonal dos meus 60 anos.
Que Deus nos ilumine e nos abençoe sempre. Aceite minha eterna gratidão.
Respeitosamente,
Luísa Galvão Lessa Karlberg IWA













A ARTE DE ENSINAR E A ARTE DE APRENDER



      O professor e filósofo da University of Cambridge, Ludwig Wittgenstein, diz que “os limites da minha linguagem denotam os limites do meu mundo”. Numa versão metafórica pode-se afirmar que ‘as perguntas que fazemos apontam o ribeirão onde desejamos beber’. Com essas palavras deseja-se dizer que os educadores precisam refletir, sempre, sobre as necessidades dos alunos, as perguntas mais simples que fazem em sala de aula. Afinal, essas perguntas revelam o mundo de cada ser que se coloca diante do professor, esse grande educador do mundo. As perguntas revelam a sede de conhecimento dos alunos. Assim, também, revelam a arte de ensinar e a arte de aprender.
     Entre a arte de ensinar e a arte de aprender existe uma grande diferença, não obstante acharem-se ambas intimamente entrelaçadas. Em geral, quem começa a aprender o faz sem saber por quê. Inicialmente pensa ser por necessidade, por uma exigência dos pais, da sociedade, por um desejo de muitas outras coisas às quais costumam atribuir esses porquês. Mas quando já começa a vincular-se àquilo que aprende, vai despertando na pessoa interesse e, ao mesmo tempo, reanimam-se as fibras adormecidas da alma, que começa a buscar, chamando ao estudo, gerando os estímulos que irão criar a capacidade de aprender.
      Os mundos dos estudantes são imensos! Sua sede não se mata bebendo a água de um mesmo ribeirão! Querem águas de rios, lagos, lagoas, fontes, minas, chuva, poças d’água. Enquanto as respostas dos professores revelam, muitas vezes, as águas que perderam a curiosidade, as águas do ribeirão conhecido, comumente a repetição da mesma trilha batida que leva ao mesmo lugar. É preciso atrair o aluno, despertá-lo para o novo, para o mundo, mostrar que a vida oferece milhões de lições, que eles saibam escolher as melhores. Motivá-los a isso, a empreender viagens pelos livros. O professor é o mediador entre o conhecimento e a aprendizagem.
      Todavia, não se pode perder de vista que ensinar é antes de tudo um ato de AMOR. Pois toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. E esse afeto não é dar beijinhos, fazer carinho. Afeto, do latim affetare, quer dizer ir atrás. O “afeto” é o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.
      Por isso tudo é bom ao professor ouvir seus alunos. É que nas conversas com eles que se observam os mundo diferentes que se cruzam na sala de aula. Thomas Mann, no seu livro José do Egito, conta de um diálogo entre José e o mercador que o comprara para vendê-lo como escravo, no Egito: -“Estamos a um metro de distância um do outro. E, no entanto, ao seu redor gira um universo do qual o centro és tu e não eu. E ao meu redor gira um universo do qual o centro sou eu, e não tu.” É fascinante esse diálogo por que traduz mundos distantes que se aproximam do professor em sala de aula. E ouvir esses mundos é dialogar com a multiplicidade da vida. É ter oportunidade de deslindar portas, janelas antes não visitadas ou abertas para o OLHAR atento e sábio do professor.
      Diante desse mundo escola/professor/aluno, deixam-se, neste texto, duas indagações: o que é o que o ser aprende, e para que se aprende?  As respostas não são difíceis. Aprende-se e continua-se aprendendo, adquirindo hoje um conhecimento e amanhã outro, de igual ou de diversa índole. Primeiro se aprende para satisfazer às necessidades da vida, tratando de alcançar, por meio do saber, uma posição, e solucionar ao mesmo tempo muitas das situações que a própria vida apresenta.
     Hoje, raros são os professores que têm prazer de ensinar e se dedicam aos  alunos. Muitos acham que estão perdendo tempo precioso, um tempo em que poderiam dedicar a escrever artigos, preparar livros, fazer pesquisas. Mas aquele SER que é  um verdadeiro professor toma a sério somente as coisas que estão relacionadas com os seus estudantes – inclusive a si mesmo. Por isso tudo, espera-se que um dia professores, em suas conversas, falarão menos sobre os programas e as pesquisas e terão mais prazer em falar sobre os seus alunos, sobre a construção de um mundo melhor para todos. A EDUCAÇÃO é o único caminho capaz de moldar vidas, mudar o mundo, torná-lo mais humano e melhor para se viver.





terça-feira, 16 de setembro de 2014

SENTIMENTO DA SAUDADE

 

Saudade é a nostalgia desacompanhada,

É um cansaço da alma acorrentada,

É uma melancolia, sensação de partida,

É uma dor sofrida,

De quando um amor ainda não foi embora,

mas o amado já...

Saudade é recordar o passado que findou,

O sonho que ficou,

A lembrança que não se apagou,

O lugar que se deixou,

O ser que ali ficou,

O vulto que em ti machucou,

Partiu, saiu para outro lugar,

Um canto qualquer,

Em companhia de outra mulher,

De ti não se despediu,

Tua alma desiludiu,

Feriu,

Foi embora desde abril.

Para sempre te traiu,

Nunca mais te terá na mente,

Pois é ser que nada sente,

Finge, engana, não pensa na gente.

Saudade é tudo que digo,

Falo e calo,

É algo mais delicado,

Que o canto desafinado,

De uma sonolenta viola,

Em noite de quarto minguante,

Faz gemer o peito e o olhar angustiante.

Saudade é sentimento doído,

Machucado, ferido,

Que vai além de mim,

A soletrar morfemas sem fim.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O MUNDO NECESSITA DE COMUNICAÇÃO E HUMANISMO

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O meio social enseja ao ser humano o convívio com outros, em diferentes ambientes e situações de vida. E nos diversos ambientes a comunicação entre as pessoas pode ser verbal ou não verbal. Os relacionamentos interpessoais, decorrentes de processos comunicativos, são os responsáveis pela evolução social, educacional e profissional. É através da linguagem que o ser humano expressa pensamentos e sentimentos que vão refletir comportamentos e dão razão ao viver. Então, quanto mais harmônicas e respeitosas foram as trocas comunicativas, mais felicidade sentirão as pessoas. É difícil conviver, trabalhar e interagir com gente autoritária, intransigente, egoísta, vaidosa, egocêntrica,”dona da verdade”. A vida requer humanismo. Sem ele o mundo fica pobre e caótico nas relações sociais.

Além desse aspecto humanitário no mundo do trabalho, o uso das palavras, no cotidiano das vidas, liga-se diretamente à ética. Assim, as palavras são responsáveis pela boa convivência entre as pessoas nos mais diversos ambientes em que convivem. O respeito mútuo é a palavra de ORDEM. Isso por que em ambiente harmônico as pessoas trabalham com prazer e felicidade. Quando o espaço é desarmônico, cai a qualidade dos serviços e eles se tornam sacrifícios, cargas e pesadelos.

Assim, é prudente, sempre, respeitar a ética, que corresponde aos códigos de conduta, preceitos considerados legítimos para a sociedade alcançar o bem estar. Essa ética está assentada em valores, tais como, educação, compreensão, responsabilidade, dever, tudo aquilo para a sociedade alcançar uma vida com harmonia, prazer, sabedoria, segurança, amizade, justiça e igualdade. O direito de um termina onde começa o do outro.

Para isso é preciso compreender que os valores e as crenças estão presentes em todas as relações interpessoais, principalmente em situações de conflito, quando o pensamento de uns entra em contradição com o de outros. Mas não há nada que um gesto de amor, compreensão, solidariedade e respeito não possa solucionar. O difícil é conviver com a “empáfia” e a “soberba” de tantos que desejam pisar sobre outros.

Também não se pode esquecer que o uso da palavra escrita, em qualquer veículo midiático, pode criar conceitos e consciências sociais, ou dizendo de outra forma, as palavras escritas podem mudar atitudes, comportamentos e a vida de muitas pessoas. Assim, essas palavras escritas vão atuar não somente como meios informativos, mas como lições que as pessoas podem apreender para si. Por isso é importante investir em conhecimento, por meio da formação continuada, como forma de ofertar ao mundo pessoas melhor preparadas nas profissões e ofícios.

Igualmente importante, é o humanismo. De nada adiante ter muito conhecimento e não usá-lo em prol do bem comum. Um gênio sem humanidade é como um terremoto demolidor. E a atual sociedade contemporânea, globalizada e competitiva, exige um redimensionamento de padrões de comportamento social e condena o individualismo e o egocentrismo. Exige uma retomada da divisão social do trabalho, requer respeito às diversidades e, em especial, uma atenção ao ser humano que é o centro do universo. É como diz Charles Chaplin: “ Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.

DICAS DE GRAMÁTICA

COMO USAR TRÁS E TRAZ, PROFESSORA:

- Assim:

1) TRÁS: preposição e advérbio (atrás, detrás; em seguida, após).

Exemplos:

Não deixe nada para trás.
Ela chegou por trás da casa.
Passe por trás do veículo.

2) TRAZ: verbo (trazer) – conduzir ou transportar para cá; causar, ocasionar; oferecer, atrair.

Exemplos:

Ele traz as crianças todos os dias ao parque.
Ela traz o carro para o amigo passear.
Com as chuvas, a enchente traz doenças para a população.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O BEIJO

 

 

O melhor beijo é aquele desejado,

O beijo do ser amado,

O beijo mais adequado,

O beijo da minha vontade,

Dado com docilidade.

O melhor beijo é aquele sem tempo,

Que toma a vida da gente,

De um jeito contente,

Pleno de sabor, odor,

Dado com muito calor.

O melhor beijo é aquele do ser amado,

Do ente admirado,

O amor querido e sonhado,

Nunca por ele enganado,

Sincero, fiel desejado.

O melhor beijo é aquele de quem se ama,

De quem se alimenta a chama,

De amor, ternura,

Dedicação, candura,

De vida eterna e pura.

A VIDA QUE SE TEM



Amor Recados Para Orkut




Trago tanto sentimento,
Que é comum persuadir-me
De que sou ser sentimental,
Mas percebo, ao mensurar-me,
Que tudo é fruto do pensamento,
Do que nunca senti afinal.


Trago tanto sentimento,
Da vida que vivi e viverei,
Da vida que é vivida,
E outra vida que é pensada,
Que por vezes a mente fica cansada,
Pelos sonhos que não conquistei.


Trago tanto sentimento,
Dentro de um coração enamorado,
Apaixonado pela vida,
A única vida que tenho,
Essa mesma vida dividida,
Entre o sonho, o real e a arte do engenho.


Trago tanto sentimento,
Sobre o certo e o errado na vida,
De sonho sonhado sobranceiro,
Com medo de errar no julgamento primeiro,
Faço da vida uma oração,
Em forma de diária devoção.


Trago tanto sentimento,
Em ser um ser concreto,
De pensamento correto,
Sem aniquilar ou frear o instinto,
Dele não me afasto e não minto,
Eu tenho um Deus por guia certo.






























quarta-feira, 3 de setembro de 2014

HORA MARCADA

 

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Brisa suave, uma estrela insinua,

Que hoje será o dia da minha pele na tua.

Às doze horas é o compromisso,

Nem um nem outro será submisso,

Não haverá entrega antes disso.

Mas qual lugar será marcado,

Para esse enlace enamorado,

Na cama de folhas outonais?

Eu não sei, talvez entre os roseirais,

Fartos nos cultivos de antigos quintais,

A marcar encontros lascivos primaverais.

Isso tudo são lembranças infindas,

Dos dias e noites mais lindas,

Quando tu adentravas inseguro ainda.

Eu te esperava ansiosa,

Camisola de sede famosa,

Em cetim e flores cor-de-rosa.

E na hora marcada, nas estações do ano,

Tu chegavas igual cigano,

Com voz suave e doce de soprano.

Me tomavas entre teus braços,

Com carícias e afagos,

Fazia da noite mil fados.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

SOLIDÃO INTERIOR


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Solidão interior,
é quando a gente sente
que este não é o  nosso lugar,
não é o nosso tempo...
não é o nosso mundo.


Solidão interior,
é sentir saudade de alguém,
sem saber quem,
que a gente não conhece,
mas deseja encontrar,
e no peito aconchegar.


Solidão interior,
é quando mesmo se tem alguém do lado,
sente-se o vazio do mundo parado,
uma nostalgia sem uma culpa,
que dá fadiga e a alma inculca.


Solidão interior,
é sorrir e sentir-se triste,
é quando os dias passam devagar,
olha-se no relógio o tempo parar,
espera-se por alguém que não vai chegar.


Solidão interior,
é quando a gente encontra-se sem ninguém,
na escuridão das noites,
no clarão dos dias, olha céu azul celeste,
e sente o universo sem nenhum pedestre.


Solidão interior,
é quando a gente desabafa ao vento,
e ele desmancha nossas palavras no ar,
nada diz, fica no silenciar, cala, sibila,
deixa vazio o ar.


Solidão interior,
é quando a gente tem milhões de sentimentos,
mas escorrega no vazio,
olha o pelo do arrepio,
sente o palpitar dos momentos.


Solidão interior,
é sentir a ausência de não viver um amor,
é quando o coração grita um eco ‘seu’,
de um desejo que há muito nasceu,
de algo que não se encontrou ou se perdeu.


Solidão interior,
é quando a pessoa começa a acreditar
que o amor é apenas uma ilusão...
que fere e maltrata o coração,
uma dor que não cessa sem paixão.


Solidão interior,
é não ter o “nós’,
ser uma única voz,
e num momento da vida,
sentir saudade com a alma comovida.






























sexta-feira, 29 de agosto de 2014

PLANTAR UMA FLOR





Tomara eu que um dia,
Tu com pouca alegria,
Passe longe sem receber bom dia,
E em ti habite a melancolia.


Tomara eu que um dia,
A dor de ti se aposse,
Sem temor, medo ou piedade,
Por alguém que me fez tanta maldade.


Tomara eu que um dia,
A tristeza te convença
Que uma vida de malvadeza não compensa,
Que a maledicência não dá paz
Para uma dor que não se desfaz.


Tomara eu que um dia,
Por arte, magia ou por encanto,
Deus de ti sinta candura,
E te ensine uma vida pura,
E por um segundo conheças a ternura.


Tomara eu que um dia,
Consigas plantar uma flor,
Saber o sentido do amor,
Viver sem ferir, enganar, caluniar,
E neste dia recordar de mim no infinito azul do mar.
















A LEITURA PODE MUDAR A VIDA BRASILEIRA?

 

Eu sempre fico a me perguntar por que as pessoas não gostam de ler. Afinal, o que acontece com tanta gente que não atribui valor à leitura e prefere comprar uma camisa, um short, uma saia, um vestido, um sapato? Todos esses objetos são bens perecíveis, envelhecem e não deixam marcas na vida de ninguém. As leituras sim, elas nos conduzem a mundos diferentes, fazem-nos mergulhar no universo do outro, a desvendar segredos, encontrar tesouros, compreender melhor as pessoas, a nós mesmos, o mundo.

A leitura é uma ação tão importante que conduz às pessoas a solidificar as relações que põem o mundo em paz ou em guerra. Isso porque ao concluir uma leitura nunca mais seremos a pessoa de antes, porque a leitura trouxe informações, reflexões que antes não povoavam a nossa mente. E as informações nos fazem crescer!

Talvez por essa fabulosa atividade que é a leitura, ler é sempre recomeçar a vida, sob o prisma de um novo olhar, um novo pensar, um novo agir, um novo sentir. A escritora Clarice Lispector dizia que a leitura tem sentido inaugural. Ela tinha razão. No ato de ler há sempre um  descerrar de véus para o que antes parecia destituído de significados.

O erudito  francês  Michel de Certeau disse, certa vez, que o “O leitor é um caçador que percorre terras alheias”. É verdade, a leitura é uma ação desbravadora de mundos, seja ela de natureza técnica, ficcional ou científica. A nossa mente fica a trabalhar, a planejar viagens no mundo das palavras. Afinal, as palavras, elas traduzem tudo que existe entre o Céu e a Terra.

E tanto é verdadeira essa afirmação acima, que no momento atual, fazemos inúmeras leituras no mundo político. As pessoas aparecem na TV com um discurso que traduz verdades e mentiras. Há políticos de toda natureza: verdadeiros, corretos, íntegros; outros cínicos, mentirosos, enganadores, usurpadores dos sonhos da nação. E somente uma boa leitura será capaz de separar o joio do trigo. É preciso filtrar os discursos e deles separar os verdadeiros dos falsos.

Há candidatos que só querem ganhar dinheiro. Outros ingressam na política para fazer negócios. Muitos, grande maioria, para enganar, ludibriar o eleitor, o brasileiro simples, humilde, que não sabe o perigo que se esconde nas palavras ditas em forma de promessas e juras eternas de amor ao país, ao Estado, ao povo.

E eu sinto muito medo do tempo de hoje, quando tanta gente deseja se dar bem na política. Fazem um discurso ao gosto do povo, dizem aquilo que o povo quer ouvir, falam palavras de um mundo que desejamos ter, viver. Mas há uma dicotomia entre ler essas palavras e ler as verdades da vida dessa gente que tem o intuito de enganar o eleitor. E qual é essa dicotomia entre ler as palavras e ler o mundo? Minha impressão é que a política está aumentando a distância entre as palavras que lemos e o mundo em que vivemos. Os discurso são enganadores. As palavras são as armas apontadas para nós, podem ser tiros certeiros ou pontes salvadoras.

Então, em face de tal cenário, vamos ficar de olhos abertos, ouvidos atentos, mente em alerta para que não sejamos enganados, traídos pelas palavras pronunciadas como planos, projetos, promessas falsas. Tudo isso pode ser reza para um só santo: a conta bancária. O pobre irá continuar a depender do governo, da bolsa família, da bolsa escola, da bolsa verde, bolsa Brasil, bolsa floresta, bolsa gás e tudo que é bolsa furada que leva o país ao caos, ao mundo da esmola. Nós necessitamos de trabalho e vida digna.

Leonardo Boff (1998) costuma dizer que uma visão de mundo é uma visão de um ponto de vista. Importante que cada pessoa tenho o seu ponto, seu olhar, sua leitura de mundo. E, neste momento político, o mundo pode ser: uma fábula; uma perversidade; uma realidade. Então, não permitamos a ilusão, a fábula, a perversidade. Vamos caminhar para melhorar a nossa realidade. O Brasil tem jeito. Faça, cada pessoa, uma leitura correta. O nosso futuro reside aí. É isso que a leitura pode fazer por cada um de nós e pelo país.

DICAS DE GRAMÁTICA

Uso de “A CERCA DE”, “HÁ CERCA DE” ou “ACERCA DE”. Vejamos:

1) A CERCA DE indica distância, como na frase: “Vivo a cerca de 20 quilômetros da cidade”;

2) HÁ CERCA DE indica tempo aproximado, como no exemplo: “ Eu te conheço há cerca de 30 anos”;

3) ACERCA DE é o mesmo que A RESPEITO DE. Um exemplo? “No texto falamos acerca de seu voto nesta eleição”.

4) Ainda temos o uso de CERCA, como cercado. Exemplo: A cerca do vizinho é de arame”.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

MÁSCARA DA POLÍTICA EDUCACIONAL NO BRASIL

 

 

Falam especialistas que o Brasil avançou nos últimos 20 anos, mas a educação freou o desenvolvimento desse período, segundo o IDHM 2013 (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), divulgado na segunda-feira, 29/07/2014.

No Brasil, entra Governo e sai Governo e a conversa é sempre a mesma: “vamos investir em educação”. Em ano eleitoral, dizem os políticos: “o país avançou muito”. Talvez tenha avançado para o abismo, pois segundo índice divulgado pela Pearson Internacional, que faz parte do The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental, o Brasil ficou em penúltimo lugar. Dão lições ao mundo a Finlândia e a Coreia do Sul, os dois primeiros lugares. O Brasil só ganhou da Indonésia. É um resultado vergonhoso.

Os dados não são invenção e não possuem coloração partidária. É a constatação de uma educadora que muito trabalha em prol de mudanças positivas. Uma educadora que contribuiu para composição dos livros didáticos do Estado de São Paulo. O Acre não quer ajuda nessa área, há, aqui, “medalhões nos salários”, mas que nada escrevem, falam bajulações. Isso não ajuda, prejudica o Estado, o sistema educacional como um todo.

Então, votando aos dados, eles saíram do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), do documento Tendências em Estudo Internacional de Matemática e Ciência (TIMSS) e do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização (PIRLS) que compreendem o aprendizado de matemática, leitura e ciência dos alunos.

Veja-se o Ranking Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Educacionais:

 

1.Finlândia
2. Coreia do Sul
3. Hong Kong
4. Japão
5. Cingapura
6. Grã-Bretanha
7. Holanda
8.Nova Zelândia
9. Suíça
10. Canadá

11. Irlanda
12.Dinamarca
13. Austrália
14. Polônia
15. Alemanha
16. Bélgica
17. Estados Unidos
18. Hungria
19.Eslováquia
20. Rússia

21. Suécia
22.  República Tcheca
23. Áustria
24. Itália
25. França
26. Noruega
27. Portugal
28. Espanha
29. Israel
30. Bulgária

31. Grécia
32.Romênia
33. Chile
34.Turquia
35.Argentina
36.Colômbia
37. Tailândia
38. México
39.BRASIL
40.Indonésia

Fonte:Pearson/EIU

O desempenho de cada país mostra se ele está acima ou abaixo da média calculada a partir dos dados de todos os participantes. Segundo esses dados divulgados no último dia 27 de julho de 2014, 27 dos 40 países ficaram acima da média, enquanto 13 estão abaixo do valor mediano. O Brasil, que teve pontuação de -1.65, foi incluído no grupo 5, onde estão as sete nações com a maior variação negativa em relação à média global. É um dado assustador, fruto do descaso e do pouco compromisso com a educação brasileira.

A ONU, em 14/07/2014, por meio do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), diz que o Brasil deve investir em "políticas educacionais ambiciosas", para mudar a sua demografia.Todos os dados apontam que o Brasil vai mal, muito mal nas políticas educacionais.

E como é um sistema educacional eficaz? É aquele em que os alunos aprendem, passam de ano e concluem a educação básica. Esta é uma afirmação de que poucos vão discordar. Entretanto, a maioria dos sistemas educacionais no Brasil não cumpre essa missão. Há descaso, desvio de recursos, investimentos pífios, salários aviltantes pagos aos professores, escolas sem segurança, mal aparelhadas, sem infraestrutura, que pouco ou nada atraem os jovens, que preferem as ruas, as drogas, a violência, os furtos. Quando não, ficam em casa e quando saem para a escola procuram ir para lugares mais agradáveis.

O governo brasileiro, por meio do INEP, definiu metas para os sistemas educacionais e as escolas aperfeiçoarem a qualidade da educação oferecida, criando um índice de qualidade, chamado IDEB, para cada um dos três segmentos da educação básica. Mas de tudo que se diz, fica a pergunta: essas metas no INEP são suficientes para o país sair do atraso educacional?

Há medidas urgentes: escolas em tempo integral; professores motivados; escolas aparelhadas para que as pessoas nelas desejem permanecer com alegria, satisfação. Então, qualquer política de melhoria da qualidade dos sistemas escolares devem contemplar os três aspectos simultaneamente: o professor deve ensinar; o aluno deve aprender e passar de ano.

Finaliza-se com a frase memorável de Eduardo Campos: “ O Brasil tem jeito”. Devemos exigir prioridade à Educação, sem ela NUNCA avançamos, exceto para cair no abismo.

DICAS DE GRAMÁTICA

Algumas palavras trazem dificuldades ao brasileiro não acostumado à leitura e à produção de textos. Muitos são os indivíduos que usam menas em vez de menos, que é o certo. Para evitar essas gafes, o interessado em falar adequadamente tem de tomar muito cuidado e ler, ler, ler, ler bastante. Veja algumas palavras que apresentam dificuldades:

errado

certo

menas

menos

cincoenta

cinquenta

uma dó

um dó

barzinhos

barezinhos

ele possue

ele possui

beneficiente

beneficente

beneficiência

beneficência

reinvindicar

reivindicar

reicindir

reincidir

sábado, 9 de agosto de 2014

COISA MAIS BONITA

 

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Coisa mais bonita

Deste mundo

Que beleza ...

Estou me apaixonando

Por você com certeza.

Coisa mais gostosa

Nunca encontrei na vida,

Beijo tão doce ou coisa parecida,

Com tamanha ternura e encanto,

Igual o céu estrelado no seu manto.

Coisa mais bonita...

Foi te encontrar,

Poder te namorar,

E contigo caminhar no dia 1º de agosto,

Contar e ouvir conversa com gosto.

Coisa mais bonita,

É poder te namorar,

Contigo encontrar,

Falar de Foucault,

Sem esquecer Lescaut.

Coisa mais bonita

Foi sair contigo na noite,

Sem fazer pernoite,

Mas sentir o afago da mão,

Que faz vibrar as cordas do coração.

Coisa mais bonita

Foi sentir carinho e afeição,

Sem subtrair a interjeição,

E os dois abraçados em 2 de agosto,

Deixar o pranto molhar o rosto.

Coisa mais bonita

É pensar que amanhã eu te vejo,

E posso receber mais um beijo,

Falar de Lacan e vida de monge,

Mas nunca viver de ti longe.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

JUST FOR YOU



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O que adoro em ti,
Com certeza, é essa aura de luz,
Um ser completo, sincero que seduz.
O que adoro em ti,
Sem nenhuma dúvida, é o caráter sereno,
Ser sincero, correto, pleno,
A ninguém mente ou engana,
A beleza nasce da alma plana.
O que adoro em ti,
Não é a tua inteligência,
Não é o teu espírito sutil,
É o ser valoroso e varonil,
Que faz bem nesta vida,
Sempre presente na acolhida,
Dando um abraço,
E fazendo do amor um laço.
O que adoro em ti,
Não é o gosto musical,
É o dia a dia nunca igual,
Uma presença doce, constante,
Serena e bela como a linha do horizonte.















ETERNO AMOR

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Não chame meu amor de idolatria,
Ele é sincero, fiel, a um somente se alia,
Não chame meu amor de sonho ou fantasia,
Ele serve à vida de guia,
Sempre inalterável, grande em presença,
Nunca sonha sozinho por minha crença,
E ao belo não faz diferença.
Por ele eu canto e me exprimo,
Com voz suave canto e rimo,
Nós dois num mesmo ser,
Hoje e em todo amanhecer.











DÁ-ME A TUA MÃO

 

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Dá-me

a tua mão:

Vou agora te contar

como entrei no inexpressivo

que sempre foi a minha busca cega e secreta.

De como entrei

naquilo que existe entre o número um e o número dois,

de como vi a linha de mistério e fogo,

e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,

entre dois fatos existe um fato,

entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam

existe um intervalo de espaço,

existe um sentir que é entre o sentir

– nos interstícios da matéria primordial

está a linha de mistério e fogo

que é a respiração do mundo,

e a respiração contínua do mundo

é aquilo que ouvimos

e chamamos de silêncio.

Clarice Lispector

QUEM SOU EU

 

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Sou uma pessoa feliz,
Amo muito a vida
E dela sou aprendiz.
Tenho várias paixões,
Mas, como qualquer um,
Possuo imperfeições.
Se os caminhos desta vida
Ainda não os sei de cor,
Pelo menos busco,
A cada dia,
Tornar-me alguém melhor.

terça-feira, 29 de julho de 2014

I LOVE YOU

 

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Eu penso em ti e fico feliz,

Por saber que temos afinidade,

Que estamos olhando os sonhos nossos com lealdade.

É importante que a gente se compreenda,

Sinta-se, se entenda,

Nos bons momentos de cada dia,

E ouvir o canto alegre a falar da magia:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

É maravilhoso saber que tenho você do meu lado,

É um sentimento simples e repleto de significado.

Estar apaixonada é querer estar sempre juntinho,

Partilhar a vida de mansinho,

E dizer com jeitinho:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

Somos o universo na poesia,
O céu e as estrelas no infinito,
O nosso amor é mais que bonito,
Nada se compara ou se explica,
O alfabeto não tem palavras na escrita
Para enfeitar no amor o nosso grito,
Nenhum segundo será pouco para dizer:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

És o meu sol eu a tua lua,
A vida traçada em beijos de carinho,
O respeito na palavra e pele nua,

Escrita em pergaminho...

Juntos no mesmo caminho,

Dizendo baixinho:

I love you...

I Love you...

I Love you...

Você, na mais exata medida, deu o toque de partida,

Alimentou minha paixão,

Fez renascer a esperança perdida no coração,

Você me conquistou rapidamente,

Plantou a sua semente que logo brotou em flor.

E em um desenho de rara magia,

Aos poucos você solidificou o nosso amor.

Você é como as estrelas no firmamento,

Presente o meu pensamento:

I love you...

I Love you...

I Love you...

É como se fosse um presente que a vida,

Gentilmente, deu-me alegria,

E posso afirmar com verdade

Que até mesmo na saudade,

Você enfeita a minha vida.

Você, razão do meu puro sorriso,

Faz-me perder o juízo nos momentos de amor.

Estarei sempre ao teu lado,

Com o coração apaixonado, seja lá onde for,

A cantar as palavras mágicas:

I love you...

I Love you...

I Love you...

A VIDA NÃO É UM TRIBUNAL


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Há tanta gente que vive à procura do “sentido da vida” e nunca tem a exata resposta. Isso porque o sentido da vida constitui um questionamento filosófico acerca do propósito e significado da existência humana e do viver no mundo habitado por pessoas, todas diferentes umas das outras. E essa reflexão de hoje lembra a afirmação do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, em harmonia com a máxima do clássico indiano Bhagavad Gita (cap III, v.35), que diz assim:“Mais vale cumprir o próprio dharma, ainda que de forma imperfeita, do que cumprir de maneira perfeita o dever de outrem”.
Eu sei que muita gente se martiriza por aquilo que não alcança na vida. E, por esse caminho de suplício, acredita que o ‘sentido da vida’ reside em ter casa luxuosa, namorado, dinheiro no banco e no bolso, casa de praia, carros novos na garagem, iate, casa na praia, no campo, muitos amigos, participar de festas etc. Mas eu acredito que o segredo da felicidade não está nos bens materiais ou nas pessoas. Está na alma de cada um de nós, naquilo que somos. É no encontro consigo mesmo que se dá essa comunhão. Não pertencemos a ninguém e também não somos donos de ninguém. As pessoas se dão, se amam, se respeitam, fazem trocas. Por isso tudo não podemos agir como se a vida fosse um tribunal. O melhor que se faz é deixar de ser “juiz” de si e dos outros e passar a ouvir a voz do coração.
Também sinto que o importante, na vida, é ter consciência que não somos seres perfeitos. Se assim olhamos, então por que procurar e exigir a perfeição no outro quando não a temos dentro de nós? Cada pessoa deve viver com aquilo que carrega dentro de si, com autenticidade, firmeza, compromisso, lealdade. Não adiante viver na mentira, enganar, fingir que ama, sair pelo mundo a demolir sentimentos, pessoas, famílias.
Outro lado importante no ‘sentido da vida’ é a pessoa assumir os próprios sentimentos. Isso é ato de coragem, nunca de covardia. Nunca se deve dizer SIM para agradar alguém. O SIM, deve vir do coração, dos sentimentos que se tem, da convicção daquilo que se deseja. Cada pessoa deve lutar por seus sonhos, embora eles pareçam distantes. Diz o escritor Richard Bach que “longe é um lugar que não existe”. Com determinação e coragem a gente viaja o mundo. E encontra os sonhos mais longínquos.
Ainda, eu acredito que não se deve contar receios pessoais aos outros. Eles não estão dentro de nós, não conhecem nossa alma nem sempre nos guardam no coração com o carinho desejado. Logo sairão dizendo coisas não ditas, distorcendo as nossas emoções. E essas emoções são tão pessoais que somente a própria pessoa sabe o sentido e valor delas. Então é prudente confiar em critérios próprios.
Por tudo que aqui escrevo e ainda pelo que não digo, viver é uma experiência fantástica. Por isso não se deve permitir que alguém fira esse bem sagrado que é a nossa vida, o nosso coração, o nosso jeito de sentir o mundo e as pessoas. O mundo tem muitas coisas boas a oferecer para quem tem a ousadia de buscar e a sabedoria para ler aquilo que muitas vezes fica diante de nós apenas uma vez. Isso tudo conduz ao comportamento de agir sempre com verdade para ler a vida com os olhos do coração, um caminho, sem dúvida, chamado felicidade.
Quando falo dos “olhos do coração’, refiro-me ao Amor como base da vida. Pois eu sei que há pessoas que se anulam em nome de falsas verdades, falso amor, e acabam sozinhas, na escuridão. Há quem invista tudo nos outros e depois não tem uma mão para apertar, um corpo para abraçar, um coração a pulsar junto ao seu e um “Amor para chamar de meu”, como diz o Rei Roberto Carlos. E todas as pessoas precisam de carinho, afeto, diálogo, troca, cumplicidade, respeito, amizade.
Entendo que o primeiro ‘sentido da vida’ é senti-la, o segundo, vivê-la e o terceiro: conseguir realizar continuamente os dois. Esse é o caminho feliz! A vida guarda a sabedoria do equilíbrio que cada um deve ter diante do outro e da vida. Dizem ser a luta indispensável para realizar as metas da alma, ou seja, a felicidade não exige luta, requer amor e respeito a si. E essa felicidade é feita de pequenas pérolas que a pessoa cultiva a cada dia, a cada hora, a cada segundo, usando as armas que carrega no interior do coração. O ‘sentido da vida’ é como o desabrochar das flores em cada primavera.
 
DICAS DE GRAMÁTICA
MAL CHEIRO ou MAU-CHEIRO?
- Mal opõe-se a bem e mau a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
FAZEM CINCO ANOS ou FAZ CINCO ANOS?
- Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
HOUVERAM MUITOS ACIDENTES ou HOUVE MUITOS ACIDENTES?
- Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes./ Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.















quinta-feira, 24 de julho de 2014

SENTIDO DA VIDA




O sentido da vida constitui um questionamento filosófico acerca do propósito e significado da existência humana e do viver no mundo habitado tantas pessoas, todas diferentes umas das outras. Eu sei que muita gente se martiriza por aquilo que não alcança na vida. Mas o segredo da felicidade não está nos bens materiais ou nas pessoas. Está na alma de cada um de nós, naquilo que somos. É no encontro consigo mesmo que se dá essa comunhão. Não pertencemos a ninguém e também não somos donos de ninguém. As pessoas se dão, se amam, se respeitam, fazem trocas. Por isso tudo não podemos agir como se a vida fosse um tribunal. O melhor que se faz é deixar de ser “juiz” de si e dos outros e passar a ouvir a voz do coração.
É fundamental ter consciência que não somos seres perfeitos. Então, por que procurar a perfeição nos outros? Importante é cada ser viver a pessoa que carrega dentro de si, com autenticidade, firmeza, compromisso, lealdade. Assumir os próprios sentimentos é ato de coragem, nunca de covardia. Nunca se deve dizer SIM para agradar alguém. O SIM, deve vir do coração, dos sentimentos que se tem, da convicção daquilo que se deseja. Não se deve contar receios pessoais aos outros. Eles não são você, não conhecem sua alma e nem sempre te guardam no coração deles. Confie em seus próprios critérios.
Sinto que o viver é uma experiência fantástica, por isso não se deve permitir que alguém fira esse bem sagrado que é a nossa vida, nosso coração, nosso jeito de sentir o mundo e as pessoas. O mundo tem muitas coisas boas a oferecer para quem tem a ousadia de buscar e a sabedoria para ler aquilo que muitas vezes fica diante de nós apenas uma vez. Por isso cada ser deve ser verdadeiro para ler a vida com os olhos do coração, pois esse é o caminho da felicidade.
Eu sei que o Amor é a base da vida. Também sei que há pessoas que se anulam em nome de um falso amor e acabam sozinhas. Há quem invista tudo nos outros e depois não tem uma mão para apertar, um corpo para abraçar, um coração a pulsar e a falar palavras de carinho, afeto, cumplicidade, amizade. Não tem uma mão para segurar e pensar consigo: eu tenho ao meu lado alguém que gosta verdadeiramente de mim. Esse tipo de gente vive para os outros, esquece-se que ninguém vai viver sua vida, caminhar, conversar, passear, dormir , acordar junto.
O amor verdadeiro nunca faz sofrer. Traz alegria, motivação e prazer, age sempre com o poder de harmonizar, compreender as relações humanas, nunca diminuir o outro ou apontar o dedo no nariz. A vida não deve punir e sim ensinar. Então é melhor escolher a comédia e largar o drama. Conhecer-se é fundamental, saber avaliar aquilo que lhe dá prazer é respeitar os próprios sentimentos. Nunca esconder-se para os outros e menos, ainda, para si. Por tudo isso eu acredito que a vida guarda a sabedoria do equilíbrio que cada um deve ter diante do outro e da vida. Dizem ser a luta indispensável para realizar as metas da alma, mas eu acredito que a felicidade não exige luta, requer amor e respeito a si. E essa felicidade é feita de pequenas pérolas que a pessoa cultiva a cada dia, a cada hora, a cada segundo, usando as armas que carrega no coração.




sexta-feira, 18 de julho de 2014

CORAÇÃO DA MATA






Como dizia o poeta,
Quem já passou pela vida e não viveu,
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Andei pelo mundo à procura de sonhos,
Grandes e pequenos em tamanhos,
Mas a todos eu buscava sem distinção,
Pelo ideal de vencê-los com determinação.
Quem nasce na beira de um rio,
No seio da floresta,
Sabe que por vezes há desvio,
Para uma distância incerta.
Muitos dias senti frio, temor e desconfiança,
Ao sair do mato e ver gente sem esperança,
A tropeçar no caminho, sem lutar pela vida,
Sempre esperando a mão da família querida.
Embora eu tenha um nome e por ele faça zelo,
Nunca dele lancei mão para obter algum selo,
Os ideais, os sonhos que buscava,
Somente minha força eu usava.
Em tudo coloquei meu preço,
Virei o mundo do avesso,
Com respeito e dignidade,
A ninguém fiz desfeita ou maldade,
O caminho foi o da lealdade.
Também nunca agi por oportunismo,
Esse mal  não carrego comigo.
A tudo que tinha valor,
Com o suor no rosto fui ao labor,
E enfrentei muitos dragões,
Na bocarra muitos grilhões,
Que teria para vencer,
Com coragem, audácia, atrevimento,
Sempre a olhar o amanhecer,
Sem nenhum constrangimento.
Eu fiz na vida um desafio,
De vencer a batalha medonha,
Ganhar minha liberdade risonha,
E, depois, voltar à beira do rio
Para dizer, com orgulho e satisfação,
Venci os desafios,
Trago a ti uma medalha na palma da mão.








































quinta-feira, 17 de julho de 2014

DECLARAÇÃO D’ALMA

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Abri minha alma,
Como se abrisse as portas
Da minha casa para ti.
Invadiste rapidamente a casa,
Pisando sobre as flores que plantei.
Andei e caminhei contigo,
Sempre no desejo incontido,

De realizar o sonho que sonhei.
Mas os dias foram difíceis,
Vi coisas indescritíveis.


Então o que fiz eu?
Amei,
Sofri,
Gritei,
Me rasguei,
Me entreguei,
Me anulei,

Me decepcionei,
Me perdi...

Me transformei em boneca de cetim,

Acomodada no canto assim,
Amassada,
Pisada,
Mais uma vez enganada...
Valeu?!
Não sei...
Não tem outra vez!
Mas se não o fizesse,
Carregaria a sensação

De não ter dado outra oportunidade ao meu coração.
Os sentimentos de hoje são sementes da vida,
Que se quedam abandonadas no tempo da cor envelhecida,

E não mais brotam,
Fenecem levando a ferida,
Que foi causada na minha vida.
















quarta-feira, 25 de junho de 2014

NOVA DANÇA

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Escrevo num grito de dor,
Com o coração partido, ferido, sangrado.
Escrevo versos soltos, frases d’alma traída,
Enganada por lâmina de aço em furor.


Escrevo para expulsar da memória a ingratidão,
Demolir o agito do coração.
Escrevo com o sangue quente, consciente,
O peito limpo, a alma rumo ao oriente.


Escrevo para afuguentar a tolice,
De acreditar em perdulário amor.
Escrevo tal guerreiro, pensador,
Ser idealista convicto de labor.

Escrevo porque o poema é enganador,
Esconde a voz, a alma, a mente.
Escrevo para florescer nova semente,
Em plantio desbravador.


Escrevo pelo viver sagrado,
De poeta versejador.
Escrevo pela fé e esperança,
No viver feliz em segurança.

Escrevo para um novo caminho,
Esquecer o engano daninho.
Escrevo pelo passo da dança,
Do sonho, da ponte ao novo ninho.


Escrevo para fazer o novo,
Esquecer a tempestade avassaladora.
Escrevo para um tempo vigoroso,
Pleno de amor viçoso.


Escrevo para dizer adeus,
Agora para o todo e sempre.
Escrevo de alma serena,
Raiz de vida e fonte suprema.

Escrevo para a despedida minha,
Dizer-te adeus sem medida.
Escrevo para falar da falsidade,
Do engano e da maldade.


Escrevo para dizer FIM,
Ao ser fingidor.
Escrevo a ti somente,
Num adeus sem o anjo Serafim.

domingo, 8 de junho de 2014

QUEM É FELIZ SOZINHO?



Pessoas, separadas, divorciadas, viúvas, idosas que vivem sozinhas aumenta a cada dia no mundo. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem, no Brasil, 31 milhões de pessoas que moram sozinhas. Dessas, 40% têm mais de 60 anos. É um índice considerável que representa 28% da população do país. Então, é importante descobrir o lado bom dessa fase da vida, o lado de viver só. Isso não significa solidão, há pessoas cercadas por multidões que trazem a alma vazia. Então essa questão é muito pessoal, é o lado interior de cada ser humano.
Segundo estudos realizado pela clínica de Gerontologia, pela Universidade Aberta à Terceira Idade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UnATI/UERJ, cada vez mais as pessoas procuram manter sua identidade, independência e autonomia. Na idade de + de 50 os filhos já estão ficando independentes e muitos estão deixando o 'ninho' para alçarem seus próprios voos. As relações familiares sofrem fortes alterações e não causa surpresa se alguma estatística revelar que as pessoas com + de 50 preferem morar sozinhas a sofrer esmagamento de filhos.
As mulheres, segundo estudos, decidem viver sozinhas por sua própria escolha. Isso se deve ao fato de terem passado por casamentos difíceis. Após a separação ou viuvez quererem desfrutar de uma experiência que possa ser enriquecedora e ajudar no crescimento pessoal. Mas essa mulher necessita ter independência financeira, para não ser ‘alça’ para ninguém. Aí, então, ela colhe os frutos da experiência, da maturidade, sabedoria de viver. Encontrar um novo parceiro não é simples, pois essa mulher tornou-se sábia e não deseja ter alguém por simples companhia. Ela quer conviver com a lealdade, a sabedoria, despida de egoísmo. Ela quer viver o “nós” em plenitude.
O fato de a pessoa viver sozinha, no final da vida é fruto de uma decisão pessoal. Se a escolha foi essa, certamente esse ser irá crescer como pessoa, aprenderá a vencer medos e também a explorar as próprias capacidades. Quando a pessoa supera o desassossego inicial e o medo do desconhecido, a sensação de liberdade, confiança, é embriagadora e apaixonante. Faz aquilo que quer e vive os momentos que tem de um jeito particular. Mas quando a solidão acontece pela dificuldade de relacionamento que tem uma pessoa com outra, pela imposição e o egoísmo de filhos, ou pela mente poluída, traiçoeira e egoísta da pessoa, aí  se tem um ser infeliz. Nenhum dinheiro compra a felicidade e um amor. Também nenhum parente será capaz de ofertar essa presença doce de outro ser. Filhos são uma coisa e mulher e marido outra coisa.
Mas na verdade, as pessoas que passam pela experiência de viver sozinhas pensam muito antes de iniciar uma convivência e renunciar aos "doces frutos" da solidão. Elas se acostumaram a viver livres e, muitas vezes, não se sentem dispostas a tomar iniciativas que tirem essa ‘encantadora’ sensação de liberdade. Tornam-se individualistas, curtem a própria companhia, tudo que a liberdade do viver oferece, sem cobranças. Mas algum dia irão amargar essa escolha. O ser humano não nasceu para viver sozinho.
Segundo avaliações psicológicas, viver só pode ser uma experiência enriquecedora, positiva, porque ajuda a esclarecer a mente. Assim, quando ocorrem situações de estresse, no âmbito familiar ou de trabalho, ficar só, por um momento, ajuda a se distanciar do conflito e a encontrar uma melhor solução. É possível avaliar melhor os aspectos favoráveis e desfavoráveis de um assunto, sem que ninguém influencie na decisão. De outra parte, a pessoa viver sozinha, todos os dias da vida, tem um lado difícil, que necessita ser superado com coragem e realismo.
Dizem que viver sozinha permite à pessoa vencer o medo de se olhar por dentro.  Será isso verdadeiro? É nesses momentos que as pessoas percebem que a vida, assim, pode ser agradável, uma oportunidade de refletir, corrigir erros e definir metas. Quando isso acontece, as pessoas nunca sentem solidão, têm sempre a mente ocupada, não há conflitos, existe um espírito relaxado, confiante, confiável, que ama a vida e deseja vivê-la em plenitude. Parece, até, que a vida ganha outra dimensão: aquela da maturidade, da experiência, da liberdade. De outra parte, a vida solitária pode significar derrota, incapacidade de compartilhar a vida ao lado de alguém. Há pessoas tremendamente egoístas, buscam colocar nos outros os defeitos que são incapazes de desnudar diante do espelho. São gentes covardes, pobres de espírito e dignas de piedade. Apedrejam os outros quando as pedras deveriam vir em sua direção. Olham os defeitos alheios e esquecem-se dos seus. Os santos e anjos estão no Céu. Na terra há humanos com virtudes e defeitos.
Mas quando a escolha, a opção é consciente, a pessoa sozinha passa a ser 100% ela mesma. Quando duas pessoas vivem juntas, acabam entrando em simbiose, mesmo que essa não seja a vontade delas. Com isso, acabam renunciando as características da própria personalidade que produzem bem-estar, porque não podem compartilhá-las com o outro. Por outro lado, quando a pessoa vive só, a pessoa sente que controla a própria vida, dá curso a suas inquietações, tem mais tempo para si e para os outros. Então, a liberdade de ter + de 50 e ser economicamente independente, a vida oferece opções: seguir sozinho; encontrar novo par; ou escravizar-se para os filhos.
Muitas pessoas ficam atadas aos filhos e netos que lhes tiram dinheiro e liberdade, dando em troca visitas rápidas, para alguém que já ofereceu tanto. E, por vezes, esses filhos ainda dificultam que esse ser precioso --- o pai ou a mãe – encontre no afago de outra mão, o calor para animar a vida. Há filhos a beber os pais, gota a gota e, ao final, não irão visitá-lo nem no cemitério. Ficam gastando aquilo que os pais acumularam com sacrifício.
E, hoje, na era da internet, as relações virtuais ganharam espaço. As pessoas dialogam com as outras, de lugares distantes. Fazem amizades virtuais, com numerosos nomes. Mas, nem sempre ter uma imensa quantidade de amigos na rede significa se sentir acolhido, amado e amparado. As redes sociais não possuem ouvidos, não escutam as batidas de um coração que deseja falar dos projetos mais íntimos. A internet conforta o solitário apenas num primeiro momento, por sentir-se a pessoa integrada a um grupo. Fora dali a pessoa fica sozinha consigo mesma, sem ter com quem compartilhar os anseios e desejos. E compartilhar essas duas coisas somente num ouvido amado e querido.
DICAS DE GRAMÁTICA
ALUGAM-SE CASAS ou ALUGA-SE CASAS?
- Alugam-se casas. O verbo concorda, sempre, com o sujeito. Igualmente diz-se: Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados./Publicam-se livros.
COMPROU UM GRAMA DE OURO ou COMPROU UMA GRAMA DE OURO?
- Comprou um grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, a grama = capim etc.















sábado, 7 de junho de 2014

PELA LUZ DOS OLHOS MEUS




Escrever para esquecer, Escrever para não sofrer, Escrever para dizer: Tu, mais uma vez, deixas inquieta minh’alma. Tu que não sabes amar, se dar, se entregar, Tu não sabes acalentar um sentimento, Viver momentos, Pensar no que sou, No que fui, No que serei... Tu, ser sem sentimentos, Amarguras as almas, os corações. Tu não conheces a doação, Tu, habitas as traições, enganações, Pobre alma penada, acorrentada. Tu, um ser manobrado, entristecido, Um ser manipulado, engana a si e aos outros, Inquietas lares, famílias, mulheres, filhas. Tu, desamparo da vida, Fazes amargos os dias, Deixas a natureza fria, E atendes a ambição de quem não te cuida. Tu, vais viver os dias teus Perdido nos inquietantes sentimentos, Manobrado, manipulado, discriminado. Tu, continuas a trair, a demolir consciências, Mas nunca vais poder ser livre, feliz, Doce, terno, complacente. Porque tens a alma doente, presa aos materiais. Tu não sabes sentir primeiro, pensar depois,
Compreender primeiro, analisar depois,
Amar primeiro, dialogar depois.
Tu não sabes libertar primeiro, aprender depois,
Alimentar primeiro, ensinar depois.
Tu não sabes navegar, amar, compartilhar, És ser insensível, incompreensível. Tu, dono do mundo eu/eu! Um ser de tamanho grande e alma pequena, Que pena de ti... Morrerás na solidão, na usurpação, doente do coração. Tu viverás traído pelas desditas da vida, Não serás feliz quando fazes infeliz Quem te valoriza, te cuida. Tu não mereces a benção de Deus, Porque és engano, perdição, desilusão. Que a natureza se apiede de ti, Que possas comer do teu plantio, Até o final dos dias, E morrer numa noite fria, Sem a mão a dizer: ADEUS, amor meu. Tu, pela luz dos olhos meus, És um engasgo do vento, A tempestade demolidora, O vendaval das quietudes, Da Paz… Tu, somente tu, terás o martelo de Deus A bater nos dedos… um, dois três… Aí verás a dor da saudade a dizer: Foi um triste ADEUS.





















































terça-feira, 27 de maio de 2014

O MITO DA PALAVRA SAUDADE

 

 

       Outro dia um estudante indagou-me sobre a palavra saudade. E disse ele: - é verdade que essa palavra só existe em língua portuguesa, professora? Então, vamos explicá-la para que se tenha ideia como nasceu e qual sentido possui.

       A palavra saudade veio do latim solitas, solitatis, por meio das formas arcaicas soedade, soidade e suidade, sob a influência de saúde e saudar. Solitas, em latim, significa “solidão”, “desamparo”, “abandono”, “deixação”, do que resultam alguns dos significados que tem saudade: “desejo de um bem do qual se está privado”; “lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las”.

        Em 30 de janeiro celebra-se o "Dia da Saudade". Na gramática saudade é substantivo abstrato, tão abstrato que só existe na língua portuguesa. Os outros idiomas têm dificuldade em traduzi-la ou atribuir-lhe um significado preciso: Te extraño (castelhano), J'ai regret (francês) e Ich vermisse dish (alemão). No inglês têm-se várias tentativas: homesickness (equivalente a saudade de casa ou do país), longing e to miss (sentir falta de uma pessoa), e nostalgia (nostalgia do passado, da infância). Mas todas essas expressões estrangeiras não definem o sentimento luso-brasileiro de saudade. São apenas tentativas de determinar esse sentimento que sente os povos de cultura portuguesa. Assim, essa palavra saudade não é apenas um obstáculo ou uma incompatibilidade da linguagem, mas é principalmente uma característica cultural daqueles que falam a língua portuguesa.

       Agora, respondendo a indagação do estudante, ao que parece, essa forma saudade, com o mesmo significado, não é encontrada em outras línguas românicas. Quanto a ser exclusividade do português não se pode afirmar, pois outras línguas podem expressar a mesma ideia de “saudade”, embora com mais de uma palavra. É sabido que as línguas descrevem de forma diferente a realidade e os sentimentos, que também podem não ser os mesmos nos diversos povos. Cada povo vê os fenômenos do mundo da mesma forma que os outros, mas “interpreta” tudo isso de forma diferente, conforme as estruturas de sua cultura, ou seja, a concepção das coisas do mundo por um povo tem relação com a sua cultura e língua e é, de certa forma, refletida nesta, tanto no aspeto semântico quanto no gramatical.

          No que toca ao uso de saudade, essa palavra pode aparecer tanto no singular quanto no plural, conservando o mesmo sentido, o que ocorre também com parabém, pêsame, felicitação, felicidade e outras palavras, que pouco a pouco passaram a ser usadas no plural, muito embora o singular, com o mesmo sentido, também seja correto.   Essa palavra portuguesa "saudade" foi considerada o sétimo vocábulo estrangeiro mais difícil de traduzir, segundo uma votação realizada por mil linguistas, levada a cabo pela agência londrina de tradução e interpretação Today Translations.

        Por tudo que aqui se diz, o fato de uma língua não ter palavra que, por si mesma, possa traduzir-se por “saudade” não significa que o povo que a fala não conheça tal sentimento: tal conceito pode ser, nessa língua ou em outras, expresso por mais de uma palavra. Além disso, um povo pode conceber a ideia de “saudade” em combinação com outro(s) sentimento(s), do que resulta novo conceito, veiculado por uma ou mais palavras.

     Diz o professor Napoleão Mendes de Almeida no verbete “Saudade, saudades” de seu Dicionário de Questões Vernáculas: “a capacidade de receber impressões é uma só na humanidade; não existe rigidez filológica capaz de obumbrar o sentimento de uma nação. Cremos ser procedimento psicofilológico correto este de aceitar em outros idiomas, ainda que não se conheçam, a existência de equivalências a palavra e a expressões nossas; que orgulho é este de achar que outros povos não vivem?”

      Finaliza-se o artigo falando sobre esse caráter único da palavra saudade e da impossibilidade de a traduzir em qualquer outra língua. Para isso, transcreve-se, aqui, um excerto da obra “A Saudade Brasileira”, de Osvaldo Orico (1948), que diz assim: “Nenhuma palavra traduz satisfatoriamente o amálgama de sentimentos que é a saudade. Seria preciso nos outros países a elaboração de um conceito que também amalgamasse um mundo de sentimentos em apenas um termo”. Ficamos, pois, com a nossa “saudade”!

DICAS DE GRAMÁTICA

GRAFIA DAS HORAS
A grafia que deve ser adotada em jornais, sentenças, acórdãos, convites, convocações, cartazes e coisas do gênero é a seguinte:
- Hora redonda: às 8 horas; 10 horas ou 10h [abreviação sem ‘s’ e sem ponto].
- Hora quebrada: às 8h35min; 10h05min; 10h35 [sem dar espaço entre os elementos].
- A grafia por extenso – que é menos visual – se reserva para convites formais como o de um casamento: A cerimônia será realizada às dez horas do dia vinte e sete de maio.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

PALAVRA É PODER

 

“Faça-se a luz!” E com essas palavras Deus criou o universo. O poder, na gênese do mundo, vinha do verbo. Na Bíblia, e em volumes antigos de retórica, literatura e ciência, os nomes estão cobertos de autoridade. Nos tempos modernos, essa força e magia das palavras ganha nova coloração. Há muitos estudos sobre esse assunto e se sabe que as palavras podem ter um sentido positivo ou negativo. Também há palavras neutras.

Mas, afinal de contas, quem atribui o valor positivo ou negativo às palavras? Elas têm em si esse poder? Isoladamente, as palavras não têm conotação, elas adquirem sentido em seu contexto de uso, ancoradas nos repertórios linguísticos pessoais. Cada palavra representa coisas diferentes para pessoas diferentes. As imagens particulares de mundo dependem, por exemplo, da experiência pessoal, do contexto sociocultural ou da idade: para um ocidental e para um oriental a definição da palavra “amor” ou da palavra “família” pode alcançar significados diversos.

Há algumas correntes da linguística a afirmar que a mente humana só é capaz de conceber aquilo que consegue verbalizar. Ou seja, que a visão de cada um depende em grande parte de seu vocabulário. E talvez seja esse um dos “segredos” para compreender o poder mágico das palavras. Aumentando a lista de expressões, pensamentos e atitudes, o ser humano percebe que há outros caminhos e escolhas possíveis. Quantas coisas não dão certo porque as pessoas pensam nelas com medo? É certo que as palavras têm força, magia e poder. Quando se deseja muito alguma coisa a gente termina por consegui-la. Isso demonstra o poder, a magia e a força das palavras. É bom dizer: “eu consigo, eu quero, eu busco, eu encontro, eu posso”. A partir daí o mundo se torna, sempre, maravilhoso e a vida um encanto. As palavras atuam como um talismã.

A ciência já percebeu, há anos, que o enunciado de sentenças como essa, acima, pode ocasionar mudanças reais no comportamento humano. A formulação das frases tem um poder importante no modo como as pessoas agem. Pesquisas neurológicas mostram que, em certos estados de sugestão, o cérebro assimila palavras e frases como realidade, apontam alguns estudos. As provas são as expressões ditadas em sessões de hipnose e terapia ou as técnicas de mentalização aproveitadas pelos livros de desenvolvimento pessoal.

Enquanto terapeutas e cientistas procuram chegar a um consenso, os livros nas prateleiras dos “mais vendidos” pregam a possibilidade de se enxergar as situações por perspectivas opostas, para que as experiências também sejam ampliadas. E o primeiro passo é colocar isso em frases. “Não seria boa ideia começar a usar em seu proveito as duas palavras mais poderosas, ‘eu sou’? Que tal ‘eu sou a receptora de todas as coisas boas’, ’Eu sou feliz’?. Mais que unidades mágicas, as palavras são construtoras de realidades. E aí é só acreditar nesse poder. Afinal, há quem diga que “no princípio, era o verbo… e tudo foi feito por ele.”

Mas, afinal, o que são as palavras? Elas são tudo na vida. Sustentam os negócios no mundo. Nas trocas, nas vendas, no diálogo para dentro e para fora. São elas que garantem um lugar no mercado ou fora dele, quando equivocadas. As empresas sobre elas saltitam perigosamente, como em caminho de pedras, em meio a escuma dos inquietos meandros de uma economia. Palavras fazem toda a diferença na vida das pessoas. Toda gente é dirigida por palavras, sejam de pais, filhos, amigos ou inimigos. As palavras atingem a todos, indistintamente. Mesmo no silêncio elas inquietam. Sussurradas pela memória de uma experiência gratificante, são renovadoras. Gritadas pela consciência traída, são devastadoras.

Vêm-se, então, que as palavras têm demasiado poder, pois da mesma forma que dizem coisas, têm o poder de destruir um coração ou uma nação, elas atingem a todos,indistintamente, ricos e pobres, crentes e descrentes. Dessa forma, as palavras têm tanta força, tanto poder, que quando expressadas fazem efeito na vida, e essa influência poderá ser boa ou ruim, dependendo das ideias que transportam. Sempre foi assim, como diz a Bíblia (João,1:1),"No início era o verbo". E o verbo ainda hoje cria o universo humano indistintamente.

DICAS DE GRAMÁTICA

FUI EU QUE FIZ, FUI EU QUEM FEZ OU FUI EU QUEM FIZ?
- Quer saber mesmo? Pois todas estão corretas. Vejamos:
Fui eu que fiz - Justificativa - O verbo que tem como sujeito o pronome relativo que concorda em número e pessoa com o antecedente, a palavra que precede esse pronome. Exemplos: "Foi ele que te nomeou", "Sou eu que vou agora", "Fomos nós que escrevemos a carta" e "Serão os pais dele que receberão a herança".
Fui eu quem fez - Justificativa - Se o sujeito é o pronome relativo quem, o verbo, geralmente, permanece na terceira pessoa do singular. Exemplos: "Foi ele quem te nomeou", "Sou eu quem vai agora", "Fomos nós quem escreveu a carta" e "Serão os pais dele quem receberá a herança".
Fui eu quem fiz - Justificativa - Se o sujeito é o pronome relativo quem, o verbo pode ser influenciado pelo sujeito da oração anterior, com o qual acaba concordando. Exemplos: "Sou eu quem vou agora", "Fomos nós quem escrevemos a carta" e "Serão os pais dele quem receberão a herança".

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.