terça-feira, 14 de junho de 2016

JOVENS DE ONTEM E JOVENS DE HOJE




      O ser humano, na sua essência, é um ser cultural, desde o modo como arruma os cabelos ao jeito como fala. Carrega costumes que são cultivados e se transformam a cada geração. Sendo assim, o que deixa de ser cultivado tende a desaparecer ou, se for cultivado, de forma diferente, pode se transformar.
     Quem não lembra as brincadeiras de rua de tempos mais antigos? Quem brincou de esconde-esconde, polícia e ladrão, contação de histórias, cabra-cega, amarelinha, cantigas de roda, contar estrelas no céu e outras brincadeiras que tornavam a infância tão mais divertida e saudável. Quem não dançou ao som de ABBA, ouviu “Banho de lua”, “Diana”, “Menina linda”, “Luar do Sertão”, Beatles - Love Me Do. Quem vestiu pantalonas e outras roupas que hoje já não se usam mais?
      Olhando os jovens de hoje, com seus iPads, iFones, iQualquer coisa, ficamos a nos perguntar quais valores são repassados nas famílias de hoje, como são as amizades e, principalmente, os meios de comunicação. Percebe-se que os jovens não estão com cabeça para reflexões filosóficas. Usam jeans e camiseta, bem descontraídos e de preferência de boas etiquetas. Devoram hambúrgueres e dedilham computadores com presteza. O quê representa o mundo para essa juventude?
      Essa atual geração é totalmente diferente das anteriores. O que os controla mais são os perigos das ruas. Graças à vida urbana tudo se tornou perigoso, e os jovens estão sujeitos às drogas, doenças e à violência. Sendo assim, é bem mais fácil comprar um videogame e convidar os amigos para jogar no sofá da sala. Prática que foi crescendo ao ponto de as brincadeiras típicas da juventude, de dez anos atrás, praticamente desaparecerem. Os jovens de hoje não brincam mais. Ficam diante da TV a assistir desenhos ou a jogar videogames ou diante de um computador. Sobre o que os adolescentes conversam tanto? É no playground, na esquina, no telefone, na porta de casa, nos barzinhos, nas boates. Eles passam por um processo de autoafirmação, de independentização. Quase sempre os assuntos são sobre suas paqueras, ou são bobagens sem sentido que os fazem morrer de tanto rir.
     A alegria de estar entre iguais, segundo um site encontrado na Internet, é isso que atrai os adolescentes; 56% falam de sexo, namoro, enquanto 26,4% só tratam de "amenidades" e "garotos/as". Parece que dão o mundo para não sair com os pais, para que estes os deixem em paz, o que é desconcertante e doloroso.Não conversam e nem dialogam com ninguém, seus hábitos são outros. Parece que a leitura não é o forte desta geração. Há uma mudança considerável entre o ontem e o hoje.
       Conforme a psicóloga Márcia Regina, o reflexo dessa mudança cultural está em diversas áreas do cotidiano destes adolescentes. “Primeiro a própria questão física, estes jovens tinham um desenvolvimento melhor de suas funções motoras e eram mais resistentes”. Outra questão levantada pela psicóloga é a social ou as relações sociais. “Com o crescente uso dos videogames e da própria internet, o adolescente se isola e isso afeta a própria forma de se comunicar”. Hoje vivem em uma aldeia global, pensando que conhecem muitas pessoas, mas na verdade estão isolados.
      A aparente liberdade de escolha dos adolescentes da classe média, às voltas com uma infinidade de possibilidades geradas pelo bem-estar material, na verdade, esconde um intenso processo de massificação e inculcamento de valores conservadores, que no passado ganhou nome de alienação e hoje ganhou nova roupagem, a da globalização.
     O jovem de hoje é o que o capitalismo sempre sonhou. Eles têm de estar dentro de uma das fôrmas criadas pela indústria cultural para serem considerados normais. A globalização da juventude é extremamente interessante às agencias de publicidade e aos oligopólios, a massificação é muito conveniente para eles, sob todos os aspectos. Vender um carro, um CD ou um refrigerante que são apreciados pela garotada, certamente tem inúmeras vantagens do ponto de vista da produção.
    O processo de globalização, no entanto, ultrapassa as linhas de montagem ou a formação de mercados, e encontra nos jovens o terreno ideal. A globalização, operada, sobretudo, via televisão, coincide como uma luva com a dinâmica do adolescente, que tem entre suas principais características o desejo de controlar o mundo.
    Através da televisão, o jovem tem a sensação de estar presente a todos os eventos, mas isso não significa necessariamente ser consciente, processar toda a informação até chegar a uma visão coerente do mundo. Ele até pode ser solidário com a causa defendida por Nelson Mandela, mas dificilmente sabe o que se passa num bairro periférico da cidade. Os jovens de hoje fazem parte de uma geração que está pronta para viver o capitalismo em toda a sua extensão e para exercer a liberdade de escolha como consumidor em todas as esferas da vida.
    Com este artigo não se deseja criticar a juventude atual, mas conduzi-la à reflexão do mundo em que vivem. Convidá-la a efetuar uma reflexão sobre o comportamento e o viver em família e em sociedade. Para facilitar essa tarefa a proposta é que os jovens elaborem uma lista dos principais aspectos que eles acreditam ser característica da contemporaneidade. Depois, aproveitem as respostas fornecidas para explicar as transformações ocorridas no universo dos jovens nas últimas décadas. Verão que as diferenças são gritantes e que ainda há tempo de eles, com tantas oportunidades, criarem um ambiente melhor no mundo e na construção de um futuro de Paz, Harmonia, Segurança, Amor.

DICAS DE GRAMÁTICA

Uso de “DEMAIS” ou “DE MAIS”

DEMAIS - pode ser usado como advérbio de intensidade no sentido de “muito” e, também, como pronome indefinido no sentido de “outros”. Como na frase “A situação deixou os demais candidatos chateados demais!”

DE MAIS - é o oposto de “de menos” e são sempre referidos a um substantivo ou pronome. Exemplo: “Existem candidatos de mais para eleitores de menos“.

A ESCOLA DE HOJE É DOS DIFERENTES E DA DIVERSIDADE


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Embora a escola de hoje seja o espaço “dos diferentes e da diversidade”, não deixa de ser o lugar onde se prepara os seres humanos para o viver em harmonia, ética, solidariedade. Não pode esse sagrado espaço permanecer, como hoje, um lugar de barbárie, onde acontecem furtos, agressões, prostituição, desrespeito à vida, aos valores éticos, morais, religiosos das pessoas.
O artigo está motivado pelos noticiários de TV, jornais e demais meios de comunicação de massa, que mostram, em todo o mundo, as mazelas geradas pela violência dentro do ambiente escolar. Esses fatos geram comoção nos educadores, que vêm esforços e recursos jogados no lixo. O fato é que a violência adentrou nos muros escolares fazendo-se marcante e presente. Afinal, o que estará acontecendo com esta “sacrossanta”  escola  que pretende apenas educar?
Além dessa gritante violência e desrespeito, dentro do espaço escolar, esses malefícios vazam além das paredes e muros, atingem, em cheio, a sociedade. São jovens que fazem uso de arma, drogas, bebidas, a praticar barbárie no meio social, sem escolher raça, cor, crença. Matam os pais, a família inteira e muitas vezes também se matam. É uma realidade louca, preocupante, uma agressão generalizada  a deixar a sociedade engessada, considerando que se torna refém de jovens agressivos, violentos que não respeitam nada. Parece-nos, até, que o mundo tornou-se um “ringue”, onde os valores morais, a ética e a educação são pisoteados em favor de quem tem mais força, mais maldade, mais malícia. As manifestações violentas assumiram formas variadas, sutis e, muitas vezes, perversamente camufladas por trás de um cenário tranquilo na dinâmica das relações sociais.
Não há respeito aos professores, aos colegas, à comunidade. Parece-me que o mundo perdeu a direção e a  educação não consegue tomar “ o lema” dessa grandiosa tarefa de educar para a cidadania, para a ética. O mundo se tornou egoísta, onde cada pessoa olha para si própria, esquecendo-se que faz parte de um sistema que não poderá ir bem se as pessoas estão desintegradas, as famílias destroçadas, a educação sem meios para realizar a grandiosa tarefa de educar para a vida, educar para o mundo.
É consenso social que a violência escolar é uma questão que deve ser analisada e estudada na atualidade, tendo em vista que as consequências atingem, em cheio, a sociedade como um todo. Daí, decorrem inúmeros dramas sociais: criminalidade, prostituição, desemprego, fome, miséria, flagelo humano. Quando se pensa numa educação que priorize a qualidade e o bem estar da juventude, que almeje inserir o jovem na sociedade e no mercado de trabalho, não há como se fugir do ideal de uma convivência democrática e solidária, no ambiente escolar, nas famílias, na sociedade. Para Ortega e Del Rey (2002), “(...) em todas as comunidades, qualquer que seja sua cultura, as pessoas têm uma aspiração comum: a busca pela paz, a eliminação definitiva da guerra e da violência, e a luta diária para melhorar a qualidade de vida dos que os rodeiam”.
Este século XXI trás modificações marcantes como a globalização, mudanças econômicas, avanços tecnológicos, diversidade cultural e tantas outras questões que se levaria tempo para abordá-las. Logicamente que esse cenário tão diverso do século passado não poderá ter por modelo uma ‘educação do século passado’. O mundo exige uma mudança de paradigmas, mudança no perfil dos educadores e dos gestores escolares. Uma mudança reflexiva capaz de acompanhar às necessidades do tempo atual. Questões como a violência escolar apresentam relevância no atual quadro educacional. A escola de hoje suscita mudanças, requer um aprendizado para lidar coma essa gigantesca heterogeneidade de pessoas, problemas, conflitos. É um mundo que necessita, urgentemente, de políticas eficazes, capazes de educar os jovens, dar suporte aos professores, chamar a atenção das famílias para suas responsabilidades.
Nesse cenário fica-se com as palavras do educador Chrispino e Chrispino (2002), ao dizer que “(A) escola de antes era a escola dos “iguais”. A escola de massa e do futuro será a escola dos “diferentes” e da diversidade, o que pede uma gestão escolar apropriada, a partir da visão do futuro que nos aguarda”. Por isso tudo é urgente políticas eficazes para lidar com o jovem de hoje e preparar a nação para viver o amanhã, sem guerra aramada, todos em paz, vivenciando a ética e o respeito ao próximo. Todos nós merecemos vida digna. A violência impede o ser humano de ser feliz. É preciso pensar na vida e não apenas correr pela vida, como se não fosse possível correr e pensar ao mesmo tempo.

DICAS DE GRAMÁTICA
QUAL A FORMA CORRETA: BRÓCOLO, BRÓCOLI, BRÓCOLOS OU BRÓCOLIS?  
- As formas corretas se definem por brócolis ou brócolos, igualmente óculos, substantivos utilizados apenas no plural.
QUAL O CERTO: HORÁRIO DE PIQUE OU HORÁRIO DE PICO?
As duas formas são consideradas corretas. De acordo com o dicionário Aurélio, pique (do inglês peak), possui três significados distintos: 1 – o auge; 2 – disposição, entusiasmo; 3 – agitação. Dessa forma, tem-se que o substantivo pico (o qual deriva do verbo picar) representa o cume agudo da montanha, mas também representa o sinônimo de pique, relativo às acepções semânticas “1” e “3”.
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Luísa Karlberg, IWA – É Pós-Doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Université de Montréal, Canadá; Doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; Membro da Academia Brasileira de Filologia; Presidente da Academia Acreana de Letras; Membro Fundador da Academia dos Poetas Acreano; Pesquisadora Sênior da CAPES; Membro perene da IWA.





segunda-feira, 16 de maio de 2016

JOVENS DO SÉCULO XXI: GERAÇÃO SEM LIVROS E SEM LEITURAS




O mundo deste século XXI é jovem e cheio de oportunidades, mas povoado por uma juventude sem sonhos. Segundo a ONU, mais de um bilhão de jovens, na faixa-etária de 14 a 20 anos, estão desinteressados nas oportunidades econômicas e políticas que lhes são oferecidas. Os jovens deste século XXI estão muito desprovidos de conhecimentos e atitudes. Eles estão envolvidos nessa “bola de neve” chamada globalização.

Nessa era da globalização os jovens estão apáticos à realidade da vida, são dependentes dos pais e desconhecem o que seja esquerda ou direita. Confundem ciências políticas com políticas partidárias. Nesse cenário, indaga-se como será, amanhã, o planeta de hoje, nas mãos dessas pessoas que apenas sabem lidar com seus iPhones, iPads, iQualquerCoisa? São incapazes, sozinhos, nesse meio de inteligência artificial, de olhar a realidade e dela participar de debates políticos, acadêmicos, econômicos, sociais, educacionais. Estão ligados, apenas, ao consumismo oferecido pelo dinheiro e conivência de seus pais, em detrimento de construções sólidas para seu futuro profissional. Enfim, uma geração sem livros e sem leituras.

No Brasil, temos corrupção para todos os lados. E os jovens, embora digam o contrário, para mim, não têm ideologia. Assim, não têm bagagem cultural e política. Seus pais não debatem esses assuntos com eles. Muitos chamam seus papais e mamães para questionar qualquer problema em suas universidades, porque eles sozinhos são incapazes. Muitos desses jovens nunca participaram de uma reunião de bairro, de partido político, de centro acadêmico, de nada. Suas turmas não escolhem nem representante de turma. Muitos são contrários ao bolsa família, porque seus pais não são beneficiários do programa. Mas acham certo o Terceiro Setor fazer assistencialismo.

  De outra parte, pesquisas apontam que o universo vocabular dos estudantes, mesmo em nível universitário, é pobre. Reduz-se a algumas centenas de palavras. Tão fortes parecem ser os apelos do mundo, em suas mensagens audiovisuais, que o jovem absorve informações passivamente, de modo vago e incompleto. Na escola e fora dela mostram-lhe sobre o que pensar, mas não o estimulam a pensar. Acossado por uma gigantesca massa de informações, e incapaz de discernir o que é legítimo, o jovem tende, em geral, à indiferença, ao alheamento.

A realidade brasileira lhe escapa, os acontecimentos do mundo não o instiga a um esforço mínimo de interpretação. Ele será um ser moderno à medida que repete, por mímica, os conceitos em moda. Deixa de ser moderno, porém, no sentido de pessoa bem informada, com a capacidade de se exprimir bem e de formular ideias. Na sua carência de expressão e percepção, o jovem transforma-se em mero repetidor do que mal ouve e do que mal vê de relance.

Eu penso que o capitalismo fez esses jovens acreditarem que serão felizes se puxarem o tapete de seu semelhante. Que apenas serão felizes sendo chamados cidadãos. Que podem comprar tudo com o dinheiro dos pais e não conquistar o futuro, a  própria felicidade. Por isso cada vez mais nos deparamos com jovens desajustados, sem interesse pela vida, por bens, valores materiais e morais. Encontramos jovens mais preocupados com a beleza, com a imagem do que com o conteúdo. Seus pais querem que eles sejam empreendedores e não pessoas boas. Mas eles não querem empreender e sim viver em casa assistindo TV e jogando vídeo game, conversando no WhatsApp, Facebook e outros mídias. É a geração iPhone, iPad, iSemdinheiro.

Os valores estão perdidos. Em casa eles escutam os pais chamarem os políticos de ladrões, mas os vêm pagando propina para os policiais não aplicarem uma multa de trânsito. Seus pais chamam o prefeito, o governador ou o presidente de mentirosos, mas ensinam os filhos a mentir também, quando diminuem a idade para pagarem menos em shows, ônibus e cinema.

Também, os jovens de hoje são mais vulneráveis à insegurança e à irresponsabilidade, por isso envergonham os professores, comportam-se muito mal dentro e fora da escola, não obedecem aos pais, mentem, enganam, fazem muitas coisas erradas, além de passarem muitas horas dormindo. É preciso saber as causas desse comportamento que, maioria das vezes, conduz a juventude ao vício da bebida, fumo e outras drogas. A cultura, também, tem se distanciado cada vez mais do jovem, que não procura ler e permanecer informado e, sobretudo, não possui mais a capacidade de formular opiniões e de analisar fatos.

Pareço não acreditar na juventude? Pelo contrário! Continuo a ter esperanças de que ela possa ser melhor do que a geração de seus pais. Acredito que essa juventude possa sim sair da frente da TV, do Facebook, do Google e do Wikipédia, e possa ler mais livros, discutir mais política, saúde, educação, segurança. Igualmente, acredito que sozinhos eles não vão a lugar nenhum, exceto se houver uma boa política educacional e o bom exemplo de bem viver comece nos poderes da República e alcance os lares brasileiros. É preciso pensar o Brasil do amanhã!



DICAS DE GRAMÁTICA

AO ENCONTRO DE ou DE ENCONTRO A?

- AO ENCONTRO DE - utilizado em uma situação favorável, como na frase “Sua oferta vai ao encontro de minhas expectativas. Aceito!”

- DE ENCONTRO A indica uma situação de oposição, como no exemplo “Seus interesses vão de encontro aos meus. Não dá certo!”

A LÍNGUA PORTUGUESA É PATRIMÔNIO IMATERIAL DA HUMANIDADE





           As Academias de Letras são guardiãs do idioma pátrio e da literatura de expressão nacional. Assim, há, entre os estudiosos, muita preocupação com os estrangeirismos que invadem  a nossa língua portuguesa, bem como o pouco zelo dos falantes que ultrajam o idioma pelo mau uso. Por esses motivos o texto de hoje é dedicado aos acadêmicos, com um pedido de maior apreço ao idioma e à literatura de expressão portuguesa. Necessitamos trabalhar, unidos, para fortalecer o uso do padrão culto do idioma entre os estudantes brasileiros. Uma Academia de Letras não pode ser silenciosa aos ataques às normas do bem falar e do bem escrever o idioma pátrio.

Sabemos que em todos os tempos e lugares, apresentou-se, sempre, o problema da defesa dos idiomas nacionais, em face da influência de outros. Esse é um fenômeno próprio de controle de  povos mais fortes nas guerras de conquistas ou do comércio e, até, no relacionamento regular. Por mais que possa os modismos, os neologismos possam sobressaltar-nos, trata-se de velha questão a ser apreciada, segundo a lei darwinista, a lei do mais bem aparelhado para subsistir e impor-se. Aos fracos, aos vencidos resta a adesão, a submissão e até o perecimento. Combater os invasores, sim, não lhes dar trégua, impor nossa individualidade, tentar manter-se de todas as maneiras possíveis.

Nesse cenário, trazemos as palavras de filólogos e gramáticos renomados, de quem nunca devemos abandonar as preciosas lições, no sentido de chamar a atenção de alunos, professores, acadêmicos, para que, unidos, possamos aplicar e fortalecer as grandes lições. A língua portuguesa é nossa identidade nacional.

Rodrigues Lapa, mestre lusitano que viveu largo tempo entre nós, teve publicada no Rio de Janeiro a obra Estilística da língua portuguesa, 3ª edição, 1959. Frequentava muito a Academia, Rodrigues Lapa e brigou muito com Celso Cunha, por causa da Cartas Chilenas. A respeito dos estrangeirismos, salientes os galicismos, opinou Rodrigues Lapa que o problema é de ordem moral. Não nos devemos escravizar aos estilos alheios e, sim, combater os excessos. Inútil, porém, e até grotesco — acentua ele — é "berrar" contra os estrangeirismos. Sua adoção é lei humana: "constitui como que uma fatalidade, devida aos intercâmbios das civilizações". O "estrangeirismo — argumenta — é fenômeno natural, que revela a existência de certa mentalidade comum. Os povos que dependem econômica e intelectualmente de outros não podem deixar de adotar, com os produtos e ideias vindos de fora, certas formas de linguagem que lhes não são próprias. O ponto está em não permitir abusos e limitar essa importação linguística ao razoáel e ao necessário". "O estrangeirismo — remata — tem antagens: aumenta o poder expressivo das línguas, esbate a diferença dos idiomas, tornando-os mais compreensivos, e facilita, por isso mesmo, a comunicação das ideias gerais".

Ouça-se agora um especialista do português no Brasil, Celso Cunha, professor universitário e acadêmico. Em uma obra de 1968 — Língua portuguesa e realidade brasileira — esclareceu que "para resguardo da pureza idiomática (gramáticos e escritores) propõem uma rigorosa barreira alfandegária à entrada de termos e construções estrangeiras". "Que conceito tem de pureza"? O português, do qual se originou nossa língua, "é o latim numa evolução de vinte séculos, ao qual se incorporaram elementos gregos, das línguas indígenas da Península Ibérica, dos conquistadores godos e árabes e, posteriormente, uma quantidade enorme de palavras francesas, provençais, italianas, espanholas, inglesas, alemãs e, também, das línguas africanas, asiáticas e americanas. Que significa então português puro? A estagnação é a morte do idioma. A história de uma língua é justamente a história de suas inovações".

Sílvio Elia, professor universitário com experiência profissional na Europa e na América do Norte. De seu livro Sociolinguística, de 1987, extraímos o seguinte trecho: "O predomínio do inglês se manifesta, claramente, entre nós. Nas escolas secundárias e superiores, o seu ensino vai-se tornando quase exclusivo; poucos optam pelo francês, seu tradicional rival, e muito menos por qualquer outra língua viva do Ocidente.

Nos programas radiofônicos, ouvem-se mais letras e canções americanas do que as de criação nacional. Nas casas comerciais, na linguagem técnica da imprensa e das ciências físicas em geral flui sem qualquer cerimônia o jargão anglicizante. Os jovens dançam à americana nas discotecas e assemelhados e tarjam blusões com ditos gravados em língua from USA. Até as manifestações de nativismo culturalista, como o black power, são da mesma procedência. O fenômeno não é só nosso. A França, por exemplo, reage com vivacidade patriótica contra o "franglais". A mancha anglicizante se derrama por tudo o Ocidente. "(...) O destino das grandes línguas nacionais de cultura" — disse Sílvio Elia, um dos maiores filólogos brasileiros de todos os tempos, infelizmente falecido — "é presentemente o de se converterem em organismos transnacionais, ou serem absorvidos pelo gigantismo idiomático das superpotências."



DICAS DE GRAMÁTICA



USO DE “DEMAIS” OU “DE MAIS”

DEMAIS pode ser usado como advérbio de intensidade no sentido de “muito”, e também como pronome indefinido no sentido de “outros”. Como na frase “A situação deixou os demais candidatos chateados demais!”

DE MAIS é o oposto de “de menos” e são sempre referidos a um substantivo ou pronome. Exemplo: “Existem candidatos de mais para eleitores de menos“.

USO DE “MAU” OU “MAL”

MAU é o oposto de “bom”, como no exemplo: “Eu sou mau. Vou para o inferno”

MAL é o oposto de “bem”, como no exemplo: “Ele fala muito mal

segunda-feira, 4 de abril de 2016

FALE O PORTUGUÊS COM ELEGÂNCIA




http://www.ibahia.com/a/blogs/portugues/files/2014/09/Escrever-bem-%c3%a9-bom.png


No dia-a-dia de nossas atividades estudantis, profissionais ou de lazer, nos discursos, na correspondência, ou mesmo no bate-papo entre amigos, qual de nós não cometeu algumas impropriedades de linguagem? O tempo passa e, se não exercitarmos o que estudamos e aquilo que aprendemos, certamente alguma coisa vai escapar. E vai daí que... Pensando nisso tudo, apresentamos uma série de formas próprias e impróprias de nos expressar, evitando, assim, 'gafes' desnecessárias. Na coluna da esquerda, apresentamos as formas impróprias, ou seja, incorretas; à direita, estão as formas próprias, ou corretas.

IMPRÓPRIAS
PRÓPRIAS
A defesa entrou com recurso
A defesa interpôs recurso
Aposentados recebem vencimentos
Aposentados recebem proventos
As injeções já foram aplicadas
As injeções já foram feitas
As sentenças são anunciadas
As sentenças são prolatadas ou proferidas
Caiu dentro da piscina
Caiu na piscina
Chefes dos Executivos recebem vencimentos e ajuda de custo
Chefes dos Executivos recebem subsídios e ajuda de representação
Despachos de juízes são assinados
Despachos de juízes são exarados
Despesa é limitada
Despesa é fixada
Ele está atendendo a telefonema dela
Ele está atendendo ao telefonema dela
Empregados regidos pela CLT recebem ordenados
Empregados regidos pela CLT recebem salários
Escreventes da Justiça são funcionários
Escreventes da Justiça são serventuários
Estive na divisa do Brasil com a Bolívia
Estive na fronteira do Brasil com a Bolívia
Exonerações são decretadas
Exonerações são concedidas
Falou no telefone
Falou ao telefone
'Habeas corpus' são requeridos
'Habeas corpus' são impetrados
Impetra-se mandato de segurança
Impetra-se mandado de segurança
Juiz dá parecer ou opinião
Juiz vota, dá sentença ou julga
Juiz expede mandato de busca e apreensão
Juiz expede mandado de busca e apreensão
Ministério é 'staff' governamental
Ministério é Secretaria de Estado
O carro chocou-se contra o poste
O carro chocou-se com o poste
O custo do processo é muito elevado
As custas do processo são elevadas
O guarda extraiu a multa
O guarda aplicou a multa
O legista fez a autópsia no cadáver
O legista fez a necropsia no cadáver
O Presidente pôs veto na lei
O Presidente opôs veto à lei
O que é bom para a gripe?
O que é bom contra a gripe?
Os promotores promovem libelos
Os promotores proferem libelos
Parlamentares exercem representação
Parlamentares exercem mandatos
Parlamentares recebem vencimentos
Parlamentares recebem subsídios
Prisões preventivas são expedidas
Prisões preventivas são decretadas
- Quem é? É fulana? - É ela mesma!
- Quem é? É fulana? - Sim, sou eu!
Quero falar consigo
Quero falar com você (ou com o senhor)
Questões de ordem no Parlamento são requeridas
Questões de ordem no Parlamento são levantadas
Receita é calculada
Receita é estimada
Recorre-se da decisão do juiz
Apela-se da decisão do juiz
Recursos são requeridos
Recursos são interpostos
Temos várias alternativas
Temos alternativas
(opção entre duas coisas)
Tirou a criança para fora do buraco
Tirou a criança do buraco
Venci na vida às minhas custas
Venci na vida à minha custa
Viúvas e herdeiros recebem proventos
Viúvas e herdeiros recebem pensões



Conclui-se o texto dizendo ser importante o bom uso da linguagem, em qualquer situação da vida, pois a linguagem é como espelho, ferramenta, lugar. Deverá o leitor ficar atento para evitar situações embaraçosas,  sobre o que dizer ou não dizer em conversas, relacionamentos pessoais,  apresentações, discursos, textos escritos. Na vida, a linguagem traduz cada pessoa, sua forma de ser, agir, pensar. È uma arma com a qual a pessoa poderá ganhar ou perder. Portanto, todo cuidado será pouco.


D
ICAS DE GRAMÁTICA

ONDE ou AONDE e DONDE, quando usar uma forma e outra?

- Use ONDE nos casos que não admitem uma substituição por PARA ONDE, como as situações estáticas:

"Onde moras?"

"O lugar onde vives é muito bonito."

"Onde colocaste o Domínio?"

- Use AONDE nos casos que admitem uma substituição por PARA ONDE, como nas situações dinâmicas, onde aparecem verbos de movimento:

"Aonde vamos?" ("Para onde vamos?")

"Aonde te diriges?" ("Para onde te diriges?")

- Use DONDE para indicar procedência, causa ou conclusão.

Exemplos:

"Donde vens? E donde esta cara triste?"

"Ele nunca adoece, donde se conclui que tem boa saúde."


quarta-feira, 30 de março de 2016

CAOS NA POLÍTICA E NA ECONOMIA BRASILEIRA


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Nós, brasileiros, vivemos um momento ímpar da nossa história: crise política e econômica. Um verdadeiro caos! Não precisa ser economista para se avaliar o tamanho da crise. Assim, qualquer pessoa, com um mínimo de conhecimento de economia e finanças, vê, tranquilamente, os sinais de deterioração do quadro econômico, por todos os lados. Não precisa nem ler revistas e relatórios de consultorias especializadas, basta fazer suas compras mensais em qualquer supermercado da cidade. Aqui em Rio Branco, no Acre, o custo de vida está muito alto. Temos as maiores altas de preços da história. Desde a cesta básica, passagens de ônibus e de avião. É uma situação assustadora.

De outra parte, esse quadro tão degradante alimenta a violência urbana e rural, onde as pessoas não têm mais uma vida tranquila. Famílias inteiras são ameaçadas, todos os dias, em virtude da violência que se alastrou pela cidade. Mesmo dentro das escolas e nas suas cercanias ninguém tem paz. É urgente encontrar meios de frear a insegurança que assola as famílias acreanas

Nas rádios e TVs, os noticiários estão recheados de cenas patrocinadas por verdadeiras “gangues políticas”. O Brasil, assim como os países da América Latina, está mergulhado em profunda crise. Creio que chegamos ao fundo do poço. O que virá daqui em diante vai depender da força, dinamismo, seriedade e ética do poder Judiciário do país.

Segundo o FMI, a América Latina terá crescimento medíocre neste ano, em torno de 0,9% – em parte como resultado do fim do boom dos preços das matérias-primas da última década e da queda da confiança nos países. A projeção do FMI para o Brasil é ainda mais grave. O órgão prevê queda de 1% em 2015, para o PIB brasileiro, situação agravada pelos erros de política econômica dos últimos anos, pela destruição moral e financeira da Petrobras e pela crise de governabilidade que se instalou em consequência da corrupção gigantesca que infeccionou o setor público no Governo do PT.

Essa situação do Brasil é inédita, à medida que se  juntam, simultaneamente,várias doenças. Déficit público generalizado nos municípios, nos estados e na União, déficit nas contas externas, elevada dívida pública – e a consequente conta altíssima de juros a pagar – falta de capacidade de investimento do governo, dificuldades políticas para a presidente Dilma, corrupção em larga escala, Operação Lava Jato e outras similares, interrupção de várias obras na Petrobras, inflação em alta, desemprego crescendo e a criminalidade aumentando. Como defender, ainda este Governo Petista?

O fato é que a situação econômica, atual, não é uma crítica política, é um olhar sobre a realidade tristonha do Brasil. São números e indicadores publicados pelo próprio governo e que representam a realidade dos fatos na economia brasileira. É hora de o governo parar de tentar enganar a população, transferindo para o resto do mundo a culpa pelos problemas atuais e -- se não conseguir êxito na tarefa de colocar o país de novo nos trilhos do crescimento econômico -- pelo menos apresentar um plano consistente com o objetivo de estancar a onda de más notícias. Não silenciando a imprensa, mas adotando medidas sérias com pessoas também sérias. Sem isso, a estagnação econômica poderá durar mais tempo, impondo sacrifícios desnecessários à população.

  Se necessário, que a Presidente Dilma sofra impeachment, que o Vice-Presidente Michel Temer sofra impeachment, que o Presidente do Senado seja cassado e preso, enfim, que os parlamentos sejam fechados e os brasileiros convocados a dar um novo ruma à nação.A imagem do Brasil, diante do mundo, é uma caricatura grotesca.

O principal fator que alimenta essa fotografia é a crise econômica de 2016: uma completa falta de credibilidade do governo e sua equipe econômica. Por que as medidas de ajuste fiscal não passaram? Simples, ninguém vai colocar dinheiro na mão de um governo que não sabe como aplicá-lo em prol do desenvolvimento da nação. Um Governo formado por uma quadrilha de ladrões.

Por isso tudo, a  Presidente Dilma é vista, pela parte pensante da sociedade, como uma pessoa perdulária a qual não se pode deixar qualquer dinheiro na mão, porque ela o gastará mal. Isso, quando estes recursos não são desviados para sustentar o “projeto criminoso de poder” do Lulopetismo, como muito bem dito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Gilmar Mendes.

O resultado disso serão manifestações cada vez mais numerosas e violentas como as que houveram no Rio de Janeiro e outras capitais, durante a crise na década de 80. Os atos de vandalismo, embora reprováveis, serão inevitáveis diante do desespero das pessoas desempregadas e sem dinheiro para comprar até alimentos.

O Barão de Rothschild dizia que o melhor momento para ganhar dinheiro é quando o sangue corre nas ruas. Não se deseja isso. Mas é certo que as crises sempre foram um campo fértil para boas oportunidades de negócios. Todavia, prudência e “muita calma nessa hora” certamente irão ajudar ninguém a manter comida na mesa, filhos na escola e sono tranquilo. A turbulência vem como uma onda do mar. O gigante não está adormecido!



DICAS DE GRAMÁTICA



PARA MIM FAZER ou PARA EU FAZER, PROFESSORA?

Que o leitor nunca esqueça: Mim não faz nada! Esse mim é um pronome pessoal oblíquo, ele não pode vir antes de um verbo exercendo função de sujeito em uma oração. Sendo assim, é correto dizer: Para eu fazer, para eu falar, para eu estudar e, assim por diante, com os demais verbos.


segunda-feira, 21 de março de 2016

O VALOR DA AMIZADE



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A palavra amizade vem do latim amicus, que quer dizer amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar. Há quem diga que a palavra veio do grego. Independente de sua etimologia, amizade é uma relação afetiva, a princípio, sem características romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo. Amizade é mais do que uma palavra, mais que uma união, mais que um sonho, mais que a realidade, mais que confiança, mais que sentimento, é um conhecimento mútuo, que leva a uma estima e afeição profunda de uma pessoa por outra. É um sentimento raro e precioso, difícil de se construir ao longo da vida.

Segundo os estudiosos, a amizade pode ter nascido a partir do instinto de sobrevivência da espécie, com a necessidade de proteger e ser protegido por outros seres. Alguns amigos se denominam "melhores amigos". Os melhores amigos muitas vezes se conhecem mais que os próprios familiares e cônjugues, funcionando como um confidente. Para atingir esse grau de amizade, muita confiança e fidelidade são depositadas entre aqueles seres que se denominam amigos.

Acontece, que na maior parte das vezes os interesses dos amigos são parecidos e eles demonstram um senso de ccooperação. Mas também há pessoas que não necessariamente se interessam pelo mesmo tema, mas gostam de partilhar momentos juntos, pela companhia e amizade do outro, mesmo que a atividade não seja a de sua preferência. Essas pessoas fizeram brotar, entre elas, o sentimento mais puro e belo da vida, aquele que nada pede e muito oferece.

Creio que a  amizade é uma das mais comuns relações interpessoais que a maioria dos seres humanos tem na vida.Em caso de perda da amizade, sugere-se a reconciliação e o perdão. O estudioso Carls Rogers, psicólogo norte-americano, diz que a amizade "é a aceitação de cada um como realmente ele é". Quem é amigo compreende o outro, aceita-o tal como é, sem críticas, respeitando-o, sempre.

A amizade comum costuma determinar, também, através da sabedoria popular, aquilo que se deve esperar como sendo componente de uma amizade ideal. Embora muitas vezes, na prática, alguns ou muitos destes componentes não estejam presentes na relação de amizade, a título informativo, algumas destas afirmativas podem ser assim enumeradas:

·  A tendência de desejar o melhor para o outro;

·  Simpatia e empatia;

·  Honestidade;

·  Lealdade;

   O fato real, concreto, desse afeto, é que ele leva a um sentimento de altruísmo e lealdade, ao ponto de se colocar os interesses do outro à frente de seu próprio interesse. Amizade resume-se em lealdade, confiança e amor, seja fraterno ou mais profundo. Assim, faz parte da amizade não exacerbar os defeitos do outro e dividir os bons e maus momentos.

  Por isso tudo diz-se que os amigos evitam ser sufocantes ao outro para que haja respeito nos direitos de cada um. Evitam, também, sufocá-los com exigências, para que não haja o risco de se perder a amizade.

  É fato que pessoas amigas se sentem atraídas por aquilo que elas são de verdade, pelo que possuem ou não possuem, pelo jeito como agem diante da vida. As verdadeiras amizades tudo suportam, tudo esperam, tudo creem e tudo perdoam pelo simples fato de existir entre eles o verdadeiro amor, também conhecido como amor storge = amor de amigos.

É difícil dizer alguma coisa sobre algo tão maravilhoso que se vive, se sente e se experimenta; pô-lo em palavras é quase impossível. Só se aprende mesmo o que é amizade vivendo. Amizade significa criar laços. É uma fonte que não retém a água para si (seria poço se o fizesse), mas a dá espontaneamente. O amigo também vai ao encontro de quem precisa e não espera que venham até ele. É renovação para quem dá e para quem recebe. É a descoberta de corações.



DICAS DE GRAMÁTICA



QUAIS AS FORMAS DE TRATAMENTO MAIS USUAIS?

- Um cardeal é Vossa Eminência. Um ministro é Vossa Excelência. Um prefeito também. Um reitor é Vossa Magnificência. Um padre é Vossa Reverendíssima. Um gerente de banco é Vossa Senhoria. Um coronel também. E o papa é Vossa Santidade e por aí vai.  Agora, para as pessoas, modo geral, no cotidiano, dizemos: VOCÊ!

QUAL O PLURAL DE QUALQUER, PROFESSORA?

- E o plural de qualquer é quaisquer: fazemos quaisquer serviços; estamos atentos a quaisquer sinais de melhora; quaisquer que sejam as notícias, saberemos como fazer.
A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.