quinta-feira, 30 de julho de 2015

DISCURSO DE POSSE DE NOVOS MEMBROS DA ACADEMIA ACREANA DE LETRAS

 

 

Luisa Galvão Lessa Karlberg

Presidente da Academia Acreana de Letras

Apresento-vos, em nome do sodalício da Academia Acreana de Letras, palavras de agradecimento, alegria e gratidão. Elas se estendem a todos os convidados presentes e àqueles que estão aqui em pensamento. Cumprimento as autoridades, os familiares e amigos que aqui se juntam a nós, alegrando, com suas presenças, esta bela noite. Agradeço ao Colegiado Acadêmico da nossa AAL, pela calorosa acolhida que dão aos novos membros do sodalício.À Comissão de Posse da AAL pelo primor de organização da solenidade.

Digo-vos que a Academia Acreana de Letras é uma instituição de literatos, historiadores, professores, linguistas, médicos, advogados, jornalistas, antropólogos, pedagogos, juristas, teólogos, artistas. Tem por objetivo principal cultivar, estimular o culto ao idioma pátrio, a produção, a divulgação literária, a pesquisa científica e social no Acre. Importante, para nós, é que desse diversificado colegiado tenhamos produções literárias que deem voz ao Estado do Acre, a exemplo de outras unidades da Federação. O culto ao idioma pátrio é dever de todos, porque escrever é doar ao mundo aquilo que existe dentro do nosso mundo.

O Acre, berço de uma história ímpar, no Brasil, destaca-se, diante do mundo, por sua história inigualável. Ainda, por sua posição geográfica, estando ao lado de países andinos e, também, por situar-se no centro-oeste da Amazônia, lugar habitado por gente hospitaleira, ordeira, gentil. E, nesse cenário, a Academia Acreana de Letras, através dos seus confrades, vem prestando relevante papel junto à sociedade, na contribuição lítero-cultural.

Hoje, novos acadêmicos são empossados:

---- Renã Leite Pontes, que tem por antecessor José Higino de Sousa Filho, homem de integridade ímpar, primoroso nas letras de seus belos romances. E, nesse cadeira senta Renã, um homem de caráter ilibado, profissional brilhante, professor, poeta internacional, sonetista grandioso, amigo dos amigos, esposo exemplar tal qual o Higino. Esta casa Vos acolhe com a alegria do presente e a saudade do passado.

---- Arquilau de Castro Melo, tem por antecessor Omar Sabino de Paula, um jurista renomado que tantos feitos legou ao Acre. Em sua cadeira chega Arquilau de Castro Melo --Desembargador aposentado, advogado, estudioso da literatura regional -- com a mesma precaução, cuidado, zelo, compromisso com o Acre. Estudioso não apenas do Direito, senão também da Literatura, onde encontrou em Euclides da Cunha a vocação para desvendar o Eldorado Brasileiro que se acreditava achar escondido no coração da floresta amazônica. Este foi o sonho alimentado por muitos exploradores e cientistas europeus, do inicio do século XX. E foi nesse universo que deu-se o encontre de Arquilau com Euclides da Cunha, que o trouxe, nesta noite, à AAL.

----- Reginâmio Bonifácio de Lima, que tem por antecessor Manoel Mesquita. Reginâmio é amante das Letras, da Teologia, da História. Ciências ligadas à vida, à linguagem. Também possui similaridade com o antecessor que tanto amava a Academia, a história regional. Reginâmio convive com os infantos, e neles encontra a pureza, muitas, vezes, perdida nos adultos. Mas acredita, assim como nós do sodalício, que ora abraça, que a verdadeira literatura purifica almas, igualmente a ciência, como Pesquisador do CNPq e Professor da UFAC.

----- Gilberto Braga de Mello, que tem por antecessor Francisco Thaumaturgo, homem que tanto fez pelo Acre, pela Cultura, pela política. Gilberto, um advogado e jornalista, debruçado em marketing e propaganda, vai tecendo sua literatura em meio à política, preocupado com o social, a região, as pessoas. Não são caminhos opostos, eles se confluem no observar os cenários para modificá-los, sempre em prol do bem comum, do sonho de toda uma sociedade.Aqui, Gilberto, na sua arte, realiza uma procura apaixonada, tanto na literatura quanto na política. E, em ambas, a comunicação, o discurso, o texto, é que realiza os propósitos e sonhos, para que não fiquemos “de bubuia”, na vida, como descreve essa expressão, em seu dicionário.

Senhoras e Senhores, Acadêmicos, a AAL, como ícone maior da Língua e Literatura de expressão portuguesa no Estado do Acre, arcando com o ônus do protelamento de inserir os nomes de Vossas Excelências em seu Quadro de Acadêmicos,(foram eleitos há mais de 1 ano) cumpre, hoje, o nobre dever de justiça, de incluí-los como Membros Titulares e imortais do nosso sodalício, enaltecendo-os como quatro próceres da Cultura e Literatura Acreana.

Então, senhoras e senhores, estimados confrades e confreiras, é meu dever sagrado, nesta noite, evocar os antecessores, buscar cumplicidade com as experiências passadas, com as histórias humanas que já se foram, com as existências que lutaram e superaram suas contingências. Celebra-se, portanto, nesta noite, a feliz coincidência de contar com antecessores que trilharam caminhos tão semelhantes aos que os novos confrades irão percorrer. E, sob a inspiração desses antecessores, com o espírito pacificado e a vaidade sob intenso controle, desejamos que abracem este momento de Vossas vidas, sem perder de vista o legado que terão que deixar na bagagem que trazem hoje e naquela que irão consolidar junto ao sodalício. O nosso desafio social, cultural e linguístico é imenso.

Entrar numa Academia de Letras não torna ninguém melhor escritor, não transforma nulidades em criadores, medíocres em gênios. Mesmo porque a humanidade é gregária e associativa, as Academias de Letras reúnem criaturas que desejam superar suas próprias limitações, pessoas inconformadas consigo mesmas, com as injustiças do existir, com a própria finitude da vida. E porque as mais nobres ações humanas são voltadas para a defesa da vida, esses que se associam, na Academia de Letra, escolheram as palavras, a criação literária, como arma para enfrentar a brevidade da vida. Ars longa, vita brevis, disseram os antigos. A arte perdura, a vida é curta.

Assim, Renã, Arquilau, Reginâmio e Gilberto nós, da Academia, nos identificamos por afinidades culturais, linguísticas e literárias. Comungamos dos mesmos ideais: olhar um Acre sempre altaneiro, igualmente a bandeira hasteada no pavilhão do Estado que se fez brasileiro.

Sentimos, que este Sodalício, na noite de hoje, está feliz. Sentimo-nos honrados, orgulhosos e cativados por Vossas Excelências, pela bagagem que trazem convosco para esta Casa de saber. Todavia, estamos cientes dos desafios que este século XXI nos impõe. A verdade é que vivemos na época da velocidade, das gigantes aeronaves, da Internet, do WhatsApp, do Tuitter, mas nos sentimos enclausurados no tempo da ciência revolucionária, da tecnologia que fecha e abre mundos. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; a nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Dizemos uma coisa e fazemos outra. Beijamos alguém que dizemos amigo e o apedrejamos quando nos dá às costas. Que mundo é esse que tanto oferece e tanto nos tira? Mais do que máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

A Internet fez do mundo uma aldeia, assim como a Televisão. Mas pensando bem, a própria natureza desses inventos só faz sentido se o mundo for melhor. E, para isso, as pessoas precisam ser melhores. Tudo isso é um apelo eloquente à bondade do ser humano... um apelo à fraternidade ... ao companheirismo... à união de todos nós em prol do bem comum. E um desses bens maiores reside no mundo das letras, da literatura, que é a expressão da sociedade, assim como a palavra é a expressão do ser humano. E para viver bem e feliz devemos ser terrivelmente sinceros. No entanto, vive-se um paradoxo. É incrível, quando se atinge a verdade passamos a fazer ficção, que é a invenção ou criação. Devemos ter cuidado, atenção com as palavras, armas de constroem, mas que também destroem o mundo, a vida, as pessoas.

Mas de tudo que digo, o mundo da literatura, das letras, é fantástico, nos permite navegar por muitos mares. A esse respeito, escutemos a voz de grandes literatos:

Mário Quintana - Esses que puxam conversa sobre se chove ou não chove - não poderão ir para o Céu! Lá faz sempre bom tempo."

Fernando Pessoa - "A literatura, como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta".

 
 

Machado de Assis – “Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem."
Goethe - O declínio da literatura indica o declínio de uma nação”.

Salamah Mussa - Não é a beleza mas sim a humanidade o objetivo da literatura”.

Émile Zola - “Os governos suspeitam da literatura porque é uma força que lhes escapa”.

Max Frisch – “A literatura pode ser uma boa terapia pessoal, uma espécie de psicanálise na qual não se paga um psicanalista”.

Roland Barthes - “A literatura não permite caminhar, mas permite respirar”.

Cesare Pavese - “A literatura é uma defesa contra as ofensas da vida”.

Adrian Frutiger - As páginas mais belas de um texto são aquelas em que todas as letras compõe uma unidade em perfeita harmonia”.

Perboyre Sampaio - “Quando um texto nasce, já cumpriu sua principal função: harmonizar a alma de quem o criou”.

Saunders Lewis - Está claro que o "homem comum" não pode entender o extraordinário, exceto na plenitude do tempo; e o extraordinário é a essência da literatura".

Fernando Pessoa - "A literatura torna o mundo real, dando-lhe forma e permanência".

 
 
 
 

Caríssimos confrades, tendo eu a cultura e o saber como causa acadêmica e projeto de vida, não poderia saudá-los se não conhecesse a escrita. Esta questão do que é a sabedoria, e da dificuldade de compreender as informações que se tem, é a grande agonia do tempo atual, da sociedade da informação, em que faz chover, como tempestade, e inunda as pessoas de tanta informação, assim como a enchente que invade os rios amazônicos e fazem as nossa alagações.

Por fim, eu não vou mais cansá-los, senhoras e senhores, confrades e confreiras. Percorri este caminho para enaltecer a chegada destes ilustres pares à Academia Acreana de Letras. Mas o percorri, sobretudo, porque foi a escrita que nos fez, embora em ofícios distantes, comungar um mesmo ideal: o idioma pátrio, a cultura, a literatura. É a escrita que promove o grande encontro desta noite.

Vindes, Renã, Arquilau, Gilberto, Reginâmio, integrar-vos ao seleto pugilo – com a só exceção desta que vos fala --- de gente distinguida, condutora e defensora dos ideais mais nobres, eis que promanam do culto à sagrada Língua Portuguesa e Literatura Brasileira.

Labor omnia vincit improbus... O trabalho perseverante vence tudo.

Muito OBRIGADA e tenham todos uma Boa Noite!

DISCURSO DE POSSE NA PRESIDÊNCIA DA ACADEMIA ACREANA DE LETRAS

 

Luisa AAL flores

Prof.ª Dr.ª Luísa Galvão Lessa Karlberg

Recebo, com honra e humildade, a Presidência da Academia Acreana de Letras. Eu, nascida no Igarapé Humaitá, Seringal São Luís – situado às cabeceiras do Rio Muru, distante de Tarauacá oito dias de barco -- nunca imaginei chegar a esta instituição. Agradeço aos confrades que aqui me conduziram, por meio de uma eleição ampla, irrestrita e democrática, da Diretoria intitulada “TECIDO DA CULTURA ACREANA”.

E, nesta breve mensagem eu me curvo diante deste sodalício que me elegeu à Presidência da mais elevada instituição de cultura do Acre: a Academia Acreana de Letras. Quem conhece o berço da imensa Selva Amazônica sabe de onde vim e dos caminhos que percorri na vida. Muitos sabem como se faz para se alcançar os frutos no alto das árvores e vencer os medos na misteriosa floresta que embala as nossas vidas. Aprendi, desde cedo, a olhar acima da copa das árvores e saber que havia um mundo para conquistar e o caminho era o da educação, das Letras. E nessa área fui aluna de graduação, mestrado, doutorado, pós-doutorado. Levei a vida inteira a estudar, desde os 5 anos de idade.

Sou uma cabocla, mesclada com o sangue português e holandês, mas me vejo, hoje, tomada de emoção. Não de tristeza, mas de intensa gratidão aos nobres confrades que a vida me presenteou como bons e fraternos amigos. O senhores sabem, assim como eu, que nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer. Esse sentimento sempre me moveu.

A vida exige de nós - o tempo todo - uma grande capacidade de adaptação, mudanças, enfrentamentos, superação. E aqueles que temem a mudança nunca vão adiante, levam uma vida estática por medo de novos desafios decorrentes da própria existência. E os fracos, somente os fracos vivem com a cabeça. Receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas - com teologia, conceitos, palavras, teorias - e do lado de dentro dessas portas e janelas fechadas, eles se escondem. Eu não me escondo, não tenho a alma subalimentada de sonhos, sempre fui à luta, ‘caí no mundo’, como se diz popularmente. E foi nele que aprendi as lições mais sublimes, que redimem meus pecados e lavam a minh’alma feminina, forte e livre para ir adiante, com dignidade.

Sempre procurei superar os desafios desde muito jovem. Sai de casa aos seis anos de idade para um colégio alemão. Agarrava-me às pernas de meu pai para não ir para longe e ele me dizia: “filha, é preciso ir, estudar é a saída para quem não possui riqueza material”. Foi aí que comecei a aprender a transformar sentimentos menos elevados em prol da grandeza da vida, da escola, do conhecimento. Compreendi, desde cedo, que o caminho do coração é o caminho da coragem. Deixar o passado para trás e fazer o futuro SER. Também aprendi que a vida é perigosa, mas somente os covardes podem evitar o perigo, mas aí já estão mortos. Somente quem nasceu ou viveu no seio da Floresta Amazônica, como eu -- dentre tantos outros aqui presentes – sabe o significado dessa palavra CORAGEM. Ela vem da raiz cor, que significa coração. Portanto, ser corajoso significa viver com o coração.

E, agora, para enxugar o meu pranto, neste momento de intensa emoção – quando vejo o filme de muitas histórias da minha vida – eu digo o seguinte: - o Amor e a Ternura são sentimentos revolucionários, eles sempre deram norte à minha vida, assim como o saber, a cultura, os meus pais, minhas duas filhas, meus dois netos, os amigos, minha sublime profissão de professora, pesquisadora, educadora. Desta última, fiz meus votos de fé. Tem dado certo. E o melhor de tudo é que embora não estejamos diante do mesmo espelho, estamos nos olhando sempre.  Como diz Guimarães Rosas “o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando”. Afinam ou desafinam. E tudo indica que vamos afinar ainda mais a canção acreana e porque não dizer brasileira, com essa Diretoria “TECIDO DA CULTURA ACREANA”.

Aqui, fiz breve relato da mulher que hoje se coloca diante da sociedade acreana como Presidente da Academia Acreana de Letras. Nesse cargo dedicarei o melhor dos esforços para cumprir os objetivos da AAL diante da sociedade regional e brasileira. Sou do mundo das Letras, e sei que produzir literatura é algo difícil para quem vive mergulhada no mundo da ciência. Mas eu já compreendi que a literatura antecipa a existência. Não a copia, amolda-a aos seus desígnios, como está fazendo agora. Pois é a literatura uma arte que nos defende contra as ofensas da vida.

Esta Casa, que a partir de agora presido, é uma Academia. A importância das Academias de Letras flui do liame profundo que existe entre estes sodalícios e a cultura. Aqui, no Acre, sua importância salta aos olhos mais atentos de quem olha a cultura como um motor que traduz a vida em sociedade. Isso porque Cultura significa cultivar, do latim colere. Genericamente, a cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano.

E, nesse contexto cultural, aqui no Acre, a Academia Acreana de Letras é, possivelmente, a maior referência no mundo cultural do Estado, uma vez que seus membros, chamados “imortais”, traduzem o lastro cultural do povo. Sendo assim, uma Academia tem o condão de desabrochar aspirações, e de estimular o desenvolvimento da literatura, além de premiar os méritos dos seus mais destacados cultores das letras. Deve penetrar nas regiões do Estado e fazer florescer os gênios dos vales do rio Abunã, Acre, Purus, Juruá. Neste último faço reverência ao meu berço natal: Tarauacá.

Então, falar em Academia é pensar em livros, penetrar na noite dos tempos para encontrar auroras boreais. E, com esta intenção, tateando no desconhecido, pouco a pouco, descobrem-se os indícios primeiros da arte de pensar. O fluir da vida vai acumulando experiência e sabedoria no delta da maturidade, que passa a ser um bem comum, usufruído por todas as gerações e idades, constituindo-se, desse modo, em patrimônio da própria sociedade.

Na Academia Acreana de Letras, cada geração deixa um legado: Amanajós de Araújo, Paulo Bentes, Omar Sabino de Paula, Mauro Modesto e Clodomir Monteiro da Silva. Processo vagaroso, a exigir tempo para tomar corpo e se mostrar. Assemelha-se à formação do universo que, em movimento rotatório, vai condensando energia, gás e luz, até assumir a fosforescência das galáxias, em expansão contínua, onde brilha a centelha da criação.

Por isso tudo entendo que uma Academia deve espelhar a alma, retratar o espírito, expressar a gênese e as potencialidades de um povo. Guardiã zelosa da língua, o maior patrimônio nacional, a Academia Acreana de Letras deve corrigir desvios, depurar o idioma e preservar sua integridade expressional. Nada distingue mais um povo do outro que sua literatura. No Acre, cabe à AAL resguardar as fontes puras de onde brotam o sentir e o externar das gentes, trabalhá-las e difundi-las para criar a literatura própria, imprescindível de um país enquanto nação. Será nesta Academia que deverão se organizar as trilhas literárias da região e do Estado. Nós, deste sodalício, confreiras e confrades, somos os herdeiros do esplendor do conhecimento humano. Vamos assumir nosso papel, a sociedade nos convida a este dever.

Neste pretendido mandato, a AAL deverá estar presente nas mais diversas discussões sociais, políticas e de caráter comunitário, devendo ser representada em vários conselhos, em nível federal, estadual, municipal. Também deverá promover, periodicamente, debates sobre questões atuais ou problemas regionais, assim como incentivar a produção literária e cultural no Estado do Acre.

Deverá, esta Academia, encadear discussões de natureza diversa:

Ø O idioma pátrio e a literatura de expressão regional;

Ø Trabalhar as questões culturais por bacias hidrográficas, com a participação efetiva dos acadêmicos, para descortinar o potencial humano dessas bacias; o potencial literário; o potencial histórico; o potencial ecológico; o potencial econômico, enfim, tudo aquilo que espelhar a cultura regional.

Ø Deverá a Academia otimizar políticas, junto ao Governo do Acre, para organizar antologias dos movimentos literários, para dar a conhecer ao Acre e ao país os monumentos de expressão acreana, bem como:

Ø Incentivar e promover encontros culturais para sedimentar, sempre, a produção literária;

Ø Estimular os Acadêmicos para profícua atuação junto à sociedade, no sentido de promover oficinas:

·de textos;

·de crônicas;

·de Poesia;

·de Gêneros Literários.

Ø Deverá a AAL realizar encontros de confraternização no meio acadêmico, não somente para festejar a arte do encontro, mas também para conhecer as produções dos confrades e confreiras, no sentido de confeccionar Antologias e discutir estratégias para divulgação das produções dos acadêmicos.

Ø Deverá fazer Concursos literários para incentivar novos talentos. Criar os programas "A Escola vai à Academia e a Academia vai à escola", para que os estudantes conheçam os acadêmicos escritores, cronistas, poetas, historiadores, juristas, literatos, linguistas e demais profissionais.

Essas propostas reúnem um pedaço do grande “TECIDO DA CULTURA ACREANA” que iremos tecer, de forma harmônica e compartilhada, sodalício, entidades, governos e sociedade organizada.

Essas propostas justificam o título da Diretoria” TECIDO DA CULTURA ACREANA” e de todo sodalício. É como pensa Max Weber, que o ser humano é um animal amarrado em teias de significação que ele mesmo teceu. O estudo da cultura não deve ser experimental à procura de leis, mas interpretativo, à procura do significado (Geertz, 1989, p. 15). Assim, como tecedor da cultura, o sujeito caracteriza-se pela atividade; é (re)criador/construtor da estrutura teia que o prende. Está-se diante da própria ideia de complexus, isto é, o que é tecido em conjunto, como diz Morin, (2001, p. 20). Assim, ao tecer a cultura (teia), o sujeito é tecido em conjunto (tece-a ao tempo em que é tecido nela).

De tudo que aqui falo, reflito, manifesto, digo aos senhores, senhoras, ao sodalício da AAL, que poderão apertar minhas mãos e sentir que estou afinada com a arte, a cultura, a vida e o humanismo. E que deixaremos, nessa geração de imortais, imenso legado cultural e intelectual como lição àqueles que chegam depois.

Conclui-se com a célebre frase de John Kennedy: “A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão, com certeza, perder o futuro”. Iremos trabalhar para dignificar a Academia Acreana de Letras, aproximá-la dos escritores, poetas, cientistas e a comunidade do Acre e do mundo. Aí, então, como diz o hino acreano:

(...) ergueremos então destas zonas
Um tal canto vibrante e viril
Que será como a voz do Amazonas
Ecoando por todo o Brasil

MUITO OBRIGADA!

O TEMPO É UM MESTRE

 

Luisa Karlberg          lessaluisa@yahoo.com.br

TEMPO

Muita gente vive pensando no tempo de ontem, outros no de hoje, alguns no amanhã, no tempo... Mas, afinal, o que vem a ser o tempo, como definir sua grandeza e dizer o que se faz com ele? A resposta não é simples. Exige reflexão, análise, coisa que ninguém gosta de fazer, por absoluta falta de tempo. Esse tempo que é uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias. Esse tempo consumido quase que inteiramente na luta pela vida, na batalha diária que se estende durante anos, décadas.

A verdade é que durante o desenrolar da peleja cotidiana, dessa insana luta, algumas pessoas conseguem reservar umas poucas horas semanais para o lazer e o descanso. Todavia, não se organizam para meditar sobre as questões cruciais da vida. Para essas coisas não se dispõe de tempo, não se pode, absolutamente, perder tempo com isso. Enquanto para uns o tempo é demorado, ligeiro ele se faz para outros. Mas será isso verdade? Não será o tempo igual para todos?! Dizem, até, ser o tempo a coisa mais democrática que existe. Se assim é, ele é o mesmo para todas as pessoas.

No que diz respeito à velocidade, o tempo explica-se pela vivência. É a vivência do ser humano que muda a partir de certa idade, e não o tempo. O tempo não muda. Os movimentos dos ponteiros do relógio apenas registram numericamente a passagem humana dentro do tempo. O tempo não passa, as pessoas é que passam dentro dele. O tempo não é um acidente. Ele acompanha a pessoa humana desvendando o modo de cada um acompanhar a vida.

Para passar bem o tempo, esse mestre impiedoso, cada pessoa deve olhar a sua volta, ver os sinais do tempo que passou. Depois, perceber que é preciso compreender o tempo de cada coisa, para dar respostas ao que a vida pede e espera de cada criatura humana. E na distribuição do tempo de existência, há tempo para cada coisa, etapa, momento, sonho. Tempo para a luta, o trabalho o esforço. Tempo de enfrentar desafios e superar limites. Tempo de ser humilde e reconhecer-se limitado. Tempo de buscar a sabedoria do repouso, de pacificar os impulsos, ordenar os desejos, sem perder de vista os sonhos mais impossíveis...

Ainda, há nesta vida o tempo da novidade e da surpresa, do surpreendente e do inusitado, quando o espetáculo da vida é todo brilho, festa e luz. Há o tempo do cotidiano e da rotina, do encantamento dos pequenos gestos, das alegrias suaves e duradouras. O tempo de cada pessoa ficar consigo mesma. Tempo da necessária bem-vinda e frutuosa solidão. Tempo dos silêncios que falam. Tempo de recolhimento reflexivo ao mais profundo de cada ser. Tempo do encontro, da partilha emocionada de gestos e palavras, do abraço afetuoso, da expressão do desejo, da paixão, da amizade essencial.

Assim, o tempo não para, pois em todo o tempo que existe há aquele de grandes avanços e conquistas. Tempo de realizações de projetos e sonhos. Tempo em que tudo que se toca é ouro e alegria, tempo dos grandes e pequenos fracassos. Tempo de recuos estratégicos e outros, inevitáveis. Tempo de despedida, perdas, danos e ganhos. Tempo de voltar à estaca zero e começar tudo de novo. O tempo de envelhecer, perder células cerebrais, força muscular, a capacidade de enxergar de perto, de perceber os sons mais agudos e os cheiros mais sutis.

Aquele tempo inexorável, mestre impiedoso, que põe cinzas nos cabelos e deixa a mesa cheia de ausências. O tempo que passa carregando consigo o novo e deixando para trás o tudo que envelheceu.

Seguindo adiante, há muitos outros tempos, como aquele em que a vida fecha portas na cara. O tempo em que, por teimosia e coragem, a pessoa ousa escancarar janelas com vistas para montanhas e mares, horizontes e vales. O tempo em que a esperança é apenas um jeito de sentir saudade daquilo que virá, do que se vai construir. E, desse modo, em todo e qualquer tempo, é possível descobrir que, apesar de pequeno e frágil, os seres humanos são raros e preciosos. É preciso valorar o tempo para maior sabor da vida e viver o tempo do amar, do querer, do receber, porque tudo na vida quer tempo e medida. - Mensura omnium rerum optima.

MÁSCARA DA POLÍTICA EDUCACIONAL NO BRASIL

 

Luisa Galvão Lessa Karlberg colunaletras@yahoo.com.br

 

Sabedoria de Deus

Falam especialistas que o Brasil avançou nos últimos 20 anos, mas a educação freou o desenvolvimento desse período, segundo o IDHM 2013 (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), divulgado na segunda-feira, 29/07/2014.

No Brasil, entra Governo e sai Governo e a conversa é sempre a mesma: “vamos investir em educação”. Em ano eleitoral, dizem os políticos: “o país avançou muito”. Talvez tenha avançado para o abismo, pois segundo índice divulgado pela Pearson Internacional, que faz parte do The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental, o Brasil ficou em penúltimo lugar. Dão lições ao mundo a Finlândia e a Coreia do Sul, os dois primeiros lugares. O Brasil só ganhou da Indonésia. É um resultado vergonhoso.

Os dados não são invenção e não possuem coloração partidária. É a constatação de uma educadora que muito trabalha em prol de mudanças positivas. Uma educadora que contribuiu para composição dos livros didáticos do Estado de São Paulo. O Acre não quer ajuda nessa área, há, aqui, “medalhões nos salários”, mas que nada escrevem, falam bajulações. Isso não ajuda, prejudica o Estado, o sistema educacional como um todo.

Então, votando aos dados, eles saíram do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), do documento Tendências em Estudo Internacional de Matemática e Ciência (TIMSS) e do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização (PIRLS) que compreendem o aprendizado de matemática, leitura e ciência dos alunos.

Veja-se o Ranking Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Educacionais:

1. Finlândia
2. Coreia do Sul
3. Hong Kong
4. Japão
5. Cingapura
6. Grã-Bretanha
7. Holanda
8. Nova Zelândia
9. Suíça
10. Canadá

11. Irlanda
12. Dinamarca
13. Austrália
14. Polônia
15. Alemanha
16. Bélgica
17. Estados Unidos
18. Hungria
19. Eslováquia
20. Rússia

21. Suécia
22. República Tcheca
23. Áustria
24. Itália
25. França
26. Noruega
27. Portugal
28. Espanha
29. Israel
30. Bulgária

31. Grécia
32. Romênia
33. Chile
34. Turquia
35. Argentina
36. Colômbia
37. Tailândia
38. México
39. BRASIL
40. Indonésia

Fonte: Pearson/EIU

O desempenho de cada país mostra se ele está acima ou abaixo da média calculada a partir dos dados de todos os participantes. Segundo esses dados divulgados no último dia 27 de julho de 2014, 27 dos 40 países ficaram acima da média, enquanto 13 estão abaixo do valor mediano. O Brasil, que teve pontuação de -1.65, foi incluído no grupo 5, onde estão as sete nações com a maior variação negativa em relação à média global. É um dado assustador, fruto do descaso e do pouco compromisso com a educação brasileira.

A ONU, em 14/07/2014, por meio do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), diz que o Brasil deve investir em "políticas educacionais ambiciosas", para mudar a sua demografia.Todos os dados apontam que o Brasil vai mal, muito mal nas políticas educacionais. É um país que não respeita os professores.

E como é um sistema educacional eficaz? É aquele em que os alunos aprendem, passam de ano e concluem a educação básica. Esta é uma afirmação de que poucos vão discordar. Entretanto, a maioria dos sistemas educacionais no Brasil não cumpre essa missão. Há descaso, desvio de recursos, investimentos pífios, salários aviltantes pagos aos professores, escolas sem segurança, mal aparelhadas, sem infraestrutura, que pouco ou nada atraem os jovens, que preferem as ruas, as drogas, a violência, os furtos. Quando não, ficam em casa e quando saem para a escola procuram ir para lugares mais agradáveis.

O governo brasileiro, por meio do INEP, definiu metas para os sistemas educacionais e as escolas aperfeiçoarem a qualidade da educação oferecida, criando um índice de qualidade, chamado IDEB, para cada um dos três segmentos da educação básica. Mas de tudo que se diz, fica a pergunta: essas metas no INEP são suficientes para o país sair do atraso educacional?

Há medidas urgentes: escolas em tempo integral; professores motivados; escolas aparelhadas para que as pessoas nelas desejem permanecer com alegria, satisfação. Então, qualquer política de melhoria da qualidade dos sistemas escolares devem contemplar os três aspectos simultaneamente: o professor deve ensinar; o aluno deve aprender e passar de ano.

Finaliza-se com a frase memorável de Eduardo Campos: “ O Brasil tem jeito”. Devemos exigir prioridade à Educação, sem ela NUNCA avançamos, exceto para cair no abismo onde o país está mergulhado. Necessitamos de ações, promessas nem os santos aceitam mais.

ESTAÇÕES DA VIDA

Luisa Karlberg

Vida

 

Há quanto anos vi florir os meus pensamentos

Tal a primavera, estação dos encantamentos,

Que o beija-flor bebe o néctar dos mananciais,

Dos jasmins, cerejeiras, azaleias e roseirais.

 

As gotas a nutrir, nas doçuras do mel,

As patativas, os sabiás, as noivas de véu

Aurora a sorrir, a renovar sonhos agora,

Das tristezas, desilusões de outrora.

 

Virgem minha protetora, sua bênção eu peço,

Desta minha vida arrebatada e insubmissa,

Que pelos caminhos incertos tropeço.

 

Eu quero amar, zelar, respeitar o marido,

Sem submissão, rebeldia ou insensatez,

Mas ser mulher altiva, sempre seblante erguido.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

AMOR E PAIXÃO

 

 

Sentir amor é ter paixão,

Não há paixão sem amor,

Amar é sentir no coração,

Paixão é receio de sim e não.

Amar é verbo infinitivo,

Paixão, um nome substantivo,

Amar, um querer definitivo

Paixão, sentimento conflitivo.

Entre o verbo e o substantivo,

Fico com a sede do amar,

Fujo da paixão sem atrativo.

E embora eu ame o substantivo,

É no verbo intransitivo,

Que encontro na vida lenitivo.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

I LOVE YOU

 

Eu penso em ti e fico feliz,

Por saber que temos afinidade,

Que estamos olhando os sonhos nossos com lealdade.

É importante que a gente se compreenda,

Sinta-se, se entenda,

Nos bons momentos de cada dia,

E ouvir o canto alegre a falar da magia:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

É maravilhoso saber que tenho você a meu lado,

É um sentimento simples e repleto de significado.

Estar apaixonada é querer estar sempre juntinho,

Partilhar a vida de mansinho,

E dizer com jeitinho:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

Somos o universo na poesia,

O céu e as estrelas no infinito,

O nosso amor é mais que bonito,

Nada se compara ou se explica,

O alfabeto não tem palavras na escrita

Para enfeitar no amor o nosso grito,

Nenhum segundo será pouco para dizer:

I Love you...

I Love you...

I Love you...

És o meu sol eu a tua lua,

A vida traçada em beijos de carinho,

O respeito na palavra e pele nua,

Escrita em pergaminho...

Juntos no mesmo caminho,

Dizendo baixinho:

I love you...

I Love you...

I Love you...

Você, na mais exata medida, deu o toque de partida,

Alimentou minha paixão,

Fez renascer a esperança perdida no coração,

Você me conquistou rapidamente,

Plantou a sua semente que logo brotou em flor.

E em um desenho de rara magia,

Aos poucos você solidificou o nosso amor.

Você é como as estrelas no firmamento,

Presente o meu pensamento:

I love you...

I Love you...

I Love you...

É como se fosse um presente que a vida,

Gentilmente, deu-me alegria,

E posso afirmar com verdade

Que até mesmo na saudade,

Você enfeita a minha vida.

Você, razão do meu puro sorriso,

Faz-me perder o juízo nos momentos de amor.

Estarei sempre ao teu lado,

Com o coração apaixonado, seja lá onde for,

A cantar as palavras mágicas:

I love you...

I Love you...

I Love you...

CORAÇÃO PULSANTE

 

Poesia não dá casa e nem comida,

Mas quando o poeta tem um coração pulsante,

Anda pelo mundo itinerante,

Sem temor,com certeza de guarida.

Nunca fui andarilha e nem poeta,

Mesmo assim vivo a versejar,

Entre um e outro mar,

Numa busca de um amor encontrar.

Não pensem que seja volúvel,

Exigente, intrigante ou infeliz,

Sou uma alma assim solúvel,

Nos dias canto feliz.

Se um dia o pranto rolar,

Acreditem que sofri,

Foi um vento a soprar,

Para um amor que desisti.

FERA DA VIDA

 

 

Luisa julho1

A vida não é eterna, tudo tem prazo,

Nossas vontades mudam, assim como o ocaso,

Em cada dia uma ventura,

Uma história de conquista,uma ternura,

Um amor bandido,enganador fingido,

N’outro um dia santo, com reinos

Fadas, príncipes, castelos e encantos.

Mas nunca acredito, que todos sejam anjos,

O mundo não é só habitado por arcanjos,

Há entes sombrios, maldosos, desonestos,

Que na gente pregam peças e deixam restos.

Mas quero crer que a vida é sempre bela,

Não há mal que dilacera,

O coração de quem é fera.

SINFONIA

 

Tão bom ter o dia a dia...

Sentir os raios do sol,

O canto do rouxinol,

O amanhecer em melodia.

Tão bom ter o dia a dia...

Viver cada momento,

Não sentir tormento,

Ser um canto em sinfonia.

Tão bom ter o dia a dia...

Sem uma triste lembrança,

Mas com plena esperança,

De vida em harmonia.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

O BEIJO

 

O melhor beijo é aquele desejado,
O beijo do ser amado,

O beijo mais adequado,

O beijo da minha vontade,

Dado com docilidade.

O melhor beijo é aquele sem tempo,

Que toma a vida da gente,

De um jeito ardente,

Pleno de cheiro e sabor,

Dado com muito calor.

O melhor beijo é aquele do ser amado,

Do anjo conquistado,

O amor querido e sonhado,

Nunca por ele enganado,

Sincero, fiel desejado.

O melhor beijo é aquele de quem se ama,

De quem se alimenta a chama,

De amor, ternura,

Dedicação, candura,

De vida eterna e pura.

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.