domingo, 21 de junho de 2009

Obrigada a todas as pessoas que leram e recomendaram a leitura deste blog.


“As pequenas coisas produzem a perfeição; mas a perfeição em si não é uma pequena coisa”. (Michelângelo)
Ao meu amor nada negarei.

Nos mais profundo sonho, tudo exultarei.

A mais bela flor da primavera,

A ti entregarei.No mais próximo beijo,

Você que sentirei.O doce amargo da vida,

Com você saborearei.E os mais intensos pensamentos,

Para você realizarei.Nos mais límpidos dos rios,

Nossos corações banharei.Nas mais diversas controvérsias,

Ao teu lado sempre ficarei.

A distância que nos separa,

Tua falta sentirei.

domingo, 14 de junho de 2009

EDUCAÇÃO E FAMÍLIA: DOIS LAÇOS SAGRADOS

As notícias mais freqüentes, nos meios jornalísticos, são os crimes cometidos entre pessoas. São filhos que agridem e matam os pais; pais que maltratam e abusam dos filhos; jovens que agridem professores; adolescentes viciados em drogas que comentem furtos, assaltos; idosos são agredidos; mulheres espancadas, violentadas, assassinadas. É uma violência que não devia ser contada, menos, ainda, lida ou presenciada. Mas os jornais e a TV estão repletos de cenas grotescas.

E a população a tudo assiste paralisada, sem saber como agir, qual caminho seguir. Trancar-se em casa? Refugiar-se em apartamentos, condomínios fechados? Ficar sem ir à rua? Nada resolve, porque ninguém tem segurança em nenhuma parte. Mesmo no trabalho a violência impera, os agressores estão em toda parte, sem distinção de cor, raça, ideologia. Adultos, crianças, idosos, homens, mulheres, são mortos, violentados, assaltados, agredidos em cada segundo do dia, da forma mais cruel e vil, banal.

Então, como fazer em face de tal quadro demolidor da vida social? É preciso fortalecer as famílias, elas são o alicerce de toda a estrutura da sociedade, as raízes morais e a segurança das relações humanas. Porém, na realidade da chamada “vida moderna”, há um conjunto de fatores de ordem moral, sentimental, econômica e jurídica que concorrem para o desvirtuamento do conceito tradicional de família. Na verdade, uma parcela significativa dos pais está despreparada para orientar os filhos. Em inúmeras famílias o modelo de educação mais constante parece ser aquele que inclui a violência física como um método para fazer-se cumprir a vontade ou desejo de alguém.

Há pais que não conversam com os filhos; há pais que fazem as vontades dos filhos; há pais que pagam tudo para os filhos; há filhos que exploram os pais; há filhos que não dão liberdade de vida aos pais; há pais escravos de filhos. Também há muitos filhos sem pais, soltos no mundo, sem destino, sem afeto, amor, carinho, uma palavra amiga, uma orientação, um apoio, um beijo, um abraço. Há pessoas que não sabem abraçar porque nunca receberam um abraço. Há gentes de toda forma, com comportamentos esquisitos.

Há um mundo de egoísmo, egocentrismo, vaidade, poder, ira, inveja. E todo o sentimento individualista é desagregador e causador de violência. A violência pode ser entendida como a força material ativa e que causa prejuízo físico. Também, pode figurar como aquela circunstância em que uma pessoa impõe o seu poder sobre a outra, através de meios persuasivos e coativos, mostrando que possui mais força, maior poder, mais dinheiro, mais prestígio, maiores habilidades. Mas nem sempre isso são virtudes. Gênios constroem, não destroem.
Avisto que a erradicação da violência familiar, envolvendo crianças e adolescentes, só será possível mediante a mudança de alguns paradigmas. O primeiro deles é aquele onde os pais sabem sempre o que é melhor para os filhos. É importante que os pais sejam informados a respeito das etapas de desenvolvimento emocional de seus filhos, acompanhando-os em creches, escolas, parques, locais de lazer, tudo dentro de orientação pautada pelo bom viver. Os filhos têm escolhas, inclinações, liberdades. Os pais não são donos absolutos dos filhos. O que deve existir, entre eles, é confiança, amor, respeito.

Outra “verdade incontestável” é de que o lar e a escola são lugares seguros para a criança / adolescente. É necessário que se estabeleça uma rede social que se mostre atenta e disponível a prestar solidariedade às famílias que estejam passando por momentos de crise que as impeçam de prestar a seus filhos os cuidados necessários. É preciso ofertar às escolas os mecanismos necessários ao apoio e acompanhamento dos jovens. As escolas não são lugares para marginais. Nelas, o lema é EDUCAÇÃO. Então, que ela seja ofertada nos múltiplos aspectos. Que o professor seja a figura que representa a mudança, na preparação do futuro.

Em todo esse triste cenário, o fato é que o mundo não mais tolera a violência. O caminho seguro para exterminá-la é a educação, boas escolas, bons professores, boas práticas de vida. A reprovação da violência, como forma de educar, generalizou-se pelas nações civilizadas, pois quem irrita ou deprime, em vez de manter o afeto e a confiança, fomenta a hipocrisia, atrofia a dignidade, paralisa a vontade, ocasiona verdadeira ruína psíquica e física, da qual bem poucos podem refazer-se depois de libertos.

Nesse cenário, onde a escola deve ser a REDENÇÃO, deve-se trabalhar o respeito. Não deve ser tolerado o desrespeito econômico, o social, o conjugal, o familiar, o desrespeito entre as pessoas (a má educação). Em termos pessoais, a melhor maneira de prevenir a violência é agir com o máximo de respeito diante de toda e qualquer situação.

Outro fator decisivo são os valores morais. A vulgaridade vem destruindo esses valores e tornando as pessoas irresponsáveis, imprudentes, desrespeitadoras e inconseqüentes. A irreverência e o excesso de liberdades (libertinagens, estimuladas, principalmente, pela TV), também produzem desrespeito. E, o desrespeito, produz desejos de vingança que se transformam em violência.

Então, é preciso educar os jovens e adolescentes com mais realismo e seriedade, para mantê-los longe de problemas, fracassos, marginalidade e violência. Se se diminuem os ilusórios direitos (fenômeno da banalização ou vulgarização dos direitos fundamentais, causadores de rebeldias, prepotências e desrespeitos) e a escola e famílias reforçam os deveres, o país não precisará colocar armas de guerra nas mãos da polícia. É mais econômico investir em educação, respeitar professores, fortalecer as famílias.

DICAS DE GRAMÁTICA
BRASIL GASTA MILHÕES EM ACIDENTES?
- Não! Quando alguém gasta dinheiro em alguma coisa, gasta para adquirir essa coisa ou para mantê-la. Por exemplo:Gastei mais de mil reais em meu carro.O brasileiro gasta mais em farmácia do que em supermercado.
A preposição em, na frase, está inadequada. Há de se usar uma expressão que indique causa e conseqüência, assim:a) Brasil gasta milhões em virtude de acidentes;b) Brasil gasta milhões por causa de acidentes. c) Brasil gasta milhões em conseqüência de acidentes.

sábado, 13 de junho de 2009

QUAL O PAPEL DA EDUCAÇÃO DIANTE DE UMA SOCIEDADE VIOLENTA?


Inicialmente, desculpo-me com os leitores por abordar, com dureza, a questão da violência escolar, em artigo anterior. O estilo forte resulta da preocupação com aquilo que avisto nos ambientes escolares, nas imediações das escolas, na conversas com estudantes e professores. São constatações que despertam o desejo em contribuir, de alguma forma, para que se tenha um mundo melhor. Partindo do princípio de que num ambiente familiar e/ou escolar, quiçá em ambientes sociais, somos educadores e educandos, na medida em que educamos e aprendemos, nosso papel torna-se mais eficiente se atuamos na mudança das atitudes, consideradas violentas em todas as suas nuances.

Coloco-me contrária à posição de "laissez-faire". Dessa forma, o ser humano fica à deriva, fruto do momento onde os parâmetros sócio-culturais encontram-se abalados pelo excesso de liberdades. E, dessa forma, o desejo de saber e a arte de ensinar se enfraquecem. Ganha força a violência, cortando fronteiras até então sagradas. Antes, o professor uma figura respeitada, intocável. Hoje uma criatura massacrada, humilhada, insultada, numa profissão que o governo não elege como prioritária ao crescimento da nação. O envolvimento social é fator importante para a mudança do atual quadro. Junte-se a nós, caro leitor, na construção de um país mais humano, na proteção da juventude atual.

E nesse mundo tão conturbado o que é a violência? Segundo o Dicionário Houaiss, violência é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. No aspecto jurídico, o mesmo dicionário define o termo como o “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”. Mas os especialistas afirmam que o conceito é muito mais amplo e ambíguo do que essa mera constatação de que a violência é a imposição de dor, a agressão cometida por uma pessoa contra outra; mesmo porque a dor é um conceito muito difícil de ser definido.

Para todos os efeitos, guerra, fome, tortura, assassinato, preconceito, a violência se manifesta de várias maneiras. Na comunidade internacional de direitos humanos, a violência é compreendida como todas as violações dos direitos civis (vida, propriedade, liberdade de ir e vir, de consciência e de culto); políticos (direito a votar e a ser votado, ter participação política); sociais (habitação, saúde, educação, segurança); econômicos (emprego e salário) e culturais (direito de manter e manifestar sua própria cultura). As formas de violência, tipificadas como violação da lei penal, como assassinato, seqüestros, roubos e outros tipos de crime contra a pessoa ou contra o patrimônio, formam um conjunto que se convencionou chamar de violência urbana, porque se manifesta principalmente no espaço das grandes cidades.

Para que possamos entender melhor os determinantes da violência e o papel da educação, algumas questões nos parecem pertinentes para ajudar nessa reflexão. De que forma a violência brota na sociedade? Quais os valores que têm norteado as diferentes práticas sociais e entre estas, a educacional? Qual o papel da educação e da escola diante de uma sociedade com características violentas? Estas são perguntas fundamentais.

Hoje, a violência está estampada nos grandes centros do país e se apresenta de diferentes formas. O problema tomou tal dimensão que passou a ser visto como uma questão de utilidade pública, pois sua manifestação se propaga em proporções semelhantes às das doenças infecciosas, uma vez que afeta as grandes metrópoles, a vida de milhões de pessoas. Portanto, esta problemática não é uma característica, apenas, da sociedade brasileira. Outros países da América Latina e da América Central também vivem experiências de taxas elevadas de violações dos direitos humanos, inclusive a violação do direito à vida.

E qual é o papel da educação e da escola nesse contexto? Se se entende que a educação é um processo de construção coletiva, contínua e permanente de formação do indivíduo, que se dá na relação entre os indivíduos e entre estes e a natureza, a escola é, portanto, o local privilegiado dessa formação, porque trabalha com o conhecimento, com valores, atitudes e a formação de hábitos. Então é importante que "a escola seja um espaço onde se formam as crianças e os jovens para serem construtores ativos da sociedade na qual vivem e exercem sua cidadania. Pode-se reverter um pouco o quadro da violência trabalhando questões como cidadania e respeito, aliando um elemento auxiliar na socialização, mostrando à criança o que é direito e dever, o que é público e privado.

A educação escolar não deseja formar seres insensíveis e sim pessoas capazes de se indignar, de se escandalizar diante de toda forma de violência, de humilhação. A atividade educativa deve ser o espaço onde as pessoas expressam e partilham indignação pelo que está acontecendo. Agindo dessa forma o educador/professor nutre a esperança de sair da utopia e mergulhar num mundo capaz de valorizar o processo educacional como a única saída salvadora para a violência no mundo. A escola é um espaço privilegiado onde as pessoas têm contato com uma cultura formal de vida.

Em tese, a formação do cidadão vem de berço, da família, onde virtudes como solidariedade, respeito ao outro, tolerância devem ser cultivados. Mas, na realidade, o que acontece é que muitas famílias não tem a menor condição de dar isso a seus filhos, porquanto não receberam esse legado de seus ancestrais. Em decorrência dessa lacuna, a escola precisa ser um espaço de formação de cidadãos ativos e conscientes, integrando toda a comunidade escolar - alunos, pais, professores e funcionários - em atividades que tenham como objetivo educar pessoas para viverem em sociedade, com paz, respeito às diferenças, exercitando a plena democracia.

APRENDI ...


Aprendi que não posso fazer com que alguém me ame,
Só converter-me em alguém a quem se pode amar;
O resto irá depender dos outros.
Aprendi que por muito que me preocupe pelos outros,
Muitos não se preocuparão comigo.

Aprendi que requer anos
Para construir a confiança e
Unicamente segundos para destruí-la.

Aprendi que o que verdadeiramente conta na vida,
Não são as coisas que tenho ao meu redor
E sim as pessoas que tenho ao meu redor.

Aprendi que posso agradar as pessoas por uns 15 minutos,
Depois disso preciso fazer mais.

Aprendi que não devo comparar-me
Com o que de melhor fazem os demais,
E sim com o melhor que eu posso fazer.

Aprendi que o que mais importante
Não é o que me acontece de bom ou ruim
E sim o que faço a respeito.

Aprendi que há coisas que acontecem em um instante
Que ocasionam dor para toda a vida.

Aprendi que é importante praticar
Para converter-me na pessoa que quero ser.

Aprendi que é muito mais fácil reagir que refletir...
É melhor refletir que reagir.

Aprendi que sempre devo despedir-me das pessoas que amo
Com palavras amorosas;
Poderá ser a última vez que os vejo.

Aprendi que sou responsável por tudo que faço,
Qualquer que seja o sentimento que tenho.

Aprendi que, ou eu controlo minhas atitudes
ou elas me controlam.

Aprendi que por mais apaixonada que seja uma relação
Em seu principio, a paixão se desvanece e
Algo mas deve tomar seu lugar.

Aprendi que os heróis são pessoas que fazem
Aquilo que de estão convencidos,
Apesar das conseqüências.

Aprendi que aprender a perdoar
Requer muita prática.

Aprendi que o dinheiro é um péssimo
Indicador de valor de algo ou alguém.

Aprendi que com os amigos
Podemos fazer qualquer coisa,
Ou não fazer nada, e
E se ter os melhores momentos.

Aprendi que às vezes as pessoas que creio
Que me vão pisotear quando estou caída,
São aquelas que me ajudaram a levantar.

Aprendi que em muitos momentos tenho
O direito de estar aborrecida,
Mas não o direito de ser cruel.

Aprendi que a verdadeira amizade
E o verdadeiro amor
Continuam crescendo
Apesar da distância.

Aprendi que, simplesmente
Porque alguém não me ama,
Da maneira que eu gostaria,
Não significa que não me ama a sua maneira.

Aprendi que a maturidade tem mais a ver
Com as experiências que tive
E com aquilo que aprendi com elas
Que com o número de anos vividos.

Aprendi que nunca devo dizer a uma criança
Que seus sonhos são tolos;
Poucas coisas são mais humilhantes
E que tragédia seria se ele
não acreditasse em seus sonhos.

Aprendi que não terei sempre
Minha família ao meu lado,
Às vezes pessoas que não conheço
Podem preocupar-se comigo,
Amar-me e ensinar-me a confiar de novo.

Aprendi que por melhor que seja o amigo,
Mais cedo ou mais pode acontecer de
Aborrecer-me com ele
E devo saber perdoá-lo.

Aprendi que não é suficiente ser perdoada pelo outros;
Às vezes tenho que perdoar a mim mesma.

Aprendi que por mas forte que seja minha luta,
O mundo não se detém por minha dor.

Aprendi que apesar de meus antecedentes
E circunstâncias terem
Influenciados naquilo que sou,
Eu sou responsável por aquilo que cheguei a ser.

Aprendi que às vezes quando meus amigos discordam,
Sou obrigada a tomar partido por um
Quando não desejo.

Aprendi que simplesmente porque duas pessoas discordam,
Não significam que não se amam;
E simplesmente porque duas
Pessoas não discordam,
Não significa que se amam.

Aprendi que não tenho que trocar de amigos
E sim que os amigos mudam.

Aprendi que não devo ter o afã de averiguar um segredo;
Poderia mudar minha vida para sempre.

Aprendi que duas pessoas podem olhar a mesma coisa
E ver algo totalmente diferentes.

Aprendi que por mais que trato
De proteger meus filhos,
Eles eventualmente se lastimam
Com isso me lastimo também.

Aprendi que há muitas maneiras de apaixonar-se
E permanecer apaixonada.

Aprendi que sem se importar com as conseqüências,
Quando sou honesta comigo mesma,
Obtenho melhores resultados.

Aprendi que muitas coisas
Podem ser geradas pela imaginação
Quando se tem autodomínio.

Aprendi que por muitos amigos que se tenha,
Se me transformo em sua salvadora,
Sentir-me-ei solitária e perdida,
Nos momentos que mais precisar.

Aprendi que posso mudar minha vida
Em questão de horas ante a influência de pessoas
Que nem sequer me conhecem e nem eu as conheço.

Aprendi que quando penso que não posso doar mais,
Quando um amigo pede ajuda,
Logo encontro forças para ajudá-lo.

Aprendi que tanto escrever como falar
Pode aliviar dores emocionais.

Aprendi que o modelo que tento seguir
Não é o única opção existente.

Aprendi que os diplomas pendurados na parede
Não são suficientes para
Converter seres humanos decentes.

Aprendi que embora a palavra AMOR
Possa ter diferentes significados,
Perde seu valor quando se usa com insensatez.

Aprendi que é muito difícil
Determinar onde fixar o limite
Entre não ferir os sentimentos
Alheios e defender aquilo que cremos.

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

QUAL O PAPEL DA EDUCAÇÃO DIANTE DE UMA SOCIEDADE VIOLENTA?


Inicialmente, desculpo-me com os leitores por abordar, com dureza, a questão da violência escolar, em artigo anterior. O estilo forte resulta da preocupação com aquilo que avisto nos ambientes escolares, nas imediações das escolas, na conversas com estudantes e professores. São constatações que despertam o desejo em contribuir, de alguma forma, para que se tenha um mundo melhor. Partindo do princípio de que num ambiente familiar e/ou escolar, quiçá em ambientes sociais, somos educadores e educandos, na medida em que educamos e aprendemos, nosso papel torna-se mais eficiente se atuamos na mudança das atitudes, consideradas violentas em todas as suas nuances.

Coloco-me contrária à posição de "laissez-faire". Dessa forma, o ser humano fica à deriva, fruto do momento onde os parâmetros sócio-culturais encontram-se abalados pelo excesso de liberdades. E, dessa forma, o desejo de saber e a arte de ensinar se enfraquecem. Ganha força a violência, cortando fronteiras até então sagradas. Antes, o professor uma figura respeitada, intocável. Hoje uma criatura massacrada, humilhada, insultada, numa profissão que o governo não elege como prioritária ao crescimento da nação. O envolvimento social é fator importante para a mudança do atual quadro. Junte-se a nós, caro leitor, na construção de um país mais humano, na proteção da juventude atual.

E nesse mundo tão conturbado o que é a violência? Segundo o Dicionário Houaiss, violência é a “ação ou efeito de violentar, de empregar força física (contra alguém ou algo) ou intimidação moral contra (alguém); ato violento, crueldade, força”. No aspecto jurídico, o mesmo dicionário define o termo como o “constrangimento físico ou moral exercido sobre alguém, para obrigá-lo a submeter-se à vontade de outrem; coação”. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) define violência como “a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis”. Mas os especialistas afirmam que o conceito é muito mais amplo e ambíguo do que essa mera constatação de que a violência é a imposição de dor, a agressão cometida por uma pessoa contra outra; mesmo porque a dor é um conceito muito difícil de ser definido.

Para todos os efeitos, guerra, fome, tortura, assassinato, preconceito, a violência se manifesta de várias maneiras. Na comunidade internacional de direitos humanos, a violência é compreendida como todas as violações dos direitos civis (vida, propriedade, liberdade de ir e vir, de consciência e de culto); políticos (direito a votar e a ser votado, ter participação política); sociais (habitação, saúde, educação, segurança); econômicos (emprego e salário) e culturais (direito de manter e manifestar sua própria cultura). As formas de violência, tipificadas como violação da lei penal, como assassinato, seqüestros, roubos e outros tipos de crime contra a pessoa ou contra o patrimônio, formam um conjunto que se convencionou chamar de violência urbana, porque se manifesta principalmente no espaço das grandes cidades.

Para que possamos entender melhor os determinantes da violência e o papel da educação, algumas questões nos parecem pertinentes para ajudar nessa reflexão. De que forma a violência brota na sociedade? Quais os valores que têm norteado as diferentes práticas sociais e entre estas, a educacional? Qual o papel da educação e da escola diante de uma sociedade com características violentas? Estas são perguntas fundamentais.

Hoje, a violência está estampada nos grandes centros do país e se apresenta de diferentes formas. O problema tomou tal dimensão que passou a ser visto como uma questão de utilidade pública, pois sua manifestação se propaga em proporções semelhantes às das doenças infecciosas, uma vez que afeta as grandes metrópoles, a vida de milhões de pessoas. Portanto, esta problemática não é uma característica, apenas, da sociedade brasileira. Outros países da América Latina e da América Central também vivem experiências de taxas elevadas de violações dos direitos humanos, inclusive a violação do direito à vida.

E qual é o papel da educação e da escola nesse contexto? Se se entende que a educação é um processo de construção coletiva, contínua e permanente de formação do indivíduo, que se dá na relação entre os indivíduos e entre estes e a natureza, a escola é, portanto, o local privilegiado dessa formação, porque trabalha com o conhecimento, com valores, atitudes e a formação de hábitos. Então é importante que "a escola seja um espaço onde se formam as crianças e os jovens para serem construtores ativos da sociedade na qual vivem e exercem sua cidadania. Pode-se reverter um pouco o quadro da violência trabalhando questões como cidadania e respeito, aliando um elemento auxiliar na socialização, mostrando à criança o que é direito e dever, o que é público e privado.

A educação escolar não deseja formar seres insensíveis e sim pessoas capazes de se indignar, de se escandalizar diante de toda forma de violência, de humilhação. A atividade educativa deve ser o espaço onde as pessoas expressam e partilham indignação pelo que está acontecendo. Agindo dessa forma o educador/professor nutre a esperança de sair da utopia e mergulhar num mundo capaz de valorizar o processo educacional como a única saída salvadora para a violência no mundo. A escola é um espaço privilegiado onde as pessoas têm contato com uma cultura formal de vida.

Em tese, a formação do cidadão vem de berço, da família, onde virtudes como solidariedade, respeito ao outro, tolerância devem ser cultivados. Mas, na realidade, o que acontece é que muitas famílias não tem a menor condição de dar isso a seus filhos, porquanto não receberam esse legado de seus ancestrais. Em decorrência dessa lacuna, a escola precisa ser um espaço de formação de cidadãos ativos e conscientes, integrando toda a comunidade escolar - alunos, pais, professores e funcionários - em atividades que tenham como objetivo educar pessoas para viverem em sociedade, com paz, respeito às diferenças, exercitando a plena democracia.

DICAS DE GRAMÁTICA
ACENTO CIRCUNFLEXO - Cai o acento circunflexo em substantivos e verbos com presença de hiatos (duplo “o” e duplo “e”). Exemplo: vôo; enjôo; lêem; vêem. Como fica: voo; enjoo; leem; vêem.

É PRECISO AGIR CONTRA A VIOLÊNCIA ESCOLAR



A Educação sempre foi vista como o caminho mais seguro para tratar os problemas originados pela violência. Em Rio Branco, capital do Acre, a realidade das escolas parece desmentir este fato. Depredações, ameaças e vandalismo no ambiente escolar fazem parte do dia-a-dia de alunos e professores. Um dos principais motivos dessa violência está no uso e no tráfico de drogas ilícitas e lícitas. Muitos alunos usam e comercializam drogas dentro e fora das escolas. Os educadores são ameaçados, desrespeitados, agredidos, rotineiramente.

Transitar em frente a uma escola é altamente perigoso. Muitos estudantes permanecem nas cercanias, sentados nas calçadas das residências, em frente aos portões das casas, promovendo verdadeira desordem. São palavrões, agressões, furtos, assaltos, pichações, pegas, assédios, enfim, um mundo onde o impossível torna-se possível. Até drogas escondem entre as plantas das casas, em sacos. A sociedade olha, sente medo e paralisia. Ao redor dos espaços escolares crianças são aliciadas por pedófilos, induzidas ao mundo das drogas, da prostituição, ingressam em quadrilhas que as utilizam para furtos, assaltos. Morar nas vizinhanças de uma escolha é sinônimo de sofrimento, insegurança, desrespeito, intranqüilidade, medo.

As escolas, aparentemente, são como ilhas de segurança para os perigos das ruas. Na prática, a situação apresenta-se diferente. Dentro do ambiente escolar, estudantes agridem uns aos outros, cometem furtos, agressões de toda ordem. Ali eles entram em contato com o lado perigoso da vida. Enquanto isso acontece, os pais deixam os filhos nas escolas e vão para casa na certeza de havê-los deixado em local seguro. Mas ali os professores estão amedrontados, temerosos do que possa acontecer. Eles têm pouco apoio para o tamanho das dificuldades que enfrentam todos os dias.

Essa descrição reflete a realidade de muitas instituições de ensino. Para se livrarem dos problemas com jovens depredadores e infratores, as escolas, maior parte das vezes, fecham os portões e deixam os estudantes em plena rua. Ali eles ficam expostos aos perigos do mundo. Na rua aprendem ser fácil furtar, agredir, porque não há punição, sanção, nenhuma ação inibidora. Os mestres da criminalidade estão ali, à espreita de presas fáceis. Embora sejam atividades ilícitas, atraem pelo dinheiro fácil e nenhum castigo. A lei protege os menores delinqüentes, por isso eles são usados como mulas.

O que fazer numa cidade como Rio Branco? O ideal seria as escolas terem pátios de recreação capazes de acolher essas crianças no início e no término das aulas. Ali elas teriam ambientes e atividades saudáveis ao crescimento intelectual. Planos de incentivos e produtividade docente, premiações, elogios, ,motivariam os professores nas ações pedagógicas e naquelas de apoio estudantil. Também as escolas deveriam ter assistentes sociais, psicólogos para orientar os jovens nos dramas da vida, pois há pais ausentes e outros que não conseguem dominar os filhos. Essa ação, por si só, tiraria muitas crianças das ruas e não levaria ao vício centenas, milhares delas. É triste ver estudantes pichando casas, destruindo bens públicos, brigando com facas, assediando outras crianças, vendendo e comprando drogas, falando de sexo, mostrando o sexo e, por vezes, praticando-o em via pública.

Nesse triste cenário, qual o futuro dessas crianças? Muitos saem da escola e vão assaltar, com armas brancas, ciclistas e viandantes que estão no Parque da Maternidade. Não poupam nem os colegas estudantes, que são vitimados ao saírem das salas de aula a caminho de casa. É um mundo triste, onde a esperança na juventude deixa desacreditada a pessoa mais sensata e sonhadora.

Essa violência tão grave, preocupa, assusta, aterroriza. Neste ano, muitos casos foram relatados pela imprensa. Professores surrados, espancados, ameaçados, menores violentados, seviciados dentro e fora das escolas. Os arredores são locais de extremo perigo e promiscuidade. São questões que necessitam ser olhadas e discutidas, com urgência. Devem-se reunir autoridades, segmentos sociais, famílias, classe estudantil, e fazer um chamamento à gravidade da situação, na busca de encontrar políticas capazes de mudar esse quadro assustador.

Dados coletados em 5 capitais brasileiras e o Distrito Federal mostram que 83,4% dos estudantes consideram que a violência do roubo é a forma mais freqüente. Depois, vêm as agressões, num total de 69%. Os colegas perpetuadores dessa violência representam 56%. As agressões físicas estão na ordem de 46%. Roubos, assaltos, 47%. A violência, na forma de tumulto, gritos, insultos, dificulta em 80% a vida escolar. Fora da escola esses estudantes promovem um tumulto que atinge 90% da paz dos moradores vizinhos. Os professores, em função da indisciplina, não ensinam 50% dos conteúdos.

Numa cidade como Rio Branco, medidas urgentes podem ser adotadas. Primeiro, chamar os pais nas escolas e pedir que observem a conduta dos filhos. É preciso ter os pais como parceiros. Segundo, promover palestras e pedir aos estudantes que apontem medidas para apaziguar os ânimos dentro e fora das escolas. Terceiro, fazer funcionar uma Guarda Escolar, para colocar, no início das aulas, as crianças dentro da escola e, ao final, retirá-las das ruas, encaminhá-las para casa. Terceiro, munir a rede de ensino de psicólogos, assistentes socais, médicos. Isso custa dinheiro? Custa. Mas o preço maior será, amanhã, construir presídios, contratar grande contingente policial, comprar armamentos, munições, trazer moradores engaiolados, ver o caos instalado, a criminalidade sem controle a tomar conta da cidade.

Diante desse quadro, o Governo precisa gerir melhor o mundo escolar, apoiar professores, proteger os jovens, acabar com a violência nas escolas, dar segurança aos educadores, promover a paz para as pessoas que habitam a vizinhança das escolas, proporcionar segurança, transformar as escolas em lugares atraentes e seguros. Afinal, educar não é oferecer uniformes, livros, construir prédios, equipá-los com a tecnologia da modernidade e não trabalhar a criatura humana, deixando-a agir de forma animalesca, como fera voraz contra as outras. Educar ensinando, premiando, elogiando, orientando, punindo, castigando, é uma maneira de a escola continuar a existir e dentro dela os educadores. Do contrário, lá vão habitar os marginais e os professores ficarão nas ruas, reféns de criminosos. As escolas vão fechar porque os professores não poderão trabalhar. Enfim, será a miséria humana instalada, o futuro comprometido e o presente demolido.

Poder-se-iam colocar câmaras nos ambientes e aparato policial nas cercanias das escolas, como também promoção de atividades que favoreçam o convívio escolar. Estas ações vão desde o zelar pelo cumprimento da missão pedagógica da escola, pela exigência de profissionalismo do corpo docente e pela garantia de um ambiente favorável à aprendizagem, abrindo a discussão acerca das decisões, funcionamento delas e, particularmente, a disciplina nas redes de ensino. Do jeito que está não pode continuar. Acreditar em alternativas e apostar no futuro é matéria prima da alma do educador. Se não houver amanhã, se as crianças não se tornarem adultos vitoriosos, se o país não crescer, se o mundo não melhorar, então para quê esse trabalho miúdo e grandioso da educação, repleto de paixão, sonhos e esperanças, essa doação diária que se esgarça no tempo? Estamos a falar do futuro da nação. Isso não é brincadeira!

DICAS DE GRAMÁTICA
BOA NOITE A TODOS E A TODAS, ESTÁ CORRETO, PROFESSORA?
- Por Deus, não façam isso! Todos e todas são pronomes indefinidos. O principal pronome de tratamento, consagrado, universalmente, e o único que as pessoas comuns devem usar como necessária manifestação de respeito — não importa a quem estejam se dirigindo — é “Senhor”/”Senhora”. Esse tratamento guarda tradição vernácula no modo de cumprimentar pessoas. Assim, é hora de parar com o uso indevido de “boa noite a todos e a todas”.
A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.