domingo, 6 de dezembro de 2009

O PODER DAS PALAVRAS

Vive-se em um mundo cercado de palavras. Muita gente julga que as palavras não têm poder, mas, em verdade, elas direcionam a vida de toda gente. Isso porque tudo quanto existe no mundo é nomeado pela força das palavras. É pelas palavras que fazemos as pessoas felizes, fazemos sofrer, trazemos satisfação, magoamos, acariciamos, alegramos, damos prazer , consolamos, geramos raiva, incutimos o medo, produzimos pensadores e pensamentos, inibimos o surgimento de novas idéias, tolhemos a criação de um momento, tornamos sensíveis os olhares, e uma infinidade de outras coisas.

Vê-se, então, que as palavras sempre são poderosas, não resta dúvida quanto a isso. Elas são a íntima conexão com o viver e a vida. De uma forma geral, as pessoas são descuidadas com o uso das palavras. Entretanto, a maioria das coisas que se consegue nessa vida -- uma amizade, um desafeto, uma demissão, uma promoção, um emprego, uma simpatia, uma antipatia, etc – resulta de palavras pronunciadas. Uma palavra otimista, positiva, confiante, generosa, compreensiva, amorosa pode mudar completamente a tendência de um ambiente tenso, depressivo. Também é possível mudar um quadro pessimista em um otimista, tudo por meio das palavras.

Há pessoas que se orgulham por não terem "papas na língua". Confundem sinceridade com grosseria. Vivem ferindo as pessoas e não estão nem aí com o que provocam. Contudo, não conseguem compreender porque encontram tantas resistências, tantas provocações e tantos dissabores. Embora o ditado popular que diz "quem semeia vento, colhe tempestade" sirva para mostrar a ligação que há entre causa e efeito, muitos, através de suas próprias bocas, continuam semeando discórdia, mas teimam em não perceber a origem daquilo que colhem. Também a sabedoria popular ilustra bem este comportamento inconseqüente no ditado: "quem fala o que quer, escuta o que não quer".
Uma palavra pode marcar alguém para o resto da vida. A criança, por conta de sua sensibilidade, é mais suscetível às palavras. Uma palavra dita para uma criança pode determinar o seu futuro. É muito comum, por ignorância, os pais dizerem: "esta menina é um desastre; este menino é muito burro". Dessa forma, o subconsciente, ao determinar algo como verdadeiro, cria leis mentais que tentarão se cumprir. Ou seja, a responsabilidade que cada pessoa tem com o uso das palavras é imensa, colossal. Tanto, através delas, se constroem vida, como se afetam vidas alheias.

Sabe-se que as guerras são deflagradas por conta de palavras, porém, a humanidade teima em não perceber o poder (de destruição e união) que existe no seu uso. Com palavras de amor e compreensão um ser humano excepcional foi capaz de revolucionar o mundo. Jesus não utilizou outra coisa para transformar a humanidade senão palavras que, até hoje, continuam vivas e atuais.

Afinal, é bom pensar e nunca esquecer a força das palavras. Na força negativa e positiva. Sim, as palavras podem libertar e oprimir, alegrar e entristecer, fazer viver e fazer morrer, aliviar e angustiar, rir e chorar, incentivar e esmorecer, amar e odiar e assim tantas coisas mais. Além do conteúdo das palavras, existe a forma de como elas são ditas.

Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio ou avião que transportará vidas ou armas. “Vá”, “Venha”, “Fique”, “Eu vou”, “Eu não sei”, “Eu quero, mas não posso”, “Eu não sou capaz”, “Sim, eu mereço”. As palavras têm o poder de dizer a vida. Elas são porta-vozes do mundo. Por isso merecem ser cuidadas, zeladas.

Termino o texto convidando-os, aqueles que lêm Letras & Letras, a utilizarem as palavras, elas pertencem a cada pessoa enquanto quiserem usá-las. Não deixem para depois o que podem fazer agora. Peçam desculpas, amem, jurem, confiem, falem com doçura, digam verdades, sejam gentis, abençoados, sejam felizes. Iniciem o 2010 falando com o coração de Amor.

sábado, 5 de dezembro de 2009

A EDUCAÇÃO ONTEM E HOJE

Mais do que nunca, a educação está hoje em debate, no Brasil e em todo do mundo. Não há sociedade humana sem educação. E nós, seres humanos, possuímos uma herança cultural que precisa ser constantemente transmitida por mecanismos culturais. As crianças são "educadas" aprendendo com os adultos o que as gerações acumularam de conhecimentos e tecnologia, hábitos e atitudes, valores e crenças necessárias à vida em sociedade. Afinal, em que consiste a educação?
A educação consiste na formação do espírito isento de todo dogmatismo, visando capacitar a pessoa humana a elevar-se acima da corrente dos acontecimentos, ao invés de arrastar-se por eles. O ato de ensinar e de aprender sempre esteve intimamente ligado a concepção de mundo e de homem que as civilizações apresentaram. E, no decorrer da história, a educação escolar sempre esteve atrelada a duas instituições: ao governo e a igreja. Desse modo, a instituição escolar concorreu e auxiliou, a seu modo, para a perpetuação e desigualdade entre as pessoas, tanto quanto qualquer outra agência humana que tivesse o poder baseado na casta, na classe social ou no nível sócio-econômico dos indivíduos.
Sabem-se, segundo dados históricos, que a educação institucionalizada nem sempre teve um fio democrático como nos dias de hoje. Foi a partir de 4.000 A.C., com o advento da escrita e o fim da Pré-História, que surgiu a sociedade de classes. A partir de então, a educação passou a ser uma atividade isolada das demais, da pesca, da agricultura, da religião. Surgiu a profissão de professor que, até o século IV, D.C., era praticada por escravos.
Assim, a educação escolar, como nós a conhecemos na atualidade, é uma invenção muito recente. A escola de hoje começou na Grécia antiga, na Roma Imperial. Na Grécia antiga a educação era modelar, centrada na figura do herói, nos poemas épicos tais como Ilíada e Odisséia. Durante séculos, a educação literária tradicional, centrou-se na memorização e no canto acompanhado da lira, transmitindo às crianças e aos adolescentes gregos o ideal de vida e o modelo de conduta de Aquiles, Ulisses e Telêmaco, entre outros. Nessa sociedade, o homem deveria responder pelas atividades do mundo exterior, da vida pública, enquanto a mulher - esposa legítima - a vida deveria ser vivida no interior da casa, praticando atividades ligadas à manutenção e a procriação dos filhos, de bens e de tecidos, o gerenciamento dos escravos, o preparo de alimentos e a guarda dos tesouros familiares.
Na civilização espartana o homem era o resultado do cultivo permanente do corpo. Deveria ser forte, desenvolvido e eficaz em todas as suas ações. O processo de educação formal em Esparta era totalmente definido pelo Estado. Esta soberania era exercida tanto nas crianças quanto nos adultos. Ali, no entanto, os alunos eram educados para a vida militar. Nessa época, a educação era para meninos. As meninas aprendiam em casa.
Na Roma Antiga, durante séculos, a educação foi puramente doméstica. Pobre, preparava os filhos para o trabalho. Rico, ensinava aos seus descendentes a leitura, o cálculo, as leis das Doze Tábuas, que todo romano devia conhecer, além dos exercícios físicos e manejo das armas. Às vezes, eram acrescentadas noções de geografia, astronomia e de agrimensura. A educação terminava aos 16 anos, trocando então o jovem, a túnica com uma franja colorida (toga pretexta) por outra completamente branca (toga virilis). A educação tinha um caráter religioso e moral.
Na Idade Média, com a importância da Igreja e o poder dos ricos, a imagem do ensino é a de um monge trancado na biblioteca copiando um livro. Todo o saber dependia da cópia do livro. Esse cenário muda com a queda de Constantinopla, a descoberta das Américas e a invenção da imprensa no final do século XV, quando o mundo entrou na chamada "Galáxia de Gutenberg. A importância de um livro aumentou bastante. Com a imprensa, os textos que antes eram copiados, passaram a ser impressos. Começou a comercialização de livros. Muitos pensadores, como Erasmo de Roterdam, por exemplo, começam a pensar em uma mudança na ótica da cultura, o humanismo do Renascimento. O sagrado passou a ser considerado o ser humano. Até então, o mundo, a vida eterna e a Igreja eram o centro do universo.
Com a disseminação da Bíblia, no século XVI, surgiram militantes religiosos como Martinho Lutero, que disseminou novas expressões do pensamento cristão. Em 1534, a Igreja Católica promoveu o Concílio de Trento e a Reforma Católica, e criou uma relação de livros proibidos. Recriou-se a Inquisição, com a perseguição dos hereges. A Igreja Católica criou a Companhia de Jesus, que foi fundada por Inácio de Loyola, com o objetivo da catequização.
Com a catequese, os jesuítas chegam ao Brasil e, com eles, a educação aqui teve seu início. Desde o princípio, o padre José de Anchieta ensinou aos índios o latim e o português, e aprendeu com eles a língua tupi a tal ponto que foi capaz de escrever a primeira Gramática da língua tupi. Ele desenvolveu um método de ensino que aliava o teatro à educação. Foi o criador, no Brasil, do teatro educativo. As aulas eram verdadeiras peças de teatro. Cada personagem falava em uma língua: se era um santo, falava latim; se era português, português; se era índio, tupi. A partir de então a educação escolar ganhou nova forma e o Brasil viveu variadas fases educacionais. Todavia, nenhuma delas foi capaz de romper com as desigualdades sociais.
A educação no século XXI necessita de uma visão clara e desafiadora da cultura, onde estão inseridos os educadores e educandos. Querendo-se ou não, é por esta relação que se constitui a essência da ação pedagógica: ensinar a saber e a ser. Assim, a educação pode ser reformulada, voltada para o ser humano, não para os interesses econômicos – a chamada “educação do opressor”. Onde surgem interesses desiguais, a educação também é desigual. Essa é a realidade. A posse dos bens materiais separa os homens, e também desarmoniza a educação. O saber “oficial” torna-se um instrumento de poder político. Cabe ao educador empenhar-se para, de acordo com suas possibilidades e capacidade de intervenção, modificar esse estado de coisas, contribuindo para criar uma nova escola, uma nova educação, que seja capaz de transmitir e preservar os ensinamentos acumulados e, ao mesmo tempo, motivar os estudantes a questionar o que é consagrado.

SAUDADE

Não se admire se um dia, um beija flor invadir/A porta da tua casa,te der um beijo e partir/Foi eu que mandei o beijo que é pra matar meu desejo/Faz tempo que eu não te vejo, ai que saudade d'ocê/Se um dia ocê se lembrar,escreva uma carta pra mim/Bote logo no correio,com frases dizendo assim/Faz tempo que eu não te vejo, quero matar meu desejo/Lhe mando um monte de beijo ai que saudade sem fim/E se quiser recordar aquele nosso namoro, quando eu ia viajar/Você caía no choro, eu chorando pela estrada,mas o que eu posso fazer trabalhar é minha sina eu gosto mesmo é d'ocê (fábio junior)
Essa mensagem é para matar as saudades de alguém muito especial, tendo por fundo musical sonho impossível, de Roger Wiliams. A Saudade é algo indescritível, uma espécie de dor que vem devagarzinho, de mansinho, Vai chegando como quem não nada quer... Se instala sem pedir licença...Como o vento... É brisa que vai aumentando sem se ver... Ah! Saudade... Tu és a ausência de alguma presença... És a musa inspiradora dos poetas... Companheira dos amores perdidos... desiludidos, sofridos... Dos amores banidos... Ah!... Saudade...Lição de vida... E que lição... que vida... Vida vivida... aprendida... sofrida. Lição de quem já amou, sofreu... enfim... viveu e ainda sonha viver muitos momentos lindos.

QUANDO DÓI O CORAÇÃO


Quando dói o coração, todo o corpo dói. Por que permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de saírem carregando um pedaço de nós quando partem ou quando ficam distantes? Por que nos damos tanto, nos entregamos tanto, nos deixamos tanto em mãos não tão cuidadosas dos nossos sentimentos? Por que não temos a graça de saber a quem entregar o coração?! Deveríamos aprender a ficar na margem, olhando de longe a paisagem dos sentimentos, senti-los calmamente, como quem se fascina com uma miragem. Mas não nos satisfaz olhar, nós mergulhamos na imagem ao ponto de nos unirmos a ela num só corpo, uma só alma. Isso, talvez, porque humanos que somos, precisamos, absolutamente, sentir ao risco de nos afogar. Aí, tolos, ingênuos, sonhadores, mergulhamos inteiramente nos sentimentos e quando não se tem o retorno, todo o corpo dói. Por que, então, permitimos que as pessoas entrem assim tão dentro da gente a ponto de saírem carregando um pedaço de nós? Devemos ter a atenção para olhar as mãos, se são cuidadosas, se elas vão se abrir, logo adiante, e deixar cair aquele sentimento que lhes foi presenteado.Humanos que somos, precisamos de respostas, de afeto, atenção, reciprocidade. Não podemos nos afogar num mergulho profundo quando não sabemos a profundidade das águas. Se pudéssemos escolher, apenas, uma alternativa na vida, o que seria mais importante?Amar ou Ser Amada?

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CRIAÇÃO

No último dia da criação, depois que tudo estava pronto, e o Senhor viu que “tudo era bom”, criou o homem e a mulher e lhes outorgou a missão de cuidado para com a obra criada. Fez-nos guardiões da natureza. Este é o sentido bíblico do “dominai a face da terra”. O termo “dominai” vem de latim “dominus” que significa “senhor”. Daí a palavra domingo, que significa “dia consagrado ao Senhor”. O dia do descanso. Como o pai cuida dos filhos, como a mãe é capaz de dar a própria vida pela vida dos filhos, assim também fomos constituídos senhores no sentido da paternidade de quem cuida, na maternidade de quem vela. Isso é Criação! Isso é VIDA!

domingo, 22 de novembro de 2009

VILA FLOR


O amor é a flor da vida, e floresce inesperadamente e sem lei, e deve ser resoluto onde foi encontrado, e aproveitado durante o seu breve tempo de duração. Flor e Vida são momentos únicos, especiais, de duração eterna pela beleza, encanto, magia. A lembrança eterniza o tempo, os momentos, os anos, a vida se que se tem vivido. Flores: são tão especiais, elas falam, têm a voz do coração, a linguagem do amor, o cheiro da vida, o frescor da natureza, a beleza da magia, encanto, sedução.
O certo é que poucas coisas podem estar tão ligadas ao amor e ao desejo como as flores. Quer ver? A flor é a própria essência de uma planta e representa a maior concentração de sua força vital, porque é nela que a planta deposita todo o potencial que possui para garantir sua reprodução. Por definição, a flor é o órgão de reprodução sexuada das plantas superiores e em cada uma, há um ovário cercado de outras estruturas, como os órgãos masculinos ou estames, que produzem o pólen.
Formas, cores e perfumes são os recursos que a planta concentra nas flores para garantir a sedução de insetos e até pássaros polinizadores, fundamentais para que a reprodução aconteça. Em busca do néctar, os polinizadores, atraídos e seduzidos pela flor, cumprem a função de unir os órgãos masculinos e femininos, gerando um novo ser. Como se vê, é na flor que tudo acontece. Isso tudo é a beleza e o mistério da Vida!

BLUME



A Palavra BLUME ainda não está registrada.No dicionário e na enciclopédia se encontra a palavra "BLUME" bem explicada.Para muitas pessoas a PALAVRA BLUME tem um significado especial. Mas o que significa essa palavra para você, caro leitor?Gostaria muito que você participasse desse blog. Dê um significado para a palavra BLUME. Obrigada!

A BELEZA DA VIDA

A natureza tem uma beleza inconfundível, que é necessário preservar. Vejam as fotos fantásticas que revelam a verdadeira beleza que a natureza nos oferece e que os seres humanos têm tendência a destruir. Aproveite e preserve cada segundo, cada olhar, cada imagem que a natureza nos oferece, guarde-as dentro de si para viver cada segundo mais feliz. A beleza da vida reside na sabedoria de olhar cada recanto como um presente de Deus.

MAGIA DA NATUREZA

Os "elementos" dentro do simbolismo mágico são os componentes básicos de tudo o que existe. Esse quatro elementos – Terra, Ar, Fogo e Água – são ao mesmo tempo visíveis e invisíveis, físicos e espirituais. A partir desses elementos todas as coisas foram formadas, de acordo com o pensamento mágico. Nosso conhecimento científico atual, que sustenta haver muitos outros "blocos de construção", não contraria este princípio, é apenas uma versão mais elaborada. Não é nada sábio encarar os quatro elementos em termos puramente físicos. Terra, por exemplo, refere-se não apenas ao planeta no qual vivemos, mas também ao fenômeno terreno, da base e da estabilidade. Similarmente, o Fogo é muito mais do que a labareda.Uma vez que esta é a magia da Natureza, utilizando poderes, instrumentos e símbolos naturais, é importante compreender tais poderes. Um dos meios de fazê-lo é por intermédio do estudo dos elementos.O sistema elemental foi elaborado e aprimorado na Renascença, mas sua raízes se estendem muito mais para trás na história. Pode ser visto apenas como um conveniente sistema de organização para os diversos tipos de magia. Pode também ser encarado como o real sistema de poderes que podem ser acessados para auxiliar em encantamentos e rituais. Cabe a cada pessoa definir o modo como os vê. Apesar de os elementos serem descritos como "masculinos" e "femininos", isso não deve ser encarado de maneira preconceituosa. Assim como todos os sistemas da magia, isso é simbólico – descreve os atributos básicos dos elementos em termos facilmente compreendidos. Não significa que seja mais masculino praticar magia do Fogo, ou que a magia de Água seja mais apropriada para mulheres. É apenas um sistema de símbolos.

SONHAR TAMBÉM É REALIZAR

Eu ainda sou aquela menina sentada na nuvem, que com flores nas mãos escreve num jardim seus pequenos sonhos. Por tantas vezes se pega sonhando acordada, acreditando que um dia cada sonho se tornará realidade, porque não tem um sonho egoísta, mas um sonho de amor pelo próximo.
Se alguém me perguntasse: “Luísa, como você se define?”Minha pronta resposta seria imediatamente: uma pessoa simples, que sonha e corre atrás dos sonhos. Os meus sonhos começaram quando eu era criança, queria ser professora, conhecer o mundo, andar às margens do rio Danúbio, ter títulos, viajar, ter uma família sólida, unida, feliz. Sonhava em ser independente.Não sonhava somente coisas pessoais para mim, mas sonhava, também, para o mundo! Sei que sonhar não é ficar ali “apenas pensando”, sem fazer nada, esperando que o céu se abra e tudo venha pronto. Sonhar é começar a pensar no que é possível fazer para tornar um sonho, realidade.Isso tenho feito durante a vida. Continuo a sonhar, a procurar realizar sonhos. Afinal, viver é maravilhoso e sonhar é a melhor arma para se obter a felicidade!

OS ENCANTOS DA VIDA



A vida deu a cada um de nós diversos encantos
O encanto de aceitar as diferenças... O encanto de poder compartilhar... ...de amar e ser amado ... de perdoar e ser perdoado...e principalmente, o encanto de sempre poder contar com pessoas especiais... Mantenha seus pensamentos positivos, porque pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se atitudes. Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se valores. Mantenha seus valores positivos, porque seus valores tornam-se seu destino.

domingo, 15 de novembro de 2009

Natureza e Eu

Nossos lábios sorverem as águas puras da fonte enquanto contemplamos as verdes altas montanhas e o azul profundo dos oceanos. Poderemos ouvir dos que virão depois de nós: “Obrigada pelo mundo que vocês prepararam para nós. Obrigada pelo planeta, qual jardim, que vocês nos legaram. Obrigado pelas sementes de vida que vocês plantaram para que pudéssemos colher seus abundantes frutos. Obrigada, muito obrigada!

NATUREZA

O vento ruge lá fora...E é triste quando o vento ruge.Parece-me que a natureza chora querendo partir, ir embora...Talvez o golpe que sofreu tenha sido igual ao meu. Mas quem sabe, nem tanto.E seja só por mim,que ela derrama o pranto.Então manda o vento vir rugir assim,aqui na minha janela como se pudéssemos, eu e ela,num grande abraço, encontrar consolo,para tanto dolo...Mas vejo agora, feliz, que o vento parou.Então não era tanto assim.Foi só um lapso de descontentamento...Ah, natureza, tão amada, tão querida! Não vale a pena acalentar tormento,eu e você sabemos.Amanhã, que ainda existirá, eu sei,nesta mesma janela, onde o vento chorou, eu vou me debruçar, sorridente e ver ali embaixo, o rio...tão lindo e tão contente!

EDUCAÇÃO: A MAIOR PRIORIDADE NO MUNDO ATUAL


Vive-se num mundo onde se faz necessário, a cada dia, pessoas mais bem educadas. Contudo, os investimentos em educação não se voltam para cobrir essa necessidade. As verbas destinadas à educação ainda são minúsculas ante a grandeza do seu significado. Depois, os educadores são aviltados pelos baixos salários que não lhes permitem, sequer, comprar livros. Nesse cenário de desprestígio, professor pode até ser surrado, em sala de aula, como aconteceu, recentemente, aqui em Rio Branco. Daí surge a pergunta: para que serve a educação? O questionamento não é para atacar ou subestimar o papel da educação para a formação das pessoas. Pelo contrário, é para valorizar esse setor tão carente. A educação deve ser a alavanca central do desenvolvimento, não só no sentido de maximização de recursos financeiros, mas como algo capaz de estimular as potencialidades das pessoas.
É um cansaço observar que para muitos governos o que importa em educação não é propriamente a qualidade ou a sua relevância para a vida das pessoas e para o desenvolvimento do país. É mais importante atender a interesses transitórios, ao invés de colocar recursos em projetos de longo prazo, que não geram dividendos políticos imediatos e não dão visibilidade para votos eleitorais. Não há convicção quanto ao valor estratégico dos investimentos em educação. Para muitos, dinheiro bem aplicado é o do pagamento das dívidas externa e interna, ou na construção de grandes obras como pontes, viadutos, estradas. Porém, essa lógica do atraso, a cada dia que passa, fragiliza-se diante de evidências e fatos que indicam o contrário.
Um estudo realizado pela UNESCO mostra uma relação positiva entre anos de escolaridade e taxa de crescimento de um país. Aponta que investimentos em capital humano, além de terem uma taxa de retorno privada elevada (entre 5% e 15% para cada ano adicional de escolaridade), têm, também, uma taxa de retorno social elevada, que pode atingir de três a quatro vezes as taxas de retorno privadas. Se a taxa de retorno social é mais elevada, o investimento público, em educação, está não apenas justificado, como também se eleva à condição de investimento prioritário, diante da situação social e educacional do país.
Portanto, a educação não é queima de dinheiro. É queima de ignorância. Cabe à UNESCO, como organização especializada das Nações Unidas, nas áreas de educação, ciência, cultura e comunicação, lembrar e insistir sempre: a educação se paga quando suas verbas são bem utilizadas. A educação dá frutos, não na safra do próximo outono, mas ao longo de muito tempo, abrindo os caminhos para os países saírem da pobreza e da periferia. Sem essa visão estadista não será possível romper o círculo que perpetua o atraso e a miséria humana.
Um dos principais pontos que diferencia um país desenvolvido, de primeiro mundo, de um país subdesenvolvido, de terceiro mundo, é o histórico de investimentos realizados em educação e em cultura. Esses investimentos são à base de toda e qualquer sociedade que espera obter sucesso no futuro. Por isso, os países europeus têm um índice de desenvolvimento humano muito maior do que se tem na América Latina. Isso resulta do investimento maciço que a Europa fez, no passado, em cultura e educação. Explica-se porque a Europa é considerada o berço das artes.
Conclui-se dizendo que o compromisso com a Educação é dever de todos, governo, políticos, educadores, sociedade. Esse conjunto irmanado poderá tirar o país do atraso em que está mergulhado, salvar a juventude atual que pouco respeito possui aos valores educacionais. Poderá, também, operar o milagre de salvar milhares de jovens da marginalidade. Educar pessoas é garantir o futuro da nação. Assim, se os planos são para um ano, cultivem-se arroz; se são para dez anos, cultivem-se árvores. Mas se os planos são para a vida de pessoas, daqui a cem anos, cultive-se educação.






O QUE É A LINGUAGEM?

O interesse pela linguagem data da antigüidade clássica. Tal interesse se apresenta, na Grécia, no interior da filosofia, que se viu levada a estudar a estrutura do enunciado para poder tratar do juízo. Isto levou Platão a estabelecer a primeira classificação das palavras de que se tem conhecimento. Para ele as palavras podem ser nomes e verbos. Depois dele Aristóteles considerou outra classificação das palavras: nomes, verbos e partículas.

Desde logo os estudiosos perceberam que a linguagem necessita, sobretudo, de palavras.A linguagem permite ao homem estruturar seu pensamento, traduzir o que sente, registrar o que conhece e comunicar-se com outros homens. Ela marca o ingresso do homem na cultura, construindo-o como sujeito capaz de produzir transformações nunca antes imaginadas.

Apesar da evidente importância do raciocínio lógico-matemático e dos sistemas de símbolos, a linguagem, tanto na forma verbal, como em outras maneiras de comunicação, permanece como meio ideal para transmitir conceitos e sentimentos, além de fornecer elementos para lançar, explicar e expandir novas aquisições de conhecimento.

Mas o que é a linguagem? A linguagem é um sistema de signos ou sinais usados para indicar coisas, para a comunicação entre pessoas e para a expressão de idéias, valores e sentimentos. Embora tão simples, a definição de linguagem diz muitas coisas. A definição afirma que:
1. A linguagem é um sistema, isto é, uma totalidade estruturada, com princípios e leis próprios, sistema esse que pode ser conhecido;
2. A linguagem é um sistema de sinais ou de signos, isto é, os elementos que formam a totalidade lingüística são um tipo especial de objetos, os signos, ou objetos que indicam outros, designam outros ou representam outros. Por exemplo, a fumaça é um signo ou sinal de fogo, a cicatriz é signo ou sinal de uma ferida, manchas na pele de um determinado formato, tamanho e cor são signos de sarampo ou de catapora, etc. No caso da linguagem, os signos são palavras e os componentes das palavras (sons ou letras);
3. A linguagem indica coisas, isto é, os signos lingüísticos (as palavras) possuem uma função indicativa ou denotativa, pois como que apontam para as coisas que significam;
4. A linguagem tem uma função comunicativa, isto é, por meio das palavras entramos em relação com os outros, dialogamos, argumentamos, persuadimos, relatamos, discutimos, amamos e odiamos, ensinamos e aprendemos, etc.;
5. A linguagem exprime pensamentos, sentimentos e valores, isto é, possui uma função de conhecimento e de expressão, sendo neste caso conotativa, ou seja, uma mesma palavra pode exprimir sentidos ou significados diferentes, dependendo do sujeito que a emprega, do sujeito que a ouve e lê, das condições ou circunstâncias em que foi empregada ou do contexto em que é usada. Assim, por exemplo, a palavra água, se for usada por um professor numa aula de química, conotará o elemento químico que corresponde à fórmula H2O; se for empregada por um poeta, pode conotar rios, chuvas, lágrimas, mar, líquido, pureza, etc.; se for empregada por uma criança que chora pode estar indicando uma carência ou necessidade como a sede. A definição nos diz, portanto, que a linguagem é um sistema de sinais com função indicativa, comunicativa, expressiva e conotativa.

Reduzir o papel da linguagem às funções externas da comunicação é ter uma visão muito limitada, insuficiente e incorreta. É na linguagem, ou melhor, na articulação das palavras/conceitos em proposições/juízos, coerentemente conduzidos, que tem lugar o pensar. O pensamento é o discorrer da razão na própria linguagem verbal articulada.

Geografia da Língua Portuguesa: viagem das palavras

No texto de hoje, trago aos leitores, aspectos da geografia da Língua Portuguesa, em países da lusofonia, em especial Angola, Portugal e Brasil. Essa geografia vem traduzida na variação diatópica da língua, especialmente na diversidade lexical.

Bicha – em Angola designa o homossexual. Em Portugal diz-se e no Brasil é .
Barona – Em Angola significa . No Brasil se diz . Em Portugal . No Brasil, é uma palavra pejorativa.
Chana – em Angola significa , ou seja, designa uma vegetação. No Brasil, em algumas regiões, é uma gíria para designar a genitália feminina.
Contratado – eufemismo que substituiu o termo escravo, no trabalho compelido a que os africanos nativos estavam sujeitos nas roças e fazendas, durante a época colonial do Estado Novo (regime Salazarista) português. No Brasil, chegou o “escravo”.Comboio mala – designação do comboio (trem) que transportava as malas do correio. Permaneceu em Portugal e no Brasil .
Semba - palavra que significa "umbigada". O <<>>, dança praticada em Luanda, deu origem ao samba brasileiro. Em vários momentos da dança os pares trocavam umbigadas. Trazida para o Brasil, por escravos oriundos de Angola, modificou-se e mudou de nome. Kizomba ou "Quizomba", palavra que foi usada no tema de carnaval da escola de samba Unidos de Vila Isabel, no Rio de Janeiro em 1988, é um tipo de música e dança angolana. Usa-se, no Brasil, a palavra , designativa de confusão. Quilombo – palavra originária do quibundo, dialeto africano, para designar "capital, povoação". No Brasil ganhou a significação de Tukeia ou tuqueia – Peixe lacustre das anharas (savanas) do leste da Angola. Sanzala – palavra de origem angolana, com variação de , que significa cidade, aldeia africana. No Brasil, passou a designar o galpão onde dormiam os escravos.
Pirão ou funji - comida tradicional angolana. É uma espécie de papa, preparada com fubá ou farinha e, com este sentido, é palavra também empregada no Brasil. Aqui criou-se o ditado "Farinha pouca, meu pirão primeiro", significando que, em épocas de dificuldades, busca-se primeiro satisfazer a si próprio e depois aos outros. Moleque – palavra originária do quimbundo "mu'leke" = menino. No Brasil, assumiu, no correr do tempo, inúmeros significados, carinhosos ou pejorativos, conforme o emprego. Pode ser uma forma de tratar qualquer menino, independente da cor da pele ser branca ou negra, não necessariamente pejorativa. Pode, ainda, significar um indivíduo brincalhão, engraçado. Ou, ainda, se esbravejada contra um adulto, em tom de discussão, , estará significando um indivíduo sem palavra, um canalha, um cafajeste.
Os exemplos apenas ilustram a viagem das palavras de uma região para outra, dentro de uma mesma língua. É tema curioso, fascinante, que merece estudo acurado para mostrar que as palavras são fotografias da vida do homem no espaço físico-social.

Geografia da Língua Portuguesa: viagem das palavras




No texto de hoje, trago aos leitores, aspectos da geografia da Língua Portuguesa, em países da lusofonia, em especial Angola, Portugal e Brasil. Essa geografia vem traduzida na variação diatópica da língua, especialmente na diversidade lexical.

Bicha – em Angola designa o homossexual. Em Portugal diz-se e no Brasil é .
Barona – Em Angola significa . No Brasil se diz . Em Portugal . No Brasil, é uma palavra pejorativa.
Chana – em Angola significa , ou seja, designa uma vegetação. No Brasil, em algumas regiões, é uma gíria para designar a genitália feminina.
Contratado – eufemismo que substituiu o termo escravo, no trabalho compelido a que os africanos nativos estavam sujeitos nas roças e fazendas, durante a época colonial do Estado Novo (regime Salazarista) português. No Brasil, chegou o “escravo”.Comboio mala – designação do comboio (trem) que transportava as malas do correio. Permaneceu em Portugal e no Brasil .
Semba - palavra que significa "umbigada". O <<>>, dança praticada em Luanda, deu origem ao samba brasileiro. Em vários momentos da dança os pares trocavam umbigadas. Trazida para o Brasil, por escravos oriundos de Angola, modificou-se e mudou de nome. Kizomba ou "Quizomba", palavra que foi usada no tema de carnaval da escola de samba Unidos de Vila Isabel, no Rio de Janeiro em 1988, é um tipo de música e dança angolana. Usa-se, no Brasil, a palavra , designativa de confusão. Quilombo – palavra originária do quibundo, dialeto africano, para designar "capital, povoação". No Brasil ganhou a significação de .Tukeia ou tuqueia – Peixe lacustre das anharas (savanas) do leste da Angola. Sanzala – palavra de origem angolana, com variação de , que significa cidade, aldeia africana. No Brasil, passou a designar o galpão onde dormiam os escravos.
Pirão ou funji - comida tradicional angolana. É uma espécie de papa, preparada com fubá ou farinha e, com este sentido, é palavra também empregada no Brasil. Aqui criou-se o ditado "Farinha pouca, meu pirão primeiro", significando que, em épocas de dificuldades, busca-se primeiro satisfazer a si próprio e depois aos outros. Moleque – palavra originária do quimbundo "mu'leke" = menino. No Brasil, assumiu, no correr do tempo, inúmeros significados, carinhosos ou pejorativos, conforme o emprego. Pode ser uma forma de tratar qualquer menino, independente da cor da pele ser branca ou negra, não necessariamente pejorativa. Pode, ainda, significar um indivíduo brincalhão, engraçado. Ou, ainda, se esbravejada contra um adulto, em tom de discussão, , estará significando um indivíduo sem palavra, um canalha, um cafajeste.
Os exemplos apenas ilustram a viagem das palavras de uma região para outra, dentro de uma mesma língua. É tema curioso, fascinante, que merece estudo acurado para mostrar que as palavras são fotografias da vida do homem no espaço físico-social.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

EDUCAR É PRECISO

A educação sempre se apresenta como o grande desafio para a humanidade. E não adianta mascarar o processo porque ele se reflete no cotidiano das famílias, das escolas, das pessoas com quem lidamos no dia a dia. Assim, algumas coisas precisam ficar bem claras, sempre. E repeti-las nunca é demasiado. Como sempre estive ligada ao campo educacional, sei o significado de educar, educar para a vida, educar para uma profissão, educar para o convívio social, educar para a cidadania.
Dessa forma, não se pode pensar em educação sem analisar o contexto social, político e econômico em que ela é gerada. Devido ao quadro de desigualdade, de heterogeneidade que caracteriza a sociedade brasileira, nossa educação é considerada uma das piores do mundo. Segundo o Projeto Pisa (Pesquisa do Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que avaliou alunos de 40 países, o Brasil ficou com 370 lugar em Leitura, 390 lugar em Ciências e 400 lugar em Matemática. A pesquisa também mostrou que 80% dos nossos estudantes está entre o nível de aprendizado insuficiente e péssimo.
Este é o resultado de um país onde a educação deixou de ser a prioridade, em detrimento a inúmeros interesses secundários, haja vista o orçamento destinado aos salários de quem educa. Sob este aspecto, precisamos pensar na formação e função do professor como “construtor” das bases de uma criança, não apenas pelo que ela é, mas também pelo que ela virá a ser para o mundo.
De outra parte, não se pode perder de vista que a tarefa de educar as crianças, os jovens, é da família. A escola é um poderoso coadjuvante, mas apenas um coadjuvante. É na família, com a experiência viva do empírico, que os valores importantes são firmados. E a didática familiar não é filosoficamente criada a partir de educadores famosos, tampouco se funda na esteira de elaborações dos doutores dos governos, responsáveis pelos programas oficiais de ensino.
Assim, compreende-se que a educação na família se faz pelas coisas que são ditas, mas mais vivamente pelas coisas que são feitas. Já se disse que “as palavras convencem, o exemplo arrasta”. A vivência do cotidiano da casa, os hábitos das pessoas que circundam os jovens, sua forma de agir e reagir aos acontecimentos da vida, tudo isso forma uma influente rede de informações que tendem a se enraizar naquele ser em formação.
O imortal Paulo Freire, no clássico livro Pedagogia do Oprimido, afirma que “não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. É justamente na ação-reflexão do cotidiano, em que vida se desenrola e vai-se indo entre afazeres e trabalho, que ocorre a apreensão dos valores pela criança, a partir da observação do comportamento dos adultos.
Finalizando, convido o amigo leitor, ou leitora, a olhar a sua volta e se perguntar o que os seus fazeres estão a ensinar aos filhos, aos jovens. Aliás, proponho uma nova ação-reflexão aos amigos, todos, de pegar aos filhos pelas mãos e andar vagarosamente pela praça mais próxima, pela beira do rio, a conversar com eles, mostrando como é a vida e o que é preciso fazer para melhorá-la. Usufrua deste vagar, pois é no “de-vagar” que a vida realmente acontece e a educação se consolida. E as palavras são as roupas dos pensamentos que, da mesma forma que uma pessoa, não devem ser apresentadas em farrapos, descompostas e sujas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

SAUDADE: PALAVRA DE DIFÍCIL TRADUÇÃO

O texto de hoje está inspirado na palavra saudade, considerada a sétima palavra mais difícil de traduzir em todo o mundo. É uma palavra da cultura portuguesa que não encontra a tradução perfeita em outros idiomas. Só existe, em português, embora outros povos carreguem o mesmo sentimento que a palavra saudade transporta para nós do mundo da lusofonia.

Há outros vocábulos de difícil tradução, na visão de tradutores profissionais,segundo uma empresa britânica:1º. “Ilunga” (tshiluba). Uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez; 2º. “Shlimazl” (ídiche). Uma pessoa cronicamente azarada; 3º. “Radioukacz”. (polonês). Pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro; 4º. “Naa” (japonês). Palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém; 5º. “Altahmam” (árabe).Um tipo de tristeza profunda;6º.“Gezellig”(holandês). Aconchegante; 7º. Saudade (português). Sentimento nostálgico, sentir falta de alguma coisa ou de alguém; 8º. “Selathirupavar” (tâmil, língua falada no sul da Índia), palavra usada para definir certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres; 9º. “Pochemuchka” (russo). Uma pessoa que faz perguntas demais; 10º. “Klloshar” (albanês). Perdedor.

Mas o que significa essa palavra saudade? Saudade traz em si diversos significados que podem ser interpretados de acordo com o contexto onde é aplicado. Sua origem encontra-se no Latim, Solitate, e se pesquisada, descobriremos que a conotação contemporânea distanciou-se da original. Saudade não mais se refere ao sentimento de solidão preservado em variações de línguas românicas como o espanhol: soledad e soledat.

Saudade é uma coisa boa. É uma das palavras mais presentes na poesia de amor da língua portuguesa e também na música popular. No entanto, embora tão usada nos dias atuais, só se tornou conhecida a partir do galego-português, quando os trovadores começaram a usá-la para traduzir a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor. A palavra vem do latim "solitas, solitatis" (solidão), na forma arcaica de "soedade, soidade e suidade" e sob influência de "saúde" e "saudar".

Há afirmações de que a palavra foi cunhada na época dos Descobrimentos e no Brasil Colônia esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Define, pois, a melancolia causada pela lembrança; a mágoa que se sente pela ausência ou desaparecimento de pessoas, coisas, estados ou ações.

Uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está directamente ligada à tradição marítima lusitana. Porém, uma visão mais especifista aponta que o termo saudade advém de solitude e saudar, onde quem sofre é o que fica à esperar o retorno de quem partiu, e não o indivíduo que se foi, o qual nutriria nostalgia. A gênese do vocábulo está directamente ligada à tradição marítima lusitana.

A origem etimológica diz que o termo "saudade" foi uma interfluência entre a força do estado de estar só, sentir-se solitário, oriundo de "solitarius", que por sua vez advém de "solitas, solitatis", possuidora da forma declinada "solitate" e suas variações luso-arcaicas como suidade e a associação com o ato de receber e acalentar este sentimento, traduzidas com os termos oriundos de "salute e salutare", que na transição do latim para o português sofrem o fenômeno chamado síncope, onde perde-se a letra interna l, simplesmente abandonada enquanto o t não desaparece, mas passa a ser sonorizado como um d.

Assim, após andar pelo mundo da lusofonia, a palavra saudade acabou por gerar derivados como a qualidade "saudosismo" e seu adjetivo "saudosista", apegado à ideias, usos, costumes passados, ou até mesmo aos princípios de um regime decaído, e o termo adjetivo de forte carga semântica emocional "saudoso", que é aquele que produz saudades, podendo ser utilizado para entes falecidos ou até mesmo substantivos abstratos como em "os saudosos tempos da mocidade", ou ainda, não referente ao produtor, mas aquele que as sente, que dá mostras de saudades.
Conclui-se o texto dizendo que Saudade não tem cor, mas pode ter cheiro. Não podemos ver nem tocar, mas sabemos o quanto é grande. Pode ser o sentimento que alimenta um relacionamento amoroso ou apenas o que sobra dele. Pode ser uma ausência suave ou um tipo de solidão. Pode ser uma recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia, mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer reviver e rever. É a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir. A saudade se combina com outros sentimentos e procria-se. A soma da saudade com a solidão é igual a Dor. O resultado da saudade com a Esperança é a Motivação.

Saudade é uma só, em diferentes palavras. É comum encontrá-la grafada nas lápides em alusão a dor da ausência provocada pela morte. Mas na Literatura e na Música é um tema crônico. É quem arquiteta a estrofe e conduz o tom. Não importa o gênero literário ou o estilo musical, não importa o autor, a época ou a situação, a saudade continuará a existir dentro de cada pessoa, nos limites de cada ser sentir a vida, o mundo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O SIGNIFICADO DA TRAIÇÃO

O ser humano possui muitas facetas, fraquezas, e por isso mesmo é capaz de cometer muitas falhas, algumas mais graves que outras. Hoje estou a falar de traição, essa palavra tão dura, cruel, que põe fel na boca. É, ela, amiga número UM da discórdia, desarmonia, guerra, infelicidade. É inimiga da PAZ, do AMOR, da DOÇURA, do ENCANTO, da MAGIA entre duas pessoas. A traição é como um vaso que se quebra em pedaços, faz um coração sangrar, promove uma dor que dilacera o peito, uma descrença no outro, uma pouca fé, a perda de sonhos e ilusões. A traição é ato vil, covarde, que uma pessoa pratica contra outra.
De acordo com o Aurélio, a palavra traição vem do latim traditione e significa: 1.Ato ou efeito de trair (se). 2. Crime de quem, perfidamente, entrega, denuncia ou vende alguém ou alguma coisa ao inimigo. 3. Perfídia, deslealdade, aleivosia. 4. Infidelidade no amor. Teoricamente, traição é tudo isso. Mas esse ato envolve muitas outras coisas, entristece, faz sofrer, torna a confiança insignificante e desacreditada.
Traição é uma palavra simples, de sete letras, mas de um significado universal que expressa antes e tão somente: enganar a pessoa que se ama ou que se diz amar. Trair é, literalmente, enganar, submeter alguém a um engano não consentido. Um engano proposital, preparado, muito bem pensado. Por isso a traição supõe uma covardia e uma depravação detestável.
Talvez um dos aspectos mais difíceis da vida de qualquer ser humano seja lidar, de uma forma positiva, com a traição. Traição é um algoz insensível e faz feridas enormes na alma. É duro conviver com alguém após se descobrir sua deslealdade. E, estatisticamente falando, a chance de alguém ter sofrido por isso é quase de 100%.
A pessoa que traiu, antes de qualquer coisa, traiu a si próprio primeiro, antes de trair a outra pessoa, pois, perdeu a noção de enxergar as conseqüências da traição, bem como a perda de um valioso relacionamento, seja no nível pessoal e/ou profissional. Assim, ela se esquece que sua vida poderá ser arruinada por um ato impensado, um ato imaturo e imediatista. Vê-se, então, que a traição fere os direitos concernentes aos valores próprios do ser humano, que se projetam nos sentimentos.
A partir de 2001, se alguém quiser trair a esposa ou o marido, mesmo pela Internet, é melhor tomar cuidado. A traição pode custar caro. O novo Código Civil Brasileiro está se aprimorando, com várias novidades. Uma delas é a obrigatoriedade de indenização para a pessoa traída, mesmo que tenha sido uma traição virtual, ou pelos sites de bate-papo. Com isso, desamor e traição no casamento podem gerar indenização para a pessoa prejudicada.
É preciso lembrar que a colaboração, assim como a confiança e a lealdade, são palavras “mágicas” e imprescindíveis ao alcance do sucesso organizacional. Sem colaboração, confiança e lealdade, fica realmente muito difícil a caminhada a dois. Assim, construir uma relação de confiança é preciso que o outro inspire essa confiança. Não é traindo que se constrói uma vida de casal.
Sentimentos como vaidade, vingança, carência e as sensações de poder e perigo podem ser desculpas até plausíveis para a infidelidade, mas não vale a pena passar por cima de outros sentimentos e sensações, destruindo qualquer resquício de confiança. A sinceridade ainda é a melhor característica do ser humano a ser praticada nesses casos. Mesmo porque, como diz o ditado, a grama do vizinho é sempre mais verde. Até que se descobre ser artificial.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

COMO É SER INDEPENDENTE?


Ser independente é trabalhar, fazer seu próprio sustento, ter seu dinheiro, manter sua vida sem depender de pais, familiares ou amigos. Nada melhor do que trabalhar e ganhar seu próprio dinheiro, sem ter que ficar dependendo de ninguém. Ser independente é bom, pois a pessoa pode conduzir sua vida, sem favores de ninguém. Um caminho para a independência no trabalho é estudar e estudar, isso garante o exercício de uma profissão e a competitividade no mercado de trabalho
Muitos sonham, mas são poucos aqueles que conseguem, efetivamente, tornarem-se financeiramente independentes. Por quê? Há muitas razões, porém certamente uma delas deve ser que uma pessoa jovem, em pleno vigor da juventude, sendo saudável, prefere viver intensamente o dia de hoje em vez de programar-se, adequadamente, para o futuro. Isso não é errado, mas apenas normal. Isto vale especialmente para um executivo, mas, também, para qualquer funcionário assalariado, razoavelmente satisfeito com seu salário.
O mesmo raciocínio vale para o autônomo, cujos negócios vão de vento em popa. Todas as profissões, funções ou trabalhos, sem exceção, estão sujeitos às grandes mudanças que estão ocorrendo atualmente no mundo. É melhor flagrar-se hoje desta constatação, de que isso está acontecendo, do que ter uma desagradável surpresa amanhã, quando não se poderá fazer mais nada a respeito!
Quem está preparado para os novos tempos? Acreditamos que todos, indistintamente, jovens ou pessoas de meia idade deveriam pensar, seriamente, a respeito do assunto e tomar medidas imediatas, a fim de preparar-se para estes novos tempos que já estão nos rondando faz alguns anos.
É interessante observar que algumas pessoas, em decorrência de não terem ainda qualquer respaldo financeiro, em determinado momento de suas vidas, são geralmente mais estressadas do que aquelas que já equacionaram, razoavelmente, estas mesmas finanças. Finalmente percebo que muitas pessoas, atualmente, estão totalmente despreparadas, financeiramente, para lidar com ocorrências fortuitas, imprevistos que lhes acontecem. Serão reféns e fortemente dependentes de esquemas complicados, caros e às vezes inviáveis. São pessoas frágeis, que não se amam, não correm para abraçar-se aos sonhos de um amanhã livre.

A VIDA FELIZ


A vida é o nosso bem mais precioso, é tão forte; sendo capaz de mudar o mundo....Mas ao mesmo tempo é tão frágil; capaz de terminar num segundo...Todos os momentos em nossas vidas são mágicos e cabe a cada um de nós, deixá-los mais marcantes....Seja feliz e faça alguém feliz também! Estamos todos em busca de: amor, amizade, paz, esperança, afeto, sonhos, etc....Não importa, o que vale mesmo é ser FELIZ!

UM MUNDO DE FANTASIA

O mundo da fantasia é o mundo onde muitas vezes me refugio, onde me escondo, onde me guardo.É o mundo onde me esqueço do outro mundo.Quando era mais nova, uma professora de Geografia costumava chamar-me "Princesa da China". Pensava ela que me arreliava quando nas aulas proclamava"Princesinha da China, desça lá do seu castelo e junte-se a nós, os outros, os que vivem com pés no chão".Eu descia, mas subia rapidamente ao meu castelo de nuvens e sonho, povoado por seres lindos e indescritíveis... e onde me sentia verdadeiramente feliz.Continuo a viver nesse mundo.Sempre que quero.Aqui, é um mundo de imagens que vou encontrando.Quem quiser, pode vir comigo e gozar da paz e da beleza que todos os mundos de fantasia possuem.

COMO COMPETIR NA ERA DO CAPITAL HUMANO?

O mundo passa por transformações em praticamente todas as atividades humanas, o que inclui, sobretudo, o universo do trabalho que, com o advento da globalização, não querendo ou mesmo não sabendo, todos nós participamos de uma concorrência mundial. Em verdade, mudanças sempre existiram. Porém, hoje, as mudanças são constantes e a velocidade em que elas ocorrem é cada vez mais rápida. O sucesso de ontem já não garante mais o sucesso de hoje e, conseqüentemente, não sustentará o sucesso de amanhã.

O acadêmico americano Edward Lawler [especializado em psicologia e administração], fundador e diretor do Centro para Organizações Eficientes, um centro de investigação da Escola de Administração de Empresas da Universidade da Califórnia do Sul, aponta as principais forças que vêm regulando o cenário atual, seja ele econômico ou empresarial. O sistema econômico mundial está, hoje, fortemente inserido no domínio do sistema privado sobre a propriedade governamental do mercado livre sobre um controle central. O capitalismo se sobrepondo ao socialismo, a democracia ao comunismo e, por último, os mercados abertos praticamente eliminando os mercados fechados.

Dentre as características que definem um profissional atual, de alta performance, podem-se enumerar: liderança, alinhamento de propósitos, comunicação afetiva, uma visão comum do futuro, foco no mercado de trabalho, talentos criativos, rapidez de respostas, responsabilidades compartilhadas, senso de justiça, ética.

Competir na era do capital humano exige muito trabalho, esforço e determinação. O ser humano, com toda a sua potencialidade, é a figura principal na formatação destes novos tempos e, efetivamente, pode fazer a diferença no sentido de construir empresas mais ágeis e lucrativas, assim como um mundo justo e humano. Pois, somente assim terá valido à pena ter vivido estes novos tempos em que o capital humano é personagem principal desta nossa história. Vejam-se os novos paradigmas:

Novos Paradigmas no Cenário Mundial
DE x PARA:
Pouca Competitividade x Competição Global
Estabilidade x Mudanças
Previsibilidade x Incertezas
Individualismo x Parceria
Rigidez Hierárquica x Flexibilidade
Poder Centralizado x Empowerment
Relação Ganha X Perde x Relação Ganha X Ganha
Crescimento da População x Diminuição da População
Motivação do tipo "Dilbert" x Competência e Profissionalismo
Segurança no Emprego x Empregabilidade
Diploma x Educação Continuada
Carreira Definida pela Empresa x Carreira como Responsabilidade do Individuo
Cargos x Espaço Organizacional

Algumas conclusões são oportunas à luz deste novo cenário. A capacitação das pessoas será um dos fatores críticos de sucesso para a sobrevivência das empresas, nestes novos tempos. A prontidão para agir é outro ponto importante, ou seja, necessitamos de pessoas pró-ativas que possam ousar, mesmo correndo riscos calculados, mas que tentem buscar novas soluções para antigos problemas e que se sintam motivadas a fazerem isto.

O conhecimento está em alta nesta era do capital humano, porém conhecimento só não é suficiente. É preciso que esse conhecimento possa ser colocado em prática, pois são as ações provenientes dele que gerarão as soluções de que necessitamos. Resultados são conseqüências do nosso poder de criar soluções para os problemas ou desafios que nos são apresentados. Estamos passando de uma força de trabalho braçal para uma força de trabalho intelectual.

Na verdade, a palavra emprego está em extinção, bem como quase tudo o que dela decorre. Hoje o que devemos buscar é um trabalho. Antigamente o importante era a pessoa ter um emprego para toda vida. Hoje o que importa é a pessoa ser empregável pela vida toda. Vivemos numa sociedade espantosamente dinâmica, instável, desafiadora e ao mesmo tempo evolutiva. Este é o nosso tempo. É urgente adequar-se a ele.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O TEMPO PASSA


O tempo está sempre mudando a cada minuto, a cada segundo, a cada simples instante. Tic tac, tic tac, tic tac... a gente se debruça na janela, olha a árvore no quintal, um ninho de pássaro num galho lá no alto da árvore, o vento a balançar as folhas... Umas caem, outras não, e ainda tem aquelas que estão brotando e as que já secaram... e o tempo é imperativo, querendo ou não querendo ele passa! Ele passa para mim, para a árvore, para os pássaros, para as folhas, para todos. O tempo passa, SEMPRE!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

ENCANTOS DA NATUREZA


Le souvenir du Vrai est vaste et quand je le rappelle, ma langue a la douceur du miel. Je me change en esclave. Alors mon coeur, comme l´oiseau qui veut s´envoler, bat des ailes.


POEMA DA SAUDADE


QUANDO OS CAMINHOS SE VESTEM

Quando os caminhos se vestem de flores o mundo vira uma magia, um encanto, uma poesia.
A Natureza revigora, faz brotar vida, renascer esperanças infinitas.

A beleza que é a vida faz palpitar o coração, mesmo qundo triste se enche de esperança!
Por isso os caminhos se vestem.
Desejo, sempre, estar neles, com a mais bela roupagem de luz, fé, sonhos, esperanças.

A vida é Amor, Luz, Poesia, encanto e magia.
Tudo que aqui há é fonte de caminhos que se vestem, assim como eu.




SIMPLESMENTE CONVERSAR

A idéia de fazer um BLOG me pareceu interessante.Por quê?Porque conversar com a família, amigos, é força, é crescimento, é vida.Trocar idéias com quem se conhece e, também, com aqueles que não conhecemos é aprender a viver a vida com outros olhos. Com os olhos do mundo.É descobrir quem realmente somos.Como realmente somosquando estamos sob muitos olhares.Estou em uma nova caminhadabuscando, cada vez mais, me encontrar.Então, nada melhor do queSIMPLESMENTE CONVERSAR.

terça-feira, 28 de julho de 2009

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NA VIDA SOCIAL


O tema família sempre esteve no centro de minha vida como o elo mais importante numa sociedade. Hoje, residindo nas imediações de uma escola, observo o comportamento rebelde de jovens estudantes que picham, diariamente, os muros das residências. Por vezes converso com eles na tentativa de compreender porque não apreciam a beleza, o encanto das casas bem pintadas, da cidade limpa, do visual bonito a enfeitar as ruas por onde transitam.

Nesses momentos, alguns são agressivos, proferem palavrões e ameaças. É um comportamento que assusta, põe medo, porque se observa, nesses jovens, a ausência da estrutura familiar. Para eles, uma senhora, um senhor, um marginal ou bandido, uma professora, todos são iguais. Nenhuma dessas pessoas, para eles, merece respeito. Isso é assustador. Embora se insista em pintar o muro da residência todo mês, eles persistem em pichá-lo todos os dias, como a demonstrar a tristeza do mundo escuro que carregam no interior de suas almas.

Então, esse artigo não é um apelo para que deixem de pichar os muros das casas. É um chamamento às famílias para cuidarem melhor de suas crianças. Deixá-los sozinhos é entregá-los à própria sorte, onde estão sujeitos aos mais áridos e angustiantes caminhos. E os pais devem propiciar aos filhos vida digna, dando-lhes apoio, educação, orientação.Pobreza não é sinônimo de desamor, pois há lares ricos em amor e escasso em dinheiro. Então, será melhor educar os jovens hoje ao invés de vê-los, amanhã, nas casas de apoio ao menor, em celas de presídios, com a vida perdida, sem sonhos, sem futuro.

E, neste texto reflexivo, buscam-se os diferentes significados do que seja família, a partir dela mesma. Procura-se identificar de que forma se processam as relações entre seus membros. Discutem-se, também, situações onde os vínculos familiares têm papel decisivo na vida das pessoas. Para esse propósito, é fundamental descrever elementos que permitam uma ampla compreensão da abrangência destes vínculos familiares.

Quando se discutem questões éticas relativas à família, alguns aspectos são fundamentais:
· Os membros da família não são substituíveis por similaridade ou por pessoas melhor qualificadas;
· Os membros da família são vinculados uns aos outros;
· A necessidade de intimidade produz responsabilidade;
· A existência de uma pessoa produz responsabilidades;
· As virtudes são aprendidas no colo da mãe e do pai;
· As famílias são histórias em andamento;
· Nas famílias os motivos contam muito.

Os membros das famílias, ao contrário dos funcionários de organizações ou outros tipos de vínculos, não são passíveis de serem substituídos por outras pessoas baseando-se no critério de qualificação. As organizações são estruturadas para atingirem uma determinada finalidade externa a elas. As famílias são um fim em si mesmas. Embora em situações de rearranjos familiares, tais como separações e novos casamentos, o impacto na vida dos seus membros é muito maior e mais profundo que o verificado nas organizações.

Por este motivo é que os programas de adoção buscam manter unidos os irmãos de uma mesma família de origem. Por este mesmo motivo, muitas pessoas adotadas ou geradas a partir de doação de gametas podem querer conhecer as suas origens biológicas. Os laços de família são sagrados, intrínsecos, intransferíveis.

Dessa forma, os membros da família são vinculados uns aos outros. Eles não são escolhidos, salvo as situações de casamento e adoção. As relações de parentesco se baseiam, além do afeto, em relações biológicas, políticas e históricas e não em cláusulas contratuais. Os irmãos têm vínculos biológicos entre si e com seus pais que em muito ultrapassam os limites de uma simples amizade. O mesmo acontece com os primos. Outros membros das famílias se agregam devido a novos vínculos que se estabelecem, através de relacionamentos afetivos, como por exemplo, em casamentos.

Assim, pessoas de famílias biológicas diferentes passam a constituir novas histórias compartilhadas, trazendo consigo todos os seus vínculos prévios, que podem facilitar ou dificultar o seu próprio relacionamento. Mesmo em situações onde, por questões de violência ou traição, rompem-se os vínculos sociais e afetivos entre membros de uma família, os vínculos morais permanecem.

Com isso, as virtudes são aprendidas no colo da mãe e do pai. A família é o primeiro e o mais importante elemento formador do referencial moral de uma pessoa. As famílias são comunidades morais. A formação da consciência da criança ocorre predominantemente na família. As pessoas desenvolvem-se, ao longo de toda a sua vida, por influência de amigos, da escola, do convívio social. Em todas estas situações as virtudes podem ser aprendidas, porém a família é a primeira comunidade moral que a maioria das crianças freqüenta.

Por isso, então, se diz que as famílias são histórias em andamento. Os membros de uma família são sempre influenciados pela história de seus familiares. As situações familiares são dinâmicas e não estáticas. Muitas vezes apresentam um padrão de funcionamento, mas mesmo este padrão pode ser alterado. As decisões familiares baseiam-se nesta noção de processo, de situações que se sucedem. O que garante a estabilidade de uma relação familiar não é a manutenção de um estado, mas sim a compreensão desta possibilidade de mudança.

Nessa direção, o escritor Charles Dickens, em seu livro David Copperfield, diz que "acidentes ocorrerão mesmo nas famílias mais ordenadas". Uma família baseada na noção de estabilidade estática (estado) poderá ter um abalo imprevisível, enquanto que outra que se tem por base um equilíbrio dinâmico (processo) terá possivelmente maiores condições de enfrentar, criativamente, este desafio. Habitualmente as pessoas seguem, sem questionar, a afirmativa de Leo Tolstoy, em Anna Karenina, de que "as famílias felizes são todas iguais, cada família infeliz é infeliz a sua maneira".

Assim, tanto as famílias felizes e infelizes o são de maneira diversa e particular. As famílias infelizes apenas despertam maior atenção, como se avistam nessas crianças revoltadas, debochadas, demolidoras da tranqüilidade das ruas e, conseqüentemente, destruidoras das próprias vidas. Falta-lhes FAMÍLIA, a unidade básica da sociedade, formada por indivíduos com ancestrais comuns ou ligados por laços afetivos. Então, que os pais cuidem melhor dos filhos, dê-lhes a formação do caráter e a educação que compete à família. Assim a escola terá sua tarefa facilitada: educar para a cidadania e para o progresso da nação. A sociedade viverá mais harmônica, sem a agressividade tão presente na juventude atual que compromete o futuro do país. É urgente fortalecer os laços de família.

POR QUE DEFENDER O USO DO GENTÍLICO ACREANO?

Este artigo objetiva trazer ao foco da discussão a defesa do gentílico acreano, cuja chama parece, hoje, apagada. Ninguém fala sobre o assunto, é um silêncio que dói na alma e lega à orfandade uma história de lutas, a adjetivação de um povo que elegeu o Acre para integrá-lo à pátria brasileira. Não somos um povo perdido, sem chão, mas uma heróica gente que escolheu sua pátria, assim como seu gentílico. Então, sejamos altaneiros em defesa do nome que designa às pessoas nascidas sob o brilho do sol, da lua e das estrelas que ornamentam o céu do Acre.

Compreendo que o gentílico acreano é forma consagrada pelo uso regional desde o século XIX. Por isso, retirá-lo do VOLP, por força do Novo Acordo Ortográfico, será contristar a comunidade regional na sua alma, além de apagar lindas páginas da epopéia acreana, ferindo tradições e costumes profundamente enraizados, desde a conquista deste solo. E a língua é a mais extraordinária engrenagem por onde circula a cultura de um povo.

Considero, também, que um gentílico não se muda por força de Acordo, Decreto, Lei. Um gentílico pertence à população do lugar, é nome sagrado que se guarda como um tesouro raro, que dá voz ao adjetivar um povo. E nesse particular, consagrou-se no meio lingüístico, em todos os tempos, as sábias palavras do grande gramático Fernão de Oliveira (1536) que “os homens fazem a língua, e não a língua os homens”.

Ademais, há consenso, entre os estudiosos, que os adjetivos gentílicos não seguem um padrão para as suas terminações. Essa ausência de padrão pode ser vista em nomes relativos às cidades. A maior parte deriva diretamente do nome do local, em sua forma corrente, ou então da etimologia toponímica. São exemplos que demonstram essa ausência de padrão: Lisboa: lisboeta, lisbonense, lisboês, lisbonês, lisbonino, olisiponense; Nova Iorque: nova-iorquino; Buenos Aires: bonaerense, buenairense ou portenho; Londres: londrino; Paris: parisiense.

Os exemplos denotam que não há na língua gentílico para todos os topônimos, mas há sempre a possibilidade de criá-los, com fácil aceitação geral. Ainda, é fato consagrado que quando um gentílico ganha força do uso ele se torna Lei. Um gentílico não se muda, ele está preso à vida, à alma do lugar, enraizado nas tradições, costumes. E a linguagem é o veículo tradutor de todo o arcabouço cultural de um povo, uma comunidade.

Para categorizar norma e uso, importante recorrer a autores consagrados, que ditaram rumos seguros para o trilhar de um idioma. O primeiro deles é Charles Bally, ao afirmar que uma palavra torna-se usual em duas oportunidades principais: 1) quando designa algo indissociavelmente ligado à vida de um grupo lingüístico; 2) quando dá a qualquer membro do grupo lingüístico a impressão de que isso não se diz assim, isso deve ser dito assim, isso aqui sempre foi e será dito assim. E mesmo que tais assertivas contradigam a expectativa de constante evolução da linguagem, elas se constituem em realidade absoluta, sem a qual seria impossível descrever um estado de língua.

O segundo teórico é o romeno Eugenio Coseriu, cuja preocupação não se resume em perguntar por que as línguas mudam, mas sim porque as mudanças ocorrem tal como ocorrem. E no espaço geográfico do Acre se impõe, por força do Acordo Ortográfico dos países lusófonos, a inovação acriano. Soa como uma imposição que a comunidade não aprecia escrever ou ouvir. Pois, em linguagem, o falante é soberano na liberdade expressiva de dizer do mundo, ainda mais daquele no qual está integrado. Acreano é uma variação regional, eleita pela população há 129 anos.

O terceiro deles é o gramático e filólogo Evanildo Cavalcanti Bechara --- a pessoa da Academia Brasileira de Letras que vai apreciar a matéria da mudança do gentílico --- homem extremamente sensível às questões de linguagem e, em especial, acolhedor das tradições. Em sua gramática (2001), quando se dedica a conceituar língua, trata de duas possibilidades: a língua histórica e a língua funcional. Assim, a língua seria um produto histórico e, ao mesmo tempo, uma unidade idealizada, devido à impossibilidade de alcançar, na realidade, uma língua que se quer homogênea, unitária.

O gramático também considera que a língua nunca é um sistema único, mas um conjunto de sistemas, que encerra em si várias tradições. Veja-se ser reconhecedor das tradições e, por conseguinte, um seguidor delas. E continua ele: " Uma mesma língua apresenta diferenças internas: no espaço geográfico, no nível sócio cultural e no estilo ou aspecto expressivo”.

Compreende-se, então, ser fundamental, no caso acreano, olhar dois lados: o histórico e o lingüístico. O histórico assegura a manutenção de acreano, pela consagração do uso da forma ao longo de 129 anos. Do lado lingüístico deve-se considerar que o próprio Acordo está repleto de concessões ou exceções que permitem dupla grafia, palavras com acento agudo ou circunflexo, palavras com consoantes mudas, entre as muitas quebras de unidade entre o cânone europeu e o brasileiro.

Feitas essas remissivas, julgo ser um grande desserviço à pátria brasileira, bem como nova injustiça contra o povo acreano, decorrido mais de um século de uso, considerar-se errado um gentílico conquistado, constituído como signo de origem e de destino de um povo que lutou para determinar seu futuro e eleger sua pátria. O Brasil deve sentir orgulho dos acreanos que construíram o Acre e o legaram à Pátria Amada.

A população acreana não almeja, hoje, ferir tratados, acordos, decretos. Deseja tão somente o respeito da nação por sua história e tradição, bem como o reconhecimento dos intelectuais, pelo viés histórico, na convalidação dos tratados internacionais e nacionais, do nome que vem impregnado de lutas, sangue, glórias. Acreano é o gentílico construído pela tradição do povo Amazônico do Acre. E, nesse sentido, nenhum Acordo é mais imperioso que os costumes, a história, a tradição do lugar.

LIÇÃO HUMANISTA SOBRE A INTERNACIONALIZAÇÃO DA AMAZÔNIA

O artigo desta semana é diferente. Presenteio os leitores com texto inédito do grande Senador da República, magnífico educador Cristovam Buarque, na ocasião Ministro da Educação. Homem simples, de rara inteligência e arguta sensibilidade, elevado grau de respeito ao país, é uma reserva moral que tem o Brasil. Bem poderia ser nosso presidente. Mas isso é outra história! Vamos ao que disse, naquele ano de 2000, numa universidade americana, quando instigado por um estudante, sobre a internacionalização da Amazônia. Perguntou-lhe o estudante: - O que o senhor acha da internacionalização da Amazônia? Responda-me como humanista e não como brasileiro.
Esta foi a resposta do Senhor Cristovam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso! Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro.
Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as Reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre, por exemplo, não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.
Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos a presidência dos EUA tem defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia.
Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!".
São palavras de um brasileiro grandioso, homem de esmerada educação, grande senso de responsabilidade, conhecedor do mundo, defensor dos bens da humanidade. Imaginemos esse senhor Presidente do Brasil. Obrigada, Senador Cristovam Buarque!

domingo, 12 de julho de 2009

IDIOMA: FERRAMENTA ESSENCIAL NOMUNDO DO TRABALHO

Em tempos de acelerada globalização e de inglês como a língua franca para o acesso a prestígio e empregabilidade no mundo corporativo, é importante repensar o papel real que o bom domínio de Língua Portuguesa pode representar em tal cenário. Se saber inglês virou rotina e uma obrigação profissional, é necessário enfatizar que empresas de excelência, bem como caçadores de talentos desejam encontrar profissionais que saibam manejar bem o idioma pátrio. Ninguém deseja empregar uma pessoa que se expressa mal em seu idioma nativo. Por isso, utilizar bem a língua portuguesa é um diferencial competitivo para os profissionais das mais diversas áreas do conhecimento.
Parodiando o historiador inglês Theodore Zeldin, que escreveu, em seu livro Conversação, que à medida que se galga mais altos patamares no atual universo de trabalho mais se passa o tempo "conversando", pode-se afirmar, sem temor de exagero, que, do mesmo modo, quanto mais se ascende na escala profissional, mais se necessita do bom uso da língua materna, mais se passa o tempo lendo e escrevendo. A comunicação escrita, malgrado a oralidade de nossa cultura e o uso de meios como o telefone e os audiovisuais, termina por se impor ao trabalho cotidiano. Não é preciso apenas ler, mas igualmente escrever bastante, mesmo que para tanto ninguém cobre um estilo fluente e impecável.
O mundo corporativo e globalizado exige cada vez mais aprendizado intelectual, envolvendo participações e apresentações em cursos, congressos e seminários, além de publicações de toda ordem, não é difícil imaginar que o papel desempenhado pela língua tende a crescer e a se valorizar. O idioma é uma ferramenta de trabalho essencial. O erro de Português, além de vexatório, compromete a imagem de qualidade que qualquer profissional precisa transmitir.
Falar, escrever, comunicar-se bem será, cada vez mais, uma exigência cotidiana. Para quem quer começar, a saída está ao alcance da mão. Ler bastante é a regra principal. Além disso, há vários livros no mercado que ajudam na tarefa de manter o português sempre atual. A Internet também pode ser um bom ponto de partida. Há várias páginas na rede que relacionam os erros mais comuns, dão dicas de redação comercial e facilitam a vida de quem deseja ter mais intimidade com a língua portuguesa.
É preciso que os profissionais se desvencilhem de hábitos equivocados e de uma cultura que sempre consagrou a língua como algo para intelectuais, juristas e literatos. É necessário repensar a língua como o primeiro e grande instrumento de comunicação de que dispõe o ser humano. Pois a experiência mostra que, se se pensar assim, os ganhos podem ser imensos, evitando-se prejuízos, mal-entendidos e aborrecimentos. Nunca é tarde para alguém aprimorar-se no idioma nativo, tanto na feição escrita quanto oral. Cada pessoa pode desenvolver e lapidar o que "naturalmente" já traz colado à percepção do mundo: o idioma nativo.

DICAS DE GRAMÁTICA

A MORAL E O MORAL SÃO A MESMA COISA, PROFESSORA?
- Não! O moral diz respeito ao ânimo, à disposição e ao estado de espírito das pessoas: "o moral da classe estava baixo depois da prova de matemática", "o técnico melhorou o moral do time". A moral corresponde à ética, moralidade, lição, conduta: "seguia a moral religiosa", "entendeu a moral da história?"

O CASO DO MIM E DO EU, DO TU E DO TE, COMO USAR?
- É comum as pessoas dizerem: Este livro é para mim ler. Qual o equívoco? O certo é para eu ler. Simplesmente não observamos que o mim torna-se o sujeito de ler. Pelas leis da gramática, mim e te não funcionam como sujeitos da ação. Logo: Para eu fazer, para eu ler, para eu escrever. Mim e te não praticam ação. Logo, mim não passa no vestibular; mim não namora, mim não vai a jogo de futebol. Eu, sim, passo no vestibular. Estudo para eu passar no vestibular.
EM PRINCÍPIO E A PRINCÍPIO, QUANDO USÁ-LOS?
- a princípio: à primeira vista, logo a princípio, inicialmente, primeiramente, de início, de entrada, no começo, de começo [ou na gíria: "de cara"].
· Pensamos, a princípio, que se tratava de um animal pré-histórico, mas depois constatamos que era simplesmente uma espécie rara de predador.
· A princípio eu não sabia de nada, mas um dia ela me contou tudo.
- em princípio: em tese, em teoria, teoricamente, em termos, de modo geral; conforme Aurélio: "Antes de qualquer consideração; antes de tudo; antes de mais nada". O próprio dicionário deixa o significado mais claro no verbete ‘tese’: "Em tese. De acordo com o que se supõe; em princípio; em teoria".
· Vais assistir ao filme Bossa Nova conosco? – Em princípio, vou; mas dependo da confirmação de outro compromisso.
· Em princípio não estamos interessados em vender esse imóvel.

A PRECIOSIDADE QUE É O TEMPO

À medida que a gente vive é possível perceber a preciosidade que é o tempo. Esse tempo de vida, esse tempo que faz a vida. Não é fácil falar dele, porém, necessário se faz, pelo menos, pensar nele. Administrar o tempo não é uma questão de ficar contando os minutos dedicados a cada atividade. É uma questão de saber definir prioridades. E, hoje, numa sociedade complexa como esta em que se vive, NUNCA se tem tempo para fazer as coisas que precisam ser feitas. Então, administrar o tempo é ter clareza sobre aquilo que é prioritário, aquilo que é mais prioritário. E como fazer com esse tempo para se ter tempo para tudo que desejamos fazer?

O tempo não espera, a gente é que espera e olha ele passar por nós. Logo, se corremos no tempo, é fundamental priorizar tudo quanto se almeja fazer nele. Como distribuir esse tempo sem perder o tempo do tempo? Cada pessoa tem um mundo particular que precisa combinar com o mundo global, social em que vivem outras pessoas. E o problema maior dessas questões ligadas ao tempo surge, exatamente, quando consideramos importantes, mas não urgentes, as coisas que são urgentes, mas às quais damos pouca importância.

Imagine o leitor, primeiro lugar, que o mais importante da vida é o trabalho. Então, se o trabalho é mais importante, o problema do tempo está resolvido: a pessoa trabalha, mesmo que isso prejudique a convivência familiar. As conseqüências dessa escolha o tempo logo vai mostrar e a pessoa deve estar ciente da opção que fez. Ainda, a pessoa deve ter condições de reflexão. Tempo útil e tempo inútil são tempos diferentes, mas consomem tempo e vida.

Depois, imagine-se que o trabalho não é o mais importante. A importância maior está na família. Aí a pessoa dedica o tempo à família. As conseqüências logo virão: falta dinheiro para prover essa família. Agora, se o trabalho não é o mais importante, com certeza é urgente, pois sem ele não há como sustentar a família. Aqui começa o conflito entre o importante e o urgente. Também, o conflito entre aquilo que se gosta de fazer e aquilo que lhe é imposto. Quando se aceita um emprego, a pessoa está, na realidade, se comprometendo a ceder a outrem parte de seu tempo. Este é um problema real e de solução difícil: não somos donos de boa parte de nosso tempo.

Vê-se, de imediato, que administrar o tempo é ganhar autonomia sobre a vida. É essa uma batalha constante, que tem que ser ganha todo dia. Se a pessoa deseja ter a autonomia de decidir como empregar seu tempo, deve ter a sabedoria de dividi-lo, reparti-lo de forma a não sofrer conseqüências. Por isso, talvez, o tempo é distribuído, entre as pessoas, de forma bem mais democrática que muitos dos outros recursos de que nós dependemos. Todos os dias cada pessoa recebe exatamente 24 horas, nem mais, nem menos. Rico não recebe mais do que um pobre, professor universitário não recebe mais do que analfabeto, executivo não recebe mais do que operário.

Entretanto, apesar da democracia do tempo, algumas pessoas conseguem realizar uma grande quantidade de coisas num dia - outros, ao final do dia, têm o sentimento de que o dia acabou e não fizeram nada. A diferença é que os primeiros percebem que o tempo, apesar de democraticamente distribuído, é um recurso altamente perecível. Um dia perdido hoje -- perdido no sentido de que não realizei nele o que precisaria ou desejaria realizar -- não é recuperado depois: é perdido para sempre. Quando o nosso tempo termina, acaba a nossa vida. Não há maneira de obter mais. Por isso, tempo é vida. Quem administra o tempo ganha vida, mesmo vivendo o mesmo tempo. Prolongar a duração de nossa vida não é algo sobre o qual tenhamos muito controle.

Concluindo, por agora, diz-se haver os que afirmam, hoje, que o recurso mais escasso na nossa sociedade não é dinheiro, não são matérias primas, não é energia, não é nem mesmo inteligência: é tempo. Mas tempo se ganha, ou se faz, deixando de fazer coisas que não são nem importantes nem urgentes e sabendo priorizar aquelas que são importantes e/ou urgentes. Há muitas pessoas que estão o tempo todo ocupadas exatamente porque são improdutivas - não sabem onde concentrar seus esforços e, por isso, ciscam aqui, ciscam ali, mas nunca produzem nada. Ser produtivo é, em primeiro lugar, saber administrar o tempo, ter sentido de direção, saber aonde se vai. Administrar o tempo, em última instância, é planejar estrategicamente a vida.

DICAS DE GRAMÁTICA
Ao fim e ao cabo, quando usá-los?
- Usá-los segundo o sentido. Ao final quer dizer "afinal, depois de tudo".
Ao cabo, significa término, fim, limite. Assim, usa-se "ao cabo" junto com "ao fim" apenas como um reforço, para enfatizar que é bem no fim mesmo!
Câmera ou câmara?
- Tudo pode ser câmara: assembléia, junta, conselho, recinto, compartimento, máquina de filmar e de fotografar, o cinegrafista, etc. No grego e no latim a palavra é escrita com A. Acontece que na área de cinema, fotografia e TV, por influência talvez do inglês, idioma em que diz "camera, cameraman", costuma-se usar também a grafia câmera.

Qual a diferença entre as palavras darmos e dar-mos?
- DARMOS se escreve junto e se refere ao verbo "dar" na 1ª pessoa do plural do infinitivo (flexionado), com a desinência "mos": Disse para (nós) darmos nossa opinião. Convém falarmos baixo. Para acertarmos as contas, precisamos nos reunir.
- DAR-NOS – com N, se refere ao pronome oblíquo NOS, que quando vem depois do verbo (ênclise) se separa com hífen. Exemplos: Ela já comprou o presente que quer dar-nos no Natal. [dar-nos = nos dar] Ele vem falar-nos sobre deveres e direitos. [ou: vem nos falar] Pelo jogo, nossos adversários devem acertar-nos somente nas pernas.






A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.