sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

LIBERDADE, INTIMIDADE E CUMPLICIDADE

 

Muita gente fala em intimidade como uma simples relação de amor. Mas intimidade é muito mais que isso, envolve um mundo a dois, requer muita sabedoria, antes de tudo. Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com a gente. Mais do que compartilhar um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, acompanhar aos lugares. Intimidade é não precisar ser acionado, intimidade é saber ser dois, viver a dois, dar e receber, sem cobranças. A intimidade deve ser, antes de tudo, um ato do coração.

A cumplicidade envolve escolhas e responsabilidades e o risco é inerente. Onde há risco não existe uma sensação plena de conforto. Por estas razões ao invés de investir ou cair na armadilha de uma intimidade sem limites, é recomendável investir na construção da cumplicidade, por meio da própria intimidade.

A cumplicidade verdadeira nada mais é do que o amadurecimento da intimidade com compromisso de felicidade. É a transformação de um sonho único em um projeto a dois. Isso é a cumplicidade verdadeira, onde o crescimento de um é compartilhado pelo outro. Nada de individualismo. É sonho e vida ea dois.

A intimidade cúmplice garante a autonomia para opinar, orientar e participar de forma sincera das escolhas do outro. E quando se fala em autonomia a responsabilidade surge automaticamente para ambos partilharem  fracassos e glórias, de mãos dadas, olhos nos olhos, dedos entrelaçados.

Intimidade e cumplicidade, numa relação, envolve as ideias, desejos, sonhos de um, do outro ou de ambos e das responsabilidades que estas realizações trazem. Portanto, cabe a cada parte do casal contribuir, orientar, partilhar, ensinar, tornar realidade, discutir problemas, achar soluções que não firam o amor, a individualidade de um e do outro. Portante, para se alcançar cumplicidade é necessário acumular intimidade.

Liberdade, Intimidade e Cumplicidade são palavras-rima que ressonam como letras unidas para compor a sequência que resulta em AMAR verdadeiramente! Assim, Intimidade é  quando nossos limites se relaxam e tocam a fronteira de outra pessoa.

Criar a Cumplicidade é permitir e abrir-se à Intimidade, tocando apenas de leve os limites do outro sem cruzar as barreiras da Liberdade. Isso permite à pessoa estar inteira dentro de um relacionamento onde há espaço para o AMOR crescer. Somente assim acontece a tão sonhada Cumplicidade que eterniza o AMOR!

DICAS DE GRAMÁTICA

 

PASSÍVEL e POSSÍVEL

Possível é o que pode se ou acontecer, que tem a possibilidades de.

Passível tanto significa “sujeito ou suscetível a experimentar sensações e emoções, a ser objeto de certas ações” quanto “sujeito a penas ou sanções”, como multa etc.

Nada é possível fora da lei.

Na condição de mães, somos passíveis de saudade e sofrimento.

Meu amigo fez concurso para fiscal da receita, mesmo sabendo que nesse cargo ele fica passível de remoção.

O desacato à autoridade é passível de altas penalidades.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Professora acreana contribui com a renovação dos livros didáticos do Estado de São Paulo

 

Trechos da carta da Secretaria de Educação de Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) solicitando os direitos autorais de meus textos para cadernos didáticos de professores e alunos da rede pública: Pedido nº 245/2012, 06 de novembro/ 2012, assinada por Beatriz Scavazza, Coordenadora Executiva/Gestão de Tecnologia Aplicada à Educação." Professora Doutora Luisa Galvão Lessa (…), a Secretaria do Estado de São Paulo (SEE-SP), em continuidade aos esforços visando a melhoria da educação paulista (...) solicita os direitos autorais de seus textos que estão sendo indicados por profissionais da área de educação para fazer parte dos Cadernos que serão confeccionados para alunos e professores para aperfeiçoar as orientações referentes aos materiais de apoio denominadas Caderno do Aluno e Caderno do Professor.(...) Solicitamos a licença de uso do material por um período de 5 anos. As edições serão impressas de 2013 a 2017, sem qualquer finalidade comercial, material que será distribuído gratuitamente às escolas da rede pública do Estado de São Paulo".
Cedi, gratuitamente, com muita honra! Obrigada Senhor DEUS por permitir que contribua, sempre, com a educação do meu país!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

EDUCAR É PREPARAR PARA A VIDA

 

Fala-se muito em educação para o sucesso, todavia é mais importante ser feliz do que bem-sucedido. Embora a realização seja fundamental, quando chega sem felicidade é a pior forma de fracasso. Muitos pais querem definir para os filhos o que significa sucesso: ser empresário, ser arquiteto, tornar-se médico, advogado, economista, juiz, engenheiro etc. Mas isso não é tarefa simples, desejar isso aos filhos e conduzi-los a esses caminhos há uma distância abismal.

É preciso, aos pais, saber preparar os filhos para a vida. E prover não é preparar para a vida. É preciso orientar, saber dizer “SIM” e dizer “NÃO” quando necessário. Essas ações exigem coragem, mas, particularmente, AMOR. Quem ama cuida para a vida e não para si.

Ainda, há pais que dizem: “meu filho não cresceu, não amadureceu, não chegou ainda no seu tempo de voar”. Ora, se os pais pensam assim, como pensam esses filhos? Porque vão se esforçar se os próprios pais dizem que não chegou o tempo de alçar voo? Certamente esses filhos NUNCA vão estar preparados para a vida, para os voos solos, os pais não deixam, resolvem e decidem tudo na vida deles. Essas criaturas são proibidas de pensar. Não verdade, esses filhos são castrados pela vontade imperiosa de pais sugadores.

Verdade incontestável é que a superproteção impede que os filhos desenvolvam os meios necessários para se manter sobre as próprias pernas. E uma lição fantástica para esse tipo de pais é ver, 10, 100 vezes o filme "Cinema Paradiso", que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Foi grande sucesso de bilheteria em muitos países e também no Brasil. Muitas pessoas choram durante o filme, as cenas são lindas, maravilhosas. E uma delas, a melhor de todas, é aquela na qual o velho, que é o pai espiritual e sentimental do rapaz, que lhe ensinou quase tudo o que sabia da vida até então, diz a ele que se prepare para partir do vilarejo rumo à cidade grande: "Vá e não olhe para trás. Não volte nem mesmo se eu te chamar". O pai manda embora o filho adorado e "ordena" a ele que vá procurar seu caminho.

Essa passagem é extremamente comovente – sai de casa aos 6 anos, para um colégio alemão – trás à lembrança a sabedoria de meu pai: “vai, filha, é preciso”! Eu descia do avião, agarrava-me às penas dele, em prantos, e pedia para ficar. Ele, emocionado, olhava firme e insistia: “vai, filha, segue a tua vida, é preciso ler e descobrir o mundo”. Tão criança, à época, não entendia a grandiosa mensagem, a esplêndida lição de AMOR. Esse homem, meu pai, nutria um amor imensurável por mim ao ponto de querer separar-se para ver-me crescer e aprender a caminhar com as próprias pernas. Morreu com a felicidade e o orgulho de saber que a melhor lição de vida ensinou: ser livre, independente, cortar o fio umbilical, igualmente o rapaz de “Cinema Paradiso”: vá, o futuro te espera, tu deves construí-lo e não eu. Isso, sim, é lição de AMOR!

Hoje a gente pensa que o tempo, a modernidade, mudou o pensamento dos pais. Será mesmo que mudou? Não é essa a impressão. Há avanços, rapazes e moças são mais livres para escolher profissões, namorados, para sair, casar, descasar. Mas não são livres para se comportarem fora dos estreitos padrões dos pais. Como desculpa, os pais dizem: o filho não amadureceu, não cresceu o suficiente, precisa ainda de apoio, ajuda. Na verdade esses pais desejam filhos reféns ad eternun.

De tudo a forma mais sórdida de dominação é aquela que se mascara, traveste-se de grande amor. O filho é tão paparicado que não desenvolve os meios necessários para seu próprio sustento. É um velho dependente de outros velhos. Esses filhos foram carregados no colo o tempo todo e suas pernas ficaram atrofiadas. Não podem andar por seus próprios meios e se tornam dependentes da família para a vida toda.

Pais fracos e inseguros fazem isso porque, na realidade, querem os filhos perto de si, exatamente como se fazia no passado. Querem os filhos por perto para suprir traumas do passado, da infância. Em nome do amor - o que é mentira - geram um parasita, uma criatura dependente. A coisa é mais grave do que era no passado: antes o indivíduo era proibido de partir. Hoje, é permitido que parta, mas ele não tem pernas para isso. Esse é o maior mal que os pais podem causar aos filhos. Eles alcançam a maioridade, 20, 30, 40, 50, 60 anos e ficam às expensas dos pais. E estes, covardemente, dizem: meu filho, minha filha não cresceu, coitadinha, precisa de apoio, proteção.

Que tal mudar de atitude e passar a estimular a autonomia dos filhos ao invés de ficar comprando casa, carro, bancando viagens e todos os caprichos e vaidades? Amar é ensinar a caminhar, dar liberdade, ensinar a conquistar espaço no mundo. Pais assim confundem afeto com superproteção. O AFETO favorece o crescimento.

DICAS DE GRAMÁTICA

O JOGO ACONTECERÁ NO ARENA DA FLORESTA ou O JOGO ACONTECERÁ NA ARENA DA FLORESTA, PROFESSORA?

- Arena da Floresta é o nome de um estádio de futebol. Estádio, sendo palavra masculina, diz-se, então: O jogo acontecerá no Arena da Floresta, ou seja no Estádio Arena da Floresta.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

SOLIDÃO

 

 

A solidão não assusta,
É também companheira,
Que permite reflexão,
Uma coisa altaneira,

Uma realidade que custa.
Solidão faz companhia,
Ajuda a meditar,
Usa pesos e medidas,
Ensina a não julgar,

É singela, madura, energia.
Solidão ensina a amar,
Ajuda a compreender a vida,
Ensina a alma a se curar,
É vizinha do eu na corrida,

Deseja se completar.

Solidão reflete as estrelas

Avista o amanhecer,

Mira os planetas, o alvorecer,

Olha os mares ao anoitecer,

Encontra paz ao adormecer.

 

O que tem o nome de alma

Passa por estados, assim como a solidão,

Vive entre o hoje e o ontem,

Sonha com companhia

Tem destino no coração.

sábado, 17 de novembro de 2012

PAIS TÓXICOS:FILHOS INSUPORTÁVEIS

 

A vida submete os seres humanos a muitas experiências. E, no decorrer do tempo, as pessoas passam por situações difíceis, delicadas. Mas de todas elas, boas ou más, é possível retirar grandes lições. Tenho procurado leituras sobre as relações tóxicas de pais e filhos. Há pouca literatura sobre o assunto. Parece-me, até, que ninguém vive o drama de ver pais reféns de filhos ou filhos reféns de pais. Foi nessa peregrinação, para encontrar algumas respostas, que descobri alguns artigos a apontar uma luz no final do túnel, com conceitos da Psicologia Analítica (JUNG, 2000, § 4, p.16).

Diz o estudo ser possível alguém se divorciar de um cônjuge, por um ponto final no namoro, mas muito difícil conciliar uma relação quando o casal, já de idade, possui filhos tóxicos de outro casamento. Isso ainda fica mais complicado quando uma das partes teve infância difícil, conflituosa com o pai ou com a mãe. A psiquiatria explica que esse ser pai ou mãe, embora tenha alcançado sucesso na vida, não consegue ter boa autoestima. A neura que fica da relação conflituosa que teve na infância com os pais não é fácil superar. Devido é esse trauma oferece ao filho a proteção que nunca recebeu. Essa atitude é uma espécie de compensação a si mesmo. Trata o filho como um “rei no trono”. Cria, assim, uma área de instabilidade com o filho, pelo excesso de proteção, por que deseja que o filho tenha a vida que ele não teve. Assim, há uma castração de liberdade, de ambos, e a relação torna-se doentia. Ambos precisam de tratamento psiquiátrico.

Um comentário sobre o tema do Édipo foge aos propósitos do artigo, mas não se pode deixar de destacar a importância da superação da ligação com o pai para o desenvolvimento psíquico da filha mulher. Hillman (1995, p. 88) diz, “sempre que idealizamos o pai permanecemos filhos, a filha, para tornar-se mulher, precisa desidealizar o pai”. A filha mulher precisa romper a fidelidade incestuosa com o pai para poder se desenvolver como mulher, em sua plenitude, como diz Lima Filho (2002).

Segundo a psiquiatria, os relacionamentos raramente são totalmente bons ou ruins. Muitas vezes os pais são carinhosos; n’outras, carrascos a cobrar aquilo que idealizam para si. Mas nem dessa forma dão solução à vida dos filhos, pois ao tempo que cobram ofertam demais. Esse tipo de pai ou de mãe nutre pelo filho um sentimento de piedade, quando na verdade a piedade é de si mesmo, de sua infância triste, do desamor, abandono que sofreu. E com o excesso de piedade, permanece, rotineiramente, sufocando o filho ao tempo em que dá e cobra, espera e não recebe. Se não educou bem o filho como esperar bom resultado?!

Por isso tudo, numa relação afetiva entre casais, com filhos adultos de outro casamento, romper um laço tóxico é tarefa difícil e rara. Por isso a pessoa que chega esbarra num muro surdo. Toca, toca e não obtém respostas. Há uma muralha a separar afetos, pois trata-se de seres egocêntricos, egoístas, doentios, que olham para si e para si. E como a pessoa que chega não possui laços consanguíneos, ver, claramente, a dubiedade da relação familiar construída pelos traumas, lembranças, mágoas, individualismo, parede de proteção, egocentrismo. Essa pessoa que chega não é competidora de filhos, busca uma relação pura de amor que eles não conhecem. Como não possui os traumas de seu par, sofre a angústia de vê-lo no desgaste eterno doando-se como salvador de uma causa quase perdida.

Judith Lewis Herman, especialista em trauma e professora de psiquiatria da Escola de Medicina de Harvard, afirma que a melhor forma de libertar os filhos é curar os pais doentes. A receita é ensinar aos filhos a forma de se autoprotegerem de pais tóxicos, que se julgam donos dos filhos, querem tomar conta de suas vidas até mesmo quando os filhos passam de 40, 50 anos.

A esperança dos terapeutas é que os pacientes consigam ver o dano psicológico de uma relação prejudicial entre pai e filho. Somente com ajuda médica esses pais e filhos conseguirão mudar esse modelo doentio de relação, que não permite ao pai ou ao filho ser feliz. Ainda mais se chega outra mulher, que passa a ser odiada pela filha do antigo casamento como se fosse usurpadora da felicidade que ali ninguém tem. Todos simulam uma vida exterior pacata, mas o interior está em reviravolta, numa inconstante instabilidade. Nem pai nem filha são felizes, são dois mentirosos que enganem a si e aos outros. Pior de tudo, culpam os outros pelo insucesso que têm.

Em qualquer caso, a atenção e o respeito devem ser dados ao caso. Não deve o filho ou filha provocar uma inversão na ordem da relação do casal. O apoio de um pai, de uma mãe a um filho tóxico, no novo relacionamento, é o pior desserviço que pode prestar. A vida exige ações grandiosas e não atos insanos de egoísmo, baixa-estima, péssimo ensinamento aos filhos.

Os pais precisam colocar limites para os filhos crescerem, não apenas de tamanho, mas em atitudes, respeito aos outros, em especial aquela pessoa que chega na vida do pai ou da mãe, numa nova parceria de afeto, amor, doação. Esse filho é um ser com uma quantidade enorme de energia, que precisa, desde cedo, ser bem canalizada. Essa pessoa precisa aprender a gerenciar essa energia adequadamente e, para tanto, precisa de um enquadramento e um direcionamento que, principalmente, ao pai cabe dar.

Também é importante que pais e mães possam ser amigos de seus filhos, mas, antes de qualquer outra coisa, por amor a eles os pais têm o dever de educá-los, de colocar limites, estabelecer proibições. Os filhos necessitam de pais e mães mais próximos, mas precisam, igualmente, de pais que saibam dizer não, saibam estabelecer limites entre suas vidas e a vida dos filhos.

Para educar um filho não há fórmula ou manual que se possa seguir, pois cada filho e cada pai e mãe são únicos em sua natureza. Todos precisam ser respeitados. As pessoas escolhem com quem vão casar, de quem serão amigos, mas não escolhem os filhos, assim como os filhos não escolhem os pais. De toda forma, é preciso saber conviver com eles. De tudo uma coisa é certa: Educar é também frustrar; é dizer não e contrariar a vontade do filho, quando necessário. Não há como escapar disso, sob pena de o próprio filho sofrer as consequências em sua saúde física e mental. Quem ama cuida bem.

Educar também envolve dizer e ouvir o “não”. Significa ensinar que para cada ato existe uma consequência e para cada regra quebrada, uma punição. Significa mostrar que o mundo não gira ao seu próprio redor. Por mais duro que pareça, aquela negativa ou aquela bronca, que parece ser tão difícil de pronunciar, também é um ato de proteção, um ato de amor. Se amar significa querer fazer o melhor por alguém, que tal criar os filhos para serem pessoas melhores e honradas? Educar para a vida é a maior prova de amor que existe.

Então, é preciso entender que o excesso é prejudicial em todos os sentidos, inclusive o amor sem limites. Educar envolve muito mais do que o instinto de proteção, mas também a dura missão de impor fronteiras entre o novo par que se forma e o dever de respeito dos filhos. Educar é dar o direito ao filho de seguir seu destino, ser dono de sua vida. Educar é deixar claro ao filho que o pai ou a mãe pode constituir nova família. Todo ser humano necessita de um para caminhar pela vida. Pai e mãe não são propriedade de filho, ainda mais filho tóxico.

O pai, sendo portador do Logos, permite ao filho (a) viver a falta instalada na psique, mas também proporciona o desejo de seguir em frente, de forma a atingir o que está faltando para o caminho da independência, da felicidade como ser humano livre. Não há crescimento em um ambiente superprotetor, como destaca Stein (2001, p.34). Seres livres e responsáveis tornam o mundo melhor.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A LINGUAGEM CRIA PONTES E LAÇOS COM O MUNDO

 

 

A questão da comunicação entre as pessoas é hoje um ponto vital que ganha destaque por sua relevância na qualidade de vida. Não raras vezes, assistimos assustados episódios nos telejornais expondo situações corriqueiras, próprias do cotidiano, que terminam em ações violentas, chegando, por vezes, a situações absurdas. De igual modo assistimos conflitos que envolvem até os órgãos responsáveis pela segurança da sociedade.

Esse contexto brutal, violento, inseguro, vai delineando um formato social preocupante, onde o imediatismo, a intolerância com as dificuldades, seja em que grau for, vão assumindo a tonalidade predominante nas relações pessoais. As pessoas se tornam impacientes, imediatistas, egocêntricas, individualistas, esquecem o semelhante que compartilha e constrói, junto consigo, o mundo.

Esse conjunto de situações remete-nos às perguntas essenciais: o que foi que houve com a dádiva da fala? Em que momento deixou-se de utilizar os recursos, que nos são próprios, para nos comportarmos de modo irracional? Quando foi que a conversa, velha e boa conversa, saiu da pauta de nosso dia a dia deixando um espaço vazio, sem regras, dentro da dinâmica social?

Apontar o dedo para a sociedade, tratando-a como “sórdida, falida, hipócrita”, classificando-a severamente como a vilã da história, de nada nos ajudará, uma vez que sociedade é a reunião de pessoas, e, portanto, inclui-nos, definitivamente, tornando-nos elementos integrantes e participativos dentro dela, seja de modo proativo ou não. A sociedade, portanto, não é uma “entidade”, um “ser”, mas é a reunião das pessoas, e estas sim, é que determinam as características que a sociedade terá.
Se desejarmos uma sociedade diferente, teremos que mudar as pessoas e, nelas, a maneira de pensar e sentir, para que se possa alterar a conduta, já que são essas maneiras de ser que determinam o comportamento do ser humano.

Sem dúvida a linguagem é a principal forma de comunicação e transmissão do conhecimento, idéias, crenças e até emoções. Sua expressão no processo do relacionamento social é determinante.
O convívio coletivo garante a saúde do grupo e enriquece, sobremaneira, o indivíduo que se dispõe a dedicar-se na arte da conversa. Seja ela técnica, acadêmica, social, não importa, é a conversa que cria o elo que ativa a “liga” da sociedade.

Quando falamos em comunicação interpessoal, podemos pensar em pontes. Criar pontes entre os corações parece uma maneira simples de compreender a questão. Quanto mais pontes são criadas, mais opções teremos por onde transitar. Lembrando sempre que cada qual passeia pelas pontes sem aprisionar ninguém em seu “território” e nem abandonar o seu em detrimento do outro. Este ir e vir entre o coração das pessoas é, em verdade, a base do movimento social autêntico. Quando as pessoas convivem dentro deste trânsito parece haver naturalmente harmonia e entendimento. A conversa é o meio do qual dispomos para nos fazer entender. Por isso, dominar a linguagem, fazer bom uso da comunicação oral ou escrita assegura o sucesso nas relações interpessoais.

O primeiro passo para interferirmos na sociedade e instaurar, em definitivo, a harmonia nas relações, é investir na comunicação, praticar a arte do diálogo e recuperar a dignidade de nossa espécie, que é a única, entre os animais, apta a compreender e ser compreendido.
Ainda é preciso considerar o poder que as palavras exercem sobre nós. Quando ouvimos um elogio, há um bem estar que nos invade e acaba por influenciar nossas ações. Da mesma maneira, quando ouvimos uma ofensa, reagimos de acordo com ela, e passamos a nos comportar também de acordo. Esse simples exemplo evidencia a importância que as palavras têm no convívio social.
Talvez, a informalidade como se apresenta hoje, onde todos falam tudo para todos, tenha alguma responsabilidade na questão da disseminação da violência na sociedade, em todas as instâncias. É pertinente uma reflexão sobre isso. A linguagem paralisa a vida, assim como nos faz avançar nela com êxito.

Não se pode negar que a palavra exerce poder sobre as pessoas. Dizia a Clarice Lispector que “as pessoas podem encalhar nas palavras”. Também é bom lembrar que além da palavra em si, a forma como ela é pronunciada, a tonalidade que se usa para proferi-la traz reações também próprias, que se manifestam no comportamento. Portanto, a gentileza, docilidade, aspereza, impaciência, enfim, a forma como se fala algo a alguém, traz sempre resultados compatíveis à sua natureza.
Ao se construir pontes entre os corações das pessoas se faz a tarefa mais importante da vida. O mundo deve andar pelo amor, pela união, coração, determinação, força conjunta. O contrário é o caos, o desastre. Por isso, quando falamos com alguém, devemos fazê-lo olhando-o nos olhos, de tal modo que ele possa ver as reações de nosso olhar, sentir a sinceridade, a lealdade de nossas ações e gestos. Diz um dito: o que a boca fala os olhos tem que endossar. Isso é imprescindível.

A comunicação interpessoal embora se apóie na linguagem, conta com todos esses elementos constitutivos, que complementam as informações e facilitam que ocorra o entendimento.
Há todo um universo de comunicação entre as pessoas para ser explorado. E quanto mais nos dedicarmos a ele, melhor será a relação entre as pessoas que, na atual conjuntura, parece estar frágil e debilitada, esperando a interferência de todos nós. Acredita-se que a paz é alicerçada no entendimento entre as pessoas e, para tanto, há que se aperfeiçoar a arte de dialogar.

DICAS DE GRAMÁTICA

Todos somos "cidadões"?

- Não! Todos somos cidadãos.

A temperatura chegou a 0 "graus"?

- Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.

"Inflingiu" o regulamento?

Não! Cuidado com as palavras. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.

sábado, 15 de setembro de 2012

TEMPO E COSTUMES MUDAM AS PALAVRAS DA LÍNGUA

 

 

Dar nome às coisas é prática tão antiga quanto à existência da vida humana sobre a Terra. E sob a visão religiosa, na bíblia, têm-se o primeiro relato a respeito do processo de atribuir nome às coisas: “Deus viu que a luz era boa, e separou a luz das trevas. Deus chamou à luz dia, e às trevas noite.” (Gênesis, 1:4-5). Nomear é, então, em qualquer esfera da vida, sagrada ou profana, conferir sentido às coisas. Nas relações cotidianas, vale o exemplo do ato de nomear filhos. E, aqui, a história demonstra a importância dos nomes, tanto para as pessoas quanto para as coisas.

Os nomes são, portanto, espelhos da história humana, das épocas, da evolução sociopolítico da humanidade. São espelhos de um tempo e, mutáveis que são, retratam a dinamicidade dos seres humanos sobre a terra. Assim, há nomes que servem para uma determinada época e não mais para outra. Antigamente dizia-se: cutex e não esmalte; petisqueira e não armário; encarnado e não vermelho; brilhantina e não gel; penteadeira e não cômoda ou rak; eletrola e não aparelho de som; velho e não idoso; sirigaita hoje é patricinha; o patife virou corrupto; botar o cabelo no Toni passou para permanente e hoje baby liss; radiola passou a toca-disco, hoje Mp3; bom agora é massa; moco virou surdo; mangar agora é rir do outro; fuxico virou fofoca; binga agora é coisa sem valor; estrato é perfume; merenda agora é lanche; capote agora é sobretudo; rouge agora é blanche; banzé virou confusão; broto virou pão e agora é gato; garota passou para mina; na crista da onda virou sucesso; deu tilt agora é defeito; marmota é gosto duvidoso; coqueluche agora é grito da moda; fervilhar de gente é lotado de gente; manequim é top model; datilografar é digitar. São muitas mudanças. E, se tem alguém culpado pelo sumiço de certas expressões, esse alguém é o próprio tempo, a moda, a tecnologia.

Por outro lado, vê-se que quando uma coisa está desgastada, ou foi criada por administração anterior, nada melhor que lhe mudar o nome. Foi o Brizola quem criou aquelas escolas de tempo integral, chamadas de CIEPs. Depois veio o Collor e deu-lhes o nome de CAICs. Assim, pelo Brasil afora, foram surgindo CAIAQUEs, CIATEs e sei lá mais o quê. Do mesmo modo, no Acre, cidadania virou florestania, isso porque os cidadãos estão na floresta. A língua é assim, cria, inventa, transforma, reforma.

Mas as mudanças não se esgotam nos poucos exemplos. Na educação, tinha-se o Colegial que virou Segundo Grau e agora é Ensino Médio. Aluno virou educando. Educação virou processo de ensino-aprendizagem. Professor passou a facilitador; nas empresas, o funcionário virou colaborador; nas ciências humanas muitas teorias fazem sucesso só mudando os nomes das noções.

Ainda, há nomes que mudam porque não são “corretos”. Então, vem a chamada denominação ‘politicamente correta’, como por exemplo: o negro agora é cidadão afro-americano; o preto é um afro-descendente; bombardeio virou operação de suporte aéreo; homem que transporta bomba, o famoso homem-bomba, agora é homem-suicida; o ladrão, o bandido a serviço de outrem é o homem-laranja; os americanos dos Estados Unidos da América são, agora, estadunidenses, embora não exista um país cujos moradores o chamam pelo nome de Estados Unidos. A guerra contra o islamismo agora é guerra contra o terrorismo. Terrorismo não é o nome de um inimigo, mas de uma de suas formas de ação. A adoção da palavra tem dois motivos: primeiro, por covardia não querem dizer "islamismo", nem "marxismo", para não parecer "nostálgicos da Guerra Fria", nem muito menos "islamomarxismo" ou "marxo-islamismo".

Os exemplos não terminam nunca. Aqui, entre nós, não faltam nomes politicamente corretos. Um exemplo literário: anos atrás a mulher que fazia poemas era chamada de poetisa. Era normal chamar a Cecília Meireles de poetisa. Depois apareceu alguém para achar que a palavra poetisa carrega um não sei quê de machismo. Agora o politicamente correto é chamar a Cecília Meireles de poeta, para que fique bem caracterizado que a poesia independe do sexo do autor. No entanto, ninguém chama a Rachel de Queiroz de escritor, a Gal Costa de cantor, ou a Fernanda Montenegro de ator. Nesse caso, elas são: escritora, cantora, atriz.

Percebe-se que a denominação passa por um processo de criação à luz dos tempos, da cultura, dos costumes. E essa criação acontece com as coisas animadas e inanimadas, objetos e pessoas. Há palavras para dizer tudo quanto se pensa, sente-se, ver. Ao tempo em que surgem novas palavras outras tantas desaparecem. Em abstrato, o léxico de uma língua engloba todas as palavras, as novas e as velhas. O poder de incluir ou excluir palavras do sistema linguístico é de autonomia dos falantes, que filtram e acolhem aquilo que desejam expressar, traduzir da língua como marca de identidade sociocultural.

DICAS DE GRAMÁTICA

FORMAS DE DUPLO USO

O certo é estar em pé ou estar de pé? Tanto faz. O certo é acostumado com o barulho ou acostumado ao barulho? Tanto faz. O certo é não me compare a você ou não me compare com você? Tanto faz. O certo, afinal, é renunciar o cargo ou renunciar ao cargo? Sim, é isso mesmo, nesses casos, tanto faz.

MEGARREGRA

É muito comum acrescentar o elemento mega (grande) a outras palavras. A grande regra, neste caso, é que nunca se usa o hífen. Alguns exemplos: megafone, megacomputador, megaempresa, megaindustrial, megausina, megassismo, megapolar, megarregião e outros megas, tudo sem hífen.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A FELICIDADE É COMO AS BORBOLETAS

 

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de decepão é grande.
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

Mario Quintana

O MAIOR AMOR DO MUNDO

 

 

O maior amor do mundo,mais intenso e mais profundo

Mora aqui no peito meu.

O amor mais verdadeiro,por completo e por inteiro

Só quem sente ele sou eu.

Passe o tempo que passar,vou zelar,vou preservar

Esse amor que vive em mim.

Amor sincero e real,100% visceral

Sem limites e sem fim.

Amor esse que só cresce,aumenta e se fortaleçe

O maior amor sentido.

Amor além da razão,mesmo tendo a noção

Que não é correspondido.

O amor mais envolvente,frenético e elouquente

Outro igual não nasceu.

Mesmo que digam o contrário,não existe no planetário

Um amor igual ao meu.

Nem Romeu e Julieta,nesse ou outro planeta

Nos romances de novela.

Vai existir um amor,com igual ou mais ardor

como o que eu sinto por ela.

É um amor surreal,celeste e sideral

Um amor sem preconceitos.

Duvido e pago pra ver,que exista outro ser

Que ame assim desse jeito.

Um amor sem falsidade,de grande intensidade

É amor e não tem fim

Mesmo não correspondido,permaneçe sempre vivo,

Fluindo dentro de mim.

Há quem ache um espanto,um homem amar tanto

Uma mulher desse jeito.

Mas fui privilegiado e carrego enraizado

Um amor assim no meu peito.

Não é sonho ou utopia,devaneio ou fantasia,

Não é uma coisa incerta.

Existe e é real,não é ficcional,

Não é coisa de poeta.

O maior amor do mundo,mais intenso e mais profundo

Mora aqui no peito meu!!!

Luiz Carlos Gurutuba
05/05/2009

POR QUE SERÁ QUE DRUMMOND DISSE QUE SOMOS APAIXONÁVEIS?

 

Não importa onde você parou...
em que momento da vida você cansou...
o que importa é que sempre é possível e
necessário "Recomeçar".
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...
é renovar as esperanças na vida e o mais importante...
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado...
Chorou muito?
foi limpeza da alma...
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia...
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos...
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora...
Pois é...agora é hora de reiniciar...de pensar na luz...
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado...diferente?
Um novo curso...ou aquele velho desejo de aprender a
pintar...desenhar...dominar o computador...
ou qualquer outra coisa...
Olha quanto desafio...
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira...tem tanta gente que você afastou com o
seu "período de isolamento"...
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para "chegar" perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza...
nem nós mesmos nos suportamos...
ficamos horríveis...
o mal humor vai comendo nosso fígado...
até a boca fica amarga.
Recomeçar...
hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar?
ir alto...sonhe alto... queira o
melhor do melhor... queira coisas boas para a vida...
pensando assim trazemos prá nós aquilo que desejamos...
se pensamos pequeno...
coisas pequenas teremos...
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor...
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental...
joga fora tudo que te prende ao passado... ao mundinho
de coisas tristes...
fotos...peças de roupa, papel de bala...ingressos de
cinema, bilhetes de viagens...
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados...
jogue tudo fora... mas principalmente...
esvazie seu coração... fique pronto para a vida...
para um novo amor...
Lembre-se somos apaixonáveis...
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes...
afinal de contas...
Nós somos o "Amor"...
" Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura."
LUZ!
(Carlos Drummond de Andrade)

domingo, 12 de agosto de 2012

O BOM ESTUDO É A FUNDAMENTAÇÃO SÓLIDA DAS PROFISSÕES

 

O bom estudo é a fundamentação sólida das profissões. Estudo é o tempo que uma pessoa gasta na obtenção do conhecimento. Estudar é ter conhecimento geral do mundo e da vida. Hoje, mais do que antes, o sonho de todo jovem, que deseja um futuro brilhante, é estudar em boas universidades. Para tanto, muitas vezes, é necessário sair pelo mundo à procura de boas universidades. É isso que aponta o instituto inglês QS World University Rankings, que realizou uma pesquisa para apontar quais as melhores cidades do mundo para se estudar. O resultado, divulgado no dia 14/02/2012, revelou que Paris é a primeira da lista, seguida por Londres, Boston, Melbourne e Viena.

A metodologia do estudo consistiu em selecionar as cidades com mais de 250 mil habitantes e com, pelo menos, duas instituição reconhecidas pelo site. Enquadravam-se nesses pré-requisitos, 98 cidades. Dessas, 50 entraram no ranking. A pontuação baseou-se em 12 critérios, divididos em cinco categorias: performance das universidades no QS World University Rankings; diversidade de estudantes (considerando a perspectiva internacional); qualidade de vida; popularidade entre os empregadores; acessibilidade (custo de vida e ensino)..]

O instituto inglês QS elaborou um ranking inédito com as 50 melhores cidades para fazer faculdade em 2012. Confira as cinquenta cidades classificadas:

1. Paris –França

2. Londres –Reino Unido

3. Boston – Estados Unidos

4. Melbourne – Austrália

5. Viena – Áustria

6. Sydney – Austrália

7. Zurique - Suíça

8. Berlim – Alemanha

9. Dublin – Irlanda

10. Montreal – Canadá

Segundo a pesquisa, a Europa superou os EUA em um novo ranking das melhores cidades do mundo para se estudar, este novo ranking foi publicado pela primeira vez pelo mesmo grupo de pesquisa que publica anualmente o QS World University Rankings.

Paris está no topo da lista a frente de Londres, Boston e Melbourne, com outras 6 cidades europeias completando as dez melhores. Singapura (12th) é a melhor cidade asiática na lista a frente de Hong Kong (19=) e Tóquio (19=), enquanto a Austrália é o único país com duas cidades no top 10.

Baseado em 12 critérios, QS Best Student Cities 22012 leva em consideração a qualidade e o número de universidades ranqueadas internacionalmente, outros fatores também considerados são a qualidade de vida, o custo dos estudos e a reputação local das universidades junto aos empregadores.

A Europa triunfa em qualidade de vida e custo de estudos, com o preço das anuidades abaixo de US$1,000 nas cidades que estão no top 10 tais como Paris, Viena, Zurique e Berlim comparados com $30,000 nos EUA.Vinte cidades europeias fazem o top 50 contra com 9 cidades da Ásia e 9 cidades da América do Norte. Há quatro cidades classificadas na América Latina: Buenos Aires (24), Cidade do México (31) Santiago de Chile (41) e São Paulo (45).

A pesquisa mostra que a Europa é um dos melhores lugares para se estudar, com uma ótima qualidade de vida e um bom custo de estudo, com o preço das anuidades abaixo de US$1,000 nas cidades que estão no top 10 tais como Paris, Viena, Zurique e Berlim, comparados com $30,000 nos EUA.

Fazem parte do top 50, vinte cidades europeias, 9 cidades da Ásia e 9 cidades da América do Norte. Há quatro cidades classificadas na América Latina: Buenos Aires (24), Cidade do México (31) Santiago de Chile (41) e o Brasil aparece com São Paulo na 45º posição.

Ir para uma universidade é mais que apenas selecionar a mais prestigiosa instituição. Quando uma diversa escala de fatores é tomada em consideração, cidades da Europa continental, Austrália e Ásia oferecem distintas vantagens aos estudantes.

sábado, 28 de julho de 2012

SER EDUCADOR

 

Ser transmissor de verdades,

Cultivador de amor,

Plantador de amizades,

Guardião do respeito,

Ser exemplo de dignidade.

 

Ter sabedoria para acertos,

Humildades para erros,

Ser construtor de seres,

Orientador de vidas,

Edificador na arte de ensinar.

 

Ser semeador de razão, emoção, amor,

Ter sentimentos profundos,

Ter orgulho de ser Educado e de EDUCAR,

Armazenar o conhecer,

Dele não se afastar.

 

Ser lutador nos desafios,

Nunca desanimar,

Sempre plantar bons frutos,

Possuir incalculável sabedoria,

Igual ao rubi que ilumina a vida.

 

Saber vencer desafios,

Habilidades para ganhar batalhas,

Ensinar o que sabe,

Jamais enganar, mentir,

Sempre ensinar a construir!

Eu aprendi…

 

Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;
Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;
Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;
Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;
Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;
Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;
Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;
Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;
Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
(Boa noite , Amor )

William Shakespeare

sexta-feira, 27 de julho de 2012

AVALIAÇÃO DO PISA NO BRASIL

 

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) é hoje o principal exame para medir a qualidade da educação no mundo. As provas são aplicadas a cada três anos, desde 2000. Os resultados de 2009, sua última edição, mostraram o Brasil em uma situação delicada: no 53º lugar entre 65 países.

Com 401 pontos (em uma escala que vai até 800), o Brasil ficou -- na última avaliação --bem abaixo da média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (496) e atrás de Trinidad e Tobago, Bulgária, México e Turquia. Contudo, mesmo negativado, o resultado representou uma evolução significativa. Pois em relação ao ano de 2006, o Brasil subiu 33 pontos, uma melhora que só foi menor do que as do Chile e Luxemburgo. Em 2000, o país amargou a lanterna na classificação, que na época incluía 45 nações.

O Pisa é um programa internacional que avalia sistemas educacionais de 65 países, incluindo o Brasil. Nessa avaliação, examina o desempenho de estudantes na faixa-etária dos 15 anos, idade média do término da escolaridade básica obrigatória na maioria das nações. O indicador é desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As questões importantes que deseja saber: a) Se os estudantes estão preparados para os desafios do futuro; b) Se os alunos conseguem refletir, argumentar e se comunicar com eficiência; c) Se os estudantes têm capacidade de continuar aprendendo por toda a vida. Essas são algumas das questões que o Pisa (Programme for International Student Assessment), programa de avaliação internacional de estudantes, em tradução livre para o Português, pretende responder.

O Pisa, hoje, avalia três áreas do conhecimento: Leitura, Matemática e Ciências. Os resultados são classificados em seis níveis, sendo 1 o pior e 6 o melhor. Em Leitura, apenas 0,1% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível 6, enquanto em Ciências nenhum estudante alcançou esse nível. Em Matemática, o resultado brasileiro, 386 pontos, ficou abaixo até da meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC), de 395.

Entre os estados brasileiros, o melhor resultado foi do Distrito Federal, com média geral de 439 pontos, seguido por Santa Catarina (428), Rio Grande do Sul (424), Minas Gerais (422) e Paraná (417).

A última edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), foi realizada em maio de 2012, sob novos moldes. Isso porque houve inovação com a aplicação de uma prova eletrônica, diferente daquela em papel, para uma subamostra de 256 escolas brasileiras (a amostragem total da avaliação é de 25 mil alunos, o que envolve 902 escolas).

Em países no exterior, a Finlândia atingiu a marca de 536 pontos em Leitura, 541 em Matemática e 554 em Ciências – média geral de 543 pontos. Entre os 10 países mais bem colocados no “ranking”, cinco são asiáticos (China, Coreia do Sul, Cingapura, Japão e Hong Kong), dois ficam na Oceania (Austrália e Nova Zelândia), um nas Américas (Canadá) e dois na Europa (Finlândia e Holanda).

Nas últimas décadas, o Brasil tem executado diversas avaliações visando o mapeamento da atual situação educacional no país, em todos os níveis de ensino. Na Educação Básica há a PROVINHA, a PROVA BRASIL e o ENEM aliados ao Censo Escolar. No Ensino Superior tem-se o ENADE aliado ao Censo e à visita in loco de Comissões de Avaliadores. Na pós-graduação tem-se uma série de critérios da CAPES para autorização e reconhecimento dos cursos de pós-graduação.

Essa avalanche de avaliações, determinadas pelo MEC, através do SAEB, intensificam as discussões no campo da avaliação, sejam estas conceituais ou práticas. Com todo esse esforço o país deve encontrar meios eficazes para combater: o índice de analfabetismo, a evasão escolar, o despreparo profissional daqueles que chegam ao mercado de trabalho, a formação dos professores. Essas questões exigem estudos e pesquisas que apresentem dados consistentes, análises adequadas, favorecendo a conscientização de gestores e educadores para que sejam tomadas decisões visando modificar o perfil da educação brasileira. O professor, como “educador do mundo”, deve ser pessoa disciplinada, bem preparada, ética, responsável, educada, um exemplo para aqueles que passam por suas mãos. Sem que o professor possua essas qualidades nenhuma política educacional prospera.Então, em primeiro lugar, vem a qualidade, qualificação, perfil, dos profissionais em Educação. O Brasil precisa adotar política rígida para aqueles que desejam se professores. São estes profissionais que preparam todos os outros no mundo inteiro. Saber selecionar e preparar bem os educadores é tarefa urgente ao Brasil.executado

DICAS DE GRAMÁTICA

JÁ É MEIO-DIA ou JÁ SÃO MEIO-DIA?

- O verbo ser, quando indicar horas concordará com o numeral a que se refere. Claro está, então, que ficará no singular, ao indicar "uma hora", "meio-dia", meia-noite" ou "zero hora" e no plural nas demais horas do dia. O correto, então é dizer: Já é meio-dia, vamos almoçar.

É hora de conhecer as alterações na Língua Portuguesa

 

Desde o dia primeiro de janeiro de 2009 entrou em vigor a unificação da língua portuguesas nos países que falam português. Ou seja, passou a vigorar o acordo Ortográfico no mundo lusófono. Muitas regras gramaticais que eram comuns para os brasileiros deixam de existir. Aqui, neste texto, trazemos algumas das modificações ocorridas e que o povo que fala português deve internalizar, aprender, para errar menos ao escrever. No dia 31 de dezembro de 2012 a ortografia antiga deixa de ser usada. Então, vamos assimilar as mudanças.

1 - Fim do trema

O acento é totalmente eliminado. Assim, a palavra freqüente passa a ser escrita frequente. Só nomes estrangeiros como Müller manterão o trema.

Eliminação de acentos em ditongos

Acaba-se o acento nos ditongos “ei” paroxítonas. Assim, idéia vira ideia.

O acento circunflexo quando dois “os” ficam juntos também some. Assim, vôo vira voo.

2 - Cai o acento diferencial

Aquele acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba. Assim, pára do verbo parar vai ficar apenas para. O acento diferencial permanecerá nos seguintes casos:

* pode (como presente do indicativo) e pôde (no pretérito)

* por (preposição) e pôr (verbo)

* A terceira pessoa do plural de ter e vir permanece com acento, assim como suas variações. Eles têm, eles intervêm.

3 - Mudanças nos hifens

Sai a maioria dos hifens em palavras compostas. Assim pára-quedas vira paraquedas. Quanto houver necessidade será dobrada a consoante. Assim contra-regra vira contrarregra. Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h como pré-história.

Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da palavra seguinte são a mesma, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas. As palavras que têm os prefixos ex, sem, além,aquém, recém, pós, pré e pró ficam com o hífem. Portanto, será escrito como antes: ex-presidente, sem-terra, recém-nascido e pós-graduação. Assim como as palavras com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Quem escrevia jacaré-açu vai continuar escrevendo jacaré-açu.

4 - Inclusão de letras

As letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter as grafias de palavras estrangeiras;

5 - Fim das letras mudas

Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como facto para falar fato. Essas letras somem com a reforma.

6 - Dupla acentuação

Há algumas diferenças de acentuação entre o Brasil e Portugal principalmente quando se fala do acento circunflexo e agudo. Assim, os brasileiros escrevem econômico e os portugueses, económico. Essa diferença foi mantida.

Numa sociedade como a brasileira, marcada desde suas origens por uma divisão social profunda entre uma minoria privilegiada e uma imensa maioria marginalizada, a língua sempre foi um símbolo importante para as elites dominantes. “Saber português” é uma condição tida como sine qua non para que alguém se incorpore ao círculo dos que podem.

DICAS DE GRAMÁTICA

VIVE "ÀS CUSTAS" DO PAI ou VIVE À CUSTA DO PAI?

- O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

NÃO VIU QUARQUER RISCO ou NÃO VIU NENHUM RISCO?

- Segunda a gramática a frase correta é “Não viu nenhum risco”. Depois de negativas só se emprega “nenhum” e nunca “qualquer”. Assim, diz-se: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

QUEBROU O ÓCULOS ou QUEBROU OS ÓSCULOS?

A Concordância, nesse caso, faz-se no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

Eterno Mário Quintana

 

Mario Quintana disse que podemos prometer atos, mas não podemos prometer sentimentos, e disse, ainda, que somos culpados pelo que fazemos, mas não somos culpados pelo que sentimos.

 

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém.

E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, e que faço falta quando não estou por perto.

Mário Quintana

 

terça-feira, 24 de julho de 2012

JOVENS DE HOJE NASCERAM COM O PATRIMÔNIO DA FELICIDADE?

 

Li, recentemente, um texto fantástico da jornalista e escritora Eliana Brum, sob o título: “meu filho, você não merece nada”. É um artigo que todos os pais devem ler. A autora trata de questões relativas à dependência dos jovens aos pais. Hoje se tem uma geração que nasceu na chamada “era moderna”, com todos os aparatos tecnológicos, domina as ferramentas das mídias, porém não sabe pensar e menos, ainda, lutar pela vida, conquistar um espaço ao sol. É uma juventude que acredita ser a FELICIDADE uma responsabilidade e um dever dos pais. São pessoas que desprezam lutar!

E, desse jeito, essa nova geração não tem ideia das dificuldades da vida. Ademais, os pais estão criando seus filhos sem limites, onde todos pensam que o dinheiro surge naquela maquininha do banco, onde é só passar o cartão, ou que a água nasce nas torneiras, estão todos sem noção do que é a vida. São pessoas preparadas do ponto de vista das habilidades, despreparadas porque não sabem lidar com frustrações. Preparadas porque são capazes de usar as ferramentas da tecnologia, despreparadas porque desprezam o esforço. Preparadas porque conhecem o mundo em viagens protegidas, despreparadas porque desconhecem a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofrem porque crescem acreditando que nasceram com o patrimônio da felicidade. A esses jovens não lhes foi ensinado a criar, conquistar, produzir, a partir da dor, da derrota. São jovens que desprezam o esforço, que não sabem andar com as próprias pernas. Estão sempre amparados e protegidos pelos pais.

Ainda, essa geração tão inteligente vai à escola como um favor aos pais. Sai dali e quer um bom emprego, mas não faz por merecer, espera, sempre, o esforço dos pais. É uma juventude que não sabe lutar, enfrentar desafios, superar dificuldades, conquistar a liberdade financeira, construir vida independente. Estão, sempre, a depender dos pais como se estes tivessem a obrigação de supri-los pelo resto da vida. É uma geração inteligente para as ferramentas tecnológicas; burra para seguir as trilhas da vida pelo próprio esforço. Estão, sempre, com a mão esticada para receber tudo pronto dos pais. É uma acomodação, uma preguiça, uma falta de criatividade que chega ao absurdo. Nunca os pais foram tão reféns dos filhos quanto agora. E isso é modernidade ou atraso?

Nesse cenário, há uma pergunta que não quer calar: são os pais responsáveis por esse atraso da nova geração? Ou serão os professores que não estão orientando os jovens de hoje como orientavam as gerações passadas? Mas tanto os pais como os professores lutam pelo mesmo sonho - o de tornar os filhos e alunos felizes, saudáveis e sábios - mas jamais estiveram tão perdidos na árdua tarefa de educar. Ambos sulcam e cultivam os territórios mais difíceis de serem trabalhados: os da inteligência e da emoção.

Por isso tudo o artigo suscita uma reflexão de todos, jovens e velhos. Não se escreve para a história presente fabricar heróis, mas para conduzir pessoas às trilhas da vida, com sabor de luta, de conquista, de dignidade. Educar é realizar a mais bela e complexa arte da inteligência. Educar é acreditar na vida, mesmo que se derramem muitas lágrimas. Educar é ter esperança no futuro, mesmo que os jovens venham a decepcionar. Educar é semear com sabedoria e colher com paciência. Educar é ser um garimpeiro que procura os tesouros do coração.

O sonho dos mais velhos era de que no século XXI os jovens fossem solidários, empreendedores e amassem a arte de pensar. Mas muitos vivem alienados, não pensam no futuro, não têm garra e projetos de vida. É um quadro que precisa mudar, com urgência. Uma grande tarefa da escola; imensa responsabilidade dos pais. É urgente mudar o modo de viver da atual geração que construirá o futuro do mundo.

DICAS DE GRAMÁTICA

MAIORIA FOI/ MAIORIA FORAM?

O verbo deve concordar com o sujeito, não há outra alternativa. 

Exemplo: A maioria foi embora.

Mas há polêmica quando se determina a maioria.

Exemplo: A maioria dos alunos foi embora.

Há gramáticos que admitem a concordância com o determinante do coletivo:

A maioria dos alunos foi (ou foram) embora.

A multidão de torcedores fanáticos aplaudiu (ou aplaudiram) a jogada.

BIO-MEDICINA ou BIOMEDICINA?

Bio- é um prefixo de formação erudita, como são aqueles usados nas ciências, por exemplo. Pelo Acordo Ortográfico nunca se deve usar hífen com esses prefixos. Então, o certo é biomedicina, sem hífen. Igualmente se usam outros prefixos, tais como: hiper, anti, orto, pan, poli, ante, contra, inter, pre, retro, super, macro, mini, tetra, etc.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aos amigos com carinho

 

 

 

Encontrar um amigo é descobrir
um tesouro e talvez seja até mais,
pois um amigo é sempre alguém que traz
mais consistência a nós: por existir.

Por tudo que representa um amigo, uma amiga, faço, aqui, minha oração:

Senhor, faça que eu partilhe a vida com meus amigos.
Que eu seja um amparo seguro para cada um deles.
Que a todos dê minha amizade, minha compreensão,
meu carinho, minha simpatia, minha alegria,
minha solidariedade, minha atenção, minha lealdade.
Que eu os aceite e os ame como são.
Que eu seja um refúgio poderoso e amiga fiel.
Faça com que permaneçamos unidos(as), pela nossa eternidade.
Que essa amizade floresça sempre como um belo jardim,
para que nós possamos nos lembrar com gratidão.
Que sejamos todos cúmplices de bons e  não bons momentos.
Que eu possa estar presente sempre que precisarem, mesmo que seja só para dizer:
"Oi , tudo bem com você?"
Senhor!... presente em meu coração!
Eu peço que continue a nos guiar, amparar e proteger, sempre!

AMÉM!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O VALOR SOCIAL DA FAMÍLIA

 

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O tema família sempre esteve no centro de minha vida como o elo mais importante da sociedade. Tenho a família como a primeira escola das virtudes sociais fundamental na vida humana. A família é a mais importante expressão da natureza, pois é o lugar e o instrumento mais eficaz de humanização e de personificação da sociedade.

Frente a essa realidade, a família traz em si inúmeros valores essenciais que por nada pode ser ofuscado, tolhido ou menosprezado. A família não é somente lugar de crescimento pessoal, dos afetos, da transmissão da cultura entre as gerações, mas sim uma comunidade de amor, o lugar do direito e do princípio do cuidado, da solidariedade, partilha, amizade, companheirismo, respeito e unidade.
Segundo Tolstoi, “a verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família." É fundamental o resgate do respeito, do afeto, do carinho, sobretudo do amor verdadeiro nas famílias. Uma sociedade melhor começa em casa.

Diante desse valor imensurável da instituição família, compete aos líderes, pai e mãe, a responsabilidade de administrar essa instituição pilar da vida social. Mas essa tarefa não está sendo, atualmente, nada fácil. Há sucessos e fracassos, isso por que o mundo se apresenta muito perigoso e desafiador. Vivem-se novos tempos, mas os valores familiares permanecem imprescindíveis para o equilíbrio social.

Observa-se, por exemplo, haver pessoas exímias como gerentes, gestores de empresas, negociantes etc. Mas não possuem a mesma habilidade para dirigir a própria casa, educar os filhos, manter os laços e os valores de família. Essa inabilidade tem marcado a vida contemporânea com a desagregação familiar, as separações, a falta de amor, atenção, ensinamentos de princípios de vida em sociedade. Daí surge um mundo jovem e delinquente, o que acarreta enormes prejuízos para a vida das pessoas, grande insegurança, muito medo.

Percebe-se que cada vez mais o ser humano se distancia do afeto, não sabendo como lidar com esse sentimento. E o afeto é a principal metodologia de administração da principal instituição da vida humana. A FAMÍLIA. Não é como administrar um negócio, necessita de um profundo equilíbrio entre o coração e a razão.

A família, constituída por várias pessoas, uns fazem parte da vida dos outros. E, embora sejam seres diferentes, convivem intimamente, por isso, por vezes, não se compreendem, não se conhecem e não conseguem lidar com os conflitos do cotidiano. Mesmo sendo famílias bem pequenas, composta por três pessoas, em alguns casos pai, mãe e um filho, não conseguem viver em harmonia. Não têm tempo para o diálogo, a prática do amor, os ensinamentos basilares. Aí a turbulência toma conta das relações.

Compreendo ser por conta da má administração do tempo dedicado à família que a sociedade atual está em crise de paciência – ciência da paz – sentimento esse que é a base da compreensão entre sujeitos humanos. As pessoas se deixam manipular pela pressa, mergulham nas frustrações da velocidade do mundo pós-moderno e escutam cada vez menos uns aos outros.

Digo, ainda, que o sentimento do egoísmo está em alta. A vida se tornou assim: “as minhas coisas..., o que eu tenho... os meus problemas..., o que eu faço”. O “eu” em primeiro lugar impede o compartilhamento de vivências, de histórias, de saberes, de doação, ternura, amor. Impede o olhar para o outro exercitando com sensibilidade a compreensão do seu momento e de suas necessidades.

Nesse cenário, ensinar os filhos a serem vencedores, a superar desafios com coragem e garra, tornou-se uma tarefa incompatível com a estrutura familiar desenhada nesse mundo pós-moderno. Os filhos não sabem competir, enfrentar desafios, pois acreditam que o mundo tecnológico facilita tudo com a mesma velocidade das máquinas. Não compreendem, por exemplo, que dinheiro é fruto de trabalho árduo, não nasce quando se adquire um cartão Visa, Mastercard, Ourocard, American Express.

É preciso haver uma reflexão social intensa sobre esse valor da família, por ser a comunidade natural que contribui de modo único e insubstituível para o bem da sociedade. Assim, a influência exercida pela família determina o estilo de uma sociedade. Infelizmente, o que se observa, são visões distorcidas, e a consequência disso é uma geração que não conhece o amor, o respeito, que não acredita nas pessoas, uma sociedade desonesta, egoísta, individualista, que passa em cima de tudo e de todos para alcançar objetivos, obter vantagens a qualquer preço, mesmo que tenha que matar, roubar, mentir, extorquir.

Conclui-se a reflexão com uma citação de Aristóteles: "A sociedade política só existe a partir da família e sempre na família" (A política). Portanto é necessário reafirmar que sociedade e família estão intrinsecamente interligadas, ou seja, alterando a sociedade, altera-se a família e destruindo a família, destrói-se a sociedade.

DICAS DE GRAMÁTICA

Há certos substantivos que só se usam na forma plural, professora?

- Sim. Vejam-se alguns deles: suspensórios, bodas, anais, férias escolares, olheiras, damas (o jogo), condolências, pêsames, núpcias, algemas e trevas.

QUALQUER TEM PLURAL ?

- Sim. O plural de qualquer é quaisquer. Exemplos: Fazemos quaisquer serviços; estamos atentos a quaisquer sinais de melhora; quaisquer que sejam as notícias, vamos saber como agir.

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Luísa Galvão Lessa – É Pós-Doutora em Lexicologia e Lexicografia pela Université de Montréal, Canadá; Doutora em Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Membro da Academia Brasileira de Filologia. Membro da Academia Acreana de Letras.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O BRASIL TEM MUITAS CARAS

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Na atualidade não existe nenhuma sociedade ou grupo social que não possua a mistura de etnias diferentes. Há exceções como os raros grupos indígenas que ainda vivem isolados na América Latina ou em algum outro lugar do planeta. Mas, modo geral, as sociedades contemporâneas são o resultado de um longo processo de miscigenação de suas populações, cuja intensidade variou ao longo do tempo e do espaço. O conceito “miscigenação” pode ser definido como o processo resultante da mistura a partir de casamento ou coabitação de um homem e uma mulher de etnia diferente.

No Brasil, há o “Mito das três raças”, desenvolvido pelo antropólogo Darcy Ribeiro, em que a cultura e a sociedade brasileiras foram constituídas a partir das influências culturais das “três raças”: europeia, africana e indígena.

Segundo esse olhar, a população brasileira é caracterizada pela miscigenação, ou seja, pela mistura entre grupos étnicos. A diversidade étnica da população brasileira é resultado de mais de 500 anos de história, em que aconteceu a mistura de basicamente três grupos: os índios (povos nativos), brancos (sobretudo portugueses) e os negros (escravos).

A partir da mistura das raças citadas, formou-se um povo composto por brancos, negros, indígenas, pardos, mulatos, caboclos e cafuzos. Desse modo, esses são grupos identificados na população do país.

O branco - No Brasil, o percentual de pessoas consideradas brancas é de aproximadamente 54%, há uma concentração maior desse grupo étnico na região Sul (83%), seguida pelo Sudeste (64%). Os brancos, em sua maioria, são descendentes de imigrantes europeus que vieram para o Brasil, como os portugueses no século XVI e mais tarde, por volta do século XIX, italianos, alemães, eslavos, espanhóis, holandeses, entre outras nacionalidades de menor expressão.

O negro - Os negros ou afrodescendentes têm sua origem a partir dos escravos que vieram para o Brasil entre os séculos XVI e XIX, fato que caracterizou como uma migração involuntária, tendo em vista que os mesmos não vieram por livre e espontânea vontade, mas forçados. No decorrer dos séculos citados, o país recebeu cerca de 4 milhões de africanos. Hoje, esse grupo étnico se concentra em maior número na região Nordeste e Sudeste, áreas onde se encontravam as principais fazendas de cana-de-açúcar e café.

O índio - Grupo étnico autóctone. Povo que habitava o país antes da chegada dos colonizadores europeus, nesse período a população era estimada em aproximadamente 5 milhões de pessoas. Após séculos de intensa exploração, os índios praticamente foram dizimados. Atualmente, os índios se concentram quase que restritamente na região Norte, com cerca de 170 mil; e no Centro-Oeste, com aproximadamente 100 mil. Existem outros 80 mil dispersos ao longo de outras regiões brasileiras.

O pardo - Esse grupo é também chamado de mestiço, em virtude da mistura entre brancos, negros e indígenas. Os mesmos produzem três variedades de miscigenação, dentre elas podemos destacar ainda os mulatos, oriundos da mistura entre brancos e negros, que respondem por 24% da população.

Os caboclos - Respondem por aproximadamente 16% da população nacional, esses são oriundos da mistura entre brancos e indígenas. São encontrados especialmente no interior do país, onde se encontra a maioria dos grupos indígenas.
Temos, ainda, os cafuzos, mestiços oriundos da mistura entre negros e índios, dentre as variações de miscigenações ocorridas no Brasil, essa é a mais difícil de acontecer, tendo em vista que eles representam somente 3% da população. No país os cafuzos são encontrados especialmente na Amazônia, na região Centro-Oeste e Nordeste.

DICAS DE GRAMÁTICA

HAJA VISTA ou HAJA VISTO?

- Haja vista. É uma expressão invariável formada pela terceira pessoa do imperativo afirmativo do verbo haver + substantivo feminino vista. Equivale à terceira pessoa do imperativo do verbo ver. Logo, não admite a forma haja visto, de largo uso popular.

RUBRICA ou RÚBRICA?

- Rubrica, é claro! É uma palavra paroxítona e deve ser pronunciada assim: ru-bri-ca.

terça-feira, 29 de maio de 2012

CRIAÇÃO DE UM SISTEMA SUL-AMERICANO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR

 

No momento em que 47 das 59 universidades brasileiras estão em greve, pela fragilidade da política de educação superior no país, o MEC poderia, neste período, criar uma “Comissão Sul-Americana de Notáveis – entre países da América do Sul -- para planejar e por em prática a política educacional de ensino superior, a exemplo do que fez a Europa, com a Declaração Bolonha.

Essa Declaração de Bolonha visa a obtenção do sucesso do ensino superior, a empregabilidade dos egresos dos cursos, a continuidade de formação, o reconhecimento dos diplomas nos países signatários do Acordo de Bolonha, na Europa.

Tudo começou em Paris, no ano de 1998, quando os ministros da educação da Alemanha, França, Itália e Reino Unido assinaram uma declaração conjunta apontando perspectivas para a construção de um espaço europeu de educação superior, denominado DECLARAÇÃO DA SORBONNE. No ano seguinte, os ministros de vinte e nove estados europeus, incluindo Portugal, subscreveram a chamada Declaração de Bolonha (1999), onde assumem como objetivos o estabelecimento de um espaço europeu de educação superior coerente, compatível, competitivo e atrativo para estudantes europeus e de países terceiros.

A construção do referido sistema europeu de educação superior é considerada “a chave para promover a mobilidade e a empregabilidade dos cidadãos” e para a “obtenção de maior compatibilidade e de maior comparabilidade”. Isso falta ao Brasil e aos países da América do Sul. Aqui um estudante peruano, boliviano, argentino, venezuelano, paraguaio, etc, sofrerá, terrivelmente, para convalidar um diploma.

O que é a A Declaração de Bolonha? É um documento conjunto assinado pelos Ministros da Educação de 46 países europeus, reunidos na cidade italiana de Bolonha. A declaração marca uma mudança em relação às políticas ligadas ao ensino superior dos países envolvidos e procura estabelecer uma Área Europeia de Ensino Superior, a partir do comprometimento dos países signatários em promover reformas de seus sistemas de ensino.

A declaração reconhece a importância da educação para o desenvolvimento sustentável de sociedades tolerantes e democráticas. E, embora a Declaração de Bolonha não seja um tratado, os governos dos países signatários comprometem-se a reorganizar os sistemas de ensino superior dos seus países de acordo com os princípios dela constantes.

A declaração visa a tomada de ações conjuntas para com o ensino superior dos países pertencentes à União Europeia, com o objetivo principal de elevar a competitividade internacional do sistema europeu do ensino. E para que essesistema europeu do ensino superior consiga adquirir um grau de atração mundial, semelhante ao das suas extraordinárias tradições cultural e científica, delinearam-se os seguintes objetivos a serem atingidos:

- Promover entre os cidadãos europeus a empregabilidade e a competitividade internacional do sistema europeu do Ensino Superior;

A Declaração também se propõe a adotar – para os países signatários -- um sistema baseado em três ciclos de estudos:

· 1.º ciclo - com a duração mínima de três anos - grau de licença, Licenciado - de 180 a 240 ECTS;

· 2.º ciclo - com a duração de um ano e meio a dois (excepcionalmente um ano) - grau de mestre, Mestrado - de 90 a 120 ECTS (mínimo de 60 no 2.º ciclo) ;

· 3.º ciclo - grau de doutor, Doutorado - Sem requerimentos de ECTS.

- Implementar o suplemento ao diploma;

- Estabeler um sistema de créditos transferíveis e acumuláveis (ECTS), comum aos países europeus, para promover a mobilidade mais alargada dos estudantes. (Os créditos podem também ser adquiridos em contextos de ensino não superior, incluindo a aprendizagem ao longo da vida, desde que sejam reconhecidos pelos estabelecimentos de ensino superior de acolhimento;

- Promover a mobilidade dos estudantes (no acesso às oportunidades de estudo e formação, bem como a serviços correlatos), professores, investigadores e pessoal administrativo (no reconhecimento e na valorização dos períodos passados, num contexto europeu de investigação, de ensino e de formação, sem prejuízo dos seus direitos estatutários);

- Promover a cooperação europeia na avaliação da qualidade, com vista a desenvolver critérios e metodologias comparáveis;

A Declaração de Bolonha assegura a promoção das dimensões europeias do ensino superior, em particular:

· Desenvolvimento curricular;

· Cooperação interinstitucional;

· Mobilidade de estudantes, docentes e investigadores;

· Programas integrados de estudo, de formação e de investigação.

São 3 os benefícios principais introduzidos pela Declaração de Bolonha:

1. Maior flexibilidade;

2. Maior mobilidade;

3. Diplomas mais amplamente reconhecidos.

Importante nessa Declaração de Bolonha é a uniformização das estruturas de ensino superior, bem como a adoção de quadros comuns de competências, onde os diplomas serão reconhecidos em todos os 46 países participantes no Processo.

É claro que os países da América do Sul não devem copiar, tal e qual, a Declaração de Bolonha, mesmo porque ela contém falhas. Mas é um passo importante rumo ao desenho de uma NOVA UNIVERSIDADE que se deseja construir para o mundo. Essa desunião, rivalidade e desigualdade na América do Sul deve acabar definitivamente. É preciso pensar nos estudantes que ingressaram em Universidades do Continente e necessitam de apoio dos governos. Povos irmanados avançam mais e melhor.

DICAS DE GRAMÁTICA

ADIAR PARA DEPOIS?

- Não! É redundância. Só se pode adiar para depois; se é adiar já é para depois...

Os alunos pediram ao professor que transferisse a prova para depois do feriado.

BEBEDOR / BEBEDOURO
- Bebedor é aquele que bebe.
Exemplo: Não sirva mais nada àquele bebedor inveterado.
- Bebedouro é onde se bebe.
Exemplo: Foi colocado mais um bebedouro no saguão do colégio.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

TER ALGUÉM PARA AMAR

 

Ter alguem para amar é ter companhia para compartilhar:

Os segredos,
As promessas,
Os problemas,
As soluções.

O dia a dia
Os sonhos,
As esperanças,

Os desejos,

Os segredos,
As promessas,
Os problemas,
As soluções.

Não ter alguém fica difícil:

Sair,

Passear,
Sorrir,
Sonhar,
Sentir,

Planejar,

Dividir,

Compartilhar,

Somar.

Recordar um amor é lembrar momentos:

Inexplicáveis
Incompreensíveis
felizes....

Passados...

As lembraças fazem:
Sorrir,

Chorar,

Refletir,

Meditar,

Decidir,

Seguir.

A aprendizagem de perder um amor conduz:

À realidade,

Ao novo amor,

À maturidade,

À experiência,

À escolhas pensadas.

Porque o AMOR é quando a gente mora um no outro,

Não se deixa levar por ninguém,

Confia, acredita, quer bem,

Não engana, não mente, não finge,

O amor é entrega, doação,

Amor é felicidade que não trai o coração.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O NÍVEL DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) é hoje o principal exame para medir a qualidade da educação no mundo. As provas são aplicadas a cada três anos, desde 2000. Os resultados de 2009, sua última edição, mostraram o Brasil em uma situação delicada: no 53º lugar entre 65 países.

Com 401 pontos (em uma escala que vai até 800), o Brasil ficou -- na última avaliação --bem abaixo da média dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (496) e atrás de Trinidad e Tobago, Bulgária, México e Turquia. Contudo, mesmo negativado, o resultado representou uma evolução significativa. Pois em relação ao ano de 2006, o Brasil subiu 33 pontos, uma melhora que só foi menor do que as do Chile e Luxemburgo. Em 2000, o país amargou a lanterna na classificação, que na época incluía 45 nações.

O Pisa é um programa internacional que avalia sistemas educacionais de 65 países, incluindo o Brasil. Nessa avaliação, examina o desempenho de estudantes na faixa-etária dos 15 anos, idade média do término da escolaridade básica obrigatória na maioria das nações. O indicador é desenvolvido e coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As questões importantes que deseja saber: a) Se os estudantes estão preparados para os desafios do futuro; b) Se os alunos conseguem refletir, argumentar e se comunicar com eficiência; c) Se os estudantes têm capacidade de continuar aprendendo por toda a vida. Essas são algumas das questões que o Pisa (Programme for International Student Assessment), programa de avaliação internacional de estudantes, em tradução livre para o Português, pretende responder.

O Pisa, hoje, avalia três áreas do conhecimento: Leitura, Matemática e Ciências. Os resultados são classificados em seis níveis, sendo 1 o pior e 6 o melhor. Em Leitura, apenas 0,1% dos estudantes brasileiros alcançaram o nível 6, enquanto em Ciências nenhum estudante alcançou esse nível. Em Matemática, o resultado brasileiro, 386 pontos, ficou abaixo até da meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC), de 395.

Entre os estados brasileiros, o melhor resultado foi do Distrito Federal, com média geral de 439 pontos, seguido por Santa Catarina (428), Rio Grande do Sul (424), Minas Gerais (422) e Paraná (417).

A próxima edição do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), que será realizada em setembro de 2012, acontecerá sob novos moldes. Isso porque está prevista a aplicação de uma prova eletrônica, diferente daquela em papel, para uma subamostra de 256 escolas brasileiras (a amostragem total da avaliação é de 25 mil alunos, o que envolve 902 escolas).

Em países no exterior, a Finlândia atingiu a marca de 536 pontos em Leitura, 541 em Matemática e 554 em Ciências – média geral de 543 pontos. Entre os 10 países mais bem colocados no “ranking”, cinco são asiáticos (China, Coreia do Sul, Cingapura, Japão e Hong Kong), dois ficam na Oceania (Austrália e Nova Zelândia), um nas Américas (Canadá) e dois na Europa (Finlândia e Holanda).

Nas últimas décadas, o Brasil tem executado diversas avaliações visando o mapeamento da atual situação educacional no país, em todos os níveis de ensino. Na Educação Básica há a PROVINHA, a PROVA BRASIL e o ENEM aliados ao Censo Escolar. No Ensino Superior tem-se o ENADE aliado ao Censo e à visita in loco de Comissões de Avaliadores. Na pós-graduação tem-se uma série de critérios da CAPES para autorização e reconhecimento dos cursos de pós-graduação.

Essa avalanche de avaliações, determinadas pelo MEC, através do SAEB, intensificam as discussões no campo da avaliação, sejam estas conceituais ou práticas. Com todo esse esforço o país deve encontrar meios eficazes para combater: o índice de analfabetismo, a evasão escolar, o despreparo profissional daqueles que chegam ao mercado de trabalho, a formação dos professores. Essas questões exigem estudos e pesquisas que apresentem dados consistentes, análises adequadas, favorecendo a conscientização de gestores e educadores para que sejam tomadas decisões visando modificar o perfil da educação brasileira. O professor, como “educador do mundo”, deve ser pessoa disciplinada, bem preparada, ética, responsável, educada, um exemplo para aqueles que passam por suas mãos. Sem que o professor possua essas qualidades nenhuma política educacional prospera.Então, em primeiro lugar, vem a qualidade, qualificação, perfil, dos profissionais em Educação. O Brasil precisa adotar política rígida para aqueles que desejam se professores. São estes profissionais que preparam todos os outros no mundo inteiro. Saber selecionar e preparar bem os educadores é tarefa urgente ao Brasil.executado

DICAS DE GRAMÁTICA

JÁ É MEIO-DIA ou JÁ SÃO MEIO-DIA?

- O verbo ser, quando indicar horas concordará com o numeral a que se refere. Claro está, então, que ficará no singular, ao indicar "uma hora", "meio-dia", meia-noite" ou "zero hora" e no plural nas demais horas do dia. O correto, então é dizer: Já é meio-dia, vamos almoçar.

domingo, 22 de abril de 2012

O TEMPO É UM MESTRE IMPIEDOSO

 

Muita gente vive pensando no tempo de ontem, outros no de hoje, alguns no amanhã, no tempo... Mas, afinal, o que vem a ser o tempo, como definir sua grandeza e dizer o que se faz com ele? A resposta não é simples. Exige reflexão, análise, coisa que ninguém gosta de fazer, por absoluta falta de tempo. Esse tempo que é uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias. Esse tempo consumido quase que inteiramente na luta pela vida, na batalha diária que se estende durante anos, décadas.

A verdade é que durante o desenrolar da peleja cotidiana, dessa insana luta, algumas pessoas conseguem reservar umas poucas horas semanais para o lazer e o descanso. Todavia, não se organizam para meditar sobre as questões cruciais da vida. Para essas coisas não se dispõe de tempo, não se pode, absolutamente, perder tempo com isso. Enquanto para uns o tempo é demorado, ligeiro ele se faz para outros. Mas será isso verdade? Não será o tempo igual para todos?! Dizem, até, ser o tempo a coisa mais democrática que existe. Se assim é, ele é o mesmo para todas as pessoas.

No que diz respeito à velocidade, o tempo explica-se pela vivência. É a vivência do ser humano que muda a partir de certa idade, e não o tempo. O tempo não muda. Os movimentos dos ponteiros do relógio apenas registram numericamente a passagem humana dentro do tempo. O tempo não passa, as pessoas é que passam dentro dele. O tempo não é um acidente. Ele acompanha a pessoa humana desvendando o modo de cada um acompanhar a vida.

Para passar bem o tempo, esse mestre impiedoso, cada pessoa deve olhar a sua volta, ver os sinais do tempo que passou. Depois, perceber que é preciso compreender o tempo de cada coisa, para dar respostas ao que a vida pede e espera de cada criatura humana. E na distribuição do tempo de existência, há tempo para cada coisa, etapa, momento, sonho. Tempo para a luta, o trabalho o esforço. Tempo de enfrentar desafios e superar limites. Tempo de ser humilde e reconhecer-se limitado. Tempo de buscar a sabedoria do repouso, de pacificar os impulsos, ordenar os desejos, sem perder de vista os sonhos mais impossíveis...

Ainda, há nesta vida o tempo da novidade e da surpresa, do surpreendente e do inusitado, quando o espetáculo da vida é todo brilho, festa e luz. Há o tempo do cotidiano e da rotina, do encantamento dos pequenos gestos, das alegrias suaves e duradouras. O tempo de cada pessoa ficar consigo mesma. Tempo da necessária bem-vinda e frutuosa solidão. Tempo dos silêncios que falam. Tempo de recolhimento reflexivo ao mais profundo de cada ser. Tempo do encontro, da partilha emocionada de gestos e palavras, do abraço afetuoso, da expressão do desejo, da paixão, da amizade essencial.

Assim, o tempo não pára, pois em todo o tempo que existe há aquele de grandes avanços e conquistas. Tempo de realizações de projetos e sonhos. Tempo em que tudo que se toca é ouro e alegria, tempo dos grandes e pequenos fracassos. Tempo de recuos estratégicos e outros, inevitáveis. Tempo de despedida, perdas, danos e ganhos. Tempo de voltar à estaca zero e começar tudo de novo. O tempo de envelhecer, perder células cerebrais, força muscular, a capacidade de enxergar de perto, de perceber os sons mais agudos e os cheiros mais sutis. Aquele tempo inexorável, mestre impiedoso, que põe cinzas nos cabelos e deixa a mesa cheia de ausências. O tempo que passa carregando consigo o novo e deixando para trás o tudo que envelheceu.

Seguindo adiante, há muitos outros tempos, como aquele em que a vida fecha portas na cara. O tempo em que, por teimosia e coragem, a pessoa ousa escancarar janelas com vistas para montanhas e mares, horizontes e vales. O tempo em que a esperança é apenas um jeito de sentir saudade daquilo que virá, do que se vai construir. E, desse modo, em todo e qualquer tempo, é possível descobrir que, apesar de pequeno e frágil, os seres humanos são raros e preciosos. É preciso valorar o tempo para maior sabor da vida e viver o tempo do amar, do querer, do receber, porque tudo na vida quer tempo e medida. — Mensura omnium rerum optima.

DICAS DE GRAMÁTICA

SÓ/SÓS/A SÓS

A palavra , quando equivale a somente, não varia. Quando equivale a sozinho(s), sozinha(s), varia. A expressão a sós (= sem mais ninguém) é invariável.

Exemplos:

esse rapaz não trabalhou. (somente)

esses rapazes não trabalharam. (somente)

Ele ficou só (sozinho) naquela casa imensa. (sem mais ninguém)

Elas ficaram sós (=sozinhas) naquela casa imensa. (sem mais ninguém)

Ela queria ficar a sós. (sem mais ninguém)

Eles queriam ficar a sós. (sem mais ninguém)

TIQUE-TAQUE / TIQUE-TAQUES / RECO-RECO / RECO-RECOS/ BEM-TE-VI / BEM-TE-VIS

Os substantivos compostos onomatopaicos, ou seja, aqueles formados por termos que em sua pronúncia lembram o som da coisa significada, têm apenas seu segundo elemento pluralizado.

Exemplo:

Na loja se escutavam os tique-taques dos relógios.

Um bem-te-vi; Dois bem-te-vis.

Um reco-reco; Dois reco-recos.

A EUROPA NO SUL DO BRASIL

 

Viajando pelo Sul do Brasil a gente tem a sensação de visitar algum país europeu. Essa impressão nos chega não somente pela beleza da vegetação, da geografia, senão também pelos costumes tão enraizados nas pessoas do lugar. E nesse “clima” há para considerar os hábitos alimentares tão diversos dos da gente do Norte do país.

Lendo a História da Alimentação no Brasil, de Câmara Cascudo, ele afiança que “todos os pratos nacionais são resultantes de experiências construídas lentamente, fundamentadas na observação e no paladar. Maneiras de preparar a comida, receitas, utensílios empregados, tudo se mesclou e se adaptou às possibilidades do meio”.

Sabe-se existir, no Brasil agrícola do Norte, fortes influências ameríndias, bem como africanas, que se transformaram, ajustaram-se ao tempero e ao sabor português. As exigências dos utensílios da cozinha europeia moldaram-se ao fogão de lenha, ao forno de barro. Por isso mesmo inúmeros pratos conservam, ainda, nome indígena ou africano, embora quase nada exista de autêntico na substância real.

No Brasil da parte Sul há, também, a herança indígena na culinária, com a utilização da mandioca e de seus produtos: farinha, tapioca, beju, pirão, mingau; uso do milho assado, cozido e seus derivados: canjica, pamonha, pipoca, farinha. Aproveitamento, de plantas nativas: abóbora, amendoim, cará, batata-doce, banana, abacaxi. Cozimento dos alimentos na tucuruva (trempe de pedras), no moquém (grelha de varas) para assar carne ou peixe. Preparo do peixe assado envolvido em folhas; moqueca e também paçoca de peixe ou de carne (feita no pilão). Uso de bebidas estimulantes: mate e guaraná.

A culinária luso-brasileira, no Sul do Brasil, pode ser assim distribuída:

Litoral (com influência açoriana) – peixe assado, grelhados, fervido, desfiado, moqueca de peixe, siri na casca, marisco ensopado, arroz com camarão, camarão com pirão. Pirão de água fria, pirão cozido, farofa, cuscuz torrado, beju, angu de milho, mingau de milho verde, paçoca de carne desfiada, lingüiça frita, feijão mexido, fervido de legumes, canja, galinhada, fervido de suquete (osso buco), mocotó, bolo de aipim, pães caseiros, “massas doces” (pão doce sovado) “farte” (pão com recheio de melado), melado com farinha de mandioca, roscas de polvilho, roscas de trigo (fritas), rosquetes, “negro deitado” (bolo de panela), bolo frito, sonhos, omelete de bananas, banana frita, pão-de-ló, sequilhos, rapaduras (com diferentes misturas), pé-de-moleque, “puxa-puxa”, balas diversas, pastéis doces e salgados, doce de panela (de frutas), doce de leite, ambrosia, fatias douradas, bolos, pudins, empadas. Bebidas – Concentradas (vinho com água e açúcar), Queimadinha (queimar cachaça com açúcar), licores diversos (de vinho, de ovos, de butiá, de abacaxi etc), café, mate-doce.

Área central (influência açoriana e outras) – Canja de galinha, sopas diversas, feijoada, feijão branco, fervido (com legumes e carne), feijão mexido, quibebe, paçoca de favas, arroz de forno, carne de panela, carne assada no forno, bife enrolado, bife à milanesa, guisado de carne, bolo de arroz, pão recheado, empadas, pasteis, “rosinhas” de massa, ovos mexidos, ovos escaldados, “roupa velha” (sobras), peixe recheado, peixe escabeche, peixe frito, bacalhoada, bolinho de bacalhau. Conservas de pepino e cebola. Galinha assada, galinha recheada, arroz com galinha. Pães de forno, pão de panela, “mãe-benta”, biscoitos, “calça-virada”, coscorões, fatias-do-céu, merengues, broas, pudim de laranja, ambrosia de laranja, “manjar celeste”, pudim de pão, “ovos moles”, “fios-de-ovo”, arroz-de-leite, “bom-bocado”, mandolate, balas de leite, de mel, tortas (doces), pé-de-moleque, “farinha de cachorro” (farinha de mandioca com açúcar). Bebidas: gemada com vinho, licor de vinho, licores com furtas, vinho de laranja.

Área da Campanha – Carnes (vacum, ovino) grelhadas, carne no espeto, carne no forno. Arroz carreteiro, espinhaço de ovelha ensopado, pastéis, empadão, feijão, “cabo-de-relho” (sobras). Pães caseiros (ao forno), pão “catreiro” ou “de pedra” (aquecidos sobre pedra ou chapa quente), roscas de milho, “farinha de cachorro”, ambrosia de pão, doces de “panela” (marmelada, doces em calda). Bebidas: chimarrão.

Região Serrana – Carne assada, carne frita, mocotó, feijoada (de feijão preto e branco), charque com mandioca, paçoca de pinhão com carne assada, couve refogada, couve com farinha, galinha assada, arroz com galinha e quirela de milho, batata-doce, moranga, milho cozido, cuscuz, farinha de biju com leite. Doce de gila, “jaraquatia”, sagu com vinho, arigones, arroz doce, doce de frutas (pêssego, figo, pêra), ambrosia, doce de leite, “chico balanceado” (doce de aipim), doce de batata doce. Bebidas: “Camargo” (café com apojo), quentão de vinho, café com graspa.

Região Missioneira - Carnes (vacum, ovino) assada no forno, carne no espeto, grelhada, frita na panela, sopa de lentilhas, sopa de cevadinha, feijoada, “puchero”, “gringa” (moranga) caramelada, pirão de farinha de milho, canja, couve com farofa, matambre com leite, fervido de espinhaço de ovelha com aipim. Canjica, guisado de milho, pastéis, empadão, revirado de galinha, revirado de sobras, lingüiça frita, paçoca de charque, galinha assada. Pão de forno, pão de borralho, bolo frito, biscoitos, pão-de-ló, geléia de mocotó, doce de jaraquatia, pêssego com arroz, arigones, tachadas (marmelo, pêssego, pêra), doce de laranja azeda cristalizada, doce de leite, rapadura de leite, gemada com leite, bolos. Bebidas: chimarrão, mate doce, mate com leite.

Colônia alemã – Carne de porco (assada e frita), wurst (lingüiça), chucrut (conserva de repolho), nudeln (massa), kles (bolinhos de farinha de trigo com batata cozida), conserva de rabanete, galinha assada, sopa com legumes e ovos, kas-schimier (ricota), kuchen (cuca), leb-kuchen (cuca de mel), mehldoss (doces de farinha de trigo), schimier (pasta de frutas), syrup (frutos cozidos com melado), weihmachts (bolachinhas), bolinhos de batata ralada, pão de milho, de centeio, de trigo, tortas doces. Café colonial (salgadinhos, salames, queijos, bolos). Bebidas: bier - cerveja, chop. Spritzbier (gengibirra). Assimilaram o chimarrão.

Colônia Italiana – Brodo (caldo de carne), carne Lessa (carne cozida n’água), capeleti (massa com recheio de carne picada) o mesmo que Agnolini, menestra ou aminestra (sopa, canja), galeto a menarôsto (frango no espeto), ravióli (massa com recheio), tortei (pastel cozido recheado com moranga ou abóbora), macarôn (massa), spagueti (massa cortada), fidelini (massa fina), polenta (angu de farinha de milho), risoto (arroz com galinha e queijo ralado), pizza (massa de pão com molho e queijo), peracruz (bolo fervido em calda de frutas), pães de trigo e milho, panetone (pão com frutas cristalizadas), salames, queijos. Bebidas: vinho, graspa.

Observa-se, por meio dos costumes alimentares do Brasil, que as pessoas valorizam os produtos do solo americano. Aproveitam-se das especiarias da Índia, como cravo, canela, noz-moscada. Criaram-se novos pratos, adaptaram-se outros e conservam-se algumas receitas tradicionais: bacalhoada, caldo verde, acorda, pastéis, empadas, feijoada, cozido, fatias douradas, coscorões, pão-de-ló, papo-de-anjo, sonhos, pães, compotas, marmeladas, frutas cristalizadas, licores. Todas essas especiarias, grande parte delas européias, estão num processo contínuo de aculturação na cozinha brasileira que ainda não terminou, pois está sendo enriquecido, cada vez mais, por inúmeras correntes migratórias. Esse é um Brasil com fortes traços europeus.

 

DICAS DE GRAMÁTICA

Dia primeiro ou dia um?

- Dia primeiro, ora! Não existe dia um, só dia primeiro. Quer ver uma coisa? Experimenta pregar "um de abril" em alguém, não terá graça...

E o número 7, posso escrevê-lo no cheque com um corte?

- Olhe, façamos o seguinte: volte para a máquina de escrever e bata ou datilografe o sete. Ele tem corte?! - Não tem, então não invente...

Pode um motorista dormir no volante?

- Bom, poder ele pode, mas a gramática condena esse hábito. Dormir ao volante já é perigoso, imagine dormir no volante. É uma tragédia certa, volante não é cama...

Na piscina, ficamos todos no sol?

- Bom, eu não! Depois eu já soube do homem na lua, mas no sol?! Então, o provável é assim: na piscina, ficamos todos ao sol.

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.