segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O SIGNIFICADO DO AMOR

O AMOR

A palavra amor (do Latim amor) presta-se a múltiplos significados na Língua Portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação.

Estudos têm demonstrado que o escaneamento dos cérebros dos indivíduos apaixonados exibe uma semelhança com as pessoas portadoras de uma doença mental. O amor cria uma atividade na mesma área do cérebro que a fome, a sede, e drogas pesadas, criando atividade Polimerase. Novos amores, portanto, poderiam ser mais emocionais do que físicos. Ao longo do tempo, essa reação ao amor muda, e diferentes áreas do cérebro são ativadas, principalmente naqueles amores que envolvem compromissos de longo prazo. O Dr.Andrew Newberg, um neurocientista, sugere que esta reação de modificação do amor é tão semelhante ao do vício as drogas, porque sem amor, a humanidade morreria.

Fala-se do amor das mais diversas formas: amor físico, amor platônico, amor materno, amor a Deus, amor a vida. É o tipo de amor que tem relação com o caráter da própria pessoa e a motiva a amar (no sentido de querer bem e agir em prol). Assim, a temática do amor está presente em quase todos os filósofos gregos. O Amor é entendido como um princípio que governa a união dos elementos naturais e como princípio de relação entre os seres humanos. No campo da filosofia, por exemplo, depois de Platão só os platônicos e os neoplatônicos consideraram o amor um conceito fundamental.

Em Plutarco o amor é a aspiração daquilo que carece de forma (ou só a tem minimamente) às formas puras e, em última instância, à Forma Pura do Bem. Em "As Enéadas",Plotino trata do amor da alma à inteligência; e na sua Epistola ad Marcelam, Porfírio menciona os quatro princípios de Deus: a fé, a verdade, o amor e a esperança. No pensamento neoplatônico, o conceito de amor tem um significado fundamentalmente metafísico ou metafísico-religioso.

Outro ponto fundamental sobre o Amor é que, para ele ocorrer, não importa os níveis - social, afetivo, paternal ou maternal, fraternal – ele deve ser permitido. O que significa ser amor permitido? Bem, de fato quase nunca se pensa sobre isso, porque passa tão despercebido que atribui-se a um comportamento natural do ser humano ou de outros seres vivos. Mas não, a permissão aqui referida tem por base um sentimento de reciprocidade capaz de dar início e alargar as relações de afetividade entre duas ou mais pessoas que estão em contato e que por ventura vêm a nutrir um sentimento de afeição ou amor entre si.

A permissão ocorre em um nível de aceitação natural, mental ou físico, no qual o ser dá abertura ao outro, sem que sejam necessárias quaisquer obrigações ou atitudes demeritórias ou confusas de nenhuma das partes. A liberdade de amar, quando o sentimento preenche de alguma forma a alma e o corpo e não somente por alguns minutos, dias ou meses, mas por muitos anos, quiçá, eternamente, enquanto dure e mais nas lembranças e memórias.

Saindo da filosofia e caindo no mundo real, é fato que muitas vezes nos enganamos ao pensar num sentimento eterno. Há pessoas incapazes de amar, porque não amam nem a si. São criaturas estranhas, misteriosas, que deveriam ser estudadas pela ciência. Isso porque possuem atitudes que nos inquietam, surpreendem, causam perplexidade, melancolia, estresse.

Entende-se, ainda, que no mundo há gente de todo tipo, os mais estranhos, que não podemos evitar, de um dia qualquer, cruzar com elas. São criaturas que habitualmente machucam, arranham, ferem, rasgam, dilaceram, porque não possuem, dentro de si, aquele sentimento mais nobre dos seres humanos: AMOR.

Assim, quando um dia, um de nós, cruzar com um caminhante dessa geografia, é prudente apegar-se na fé em Deus, seguir em frente, desviar-se, acalmar o coração, permitir que o tempo cure as feridas. Não se deve chorar nem sofrer a desesperança pela perda de um AMOR. A porta por onde ele saiu, não a feche, pois como entrar luz num lugar fechado?  Deixe-a aberta e, a qualquer momento, pode ser iluminada com a entrada de um novo alguém!

Mas não era só isso. Tinha de ter mais.... Eu queria falar do amor de quem ama; da maior riqueza desta vida, um bem espiritual cujo valor está acima de todos os bens que se possa ter, em bem que, quando verdadeiro, jamais acaba. O amor cultiva o amor, o amor faz o amor aumentar, atravessa crises, sobe acima das mais altas montanhas, desce às maiores profundezas da alma, percorre de novo as trilhas já percorridas com a graça do perdão e avança por novos caminhos com a luz da esperança.

Finalizando, por este momento, diz-se com Willian Shakespeare que lutar pelo amor é bom, mas alcançá-lo sem luta é melhor ainda.

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A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.