quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A DESPEDIDA …

 

A DESPEDIDA...

O amor quando chega  acredita em eternidade,
Mas um dia se despede,  vai por outra estrada
Não olha para trás, nem se despede
Leva no coração  a mocidade
Parte, não fica, nada o impede.

O outro coração padece, mesmo em preces,
É o adeus...
Que deixa o peito angustiante,
No corpo a dor dilacerante
O grito dos  ais, dos lamentos agonizantes,
Dos instantes lacerantes.

De toda forma o Amor parte,
A despedida maltrata,fere, rasga o coração
A alma se rompe numa fração,
Corrompe-se, dilacera-se numa  sofreguidão
É  lâmina , navalha  que sangra a afeição.

A alma sofre, chora, padece,
O coração  se entristece,
Numa saudade que enternece,
Mas nada consola e o amor vai embora
O ser que fica compadece.

A despedida é triste,
É lástima, lágrima, drama
Pranto, sofreguidão,
É o adeus ...
O desenlace de sentimentos,
A despedida de momentos,
De um tempo que não volta atrás
E um amor que não se esquece jamais.

O adeus é o desenlace
De sentimentos,
De presenças, lembranças, momentos.
O adeus é distância que se apresenta,
É a partida desesperada,
É o esquecimento...
Ou a lembrança do enlace
Que se foi em disparada.

A despedida,
Por mais lânguida, por mais que se evite,
É sempre triste.
São seres que se separam,
Que se partem,
Um amor que diz adeus,
São corações que pulsam, não param,
São vivências que se dissipam,
São vidas que se separam.

A despedida
É a tão evitada renúncia,
A tudo o que se pensava ter,
A tudo que se pensava viver,
Uma palavra balbuciada... ADEUS.

2 comentários:

Isaac Melo disse...

Fascinante,
sua pena está cada dia melhor!

Meu fraterno abraço!

Luísa Galvão Lessa disse...

Caríssimo Isaac,

Agradeço, sempre, tamanha generosidade, pois minha pena ainda pena muito por tintas coloridas, luminosas, laboriosas. Sou uma aprendiz iniciante, tímida, temerosa, certa que preciso estudar mais e mais.
Um abraço acreano,
Luísa

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.