sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

LIBERDADE, INTIMIDADE E CUMPLICIDADE

 

Muita gente fala em intimidade como uma simples relação de amor. Mas intimidade é muito mais que isso, envolve um mundo a dois, requer muita sabedoria, antes de tudo. Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com a gente. Mais do que compartilhar um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, acompanhar aos lugares. Intimidade é não precisar ser acionado, intimidade é saber ser dois, viver a dois, dar e receber, sem cobranças. A intimidade deve ser, antes de tudo, um ato do coração.

A cumplicidade envolve escolhas e responsabilidades e o risco é inerente. Onde há risco não existe uma sensação plena de conforto. Por estas razões ao invés de investir ou cair na armadilha de uma intimidade sem limites, é recomendável investir na construção da cumplicidade, por meio da própria intimidade.

A cumplicidade verdadeira nada mais é do que o amadurecimento da intimidade com compromisso de felicidade. É a transformação de um sonho único em um projeto a dois. Isso é a cumplicidade verdadeira, onde o crescimento de um é compartilhado pelo outro. Nada de individualismo. É sonho e vida ea dois.

A intimidade cúmplice garante a autonomia para opinar, orientar e participar de forma sincera das escolhas do outro. E quando se fala em autonomia a responsabilidade surge automaticamente para ambos partilharem  fracassos e glórias, de mãos dadas, olhos nos olhos, dedos entrelaçados.

Intimidade e cumplicidade, numa relação, envolve as ideias, desejos, sonhos de um, do outro ou de ambos e das responsabilidades que estas realizações trazem. Portanto, cabe a cada parte do casal contribuir, orientar, partilhar, ensinar, tornar realidade, discutir problemas, achar soluções que não firam o amor, a individualidade de um e do outro. Portante, para se alcançar cumplicidade é necessário acumular intimidade.

Liberdade, Intimidade e Cumplicidade são palavras-rima que ressonam como letras unidas para compor a sequência que resulta em AMAR verdadeiramente! Assim, Intimidade é  quando nossos limites se relaxam e tocam a fronteira de outra pessoa.

Criar a Cumplicidade é permitir e abrir-se à Intimidade, tocando apenas de leve os limites do outro sem cruzar as barreiras da Liberdade. Isso permite à pessoa estar inteira dentro de um relacionamento onde há espaço para o AMOR crescer. Somente assim acontece a tão sonhada Cumplicidade que eterniza o AMOR!

DICAS DE GRAMÁTICA

 

PASSÍVEL e POSSÍVEL

Possível é o que pode se ou acontecer, que tem a possibilidades de.

Passível tanto significa “sujeito ou suscetível a experimentar sensações e emoções, a ser objeto de certas ações” quanto “sujeito a penas ou sanções”, como multa etc.

Nada é possível fora da lei.

Na condição de mães, somos passíveis de saudade e sofrimento.

Meu amigo fez concurso para fiscal da receita, mesmo sabendo que nesse cargo ele fica passível de remoção.

O desacato à autoridade é passível de altas penalidades.

2 comentários:

Anônimo disse...

Excelente discussão, todo casal deve ler. Infelizmente, vemos hoje uma quantidade cada vez maior de casamentos destruídos. É claro que existem várias razões para isso, mas uma delas é pelo fato de que tanto os homens como as mulheres perderam de vista o seu papel dentro do relacionamento. São egoístas, não sabem que a intimidade requer, antes de tudo, cumplicidade. Tudo com liberdade e respeito. Amei o texto, Doutora Luisa Lessa

Ana Maria Magalões - MG

Ana Lucia Tizzo disse...

[E isso mesmo, também entendo que intimidade não é fazer amor. É ir além do cotidino, ter a sabedoria de viver a dois em plenitude.

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.