sábado, 15 de março de 2014

COMO É O AMOR DE AMAR…

 

 

amar de verdade

 

   É sentir, repentinamente, os lábios falarem do amor para si como uma necessidade.

   É os dois, ao olharem para o futuro, fitarem na mesma direção.

   É uma parte sua viver com a outra, e a outra com uma parte sua...

   É deixar brotar o sentimento como água pura e cristalina.

   É um realizar para o outro o mundo que sonha para si.

   É oferecer o manto do sorriso para aliviar alguma dor ou tristeza.

   É construir um castelo no céu com cimento de nuvens e tijolos de estrelas.

   E exultar-se de contentamento ao imaginar o ser amado na sua imaginação.

   É desejar ter nos ouvidos a sua voz como uma oração.

   É nunca desejar outro ser por o seu ser estar pleno de Amor.

   É jamais oscilar diante do pêndulo das dificuldades.

   É revestir-se de Amor, tanto no dar quanto no receber.

   É ser feliz fazendo o outro ser feliz.

   É nunca dizer Não quando pode dizer Sim.

   É sentir a presença na saudade da ausência.

   É completar-se no outro sem ser o outro.

   É debruçar-se sobre si e sentir a felicidade de viver a dois.

3 comentários:

Juca de Sá Miranda disse...

Caríssima poetiza, quão belo é o Amor de amar! Realmente uma obra prima. Parabéns.

João Rosa de Assis disse...

Uma beleza de poesia, somente o Amor verdadeiro é capaz de traduzir-se com tal beleza. Eu adorei.

Nalzira Martins Aguiar disse...

Um poema que traduz felicidade, encantamento e alegria. Um hino de amor ou uma declaração? Não sei, não importa, mas tudo está perfeito, lindamente lindo. Parabéns, sábia poeta.

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.