terça-feira, 19 de agosto de 2014

MÁSCARA DA POLÍTICA EDUCACIONAL NO BRASIL

 

 

Falam especialistas que o Brasil avançou nos últimos 20 anos, mas a educação freou o desenvolvimento desse período, segundo o IDHM 2013 (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), divulgado na segunda-feira, 29/07/2014.

No Brasil, entra Governo e sai Governo e a conversa é sempre a mesma: “vamos investir em educação”. Em ano eleitoral, dizem os políticos: “o país avançou muito”. Talvez tenha avançado para o abismo, pois segundo índice divulgado pela Pearson Internacional, que faz parte do The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental, o Brasil ficou em penúltimo lugar. Dão lições ao mundo a Finlândia e a Coreia do Sul, os dois primeiros lugares. O Brasil só ganhou da Indonésia. É um resultado vergonhoso.

Os dados não são invenção e não possuem coloração partidária. É a constatação de uma educadora que muito trabalha em prol de mudanças positivas. Uma educadora que contribuiu para composição dos livros didáticos do Estado de São Paulo. O Acre não quer ajuda nessa área, há, aqui, “medalhões nos salários”, mas que nada escrevem, falam bajulações. Isso não ajuda, prejudica o Estado, o sistema educacional como um todo.

Então, votando aos dados, eles saíram do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), do documento Tendências em Estudo Internacional de Matemática e Ciência (TIMSS) e do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização (PIRLS) que compreendem o aprendizado de matemática, leitura e ciência dos alunos.

Veja-se o Ranking Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Educacionais:

 

1.Finlândia
2. Coreia do Sul
3. Hong Kong
4. Japão
5. Cingapura
6. Grã-Bretanha
7. Holanda
8.Nova Zelândia
9. Suíça
10. Canadá

11. Irlanda
12.Dinamarca
13. Austrália
14. Polônia
15. Alemanha
16. Bélgica
17. Estados Unidos
18. Hungria
19.Eslováquia
20. Rússia

21. Suécia
22.  República Tcheca
23. Áustria
24. Itália
25. França
26. Noruega
27. Portugal
28. Espanha
29. Israel
30. Bulgária

31. Grécia
32.Romênia
33. Chile
34.Turquia
35.Argentina
36.Colômbia
37. Tailândia
38. México
39.BRASIL
40.Indonésia

Fonte:Pearson/EIU

O desempenho de cada país mostra se ele está acima ou abaixo da média calculada a partir dos dados de todos os participantes. Segundo esses dados divulgados no último dia 27 de julho de 2014, 27 dos 40 países ficaram acima da média, enquanto 13 estão abaixo do valor mediano. O Brasil, que teve pontuação de -1.65, foi incluído no grupo 5, onde estão as sete nações com a maior variação negativa em relação à média global. É um dado assustador, fruto do descaso e do pouco compromisso com a educação brasileira.

A ONU, em 14/07/2014, por meio do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), diz que o Brasil deve investir em "políticas educacionais ambiciosas", para mudar a sua demografia.Todos os dados apontam que o Brasil vai mal, muito mal nas políticas educacionais.

E como é um sistema educacional eficaz? É aquele em que os alunos aprendem, passam de ano e concluem a educação básica. Esta é uma afirmação de que poucos vão discordar. Entretanto, a maioria dos sistemas educacionais no Brasil não cumpre essa missão. Há descaso, desvio de recursos, investimentos pífios, salários aviltantes pagos aos professores, escolas sem segurança, mal aparelhadas, sem infraestrutura, que pouco ou nada atraem os jovens, que preferem as ruas, as drogas, a violência, os furtos. Quando não, ficam em casa e quando saem para a escola procuram ir para lugares mais agradáveis.

O governo brasileiro, por meio do INEP, definiu metas para os sistemas educacionais e as escolas aperfeiçoarem a qualidade da educação oferecida, criando um índice de qualidade, chamado IDEB, para cada um dos três segmentos da educação básica. Mas de tudo que se diz, fica a pergunta: essas metas no INEP são suficientes para o país sair do atraso educacional?

Há medidas urgentes: escolas em tempo integral; professores motivados; escolas aparelhadas para que as pessoas nelas desejem permanecer com alegria, satisfação. Então, qualquer política de melhoria da qualidade dos sistemas escolares devem contemplar os três aspectos simultaneamente: o professor deve ensinar; o aluno deve aprender e passar de ano.

Finaliza-se com a frase memorável de Eduardo Campos: “ O Brasil tem jeito”. Devemos exigir prioridade à Educação, sem ela NUNCA avançamos, exceto para cair no abismo.

DICAS DE GRAMÁTICA

Algumas palavras trazem dificuldades ao brasileiro não acostumado à leitura e à produção de textos. Muitos são os indivíduos que usam menas em vez de menos, que é o certo. Para evitar essas gafes, o interessado em falar adequadamente tem de tomar muito cuidado e ler, ler, ler, ler bastante. Veja algumas palavras que apresentam dificuldades:

errado

certo

menas

menos

cincoenta

cinquenta

uma dó

um dó

barzinhos

barezinhos

ele possue

ele possui

beneficiente

beneficente

beneficiência

beneficência

reinvindicar

reivindicar

reicindir

reincidir

4 comentários:

Antonio Carlos Bonfim disse...

Uma realidade triste que os petralhas tentam esconder. Uma vergonha nacional. O Brasil precisa varrer os ladrões da política e eleger educadores para governar o país. Parabéns pela lucidez, clareza e seriedade do texto.

Gilson Lobo de Souza disse...

Texto bem escrito e fundamentado, dados reais. Ele desnuda o discurso da Dilma. É hora de o PT dizer Adeus. Fora! Parabéns pelo belo texto.

José Bento Silveira. disse...

Vou iniciar a segui-la, professora, pois tanto gosto das crônicas, artigos como da poesia. Tudo é lindo e bem escrito. Adoro a boa linguagem. Os temas são fascinantes. Parabéns.
Obs. Faça um texto sobre a Dilma e as mentiras dela.

Anônimo disse...

Em ano político só se fala em Educação de Qualidade. Depois, a qualidade passa para a conta bancária desses salafrários que enganam a nação, roubam o povo, os sonhos dos jovens, a fé dos adultos. Será que o país tem jeito? Como? Reelegendo a Dilma? Deus nos acuda.

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.