quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A VIDA QUE SE TEM


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Trago tanto sentimento,
Que é comum persuadir-me
De que sou ser sentimental,
Mas percebo, ao mensurar-me,
Que tudo é fruto do pensamento,
Do que nunca senti afinal.

Trago tanto sentimento
Da vida que vivi e viverei,
Da vida que é vivida,
E outra vida que é pensada,
Que por vezes a mente fica cansada,
Pelos sonhos que não conquistei.

Trago tanto sentimento,
Dentro de um coração enamorado,
Apaixonado pela vida,
A única vida que tenho,
Essa mesma vida dividida,
Entre o sonho, o real e a arte do engenho.

Trago tanto sentimento,
Sobre o certo e o errado na vida,
De sonho sonhado sobranceiro,
Com medo de errar no julgamento primeiro,
Faço da vida uma oração,
Em forma de diária devoção.

Trago tanto sentimento,
Em ser um ser concreto,
De pensamento correto,
Sem aniquilar ou frear o instinto,
Dele não me afasto e não minto,
Eu tenho um Deus por guia certo.

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A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.