quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A COMUNICAÇÃO ESCRITA E O SUCESSO PROFISSIONAL

 

https://blog.kairosmarketing.net/wp-content/uploads/2013/05/2635694952_452ee2f515_z.jpg

 

A grande dificuldade observada nos estudantes, modo geral, está na comunicação escrita. Eles dominam a língua portuguesa na feição oral, mas quando chega à hora de escrever é um Deus nos acuda... Por vezes não entendem ser a língua escrita diferente da feição oral. A escrita requer aprendizado, domínio das regras gramaticais e textuais. Então, é preciso deixar claro que a linguagem e, sobretudo, a comunicação escrita, conta com especialistas. Não é — como o processo educacional leva-os a acreditar — uma coisa natural. Natural é a fala, não a escrita. É por isso que a escrita conta com tantos aparatos: dicionários, gramáticas, revisores, editores, intérpretes, etc.

Independente de ser ou não estudante, quase todas as pessoas necessitam dominar a feição escrita da língua, pois a comunicação escrita é indispensável no mundo atual. Já passou o tempo em que os humanos ficavam somente nas palavras... E para perceber a importância da escrita, basta observar o mundo. Em volta das pessoas pululam mensagens eletrônicas, manuais, revistas, códigos de conduta, relatos, cartazes, anúncios, enfim, um mundo de leituras para ler e outras para fazer. A pessoa lê, registra, arquiva, reflete, analisa e escreve. Não há nada de anormal em não se saber escrever segundo a expectativa de um padrão ditado por razões sociais e culturais. Nem por isso se deixa de escrever, nem por isso se deve abandonar a escrita, pois ela é fonte de criação, de conhecimento, de memória, de interação social.

Vê-se que a comunicação escrita, dependendo do contexto e da finalidade, assume características muito peculiares. Por isso, não se pode pensar em texto como algo monolítico, como uma família em que todos tenham a mesma fisionomia. Há textos e textos, logo é preciso que os redatores se deem conta dessa numerosa diversidade.

Para muitos profissionais, escrever um simples memorando é uma tarefa tão árdua quanto falar em público: as palavras nunca parecem adequadas, as idéias recusam-se a seguir uma ordem lógica e o resultado final quase sempre fica abaixo das expectativas. O fato é que, nestes tempos de comunicação virtual, as pessoas parecem estar perdendo a capacidade de escrever. E o pior, estão dando pouca importância à qualidade da comunicação escrita, cada vez mais restrita às mensagens telegráficas dos e-mails.

Assim, em face às expectativas do mundo atual, é basilar saber escrever. Isso não significa que cada profissional se torne um especialista da escrita. Todavia é preciso reconhecer que uma capacitação técnica ajuda e muito a melhorar o desempenho cotidiano. Com isso, se ganha tempo, produtividade e excelência. Mas isso — fique claro — nada ou pouco tem a ver com gramática, como muitos pensam. A urgência reside na necessidade cotidiana e imperiosa de se escrever e de se utilizar a língua como ferramenta de trabalho.

Por isso tudo é importante seguir um aprendizado, mas com a certeza que ele não acontece por "milagre" e nem será do dia para a noite que há de se aprimorar a comunicação escrita. É preciso investir na capacitação profissional, porque cada pessoa é aquilo que fala e escreve. Alguns escrevem mais e melhor que outros. Então, se é importante competir, logo surge à necessidade de dominar esse código da escrita, não apenas desenhando letras, mas produzindo textos (orais e escritos) que digam daquilo que somos, diferentemente de outros. Aí, então, a comunicação escrita fará a diferença no mundo do trabalho hoje tão competitivo.

Nenhum comentário:

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.