quarta-feira, 9 de novembro de 2011

INDISCIPLINA E AGRESSIVIDADE NO CONTEXTO ESCOLAR

Ser professor nunca foi uma tarefa simples. Hoje, porém, novos elementos vieram tornar o trabalho docente ainda mais difícil. A disciplina parece ter se tornado particularmente problemática. E analisar as causas do fato é preocupação sobre a qual, hoje, se debruçam todos os que estão envolvidos com educação, que desejam uma escola de qualidade. É claro que são inúmeros, não apenas um, os elementos que concorrem para a atual e caótica situação educacional brasileira. Aqui enumeramos alguns itens responsáveis pela indisciplina escolar:

a) Incompetência emocional - grande parte dos problemas de violência provém de uma falta de controle das emoções;

b) Aumento do individualismo - o egocentrismo impede o aluno de ver o outro como um mediador na busca do conhecimento escolar, seja o outro professor ou o colega nas trocas indispensáveis nos trabalhos em grupo. Tentativas constantes de fazer a aula girar em torno de seus interesses e ideias;

c) Desapego da escola - as mesmas atitudes individualistas e a falta de sentido de cooperação levam a um desapego do aluno a respeito da instituição escolar como micro sociedade na qual convive em grande parte do tempo;

d) Condutas violentas - a aprendizagem da violência, em um contexto no qual esta aparece como única forma de solução dos conflitos leva a atitudes e comportamentos violentos, o que freqüentemente é potencializado pela incompetência emocional anteriormente assinalada;

e) Ausência de limites sociais – fato que gera interrupções inoportunas, confusões, conflitos em sala de aula, que perturbam o ambiente externo adequado a uma boa aprendizagem;

f) Desvalorização, desqualificação do professor – é questão grave que afeta todo o sistema educacional como um todo;

g) Tendência à intolerância - os contra-valores mencionados, de individualismo, competitividade, falta de solidariedade, etc., freqüentemente levam, também, a uma intolerância com o diferente;

h) Tensões - grande ansiedade junto com a conduta indisciplinada causando alterações no foco de atenção, atrapalhando a memória imediata e do meio prazo em testes e provas, perturbando as construções de relações lógicas apoiadas nas informações do momento e nas anteriores;

i) Atenção dispersa - dividida, voltada para as brigas, trapaças, roubos, etc., em que esteja envolvido direta ou indiretamente, ou seja, simples “torcedor” na sala de aula ou fora dela;

j) Perda de aulas - por atraso ou retirada de sala por indisciplina ou ainda suspensões disciplinares, gerando descontinuidade na construção de determinados conhecimentos;

k) Não cumprimento de tarefas escolares – essas atividades são suportes para a aprendizagem, limites, disciplina, respeito etc. Quando o aluno não faz as tarefas ele desrespeita o sistema educacional.

Assim, em todos esses casos, é fundamental à educação saber estabelecer limites e valorizar a disciplina. E, para isso, é necessária a presença de uma autoridade saudável, capaz de conduzir os alunos ao bom caminho, para que eles saibam o que podem ou não fazer dentro ou fora da escola. A educação é um processo amplo, longo, não se encerra nos muros da escola, se estende pelas ruas, praças, avenidas, casas, transportes, relações interpessoais, familiares, escolares, sociais. O estudante necessita aprender a conviver em sociedade, respeitar a escola, os professores, os pais, os amigos, enfim, respeitar as ruas por onde ele transita como uma pessoa que está construindo a sua cidadania.

A indisciplina e a agressividade constituem-se em um desafio para os docentes, representa um dos principais obstáculos ao trabalho pedagógico, demonstra a ausência de regras e limites por parte da criança. Necessitamos de uma postura compartilhada em relação à indisciplina, investindo na prevenção. A escola deve funcionar através de espaços e tempos geridos com critérios adequados à participação e ao diálogo entre os alunos e destes com os professores, onde o problema deve ser contextualizado, analisando as suas causas profundas e favorecendo a mobilização de ações alternativas.

DICAS DE GRAMÁTICA

QUAL O PLURAL DE PÉ-DIREITO

- A este termo usado para indicar a altura do pavimento ao teto, formado por um nome e um adjetivo, aplica-se a regra do exemplo anterior, ou seja, ambos os elementos vão para o plural.

Assim:

Pé-direito            -      pés-direitos.

Amor – perfeito   –    amores-perfeitos.

Surdo-mudo    -     surdos-mudos.

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A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.