quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O SENTIDO DE ESCREVER O PRÓPRIO NOME

 

Fonte: Imagem colhida na Internet

Ser capaz de escrever o próprio nome tem significado, ao longo dos tempos, como uma das maiores conquistas para o ser humano. Pode-se, de certa forma, atribuir, a essa conquista, uma forte conotação simbólica: para o adulto analfabeto, ser capaz de escrever o próprio nome significa dar os primeiros passos para ultrapassar a linha divisória que o exclui do grupo dos que não assinam, dos que usam as digitais do seu polegar para serem reconhecidos como cidadãos.

Enquanto para a criança, essa escrita possibilita uma atividade que lhe permite refletir sobre o sistema da escrita, ingressando na parte específica e tão valorizada da cultura nacional. Modo geral, escrever o próprio nome é uma ação marcada pelo prazer resultante do sentimento de ser capaz de escrever e de se reconhecer naquela escrita como um ser social, que tem um nome e é capaz de interagir com os demais seres.

Por isso a escrita do nome próprio tem papel fundamental no processo de alfabetização das pessoas, pois representa um passo importante de sua entrada no mundo da escrita. O conhecimento do nome próprio tem duas consequências importantes para os estudantes que estão em processo de alfabetização: 1) uma escrita livre do contexto; 2) uma escrita que informa sobre a ordem não-aleatória dentro do conjunto de letras.

Desse modo, tanto para os adultos quanto para as crianças, ainda que a escrita do próprio nome, inicialmente, não se dê dentro da norma padrão, essa descoberta possibilita pensar sobre o sistema da escrita, uma vez que os aprendizes estão lidando com um modelo estável, que se refere a um único objeto, e que -- além de não permitir ambigüidade, na sua interpretação -- tem carga valorativa, pois se relaciona com a identidade da pessoa. Pois o humano começa, exatamente, no escrever seu próprio nome.

Depois, não se pode perder de vista que saber escrever o próprio nomeo é uma das mais importantes conquistas do educando que entra no mundo das letras. Para ele, o conjunto de letras que compõe seu nome o representa, proporciona a percepção de si como um ser social, diz algo sobre sua identidade, sua filiação, sua história. A escrita do nome próprio tem papel fundamental no processo de alfabetização do educando, pois representa um passo importante de sua entrada no mundo da escrita.

O conhecimento do nome próprio tem duas conseqüências importantes para as pessoas: a) uma escrita livre do contexto; b) uma escrita que informa sobre a ordem não-aleatória dentro do conjunto de letras.

A escrita do próprio nome representa, pois, uma oportunidade privilegiada de reflexão sobre o funcionamento do sistema de escrita, pelas seguintes razões: tanto do ponto de vista lingüístico, como do gráfico, o nome próprio é um modelo estável. É um nome que se refere a um único objeto, identificando-o em relação aos demais seres. O nome tem valor de verdade, porque se reporta a uma existência, a um saber compartilhado por ambos, emissor e receptor.

Diz-se, ao final desta reflexão, que a incorporação da escrita, como forma de produção e conservação do conhecimento, trouxe uma dupla diferença aos seres humanos: foi preciso ensinar o conhecimento que se tornava cada vez mais amplo e complexo. Ainda, foi fundamental, ao aprendizado do conhecimento, o aprendizado da escrita. Esse desafio persiste há 3.000 anos e, ainda hoje, a humanidade não conseguiu vencê-lo. Há muita gente que desconhece o mundo mágico da escrita. Há tanta gente que sabe falar aquilo que deseja escrever, mas não consegue escrever o que sabe dizer. Então a escrita tem seu encanto, magia, mistério.

DICAS DE GRAMÁTICA

QUANDO SE EMPREGA A e ?

- A / (em função do espaço de tempo).

- A (preposição): "Ela voltará daqui a meia hora". (tempo futuro)

- (verbo haver): "Ela saiu há dez minutos”. (tempo decorrido)

A PAR ou AO PAR?

A PAR - Significa ciente, bem informado.
Ex.: A Reitora está a par dos últimos acontecimentos.
AO PAR - Significa de acordo com a convenção legal.
Ex.: Os papéis de crédito estão ao par.

PARA MIM FAZER ou PARA EU FAZER?

- Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

HAJA VISTO ou HAJA VISTA?

- A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.

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A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.