sexta-feira, 27 de julho de 2012

É hora de conhecer as alterações na Língua Portuguesa

 

Desde o dia primeiro de janeiro de 2009 entrou em vigor a unificação da língua portuguesas nos países que falam português. Ou seja, passou a vigorar o acordo Ortográfico no mundo lusófono. Muitas regras gramaticais que eram comuns para os brasileiros deixam de existir. Aqui, neste texto, trazemos algumas das modificações ocorridas e que o povo que fala português deve internalizar, aprender, para errar menos ao escrever. No dia 31 de dezembro de 2012 a ortografia antiga deixa de ser usada. Então, vamos assimilar as mudanças.

1 - Fim do trema

O acento é totalmente eliminado. Assim, a palavra freqüente passa a ser escrita frequente. Só nomes estrangeiros como Müller manterão o trema.

Eliminação de acentos em ditongos

Acaba-se o acento nos ditongos “ei” paroxítonas. Assim, idéia vira ideia.

O acento circunflexo quando dois “os” ficam juntos também some. Assim, vôo vira voo.

2 - Cai o acento diferencial

Aquele acento que diferenciava palavras homônimas de significados diferentes acaba. Assim, pára do verbo parar vai ficar apenas para. O acento diferencial permanecerá nos seguintes casos:

* pode (como presente do indicativo) e pôde (no pretérito)

* por (preposição) e pôr (verbo)

* A terceira pessoa do plural de ter e vir permanece com acento, assim como suas variações. Eles têm, eles intervêm.

3 - Mudanças nos hifens

Sai a maioria dos hifens em palavras compostas. Assim pára-quedas vira paraquedas. Quanto houver necessidade será dobrada a consoante. Assim contra-regra vira contrarregra. Será mantido o hífen em palavras compostas cuja segunda palavra começa com h como pré-história.

Em substantivos compostos cuja última letra da primeira palavra e a primeira letra da palavra seguinte são a mesma, será feita a introdução do hífen. Assim microondas vira micro-ondas. As palavras que têm os prefixos ex, sem, além,aquém, recém, pós, pré e pró ficam com o hífem. Portanto, será escrito como antes: ex-presidente, sem-terra, recém-nascido e pós-graduação. Assim como as palavras com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Quem escrevia jacaré-açu vai continuar escrevendo jacaré-açu.

4 - Inclusão de letras

As letras antes suprimidas do alfabeto português (k, y e w) voltam, mas só valem para manter as grafias de palavras estrangeiras;

5 - Fim das letras mudas

Em Portugal, é comum a grafia de letras que não são pronunciadas como facto para falar fato. Essas letras somem com a reforma.

6 - Dupla acentuação

Há algumas diferenças de acentuação entre o Brasil e Portugal principalmente quando se fala do acento circunflexo e agudo. Assim, os brasileiros escrevem econômico e os portugueses, económico. Essa diferença foi mantida.

Numa sociedade como a brasileira, marcada desde suas origens por uma divisão social profunda entre uma minoria privilegiada e uma imensa maioria marginalizada, a língua sempre foi um símbolo importante para as elites dominantes. “Saber português” é uma condição tida como sine qua non para que alguém se incorpore ao círculo dos que podem.

DICAS DE GRAMÁTICA

VIVE "ÀS CUSTAS" DO PAI ou VIVE À CUSTA DO PAI?

- O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

NÃO VIU QUARQUER RISCO ou NÃO VIU NENHUM RISCO?

- Segunda a gramática a frase correta é “Não viu nenhum risco”. Depois de negativas só se emprega “nenhum” e nunca “qualquer”. Assim, diz-se: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.

QUEBROU O ÓCULOS ou QUEBROU OS ÓSCULOS?

A Concordância, nesse caso, faz-se no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

Nenhum comentário:

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.