sábado, 12 de outubro de 2013

A DESPEDIDA...

 

O amor quando chega acredita em eternidade,

Mas um dia se despede, vai por outra estrada

Não olha para trás, nem se despede
Leva no coração a mocidade

Parte, não fica, nada o impede.

 

O outro coração padece, mesmo em preces,

É o adeus...
Que deixa o peito angustiante,
No peito a dor dilacerante

O grito dos ais, dos lamentos agonizantes,

Dos instantes lacerantes.

 

De toda forma o Amor parte,

A despedida maltrata,fere, rasga o coração

A alma se rompe numa fração,

Corrompe-se, dilacera-se numa fração

É lâmina , navalha que sangra a afeição.

A alma sofre, chora, padece,

O coração se entristece,

Numa saudade que enternece,

Mas nada consola e o amor vai embora
O ser que fica compadece.


A despedida é triste,

É lástima, lágrima, drama

Pranto, sofreguidão,

É o adeus ...

O desenlace de sentimentos,

A despedida de momentos,

De um tempo que não volta atrás

E um amor que não se esquece jamais.

 

O adeus é o desenlace
De sentimentos,
De presenças, lembranças, momentos.

O adeus é distância que se apresenta,
É a partida desesperada,
É o esquecimento...
Ou a lembrança do enlace

Que se foi em disparada.

 

A despedida,
Por mais lânguida, por mais que se evite,
É sempre triste.

São seres que se separam,
Que se partem,

Um amor que diz adeus,

São corações que pulsam, não param,
São vivências que se dissipam,

São vidas que se separam.


A despedida
É a tão evitada renúncia,
A tudo o que se pensava ter,
A tudo que se pensava viver,

Uma palavra balbuciada... ADEUS.

2 comentários:

Anônimo disse...

É um poema belo, um grito e lamento de dor. Será a alma da autora ou o eco da poesia? Você é muito bonita e atraente. Depois, inteligente. Então, porque padece desconte o teu coração? Me ama, mulher, eu te darei o Céu a Lua, as Estrelas. De ofereço o canto dos pássaros, numa serenata de amor pra que adormeças em meus braços... Com respeito, mas não resiste... eu te quero abraçar. Meus Deus!

Anônimo disse...

Oi, minha sedução, paixão, ilusão... eu não te esqueço... será que você está sozinha e pode me amar??? Meu Deus, como eu te qeria para mim... desculpa, esse teu poema tocou meu coração, é imensa a tua sensibilidade, inteligente e sensível mulher, My Good!!!

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.