quinta-feira, 24 de julho de 2014

SENTIDO DA VIDA




O sentido da vida constitui um questionamento filosófico acerca do propósito e significado da existência humana e do viver no mundo habitado tantas pessoas, todas diferentes umas das outras. Eu sei que muita gente se martiriza por aquilo que não alcança na vida. Mas o segredo da felicidade não está nos bens materiais ou nas pessoas. Está na alma de cada um de nós, naquilo que somos. É no encontro consigo mesmo que se dá essa comunhão. Não pertencemos a ninguém e também não somos donos de ninguém. As pessoas se dão, se amam, se respeitam, fazem trocas. Por isso tudo não podemos agir como se a vida fosse um tribunal. O melhor que se faz é deixar de ser “juiz” de si e dos outros e passar a ouvir a voz do coração.
É fundamental ter consciência que não somos seres perfeitos. Então, por que procurar a perfeição nos outros? Importante é cada ser viver a pessoa que carrega dentro de si, com autenticidade, firmeza, compromisso, lealdade. Assumir os próprios sentimentos é ato de coragem, nunca de covardia. Nunca se deve dizer SIM para agradar alguém. O SIM, deve vir do coração, dos sentimentos que se tem, da convicção daquilo que se deseja. Não se deve contar receios pessoais aos outros. Eles não são você, não conhecem sua alma e nem sempre te guardam no coração deles. Confie em seus próprios critérios.
Sinto que o viver é uma experiência fantástica, por isso não se deve permitir que alguém fira esse bem sagrado que é a nossa vida, nosso coração, nosso jeito de sentir o mundo e as pessoas. O mundo tem muitas coisas boas a oferecer para quem tem a ousadia de buscar e a sabedoria para ler aquilo que muitas vezes fica diante de nós apenas uma vez. Por isso cada ser deve ser verdadeiro para ler a vida com os olhos do coração, pois esse é o caminho da felicidade.
Eu sei que o Amor é a base da vida. Também sei que há pessoas que se anulam em nome de um falso amor e acabam sozinhas. Há quem invista tudo nos outros e depois não tem uma mão para apertar, um corpo para abraçar, um coração a pulsar e a falar palavras de carinho, afeto, cumplicidade, amizade. Não tem uma mão para segurar e pensar consigo: eu tenho ao meu lado alguém que gosta verdadeiramente de mim. Esse tipo de gente vive para os outros, esquece-se que ninguém vai viver sua vida, caminhar, conversar, passear, dormir , acordar junto.
O amor verdadeiro nunca faz sofrer. Traz alegria, motivação e prazer, age sempre com o poder de harmonizar, compreender as relações humanas, nunca diminuir o outro ou apontar o dedo no nariz. A vida não deve punir e sim ensinar. Então é melhor escolher a comédia e largar o drama. Conhecer-se é fundamental, saber avaliar aquilo que lhe dá prazer é respeitar os próprios sentimentos. Nunca esconder-se para os outros e menos, ainda, para si. Por tudo isso eu acredito que a vida guarda a sabedoria do equilíbrio que cada um deve ter diante do outro e da vida. Dizem ser a luta indispensável para realizar as metas da alma, mas eu acredito que a felicidade não exige luta, requer amor e respeito a si. E essa felicidade é feita de pequenas pérolas que a pessoa cultiva a cada dia, a cada hora, a cada segundo, usando as armas que carrega no coração.




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A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.