quinta-feira, 3 de março de 2016

REPÚDIO AOS BAJULADORES (OS PUXAS-SACO)












La Fontaine dizia que “todo bajulador vive à custa de quem o escuta”. O bajulador agrada o bajulado festejando-o como um cão fareja o dono, mas com o nariz e a boca sujos das impurezas da sua própria imundície fisiológica. Por serem tão mal cheirosos, devem-se afastá-los para que não contaminem, com o odor fétido, o ambiente em que vivemos.


Nota-se, no nosso meio, que os puxas-saco são expertos e bons psicoanalistas; eles farejam bem aqueles mais vulneráveis aos assédios das “loas” cantadas aos seus ouvidos. É no universo político onde eles se esbaldam em interminável festim. É o Éden e a Serra Pelada deles, é aí que parasitam a fartura e onde vivem e envelhecem adulando e para adular.


Esta palavra “adular” vem do Latim adulare, “lisonjear, afagar”. De início, parece que este verbo se aplicava aos afagos feitos num cão, depois aos que este fazia ao dono, abanando o rabo e se mostrando contente mesmo quando não fosse bem tratado. Esse figurativismo imaginado é muito apropriado e elucidativo. [Do lat. bajulatore.] Adjetivo. 1. Que bajula; adulador, adulão, aduloso, babão, cafofa, chaleira, chaleirista, incensador, lambedor, lambeta, lambeteiro, louvaminheiro, puxa-saco ou puxa-sacos, sabujo, xereta. Substantivo masculino.
2. Aquele que bajula; adulador, adulão, aduloso, babão, baba-ovo, banhista, cafofa, chaleira, chaleirista, cheira-cheira, chupa-caldo, corta-jaca, engrossador, enxuga-gelo, escova-botas, incensador, lambedor, lambe-botas, lambe-cu, lambe-esporas, lambeta, lambeteiro, louvaminheiro, puxa-saco ou puxa-sacos, sabujo, xeleléu, xereta, rêmora, peixe piloto… Ufa! E tem mais!


Aqui, no Acre, assistimos, vez por outra, casos repugnantes de bajulação. Eles são de variadas naturezas e interesses, mas todos envergonham e amesquinham a vida social. Diz François La Rochefoucauld  que “A bajulação é a moeda falsa que só circula por causa da vaidade humana”. E eu acredito nesse pensamento.


O ser humano é vaidoso por excelência, mas essa vaidade não deve, NUNCA, mesclar-se com a desonestidade, a farsa, a mentira. Querer o melhor para si e os seus faz parte das lutas humanas. Agora querer ser maior que os outros, deixando atrás de si um rastro de mutretagem e, ainda, por essas estripulias ganhar prêmios? Eu considero, particularmente, a maior falta de vergonha na cara. E o que dizer de quem recebe um prêmio de “mérito cultural” quando, em verdade, só atravancou a cultura, surrupiou erário público, fraudou eleições, perpetuou-se e tirou vantagens do cargo por duas décadas, enganou a sociedade e aos seus “amigos”? – Uma pouca vergonha.


E o que dizer dos bajuladores? Os bajuladores se parecem amigos, assim como o lobo é amigo do cão. Marquês de Maricá diz que o “Os aduladores são como as plantas parasitas que abraçam o tronco e ramos de uma árvore para melhor a aproveitar e consumir”.


Dissemos, também, que os bajuladores levam a vida para adular, assim envelhecem adulando. Esta palavra vem do Latim adulare, significa“lisonjear, afagar”. De início, parece que este verbo se aplicava aos afagos feitos num cão, depois aos que este fazia ao dono, abanando o rabo e se mostrando contente mesmo quando não fosse bem tratado. Esse figurativismo imaginado é muito apropriado e elucidativo. [Do lat. bajulatore.] Adjetivo. 1. Que bajula; adulador, adulão, aduloso, babão, cafofa, chaleira, chaleirista, incensador, lambedor, lambeta, lambeteiro, louvaminheiro, puxa-saco ou puxa-sacos, sabujo, xereta. Substantivo masculino. 2. Aquele que bajula; adulador, adulão, aduloso, babão, baba-ovo, banhista, cafofa, chaleira, chaleirista, cheira-cheira, chupa-caldo, corta-jaca, engrossador, enxuga-gelo, escova-botas, incensador, lambedor, lambe-botas, lambe-cu, lambe-esporas, lambeta, lambeteiro, louvaminheiro, puxa-saco ou puxa-sacos, sabujo, xeleléu, xereta, rêmora, peixe piloto… Ufa, uma adjetivação sem fim!


Esses bajuladores, não poderiam fugir à regra, são seres perigosos, de péssimo caráter, que findam por trair exatamente àqueles a quem adularam e de quem receberam gratos benefícios. Esse fenômeno da moral, isto é, a traição, ocorre geralmente antes de alguém deixar um cargo ou para agraciá-lo após perder um que teve de má fé e perdeu pela força popular. Depois, esses mesmos que premiam viram a casaca. Passam a detratar justamente àqueles a quem antes bajulavam em troca de benefícios.


Os bajuladores são como Judas, que traiu Jesus. Ainda assim, sem fugir à regra que estatui os bajuladores, ele traiu a Jesus da forma mais abjeta e venal: por dinheiro, trinta moedas romanas! E os bajuladores dos malfeitores acreanos, qual a moeda de troca? Ao final, eles vendem o próprio elogiado, isso porque são despidos de valores morais. São cracas marinhas que contaminam o mar da vida. Pobres criaturas!

Nenhum comentário:

A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.