quinta-feira, 27 de agosto de 2009

COMO COMPETIR NA ERA DO CAPITAL HUMANO?

O mundo passa por transformações em praticamente todas as atividades humanas, o que inclui, sobretudo, o universo do trabalho que, com o advento da globalização, não querendo ou mesmo não sabendo, todos nós participamos de uma concorrência mundial. Em verdade, mudanças sempre existiram. Porém, hoje, as mudanças são constantes e a velocidade em que elas ocorrem é cada vez mais rápida. O sucesso de ontem já não garante mais o sucesso de hoje e, conseqüentemente, não sustentará o sucesso de amanhã.

O acadêmico americano Edward Lawler [especializado em psicologia e administração], fundador e diretor do Centro para Organizações Eficientes, um centro de investigação da Escola de Administração de Empresas da Universidade da Califórnia do Sul, aponta as principais forças que vêm regulando o cenário atual, seja ele econômico ou empresarial. O sistema econômico mundial está, hoje, fortemente inserido no domínio do sistema privado sobre a propriedade governamental do mercado livre sobre um controle central. O capitalismo se sobrepondo ao socialismo, a democracia ao comunismo e, por último, os mercados abertos praticamente eliminando os mercados fechados.

Dentre as características que definem um profissional atual, de alta performance, podem-se enumerar: liderança, alinhamento de propósitos, comunicação afetiva, uma visão comum do futuro, foco no mercado de trabalho, talentos criativos, rapidez de respostas, responsabilidades compartilhadas, senso de justiça, ética.

Competir na era do capital humano exige muito trabalho, esforço e determinação. O ser humano, com toda a sua potencialidade, é a figura principal na formatação destes novos tempos e, efetivamente, pode fazer a diferença no sentido de construir empresas mais ágeis e lucrativas, assim como um mundo justo e humano. Pois, somente assim terá valido à pena ter vivido estes novos tempos em que o capital humano é personagem principal desta nossa história. Vejam-se os novos paradigmas:

Novos Paradigmas no Cenário Mundial
DE x PARA:
Pouca Competitividade x Competição Global
Estabilidade x Mudanças
Previsibilidade x Incertezas
Individualismo x Parceria
Rigidez Hierárquica x Flexibilidade
Poder Centralizado x Empowerment
Relação Ganha X Perde x Relação Ganha X Ganha
Crescimento da População x Diminuição da População
Motivação do tipo "Dilbert" x Competência e Profissionalismo
Segurança no Emprego x Empregabilidade
Diploma x Educação Continuada
Carreira Definida pela Empresa x Carreira como Responsabilidade do Individuo
Cargos x Espaço Organizacional

Algumas conclusões são oportunas à luz deste novo cenário. A capacitação das pessoas será um dos fatores críticos de sucesso para a sobrevivência das empresas, nestes novos tempos. A prontidão para agir é outro ponto importante, ou seja, necessitamos de pessoas pró-ativas que possam ousar, mesmo correndo riscos calculados, mas que tentem buscar novas soluções para antigos problemas e que se sintam motivadas a fazerem isto.

O conhecimento está em alta nesta era do capital humano, porém conhecimento só não é suficiente. É preciso que esse conhecimento possa ser colocado em prática, pois são as ações provenientes dele que gerarão as soluções de que necessitamos. Resultados são conseqüências do nosso poder de criar soluções para os problemas ou desafios que nos são apresentados. Estamos passando de uma força de trabalho braçal para uma força de trabalho intelectual.

Na verdade, a palavra emprego está em extinção, bem como quase tudo o que dela decorre. Hoje o que devemos buscar é um trabalho. Antigamente o importante era a pessoa ter um emprego para toda vida. Hoje o que importa é a pessoa ser empregável pela vida toda. Vivemos numa sociedade espantosamente dinâmica, instável, desafiadora e ao mesmo tempo evolutiva. Este é o nosso tempo. É urgente adequar-se a ele.

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A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.