sábado, 21 de fevereiro de 2015

CURVAS DA VIDA


vida e esperançaLuisa Lessa3

Eu já vivi alguns anos,
Passei por muitos enganos,
Convivi com seres intocáveis,
E vi que eram insubstituíveis,
Pessoas raras, inesquecíveis,
Mas que esqueci....


Agi muitas vezes por impulso,
Ouvi choros e soluço,
Tudo tocou meu coração,
Que não é ferro nem alçapão,
É órgão suave, terno, ardoroso,
Que tudo sente em alvoroço…


Eu já abracei para consolar,
Fiz esforço na vida para não soluçar,
Não sentir e sofrer dores alheias,
Fugir das armadilhas e teias,
Viver na minha paz,
Sem vícios ou vida fugaz…


Eu lutei por minha profissão,
Dela fiz altar e missão,
Nela eu já amei e fui amada,
Também já fui rejeitada,
Eu fui amada e não amei,
Fui traída e não trai…


Eu tenho consciência da vida,
Embora seja  mulher atrevida,
Que preza os valores dos homens e de Deus,
Mas sigo preceitos meus,
Sem enganar, mentir, falsear,
Carrego recordações alegres, tristes, doloridas…


Eu sou mulher que curou feridas,
E a Deus bendiz a vida,
Um amor eterno, sublime,
Que com bênçãos a alma redime,
Em versos, histórias, memórias,
Tudo colheita das recebidas glórias…


Eu sou uma adulta mulher-criança,
Que no dedo carrega aliança,
Um compromisso assumido na vida que dança,
Com hinos, fé, esperança,
Vivo com atenção e zelo por gente,
Que não aprendeu a se dar,
Para uma mulher que sabe amar…









































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A vida da gente é feita assim: um dia o elogio, no outro a crítica. A arte de analisar o trabalho de alguém é uma tarefa um pouco árdua porque mexe diretamente com o ego do receptor, seja ele leitor crítico ou não crítico. Por isso, espero que os visitantes deste blog LINGUAGEM E CULTURA tenham coerência para discordar ou não das observações que aqui sejam feitas, mas que não deixem de expressar, em hipótese alguma, seus pontos de vista, para que aproveitemos esse espaço, não como um ambiente de “alfinetadas” e “assopradas”, mas de simultâneas, inéditas e inesquecíveis trocas de experiências.